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Igreja de Nossa Senhora da Apresentação
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Paróquia Nossa Senhora da Apresentação | |
|---|---|
| Dados | |
| Estado | Rio de Janeiro |
| Município | Rio de Janeiro |
| Arquidiocese | Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro |
| Criação | 21 de novembro de 1613 (412 anos) |
| Pároco | Pe. Bruno Citelli |
| Vigário paroquial | Pe. Bruno Carvalho |
| Diáconos permanentes | |
| Comunidades | Capela Nossa Senhora das Graças - Vila São Jorge, Colégio |
| Contatos | |
| Endereço | Praça Nossa Senhora da Apresentação, 272, Irajá - Rio de Janeiro |
| Página oficial | |
| Paróquia do Brasil | |

A Paróquia Nossa Senhora da Apresentação é uma tradicional Igreja Católica com 412 anos de existência, considerada a mais antiga do estado do Rio de Janeiro.[1][2][3] Localizada na Praça Nossa Senhora da Apresentação no bairro de Irajá, destaca-se pelo seu estilo barroco primitivo.[4][5]
História

Diretamente ligada à fundação do bairro de Irajá na Zona Norte, teve origem em 1613,[2][6][7][8] quando Gaspar da Costa ergueu a Capela Barroca de Irajá.[9][10] A construção iniciada em 1596 foi custeada pela comunidade.[11][12][13]
O filho de Gaspar, em 30 de dezembro de 1644, instituiu a Paróquia Nossa Senhora da Apresentação de Irajá,[14][15][16] e também foi seu primeiro vigário.[6][17] A paróquia veio a se tornar a Igreja Matriz do bairro, confirmada por alvará de D. João IV em 10 de fevereiro de 1647.[9][10][12][16]
Por meio desse alvará régio, os moradores de Irajá que estavam subordinados à freguesia da Candelária passaram para a freguesia de Nossa Senhora da Apresentação.[18]
A Paróquia Nossa Senhora da Apresentação em Irajá é a igreja mais antiga da cidade.[19] Bem verdade que existiram duas igrejas antes dela: a igreja da Candelária - que foi demolida em 1811 para ser reconstruída, e uma outra igreja, perdida com a derrubada do morro do Castelo. Logo, é a igreja mais antiga da cidade. Em segundo lugar, fica o Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca, inaugurado em 1620.[10]
O imperador do Brasil Dom Pedro II, quando se dirigia ao Palácio Imperial de Petrópolis, fazia seu cortejo passar na Igreja de Nossa Senhora da Apresentação para suas orações.[10] A Imperatriz Consorte, Teresa Cristina, esposa de Pedro II, doou à Igreja uma cômoda de três peças para guardar paramentos e três bancos que pertenciam a Capela Real.[1][4]
Até 1993, onde atualmente existe um jardim e um ossuário, havia o cemitério da irmandade, em que não havia sepultamento desde a década de 1940.[1]
Os sinos atuais foram construídos a partir das peças do antigo, inaugurado pelo pároco Jan Kaleta em 8 de novembro de 1989, com a presença do cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro, na época, Dom Eugênio Sales.[1]
Foi tombada[13] por um decreto do então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, no dia 28 de janeiro de 1994.[6][12][20]
Em 2025, a paróquia tornou-se uma das igrejas jubilares do Jubileu da Esperança[21] e do Jubileu Arquidiocesano, em razão dos 450 anos da criação da Prelazia do Rio de Janeiro.[22][23]
Características

A data de 1613 está gravada no portal de granito da porta de entrada do templo.[6][10][4]
Apesar das reformas, a igreja ainda mantém relíquias, como o altar-mor, o sacrário e a pia batismal, assim como a imagem de Nossa Senhora da Apresentação do século XIX,[nota 1] feita em madeira e de provável procedência portuguesa.[1][12][24]
Sob o altar, encontram-se enterrados alguns benfeitores, como Honório Gurgel, político e proprietário de terras.[1]
Uma de suas peças mais antigas é a porta principal do século XVII com quase quatro metros de altura e dois metros de largura, localizada na fachada.[24]
