Saúde
Donna Brazile
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Donna Brazile | |
|---|---|
Donna Brazile | |
| Antecessor(a) | Debbie Wasserman Schultz |
| Sucessor(a) | Tom Perez |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 15 de dezembro de 1959 (66 anos) Kenner, Luisiana |
| Nacionalidade | |
| Alma mater | Universidade Estadual da Luisiana (BA) |
| Partido | Partido Democrata |
| Website | Sítio oficial |
Donna Lease Brazile[1] (Kenner, 15 de dezembro de 1959)[2] é uma estrategista política, gerente de campanhas e analista política norte-americana que exerceu, em duas ocasiões, o cargo de presidente interina do Comitê Nacional Democrata (DNC). Atualmente é comentarista da ABC News, tendo anteriormente atuado como comentarista da Fox News até sua renúncia, em maio de 2021.[3] Brazile também foi comentarista da CNN, mas renunciou em outubro de 2016 após o WikiLeaks revelar que ela havia compartilhado duas perguntas de debates presidenciais com a campanha de Hillary Clinton durante a eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016.[4]
Membro do Partido Democrata, Brazile foi a primeira mulher afro-americana a dirigir uma importante campanha presidencial, atuando como gerente da campanha de Al Gore na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2000.[5][6]
Também trabalhou em diversas campanhas presidenciais de candidatos democratas, incluindo as de Jesse Jackson, da chapa Walter Mondale–Geraldine Ferraro em 1984 e de Dick Gephardt nas primárias do Partido Democrata de 1988.[7]
Exerceu o cargo de presidente interina do Comitê Nacional Democrata na primavera de 2011 e, novamente, entre julho de 2016 e fevereiro de 2017.[8]
Primeiros anos de vida
Brazile nasceu em Nova Orleans, Luisiana, filha de Jean Marie (Brown) e Lionel Joseph Brazile,[1][9][10], sendo a terceira de nove filhos. O sobrenome de sua família era "Braswell" algumas gerações antes.[1]
Brazile interessou-se por política aos nove anos de idade, quando um candidato local prometeu construir um parque infantil em seu bairro. Durante o ensino médio, participou do programa TRIO Upward Bound. Formou-se em psicologia industrial pela Universidade Estadual da Luisiana (LSU) em 1981 e foi pesquisadora associada (fellow) no Institute of Politics da John F. Kennedy School of Government da Universidade Harvard.[11]
Após concluir a graduação na LSU, Brazile trabalhou para diversos grupos de defesa de direitos em Washington, D.C., e teria desempenhado um papel importante na campanha bem-sucedida para tornar o aniversário de Martin Luther King Jr. um feriado federal nos Estados Unidos.[12]
Ainda adolescente, Brazile trabalhou como voluntária na campanha presidencial de Jimmy Carter e Walter Mondale em 1976. Posteriormente, enquanto era estudante da LSU, também atuou como voluntária na campanha de reeleição da chapa Carter–Mondale nas eleições presidenciais de 1980.[12]
Estrategista política
Brazile trabalhou em diversas campanhas presidenciais de candidatos do Partido Democrata, incluindo as de Jesse Jackson em 1984, da chapa Walter Mondale–Geraldine Ferraro em 1984 e de Dick Gephardt nas primárias democratas de 1988.[13]
Após Gephardt perder as primárias em 1988, Brazile atuou como diretora-adjunta de campo da campanha presidencial de Michael Dukakis nas eleições gerais.[14] Em 20 de outubro de 1988, ganhou destaque na imprensa ao declarar a um grupo de jornalistas que George H. W. Bush precisava "confessar" rumores não comprovados de um relacionamento extraconjugal. Brazile afirmou: "O povo americano tem todo o direito de saber se Barbara Bush compartilhará a mesma cama com ele na Casa Branca".[15][16] A campanha de Dukakis repudiou imediatamente as declarações, e o candidato a demitiu de sua equipe pouco depois da divulgação do episódio.[14][17] Quatro anos depois, a suposta relação entre George H. W. Bush e Jennifer Fitzgerald voltou brevemente ao debate durante a campanha presidencial de 1992 contra Bill Clinton, que também enfrentava rumores de relacionamentos extraconjugais.
