Saúde
Leonardo Avalanche
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Leonardo Avalanche | |
|---|---|
| Presidente Nacional do PRTB | |
| Período | 23 de fevereiro de 2024 até a atualidade |
| Antecessor(a) | Direção provisória |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Leonardo Alves de Araújo |
| Nascimento | 23 de outubro de 1977 (48 anos) Anápolis, Goiás |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Partido | PTdoB (2006–2008) PRTB (2008–2016) Podemos (2016–2024) PRTB (2024–presente) |
| Profissão | empresário |
| Ocupação | empresário |
Leonardo Alves de Araújo, mais conhecido como Leonardo Avalanche, (Anápolis, 23 de outubro de 1977) é um empresário e dirigente partidário brasileiro, presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) desde 2024.[1][2]
Assumiu a presidência nacional do PRTB em fevereiro de 2024, período em que a legenda ganhou projeção nacional com a candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo.[1][2] Em julho de 2026 foi anunciado como pré-candidato do partido à eleição presidencial no Brasil em 2026.[1] Em agosto de 2026, o partido registrou a candidatura de Pablo Marçal ao cargo de Presidente da República e Leonardo Avalanche como Vice-presidente.[3]
Sua gestão à frente do PRTB foi marcada por disputas judiciais envolvendo o comando da legenda, por denúncias oferecidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo relacionadas à eleição interna do partido e por controvérsias decorrentes da divulgação de áudios nos quais lhe foram atribuídas declarações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Avalanche nega todas as acusações e afirma que os áudios foram produzidos por inteligência artificial ou adulterados.[2]
Biografia
Leonardo Alves de Araújo nasceu em Anápolis, no estado de Goiás, em 1989. É filho de pastor evangélico.[1]
Segundo informações divulgadas pelo próprio PRTB, iniciou sua trajetória profissional na iniciativa privada, atuando posteriormente em atividades ligadas ao Poder Judiciário antes de ingressar na direção partidária.[2]
Carreira política
Eleições de 2018
Em 2018, Leonardo Avalanche foi candidato do PODE ao cargo de Deputado Federal, pelo Estado de Goiás. Obteve 173 votos e não foi eleito.[4]
Presidência do PRTB
Em fevereiro de 2024, Avalanche foi eleito presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sucedendo a administração provisória instituída após disputas internas ocorridas depois da morte de Levy Fidelix.[1]
Sob sua direção, o partido passou por uma reformulação organizacional e ampliou sua presença nas redes sociais, buscando aproximar-se do eleitorado conservador e empreendedor.[2]
Durante a eleição municipal em São Paulo em 2024, Avalanche coordenou politicamente a candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo, campanha que deu grande visibilidade nacional ao PRTB.[1][5]
Em setembro de 2024, uma ação apresentada por Aldineia Fidelix, viúva do fundador do partido, buscou anular a eleição da direção nacional da legenda. Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra o pedido de destituição de Avalanche, entendendo não haver elementos suficientes para afastá-lo da presidência naquele momento.[6]
Ao longo de 2025, buscou ampliar a influência nacional do partido. Em entrevistas, declarou que colocaria o PRTB à disposição de lideranças da direita para a eleição presidencial de 2026, entre elas o deputado federal Eduardo Bolsonaro, além de defender entendimentos com outros nomes do campo conservador.[7]
Candidatura à Vice-Presidência da República
Em 15 de julho de 2026, o PRTB anunciou oficialmente Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026.[1][8]
A candidatura foi anunciada após a saída de Pablo Marçal do partido e sua consequente inviabilização como nome da legenda para a disputa presidencial.[1]
Durante o lançamento, Avalanche afirmou que pretendia representar uma alternativa conservadora e "antissistema", defendendo redução da carga tributária, fortalecimento do empreendedorismo e gestão técnica da administração pública.[1]
Embora tenha anunciado Leonardo Avalanche como pré-candidato a presidente, em 15 de agosto de 2026, o PRTB registrou a candidatura de Pablo Marçal ao cargo de Presidente da República e Leonardo Avalanche concorrendo ao cargo de Vice-presidente da chapa.[3]
Controvérsias
Denúncia do Ministério Público de São Paulo
Em janeiro de 2026, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia contra Leonardo Avalanche e outras seis pessoas por supostos crimes relacionados ao processo eleitoral interno do PRTB realizado em fevereiro de 2024.[9][10]
Segundo a denúncia, o grupo teria praticado crimes entre fevereiro e abril de 2024 com o objetivo de assumir o controle da legenda. De acordo com o Ministério Público, pessoas que não integravam o quadro de fundadores do partido teriam sido recrutadas para se passar por fundadores durante a convenção nacional, utilizando documentos de identidade falsificados e assinaturas previamente treinadas para participar da votação interna.[9]
Ainda segundo a peça acusatória, após a eleição da nova direção partidária, integrantes do grupo teriam utilizado dados falsos em sistemas da Justiça Eleitoral e realizado alterações em registros partidários para consolidar o novo comando da legenda.[9]
