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Estêvão de Vasconcelos
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| Estêvão de Vasconcelos | |
|---|---|
| Nascimento | 13 de novembro de 1868 Olhão |
| Morte | 15 de maio de 1917 Lisboa |
| Cidadania | Portugal, Reino de Portugal |
| Ocupação | médico, político |
José Estêvão de Vasconcelos (Olhão, Olhão, 13 de novembro de 1869 — Lisboa, 15 de maio de 1917) foi um médico e político português.[1][2][3][4]
Biografia
Era filho de José Pais de Vasconcelos, à época diretor da Alfândega de Elvas, natural de Lisboa, e de Lúcia Clara Afonso, também natural da freguesia e concelho de Olhão.[5]
Estêvão de Vasconcelos estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, tendo concluído a licenciatura em 1894. Aderiu ao Partido Republicano Português ainda durante o curso de medicina, tendo colaborado em órgãos da imprensa partidária, como A Pátria, A Vanguarda e O Mundo.
A 30 de novembro de 1895, casou na Igreja de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, com Maria do Pilar Maia Castelo Branco (São Nicolau, Lisboa, c. 1870), doméstica, filha de César Augusto Lobo Castelo Branco, natural da freguesia e concelho de Arraiolos, e de Carolina Maria Ferreira Maia Castelo Branco, natural do Rio de Janeiro, Brasil (freguesia de São Sebastião).[6]
Foi presidente da Comissão Municipal Republicana de Lisboa, em 1900, candidato a deputado pela capital, em 1901, e membro do Diretório do Partido Republicano, em 1902. Entre 1903 e 1910, desempenhou funções de médico municipal em Vila Real de Santo António, o que lhe deu a possibilidade de reorganizar o Partido Republicano no Algarve. Em 1908, foi eleito deputado republicano por Setúbal. Nessa altura, apresentou a proposta de Lei de Acidentes no Trabalho, que, mais tarde, veio a aprovar enquanto ministro e que foi considerada das mais progressistas da Europa.
Após a implantação da República Portuguesa, Estêvão de Vasconcelos foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911, foi ministro do Fomento no governo liderado por João Chagas e, mais tarde, senador pelo distrito de Beja. Foi ainda administrador da Caixa Geral de Depósitos.
Participou em vários congressos e tem numerosos trabalhos publicados sobre o combate à tuberculose e sobre questões de higiene.
Referências
- ↑ Artur B. Mendonça. «Dr. Estêvão de Vasconcelos». Almanaque Republicano. Arepublicano.blogspot.com. Consultado em 6 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 19 de julho de 2026
- ↑ MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.) (2000). Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Col. Parlamento. Porto: Edições Afrontamento. 433 páginas
- ↑ Nobre, Antero (1987). Doze Olhanenses Que Muito Honraram a sua Terra. Olhão: Sep. "Voz de Olhão". 14 páginas
- ↑ MENDES, Elsa. "Vasconcelos, José Estêvão de" in Mónica, Maria Filomena (coord.) (2006). Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910). Col. Parlamento. III. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais/Assembleia da República. p. 999-1001
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Olhão (1870)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. 2 e 2v, assento 4
- ↑ «Livro de registo de casamentos da paróquia de São Sebastião da Pedreira - Lisboa (1895)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. 61v, 62, 62v e 63, assento 61
Bibliografia
- MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.) (2000). Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Col. Parlamento. Porto: Edições Afrontamento. 433 páginas
- Nobre, Antero (1987). Doze Olhanenses Que Muito Honraram a sua Terra. Olhão: Sep. "Voz de Olhão". 14 páginas
- MENDES, Elsa. "Vasconcelos, José Estêvão de" in Mónica, Maria Filomena (coord.) (2006). Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910). Col. Parlamento. III. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais/Assembleia da República. p. 999-1001
