Saúde
Manifesto dos Treze Generais
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O Manifesto dos Treze Generais foi um documento assinado por treze autoridades militares do Brasil, datado de 31 de março de 1892 e publicado em abril, logo no início do governo Floriano Peixoto, que assumiu após a renúncia de Deodoro da Fonseca.[1]
O manifesto contestava a legitimidade do governo e condenava as atitudes de Floriano Peixoto contra rebeliões nos estados e solicitava convocação de nova eleição para a presidência da república. Abaixo está o manifesto na integra.[2.1]
Os abaixo assignados,
officiaes generaes do exercito e da armada, não querendo, pelo silencio, comparticipar da responsabilidade moral da actual desorganisação em que se acham os Estados, devido á intervenção da força armada nas deposições dos respectivos governadores, dando em resultado a morte de innumeros cidadãos, implantando o terror, a duvida e o luto no seio das familias, appellam para vós, marechal, para que façaes cessar tão lamentavel situação. A continuar por mais tempo semelhante estado de desorganisação geral do paiz, será convertida a obra de 15 de Novembro de 1889 na mais completa anarchia. E os abaixo assignados, crentes, como estão, que só a eleição do presidente da Republica, feita quanto antes, como determinam a Constituição Federal e a lei eleitoral, porém, livremente, sem a pressão da força armada, se poderá restabelecer promptamente a confiança, o socego e tranquilidade da familia brazileira, e bem assim o conceito da Republica no exterior, hoje tão abalados, esperam e contam que neste sentido dareis as vossas acertadas ordens, e que não vacillareis em reunir este importante serviço civico aos muitos que nos campos da batalha já prestaste a esta patria.
Signatários
- Marechal José de Almeida Barreto;
- Vice-almirante Eduardo Wandenkolk;
- General de divisão José Clarindo de Queirós;
- General de divisão Antônio Maria Coelho, Barão de Amambaí;
- General de divisão Cândido José da Costa;
- Contra-almirante José Marques Guimarães, comandante da 1.ª Divisão de Cruzadores;
- General de brigada João Nepomuceno de Medeiros Mallet;
- Contra-almirante Dionísio Manhães Barreto, membro efetivo do Conselho Naval;
- General de brigada João Severiano da Fonseca, 2.º vice-presidente do IHGB;
- Contra-almirante Manuel Ricardo de Cunha Couto, inspetor do Arsenal da Marinha da capital federal;
- General de brigada João José de Bruce;
- General de brigada José Cerqueira de Aguiar Lima;
- General de brigada João Luís de Andrade Vasconcelos.
Floriano Peixoto, no dia seguinte à publicação do manifesto, manda reformar os signatários e prender alguns deles.
Referências
- ↑ «História Hoje: Em 1892, treze generais assinavam manifesto contra Floriano Peixoto». Agência Brasil | Radioagência. 30 de março de 2017. Consultado em 7 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2026
- Freire, Felisbello Firmo de Oliveira (1896). «Historia da revolta de 6 de setembro de 1893». Cópia arquivada em 9 de agosto de 2026
- ↑ pg. 41
Fontes
- Textos Políticos da História do Brasil, Vol. III, Primeira República, Paulo Bonavides e Roberto Amaral, org., ed. Senado Federal, 2002.