Durante a década de 1990, Brazile foi chefe de gabinete e secretária de imprensa da delegada ao Congresso Eleanor Holmes Norton, representante do Distrito de Colúmbia, onde auxiliou na condução do orçamento distrital e da legislação local no Capitólio. Também atuou como assessora da campanha presidencial de Bill Clinton em 1992 e de sua campanha à reeleição em 1996.[16]
Em 1999, Brazile foi nomeada gerente-adjunta da campanha presidencial do vice-presidente Al Gore e, posteriormente, promovida a gerente da campanha para a eleição presidencial nos Estados Unidos em 2000, tornando-se a primeira mulher afro-americana a dirigir a campanha presidencial de um dos principais partidos políticos dos Estados Unidos.[11]
Após a devastação causada pelo furacão Katrina, Brazile foi nomeada pela governadora Kathleen Blanco para integrar o conselho diretor da Louisiana Recovery Authority, no qual atuou entre 2005 e 2009. Posteriormente, doou seus arquivos pessoais às Louisiana and Lower Mississippi Valley Collections, da Divisão de Coleções Especiais das Bibliotecas da Universidade Estadual da Luisiana, localizada na Hill Memorial Library.[18]
Atuação no Comitê Nacional Democrata
Após a disputa pós-eleitoral sobre a contagem de votos na eleição presidencial nos Estados Unidos na Flórida em 2000, Brazile foi nomeada presidente do Voting Rights Institute (Instituto de Direitos de Voto) do Comitê Nacional Democrata.[19]
Eleição presidencial de 2008
Na eleição presidencial de 2008, atuou como superdelegada em reconhecimento ao seu trabalho nas campanhas de Bill Clinton e Al Gore.[19]
Como delegada da Convenção Nacional Democrata, Brazile evitou declarar publicamente qual era sua candidata ou candidato preferido à indicação presidencial do Partido Democrata. Em uma entrevista ao humorista político Stephen Colbert, afirmou: "Olhem, sou mulher, então gosto da Hillary. Sou negra, então gosto do Obama. Mas também sou rabugenta, então gosto do John McCain".[20][21]
As eleições primárias democratas de 2008 na Flórida e em Michigan inicialmente resultaram na desqualificação dos delegados desses dois estados para a Convenção Nacional Democrata, uma vez que ambos haviam antecipado a realização de suas primárias em desacordo com as regras do Comitê Nacional Democrata.[22][23] Brazile declarou: "Precisamos enviar uma mensagem de que não se pode desafiar as regras", acrescentando: "Ao longo da minha carreira, acho que consegui irritar praticamente todos os estados".[24]
Na reunião do Comitê de Regras que definiu a distribuição final dos delegados desses estados, Brazile afirmou: "Minha mãe me ensinou a jogar de acordo com as regras e a respeitá-las. Minha mãe me ensinou, e tenho certeza de que a mãe de vocês também ensinou, que quando se decide mudar as regras no meio do jogo, ou no final do jogo, isso se chama trapaça".[25]
Brazile criticou duramente a Emenda Stupak–Pitts, que impunha restrições ao financiamento público de abortos no contexto da tramitação da Affordable Health Care for America Act, em novembro de 2009.[26]
Eleição presidencial de 2012
Durante algumas semanas na primavera de 2011, Brazile exerceu o cargo de presidente interina do Comitê Nacional Democrata. Como vice-presidente do DNC, liderou a organização durante o período de transição entre o presidente cessante, Tim Kaine, que renunciou para disputar a eleição para o Senado dos Estados Unidos na Virgínia em 2012, e sua sucessora, a congressista da Flórida Debbie Wasserman Schultz, que, de acordo com as regras do partido, só poderia assumir o cargo pelo menos quinze dias após sua nomeação, em 5 de abril de 2011.[27] Após a posse de Wasserman Schultz como presidente do DNC, Brazile retornou ao cargo de vice-presidente.[27]
