Saúde
Henrique Moreira
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Henrique Araújo Moreira (Avintes, Vila Nova de Gaia, 9 de maio de 1890 – Ramalde, Porto, 16 de fevereiro de 1979) foi um escultor português.
Biografia
Era filho do tanoeiro Manuel de Araújo Moreira e da toucinheira Josefa da Silva, ambos também naturais de Avintes.[1]
A 29 de novembro de 1913, casou no lugar de Areias, na freguesia de Avintes, com Adelina de Campos Nunes (Avintes, Vila Nova de Gaia, c. 1893 – Ramalde, Porto, 23 de novembro de 1966), filha de Manuel Francisco Nunes e de Adelina Adelaide de Campos Nunes. Do casamento nasceram cinco filhos.[1]
Formado pela Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do mestre António Teixeira Lopes, legou-nos uma obra notável, reconhecida em múltiplas distinções, das quais se destacam as medalhas de ouro com que foi galardoado nas exposições em Lisboa e Sevilha.
Na sua vasta obra, onde claramente se perpetua a herança naturalista de Oitocentos, ou naquela em que se afirma já um receituário atualizado, pela emergência da estética Art Déco, como o denuncia a floreira decorativa da Avenida dos Aliados, é manifesta a convergência de uma singular harmonia de linhas e de volumes, de uma correcta euritmia e de uma expressividade naturalista que confere às obras uma imensa serenidade.
Morreu a 16 de fevereiro de 1979 na freguesia de Ramalde, no Porto.[1]
Principais obras
O seu nome está muito ligado à cidade do Porto, onde se destacam as seguintes obras suas:
- “A Juventude” e os “Meninos” da Avenida dos Aliados
- “Padre Américo” da Praça da República
- Decoração da fachada do Teatro Rivoli
- “Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular” na Rotunda da Boavista
- “Salva-Vidas” ou “Lobo do Mar” na Foz do Douro
- “Monumento a Raul Brandão” no Jardim do Passeio Alegre
- Escultura “Ternura” no Jardim de S. Lázaro
- “Monumento aos Mortos da Grande Guerra” na Praça Carlos Alberto
- “O Pedreiro”, estátua em bronze no Largo Alexandre Sá Pinto (em frente à Escola Industrial Infante D. Henrique)
Os seus trabalhos incluem, ainda, peças escultóricas no interior do Palácio da Justiça, da frontaria e do interior dos Paços de Concelho e da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Praça do Marquês de Pombal, dos interiores de salas de espectáculo como o Rivoli, o Coliseu do Porto e o Teatro Nacional São João.
Em 1968 a Câmara Municipal do Porto concedeu-lhe a Medalha de Ouro de Mérito.

É também da sua autoria a estátua, que se encontra em Amarante, em homenagem a António Cândido Ribeiro da Costa.[2]
Referências
- 1 2 3 «Livro de registo de batismos da paróquia de Avintes - Vila Nova de Gaia (1890)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital do Porto. p. 45, assento 86
- ↑ Portal do Município de Amarante, https://www.cm-amarante.pt/pt/antonio-candido (visitado em 9 de agosto de 2019).
Ligações externas
- Henrique Moreira, Antigo Estudante da Academia de Belas-Artes do Porto
- Obra de Henrique Moreira (Universidade do Porto)

