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Lino Ferreira
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| Lino Ferreira | |
|---|---|
| Nascimento | 26 de julho de 1884 Campo Grande, Lisboa Portugal |
| Morte | 29 de abril de 1939 (54 anos) Camões, Lisboa Portugal |
| Ocupação | Diretor Produtor Ator Roteirista |
Sebastião Lino Ferreira (Campo Grande, Lisboa, 26 de julho de 1884 — Camões, Lisboa, 29 de abril de 1939) foi autor de revistas, empresário, ator, homem de teatro e cineasta português, um dos pioneiros do cinema de Portugal e um dos principais nomes do teatro de revista de seu país no início do século XX.
Biografia
Era filho do empregado comercial Sebastião Gomes Ferreira e de Maria Henriqueta Seguro Ferreira, doméstica, ambos naturais de Lisboa (das freguesias dos Mártires e da Madalena, respetivamente).[1]
A 29 de julho de 1905, casou na igreja paroquial do Coração de Jesus, em Lisboa, com Hortência Laborde Monteiro (Mercês, Lisboa, c. 1884), doméstica, filha de Augusto José Monteiro, natural de Lisboa, e de Rosa da Piedade, natural da freguesia e concelho de Alcochete.[2]
Escreveu mais de mais de 200 atos para o teatro ligeiro, entre peças, revistas e operetas. A sua primeira comédia, Não apertem a tarraxa, foi representada no Teatro do Príncipe Real, mais tarde Teatro Apolo. Com Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, levou à cena a revista Sol e Sombra, em 1910, também no Teatro do Príncipe Real. Foi administrador do Teatro Nacional Almeida Garrett - atualmente, Teatro Nacional D. Maria II -, fundou o Cinema Odéon e foi empresário de várias salas de espetáculos, como Chiado Terrasse, o Salão da Trindade, o Teatro Variedades, o Teatro Apolo, o Teatro da Avenida e o Teatro Politeama. Foi diretor da publicação brasileira Theatro e Sport.[3]
A 5 de outubro de 1931, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[4]
Morreu vítima de cirrose hipertrófica do fígado a 29 de abril de 1939, em sua casa, na Rua Rosa Araújo, n.º 53, freguesia de Camões (posteriormente Coração de Jesus), em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João, em jazigo de família.[5]
Tem uma rua com o seu nome na toponímia de Lisboa (Rua Lino Ferreira, freguesia de Marvila).[3]
Filmografia
Realizador
- Os Crimes de Diogo Alves (1909)
- O Rapto de Uma Actriz (1907)
- O Centenário (1922)
Ator
- O Rapto de Uma Actriz (1907)
- Os Crimes de Diogo Alves (1909) .... Bandoleiro - bandido
- O Bicho da Serra de Sintra (1926)
- As Pupilas do Senhor Reitor (1935) .... João Semana
- Bocage (1936) .... Francisco, um polícia
- Maria Papoila (1937/I) .... Pai de Eduardo
Roteirista
- Os Crimes de Diogo Alves (1911) (roteiro)
Ver também
Referências
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia do Campo Grande - Lisboa (1882-1887)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 45v e 46, assento 35
- ↑ «Livro de registo de casamentos da paróquia do Coração de Jesus - Lisboa (1905)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 35 e 35v, assento 47
- 1 2 Informação acerca da Rua Lino Ferreira, em Lisboa - Toponímia de Lisboa
- ↑ «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Sebastião Lino Ferreira". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 4 de dezembro de 2021
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1938-12-31 - 1939-07-17)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 126, assento 249
