BETA SAÚDE
Inácio Accioli de Cerqueira e Silva
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Este artigo ou secção contém uma lista de referências no fim do texto, mas as suas fontes não são claras porque não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (julho de 2021) |
| Inácio Accioli de Cerqueira e Silva | |
|---|---|
| Nascimento | 1808 Coimbra |
| Morte | 1 de agosto de 1865 (56–57 anos) Rio de Janeiro |
| Ocupação | historiador |
Inácio Accioli de Cerqueira e Silva (Coimbra, 1808 — Rio de Janeiro, 1865) foi cronista-mor do Império do Brasil, frequentou a Universidade de Coimbra, optou pela nacionalidade brasileira e deixou importantes estudos históricos, geográficos e etnográficos do Brasil.
Nascimento e filiação
Nasceu Inácio Accioli (como é mais conhecido) nasceu em Coimbra em fins de 1807 ou em 1.1.1808, e faleceu no Rio de Janeiro em 1.8.1865. Era filho do futuro desembargador da relação da Bahia, Miguel Joaquim de Cerqueira e Silva, e de uma irmã do constituinte de 1823, Inácio Accioli de Vasconcellos.
A família Cerqueira e Silva fixou-se na região da lagoa Mundaú, em Alagoas, no século XVIII. O coronel Francisco de Cerqueira e Silva era senhor de engenho na região, e participava do governo local, tendo estado entre os que em 1822 aclamaram imperador a Pedro I; foi o avô paterno do historiador. Pelo lado materno era sobrinho do desembargador, constituinte de 1823, Inácio Accioli de Vasconcellos e bisneto de outro Inácio Accioli, chamado "o velho", juiz de órfãos na região em 1739. Diversos parentes, como o capitão Inácio Accioli de Vasconcellos, dito junior, tio avô do historiador, participaram dos movimentos revolucionários de 1817 e 1824, sendo ligados depois, no império, ao Partido Liberal.
Participação nas lutas pela independência do Brasil
Acompanhou o pai ao Brasil em 1822; fixaram-se no Pará, onde Inácio Accioli lutou pela independência junto ao genitor, sendo perseguido e preso. Foi remetido a ferros, com Miguel Joaquim, para Lisboa, onde ordem pessoal de D. João VI em 1823 libertou e mandou de volta para o Brasil os brasileiros.
Atividades outras; honrarias
Foi diretor do Teatro São João. Coronel chefe de legião da milícia cívica, escreveu a Corografia Paraense (Bahia, 1835) e as Memórias Históricas da Bahia (6 volumes, 1835-1852), escritas a convite de D. Pedro II.
Vida privada
Casou-se duas vezes. Da primeira, com pessoa de nome ignorado, já falecida em 1843; da segunda com D. Leopoldina Joaquina Accioli de Almeida, filha de José Félix Bahia. Teve filhos dos dois casamentos. Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro (1824) e oficial da Ordem da Rosa (1845).
Bibliografia
- Francisco Antonio Doria, com a colaboração de Cássia Carauta de Albuquerque e de Fábio Arruda de Lima, Acciaiolis no Brasil, Rio (2009).
Obras
- Corografia paraense ou descrição física, histórica e política da província do Grão Pará (1833)
- Memórias históricas e políticas da província da Bahia (1835-1843)
Ver também
