Saúde
José Maria de Alencastro
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José Maria de Alencastro | |
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José Maria de Alencastro em retrato pós-Guerra do Paraguai | |
| Presidente da Província de Mato Grosso | |
| Período | 31 de maio de 1881 a 10 de março de 1883 |
| Antecessor(a) | José Leite Galvão |
| Sucessor(a) | José Leite Galvão |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1824 Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| Morte | 3 de setembro de 1885 Rio de Janeiro, Município Neutro, Império do Brasil |
| Progenitores | Pai: Antônio Pedro de Alencastro |
| Serviço militar | |
| Lealdade | Brasil |
| Serviço/ramo | Exército Imperial Brasileiro |
| Anos de serviço | 1842–1885 |
| Graduação | Brigadeiro |
| Conflitos | Guerra do Paraguai |
José Maria de Alencastro (Porto Alegre, 1824 – Rio de Janeiro, 3 de setembro de 1885) foi um militar e político brasileiro. Foi presidente da província de Mato Grosso de 31 de maio de 1881 a 10 de março de 1883, além de ter sido deputado provincial pelo Rio de Janeiro.
Biografia
José Maria de Alencastro nasceu no ano de 1824 em Porto Alegre, província do Rio Grande do Sul,[1][2] filho de Antônio Pedro de Alencastro.[carece de fontes]
Assentou praça em 5 de abril de 1842. Foi promovido sucessivamente a segundo-tenente (30 de julho de 1844), primeiro-tenente (30 de abril de 1852) e capitão (2 de dezembro de 1854).[2][3] Em 1850, matriculou-se na Escola Militar, onde obteve o grau de bacharel em matemáticas.[2][4]
Tomou parte na Guerra do Paraguai, sendo promovido a major em 22 de janeiro de 1866, por merecimento, e tenente coronel em 20 de fevereiro de 1869, por atos de bravura.[2][3] Recebeu as medalhas de Mérito Militar e da Campanha do Paraguai, além de ter sido agraciado com a comenda de Avis e a dignataria da Rosa.[2][4]
Em 31 de maio de 1875, foi promovido a coronel por merecimento.[2][4] Distinguiu-se como deputado provincial pelo Rio de Janeiro.[2] Foi nomeado presidente da província de Mato Grosso por carta imperial de 24 de março de 1881, tomando posse a 31 de maio. Era perseguido pela oposição. Durante seu governo, em 28 de setembro de 1882, foi inaugurada a praça Alencastro em Cuiabá, cujas obras foram concluídas do próprio bolso. Além disso, estruturou o abastecimento público de água na capital. Exerceu o cargo até 10 de março de 1883.[1][5] Alcançou o generalato em 11 de outubro do ano seguinte, data em que foi promovido a brigadeiro.[2]
Foi comandante da Fortaleza de São João, do Depósito de Aprendizes Artilheiros e exercia o cargo de diretor do Asilo dos Inválidos da Pátria quando faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 3 de setembro de 1885, vítima de uma septicemia. Foi sepultado com honras militares no Cemitério de São João Batista. Entre os generais que acompanharam o enterro estavam Morais Âncora e os irmãos Deodoro, futuro presidente do Brasil, e Severiano da Fonseca, futuro barão de Alagoas.[2][4]

Referências
- 1 2 Pereira, Marcelo Eduardo; Romancini, Sônia Regina. «Toponímias de Cuiabá: os Logradouros do Centro Histórico». Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Mendonça, Estêvão de (1919). Datas Mato-Grossenses (PDF). 1. Niterói: Escola Tipográfica Salesiana. p. 288. Cópia arquivada (PDF) em 15 de junho de 2024
- 1 2 Almanak do Ministério da Guerra no Ano de 1881. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional. 1881. p. 54
- 1 2 3 4 Diario de Noticias, N.º 90, 4 de setembro de 1885, Rio de Janeiro, p. 1.
- ↑ Galvão, Miguel Archanjo (1894). Relação dos cidadãos que tomaram parte no governo do Brazil no periodo de março de 1808 a 15 de novembre de 1889. Rio de Janeiro: Imprensa nacional. p. 81