Eleição presidencial de 2016

Depois que Debbie Wasserman Schultz renunciou à presidência do Comitê Nacional Democrata em 24 de julho de 2016, no início da Convenção Nacional Democrata de 2016, Brazile foi nomeada presidente interina do DNC.[28][29]
Brazile foi responsável por um plano de campanha que destinou recursos para aumentar a participação eleitoral em centros urbanos como Chicago e Nova Orleans — embora nem Illinois nem Luisiana fossem estados considerados competitivos — devido ao receio de que Hillary Clinton vencesse no Colégio Eleitoral, mas perdesse no voto popular.[30]
Compartilhamento de perguntas de debates com a campanha de Clinton
Um conjunto de mensagens eletrônicas divulgado pelo WikiLeaks entre os e-mails de John Podesta revelou que Brazile enviou, em 5 de março de 2016, uma mensagem para John Podesta e Jennifer Palmieri com o assunto: "One of the questions directed to HRC tomorrow is from a woman with a rash" ("Uma das perguntas dirigidas à HRC amanhã será de uma mulher com uma erupção cutânea"). A mensagem prosseguia: "her family has lead poison and she will ask what, if anything, will Hillary do as president to help the ppl of Flint" ("a família dela foi envenenada por chumbo e ela perguntará o que, se alguma coisa, Hillary fará como presidente para ajudar as pessoas de Flint").[31] No debate realizado em Flint no dia seguinte, Hillary Clinton recebeu uma pergunta semelhante da integrante da plateia Mikki Wade, cuja família havia sido afetada pela contaminação da água da cidade.[32][33][34]
Em 11 de outubro de 2016, outro lote de e-mails divulgado pelo WikiLeaks incluiu uma mensagem enviada por Brazile, em 12 de março de 2016, à diretora de comunicações da campanha de Clinton, Jennifer Palmieri, com o assunto: "From time to time I get questions in advance" ("De vez em quando recebo as perguntas antecipadamente").[35] Na mensagem, Brazile demonstrava preocupação com a capacidade de Clinton de responder a uma pergunta sobre a pena de morte e, em um debate promovido pela CNN no dia seguinte, a candidata recebeu uma pergunta semelhante sobre esse tema.[31][36] Segundo o blogue especializado Errata Security, a autenticidade do e-mail foi verificada por meio de um programa comum de validação e do sistema DKIM.[37]
Inicialmente, Brazile negou veementemente ter recebido ou fornecido à campanha de Clinton qualquer pergunta antecipada para debates, classificando o WikiLeaks como "esses lamentáveis vazadores tentando atrapalhar meu ritmo".[38] Ela também acusou o repórter Jordan Chariton, do TYT Politics, de "importunar uma mulher".[39] Questionada pela apresentadora da Fox News Megyn Kelly, Brazile afirmou: "Como mulher cristã, entendo o que é perseguição. Não vou ficar aqui sendo perseguida porque suas informações são totalmente falsas".[40]
O jornalista Jake Tapper, ex-colega de Brazile na CNN, declarou que o vazamento de uma pergunta para uma candidata à presidência era "muito, muito perturbador" e acrescentou que, "do ponto de vista jornalístico, é algo horrível". Brazile, por sua vez, afirmou que sua consciência estava "muito tranquila".[41][42] Posteriormente, comentou: "Se tivesse que fazer tudo de novo, eu saberia muito mais sobre segurança cibernética".[43]
Em palestra realizada em 12 de outubro de 2016 na Faculdade de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade de Nebraska–Lincoln, Brazile condenou os vazamentos, que, segundo autoridades de inteligência dos Estados Unidos, haviam sido promovidos pela Rússia,[44] afirmando que tinham o objetivo de "manipular uma eleição, desestabilizar, desacreditar ou destruir nossa democracia" e, em última análise, "produzir um resultado mais favorável a eles e aos seus interesses".[45]