O Ministério Público também afirma que editais internos teriam sido publicados posteriormente com datas retroativas para conferir aparência de regularidade a reuniões e decisões administrativas já realizadas.[9]
A denúncia foi recebida para análise pelo Poder Judiciário. Até o momento do lançamento da pré-candidatura presidencial de Avalanche, não havia decisão judicial definitiva sobre o mérito das acusações.[2]
Acusações de violência política de gênero
Na mesma denúncia, o Ministério Público acusou Leonardo Avalanche da prática de violência política de gênero, assédio, constrangimento e ameaças contra Rachel Carvalho, então vice-presidente nacional do PRTB.[9]
Segundo os promotores, Avalanche teria buscado impedir o exercício das funções partidárias da dirigente mediante intimidações, humilhações públicas e manifestações de caráter misógino. A denúncia relata que ele teria afirmado, durante reuniões internas, que "mulher só serve para cumprir cota".[9]
Ainda conforme o Ministério Público, Rachel Carvalho teria sido pressionada a aderir a supostos esquemas de arrecadação ilícita envolvendo agentes políticos e, posteriormente, coagida a assinar sua renúncia ao cargo sob ameaça. A acusação também relata episódios de intimidação e ameaças de morte supostamente dirigidas contra a dirigente partidária.[9]
O Ministério Público sustenta ainda que integrantes do grupo utilizaram indevidamente sistemas da Justiça Eleitoral para promover a filiação de Rachel Carvalho e de outros membros do PRTB ao partido Mobilização Nacional (Mobiliza), provocando automaticamente a desfiliação dessas pessoas da legenda de origem.[9]
A defesa de Leonardo Avalanche rejeitou integralmente as acusações, afirmando que a eleição interna ocorreu de forma regular, observando a legislação eleitoral e o estatuto partidário. Também sustentou que o denunciado jamais praticou violência política de gênero, ameaças ou qualquer outra conduta ilícita atribuída pelo Ministério Público.[2]
Controvérsia envolvendo o PCC
Em maio de 2024, reportagens divulgaram investigação policial que mencionava Leonardo Avalanche em apuração relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).[11]
Posteriormente, durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024, a Folha de S.Paulo divulgou um áudio atribuído a Avalanche, no qual o interlocutor afirmava ter atuado para obter a soltura do traficante André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, considerado uma das principais lideranças do PCC.[12]
A divulgação do áudio gerou repercussão nacional e levou jornalistas a questionarem Pablo Marçal, então candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, sobre sua relação política com Avalanche.[12]
Leonardo Avalanche negou qualquer envolvimento com o PCC e afirmou que o áudio divulgado era falso ou havia sido produzido mediante uso de inteligência artificial. Sua defesa também declarou que não existe condenação criminal que comprove qualquer vínculo entre ele e a organização criminosa.[2]
Posições políticas
Em entrevistas concedidas após assumir a presidência do PRTB e durante o lançamento de sua pré-candidatura presidencial, Avalanche afirmou defender pautas associadas ao campo conservador, entre elas:
Desempenho eleitoral
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | Geral de 2018 | PODE | Deputada federal | 173 | Não eleito | [4] |
| 2026 | Geral de 2026 | PRTB | Vice-presidente | — | — | — |
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «PRTB lança Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência». Poder360. 15 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Quem é Leonardo Avalanche, pré-candidato pelo PRTB e aliado de Marçal». Correio Braziliense. 16 de julho de 2026. Cópia arquivada em 17 de julho de 2026
- 1 2 «Mesmo inelegível até 2032, PRTB lança Pablo Marçal como candidato à Presidência». 15 de agosto de 2026. Consultado em 19 de agosto de 2026
- 1 2 «Eleições 2018 - Apuração». UOL. 7 de outubro de 2018. Consultado em 19 de agosto de 2026
- ↑ «PRTB lança à Presidência Leonardo Avalanche, que coordenou campanha de Marçal». Folha de S.Paulo. 14 de julho de 2026. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2026
- ↑ «MPE se manifesta contra destituição do presidente do PRTB». Poder360. 12 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
- ↑ «PRTB coloca partido à disposição de Eduardo Bolsonaro para 2026». Poder360. 16 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de agosto de 2026
- ↑ «PRTB anuncia Leonardo Avalanche como pré-candidato a presidente». InfoMoney. 14 de julho de 2026. Cópia arquivada em 29 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 «Promotor denuncia ex-presidente de partido por crimes como fraude eleitoral e associação criminosa». Ministério Público do Estado de São Paulo. 2026
- ↑ «Ex-líder partidário é denunciado por fraude eleitoral em São Paulo». Metrópoles. 2026. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
- ↑ «Indiciado por associação ao PCC se apresenta como dirigente do PRTB». UOL/Agência Estado. 30 de maio de 2024
- 1 2 «Marçal diz que presidente do PRTB terá de se explicar sobre suposta ligação com PCC». G1. 9 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
