Saúde
Festival Mada
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Mada Música Alimento Da Alma | |
|---|---|
| Período de atividade | 1998 - atualmente |
| Fundador(es) | Jomardo Jomas |
| Local(is) | Natal, Rio Grande do Norte |
| Data(s) | Segundo semestre do ano. |
| Página oficial | https://www.madafestival.com |
O Festival Música Alimento da Alma, popularmente conhecido por seu acrônimo MADA, é um festival de música que acontece desde 1998,[1] realizado anualmente na cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte. Considerado um dos mais importantes festivais de música independente e contemporânea do país, ganhou destaque por valorizar a pluralidade de gêneros musicais e por reunir em diferentes edições artistas emergentes e consagrados das cenas local, nacional e internacional.[2][3][4]
História
O Festival MADA surgiu no final da década de 1990, idealizado pelo produtor cultural Jomardo Jomas com a proposta de colocar a cidade de Natal no circuito de grandes festivais do país e promover a cena musical independente. Seu nome, "Música Alimento da Alma", traduz a ideia de proporcionar experiência holística onde a música alimente o íntimo do público. Com o passar do tempo, a organização sentiu a necessidade de modernização e ampliação, adaptando-se ao aumento do público.[5]
Durante a pandemia de COVID-19 em 2020 e 2021, o festival paralisou as atividades presenciais, realizando apresentações em formato híbrido e online para respeitar as medidas de distanciamento social e engajar seu público pelas redes sociais[1]. Em 2022, retomou seu formato presencial completo, impulsionado pela vacinação da população e celebrado em eventos paralelos como o "Baile da aMADA".[5]
Primeiros anos
Teve sua primeira edição em 1998 no Largo da Rua Chile, localizado no histórico bairro da Ribeira, ainda em formato modesto. Rapidamente chamou a atenção da mídia nacional, como a Folha de S.Paulo[1], consolidando seu acrônimo e despedindo-se de seu endereço original em 2003, com shows de Pitty, Frejat e Fernanda Abreu[5].
Visando acomodar uma estrutura maior, a organização transferiu o festival em 2004 para a arena do Hotel Imirá, localizada à beira-mar na Via Costeira, onde ocorreu até 2011. Naquele ano, inovou ao trazer sua primeira atração internacional, a banda novaiorquina The Walkmen[1][6]. Nos anos de 2012 e 2013, mudou-se para o bairro das Rocas, acontecendo no Estádio Senador João Câmara, com o intuito de integrar-se ao projeto "Ribeira Viva Criativa". Desde 2014, estabeleceu residência definitiva no complexo da Arena das Dunas.
Transmissão
Em seus anos iniciais, o festival contou com o apoio de transmissão do canal Multishow. Mais recentemente, em 2024, durante sua 26ª edição, o evento passou a ser transmitido de forma inédita pelo Globoplay e pela TV Globo, que distribuiu o sinal por 28 afiliadas da rede, garantindo cobertura em todo o Nordeste e em estados do Sudeste, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.[5]
Na última edição, realizada em 2025, o festival recebeu nomes como Mano Brown, Don L, Rachel Reis, BaianaSystem e Liniker no palco principal. O Baile da aMADA, palco alternativo do festival, deu lugar a apresentações do grupo potiguar Taj Ma House e do duo Irmãs de Pau[7].
Patrimônio cultural do Rio Grande do Norte
Em setembro de 2025, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, sancionou a Lei nº 12.396, que reconheceu o MADA como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte.[8][9][10][11]
Ver também
Ligações externas
Referências
- 1 2 3 4 Norte, Redação Tribuna do (2 de julho de 2021). «Festival MADA conta história de seus 23 anos em revista virtual». Tribuna do Norte. Consultado em 9 de junho de 2026
- ↑ Nascimento, Rechelly Fernandes do Nascimento (2025). «Gestão de eventos e Turismo: uma análise da produção do Festival MADA». Repositório UFRN. Consultado em 12 de maio de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ escutai (16 de outubro de 2023). «MADA encerra edição de 25 anos como divisor de águas dentre os festivais». ESCUTAI. Consultado em 9 de junho de 2026
- ↑ «MADA completa 27 anos e consolida legado na cultura brasileira». G1. 16 de outubro de 2025. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- 1 2 3 4 Borges, Erick Santos (2025). «A importância do Festival Mada para a cena musical do Rio Grande do Norte». Periódicos UFRN. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ Norte, Redação Tribuna do (24 de agosto de 2007). «Festival Mada é destaque da revista Outra Coisa». Tribuna do Norte. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ Araújo, Gil (19 de outubro de 2025). «MADA: Corpos, sons e a celebração da pluralidade musical do Nordeste». Saiba Mais. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ «Projeto transforma MADA em patrimônio cultural do RN». 16 de agosto de 2025. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ «Festival Mada é declarado patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte». Portal N10. 3 de setembro de 2025. Consultado em 9 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ Redacaonewscast (5 de setembro de 2025). «Festival MADA celebra reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do RN e anuncia BaianaSystem - NewsCast». NewsCast. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2025
- ↑ «LEI Nº 12.396, DE 02 DE SETEMBRO DE 2025, DO RIO GRANDE DO NORTE». Jusbrasil. Consultado em 9 de junho de 2026