Em 31 de outubro de 2016, o The New York Times noticiou que a CNN havia encerrado sua relação profissional com Brazile após os e-mails divulgados pelo WikiLeaks mostrarem que ela compartilhara antecipadamente perguntas de eventos patrocinados pela emissora com integrantes da campanha de Hillary Clinton.[46] A CNN declarou ter aceitado formalmente sua renúncia em 14 de outubro e acrescentou: "Estamos completamente desconfortáveis com o que descobrimos sobre suas interações com a campanha de Clinton enquanto atuava como comentarista da CNN".[4][47][48] Em 1.º de novembro de 2016, o presidente da CNN, Jeff Zucker, realizou uma reunião interna para discutir o caso. Zucker informou à equipe que, embora os episódios tivessem sido plenamente investigados e os responsáveis responsabilizados, a percepção de que campanhas eleitorais haviam recebido perguntas antecipadamente "prejudica todos nós". Acrescentou ainda: "Não tenho nenhuma tolerância com o comportamento dela ou com esse tipo de comportamento", classificando as interações da então ex-comentarista Donna Brazile com a campanha de Hillary Clinton como "antiéticas" e "repugnantes".[49][50][51]
Em 17 de março de 2017, Brazile admitiu ter encaminhado perguntas de debates à campanha de Hillary Clinton durante as eleições primárias democratas de 2016, quando exercia simultaneamente o cargo de vice-presidente do Comitê Nacional Democrata e atuava como comentarista da CNN.[52][53][54] Em um ensaio publicado na revista Time, ela escreveu: "Depois, em outubro, uma nova divulgação de e-mails revelou que, entre as muitas coisas que fiz em meu papel de integrante do Partido Democrata e vice-presidente do DNC, antes de assumir a presidência interina do comitê, estava o compartilhamento de possíveis temas para debates com a campanha de Clinton". Brazile acrescentou: "Meu trabalho era fazer com que todos os nossos candidatos democratas tivessem bom desempenho, e trabalhei em estreita colaboração com ambas as campanhas para que isso acontecesse. Mas enviar aqueles e-mails foi um erro do qual me arrependerei para sempre".[54]
Em seu livro de memórias Hacks, publicado em 2017, Brazile abordou o episódio do que descreveu como o "suposto vazamento das perguntas".[55]
Outras atividades
Docência universitária e afiliações
Apesar da controvérsia envolvendo o compartilhamento de perguntas de debates, Brazile continuou a atuar em diversos conselhos e organizações, entre eles o do National Democratic Institute (NDI), cuja missão é promover eleições livres e justas em todo o mundo. Em 2022, integrou a missão internacional de observação das eleições presidenciais do Quênia como observadora eleitoral.[56]
Brazile foi professora na Universidade de Maryland em College Park, pesquisadora associada (fellow) no Institute of Politics da Universidade Harvard e é professora adjunta de Estudos sobre Mulheres e Gênero na Universidade de Georgetown.[57] Também integra o conselho consultivo da Mock Convention da Universidade Washington and Lee.[57]
Comentarista
Brazile foi comentarista política e colaboradora semanal da CNN no programa The Situation Room, além de participar de American Morning e de seu sucessor, New Day. Também participou regularmente de CNN Tonight with Don Lemon e integrou frequentemente o painel de especialistas políticos de Anderson Cooper durante a cobertura eleitoral da emissora.