Também na fachada, nas janelas do coro onde está gravado a data de 1613, encontram-se três vitrais, entre eles, uma da Sagrada Família e outra de Sant'Ana. Mais acima, outro vitral, o Óculo com Cruz, que contém um ícone de Cruz Grega com raios de luz.[24]
No interior da igreja, no batistério, há uma pia batismal de mármore datada do século XVIII.[24]
Em seu átrio, debaixo do coro, há três pinturas de Sebastião Andrade do ano de 1965: uma da Sagrada Família em seu cotidiano, outra de São José ensinando o ofício a Jesus e uma de Nossa Senhora do Desterro.[24]
O forro do coro e da nave contém pinturas do século XX de passagens bíblicas como a do Profeta Daniel, Profeta Ezequiel e Profeta Jeremias[6] e dos santos São Bernardo de Claraval e Santa Cecília.[24]

A nave da paróquia é circundada por dezenove medalhões, cada um medindo 1,5 metro de altura e largura, contendo pinturas distintas.[24]
Já na capela-mor há pinturas do relato do Nascimento de Nossa Senhora, do casamento de Nossa Senhora e São José e a visita de Isabel a Maria. Todas também do século XX.[24]
A paróquia é responsável por uma capela dedicada à Nossa Senhora das Graças presente na comunidade Vila São Jorge, mais conhecida como Para Pedro, no bairro de Colégio.[12] A igreja também mantém o Centro Cultural Social Pastoral Cardeal Orani Tempesta, localizado na mesma praça do templo.[25] O CCSP foi inaugurado em 26 de janeiro de 2018 e seu nome foi escolhido em homenagem ao cardeal e arcebispo da Arquidiocese do Rio de janeiro, Dom Orani Tempesta.[26] O evento contou com personalidades como a atriz Cássia Kis, o diplomata Marcelo Calero, a vereadora Rosa Fernandes e o então secretário municipal Pedro Fernandes Neto que receberam no evento a Comenda Conde de Irajá.[27]
Restauração
Em 8 de junho de 2026, um acordo entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Associação dos Amigos da Antiga Sé foi assinado prevendo a destinação de oitocentos mil reais para a restauração da igreja. As intervenções abrangem desde a pintura interna da paróquia e reestruturação das instalações elétricas até a remoção e recomposição de ladrilhos danificados.[28][29]
Notas
- ↑ Enquanto o decreto de tombamento afirma que a imagem da padroeira é do final do século XVII ou início do século XVIII, o inventário do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural a classifica como sendo do século XIX.
Referências
- 1 2 3 4 5 6 Alexei, Postado por (2 de agosto de 2014). «Histórias e Monumentos». Consultado em 31 de março de 2022. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- 1 2 Rio Memórias, Comunik16. «Irajá». Rio Memórias. Consultado em 31 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ Rezende*, Fábio de Brito (6 de março de 2025). «Periferias e Direito à Memória: o caso da Bateria Militar de Irajá». DCI Unifesp. Consultado em 9 de julho de 2026. Cópia arquivada em 9 de julho de 2026
- 1 2 3 Vieira, João Felix (20 de março de 2015). De Iguaçu Ao Sabarabuçu. [S.l.]: Clube de Autores. pp. 203–207. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Projeto prevê investimentos para restauração de prédios históricos do Rio». O Globo. 10 de maio de 2022. Consultado em 1 de maio de 2026. Cópia arquivada em 1 de maio de 2026
- 1 2 3 4 5 CHCJ (1 de julho de 2017). História dos cristãos-novos no Brasil (em alemão). [S.l.]: Editora Jaguatirica. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ Amorim, Diego (4 de outubro de 2020). «Livro destaca a importância do subúrbio e mostra riqueza de histórias a serem contadas». Extra Online. Consultado em 20 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Nei Lopes, substantivo». O Globo. 28 de novembro de 2019. Consultado em 31 de março de 2026. Cópia arquivada em 31 de março de 2026
- 1 2 Instituto Historico e Geografico Brasileiro. Revista 1940: Vol 142. Internet Archive. [S.l.: s.n.] 1940. p. 221. Consultado em 29 de novembro de 2025
