Saúde
Guede Nibo
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Guede Nibo[1] (em crioulo haitiano: Gede Nibo) é um loá que lidera os espíritos dos mortos no vodu haitiano. Guede Nibo era um belo jovem que foi morto violentamente. Após a morte, ele foi adotado como um loá pelo casal Barão Samedi e Mãe Brigitte. Nibo é representado como um dândi afeminado de fala anasalada. Nibo veste um casaco de montaria preto ou com roupas femininas. Quando possui humanos, os inspira a uma sexualidade lasciva de todos os tipos.[2]
Função e representação
Guede Nibo é um loá da nação radá que é considerado um grande curandeiro. Ele é visto carregando uma garrafa de rum branco com infusão de ervas medicinais, e frequentemente carrega um cajado e fuma um charuto. Nibo é o padroeiro especial daqueles que morrem jovens e dos mortos por causas não naturais, e como tal, é frequentemente associado ao santo católico Gerardo Majella, que é representado com uma caveira. Nibo é o guardião dos túmulos daqueles que morreram prematuramente, particularmente daqueles cujo local de descanso final é desconhecido. Ele é um psicopompo, um intermediário entre os vivos e os mortos. Ele dá voz aos espíritos dos mortos que não saíram de "debaixo das águas", estando em uma condição semelhante a de uma alma penada, e seus chwals ("cavalos", devotos possuídos) também podem dar voz aos espíritos dos mortos cujos corpos não foram encontrados.[2]
Serviço
O roxo é considerado sua cor sagrada, e as oferendas habituais incluem cabras pretas, galos pretos, cabaças, charutos, coco, bananas fritas, pistaches, arenques defumados, bolinhas de gergelim doce e rum branco temperado com pimenta-malagueta.[3]
Até recentemente, os agricultores haitianos costumavam cantar uma canção de louvor a Guede Nibo todos os meses de novembro. A canção era acompanhada de danças com movimentos fálicos e outros gestos eróticos e foi denominada "Masisi", um termo haitiano para um "homem com inclinação homoerótica".[2]
Referências
- ↑ Carty, Marcel, ed. (2010). Vodou The Next Stage. [S.l.]: Xlibris Corporation LLC. p. 42. ISBN 9781450023191. Consultado em 16 abril 2021
- 1 2 3 Conner 1998, p. 963.
- ↑ Parsons, E. G. (1928). «Spirit cult in Hayti». Journal de la société des américanistes. 20 (1): 157–179. doi:10.3406/jsa.1928.3645
Fontes
- Conner, Randy P.; David Hatfield Sparks; Mariya Sparks (1998). Cassell's Encyclopedia of Queer Myth, Symbol and Spirit. UK: Cassell. ISBN 0-304-70423-7