- 1 2 3 4 5 «Igreja de Nossa Senhora da Apresentação». Comissão de preservação do patrimônio histórico e cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro e de seu interesse. Consultado em 31 de março de 2022. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ «História da Matriz - Nossa Senhora da Apresentação». web.archive.org. 7 de outubro de 2017. Consultado em 2 de maio de 2024
- 1 2 3 4 5 Celeste, Maria Ferreira (15 de dezembro de 2020). «Matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá: construção de um patrimônio histórico em uma freguesia rural do Rio de Janeiro» (PDF). www.bdtd.uerj.br. Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 6 de julho de 2024
- 1 2 «De capela barroca a Paróquia». Extra Online. 23 de novembro de 2012. Consultado em 31 de março de 2026. Cópia arquivada em 31 de março de 2026
- ↑ Campos, José Freitas (5 de junho de 2023). Valei-me Nossa Senhora: Invocações marianas no Brasil: história e espiritualidade. [S.l.]: Paulus Editora. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ Gonçales, Luis Alexandre Franco (14 de agosto de 2016). Vítimas Da Inquisição. [S.l.]: Clube de Autores. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- 1 2 Pizarro e Araujo, José de Souza Azevedo (1820). Memorias historicas do Rio de Janeiro e das provincias annexas a jurisdicção do vice-rei do estado do Brasil. Princeton Theological Seminary Library. [S.l.]: Rio de Janeiro : Na impressao regia. p. 8. Consultado em 29 de novembro de 2025
- ↑ Moraes, Alexandre José Mello (1879). Chronica geral e minuciosa do imperio do Brazil: desde a descoberta do Novo Mundo ou America até o anno de 1879. [S.l.]: Dias da Silva Junior. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ Silva, Michele Helena Peixoto da (2017). «Morte, escravidão e hierarquias na freguesia de Irajá: um estudo sobre os funerais e sepultamentos dos escravos (1730-1808)» (PDF). MS thesis. 2017. Consultado em 17 de setembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 17 de setembro de 2025
- ↑ Terra, Luciano (3 de dezembro de 2021). «Luz Maravilha moderniza igreja Nossa Senhora da Apresentação, a mais antiga da cidade». Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - prefeitura.rio. Consultado em 20 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 9 de julho de 2025
- ↑ Maia, César (28 de janeiro de 1994). «Tombamento da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação» (PDF). Consultado em 8 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 19 de setembro de 2025
- ↑ Andrade, Alberto (25 de novembro de 2024). «Arquidioceses divulgam Igrejas Jubilares no Rio e em São Paulo». www.a12.com. Consultado em 20 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Ano Jubilar Arquidiocesano: Indulgência plenária e Igrejas jubilares – Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro». Consultado em 21 de maio de 2026. Cópia arquivada em 21 de maio de 2026
- ↑ «Rio de Janeiro: Festa da Unidade encerra o Jubileu da Esperança - Vatican News». www.vaticannews.va. 29 de dezembro de 2025. Consultado em 29 de julho de 2026. Cópia arquivada em 29 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 «Obras do Acervo». inventarioarqrio.com.br. 5 de outubro de 2022. Consultado em 18 de julho de 2025. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2025
- ↑ Eduardo, Carlos (24 de outubro de 2022). «Dia Nacional da Juventude será no sábado, no CCSP Cardeal Orani Tempesta». Rádio Catedral FM RJ 106,7. Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 1º de dezembro de 2025
- ↑ Centro Cultural Social Pastoral é inaugurado no Rio. JCTV - Rede Vida. 29 de janeiro de 2018. Consultado em 1 de dezembro de 2025
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- ↑ «Extrato de Termo de Formento». Diário Oficial da União. 10 de junho de 2026. ISSN 1677-7069. Cópia arquivada em 9 de julho de 2026