Brazile é fundadora e diretora-gerente da empresa Brazile & Associates, além de ter sido colaboradora do quadro Political Corner, da NPR, e da ABC News. Em julho de 2016, ela e as emissoras CNN e ABC News concordaram mutuamente em suspender seus contratos para que pudesse exercer o cargo de presidente interina do Comitê Nacional Democrata.[58]
Em 31 de outubro de 2016, a CNN anunciou que Brazile havia apresentado sua renúncia formal e que a emissora encerraria definitivamente sua relação profissional com ela em razão do compartilhamento inadequado de informações com a campanha de Hillary Clinton enquanto atuava como comentarista da rede.[59]
Em 18 de março de 2019, Brazile tornou-se comentarista da Fox News. Ela declarou estar "encantada por ingressar na Fox News", reconhecendo que sua decisão poderia ser alvo de críticas por parte de outros membros do Partido Democrata.[60]
Autora
Brazile foi colaboradora da revista Ms.[61] e colunista do jornal Roll Call.[62]
Em 2004, a Simon & Schuster publicou Cooking with Grease: Stirring the Pots in America, livro de memórias de Brazile sobre sua vida e sua trajetória na política.[63] Segundo Elisabeth Rosenthal, do The New York Times, "embora o livro seja, principalmente, uma autobiografia envolvente sobre como uma jovem negra e pobre chegou a comandar uma campanha presidencial, sua publicação deu à francamente espontânea Donna Brazile a oportunidade de se manifestar, tanto por escrito quanto em entrevistas, sobre questões mais amplas, como o que deu errado em 2000 e o que os democratas precisavam fazer para vencer em 2004".[64]
Brazile também é coautora, ao lado de Yolanda Caraway, Leah D. Daughtry e Minyon Moore, do livro For Colored Girls Who Have Considered Politics (2018), uma obra que combina história e biografia.
Hacks: The Inside Story
Em julho de 2017, a Hachette Books anunciou que havia adquirido os direitos de publicação do então futuro livro de Brazile, Hacks: The Inside Story of the Break-ins and Breakdowns That Put Donald Trump in the White House, lançado em 7 de novembro de 2017. A editora descreveu a obra como "em partes iguais um suspense de campanha, um livro de memórias e um roteiro para o futuro".[65] Matt Latimer e Keith Urbahn, sócios da agência literária e criativa Javelin, representaram Brazile nas negociações com a Hachette.[66] A obra foi descrita como "um livro de memórias contundente sobre suas experiências com a campanha de Clinton, que ela retrata como mal administrada e carente de entusiasmo".[67]
Em um trecho do livro publicado pela revista Politico, Brazile escreveu que havia descoberto um "acordo antiético" entre a campanha de Hillary Clinton e o Comitê Nacional Democrata, que teria permitido à candidata exercer controle sobre o partido muito antes de se tornar oficialmente sua indicada à presidência.[68][69][70] Posteriormente, em entrevista ao programa This Week, da ABC, em 5 de novembro de 2017, Brazile afirmou que não havia encontrado evidências de que as eleições primárias do Partido Democrata tivessem sido manipuladas em favor de Clinton.[69][67]
Brazile escreveu ainda que, após Hillary Clinton desmaiar durante a cerimônia em memória dos atentados de 11 de setembro de 2016, cogitou seriamente substituí-la como candidata democrata à presidência, escolhendo o então vice-presidente Joe Biden para seu lugar. De acordo com o estatuto do Comitê Nacional Democrata, o presidente do partido poderia declarar um candidato presidencial "incapacitado", desencadeando um complexo processo de substituição que envolveria uma reunião de todo o comitê nacional.[68] Na entrevista concedida à ABC, explicou que "havia muitas outras combinações. Isso é algo que você considera mentalmente".[69]
Em 4 de novembro de 2017, mais de cem ex-integrantes da campanha de Hillary Clinton divulgaram uma carta aberta afirmando que "não reconheciam a campanha retratada por ela no livro". Declararam ter ficado chocados ao saber que Brazile havia considerado substituir Clinton na chapa e desapontados porque ela aparentemente havia aceitado como verdade "propaganda falsa alimentada pela Rússia" sobre a saúde da candidata.[68][71][72]
A credibilidade das alegações feitas por Brazile também foi questionada pelo The Washington Post.[73] O jornal observou que já havia noticiado, em setembro de 2015, o acordo de arrecadação de fundos entre Hillary Clinton e o Comitê Nacional Democrata posteriormente revelado por Brazile, destacando que os apoiadores de Bernie Sanders já tinham conhecimento desse entendimento.[74][73] Também foi informado que Brazile já tinha conhecimento desse acordo antes de divulgar seus detalhes publicamente.[73]
Atuação
Brazile é membro do Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA) e participou como ela mesma de três episódios da série dramática da CBS The Good Wife e de um episódio da série da Netflix House of Cards.[75] Também fez uma participação especial interpretando uma versão ficcional de si mesma no filme Army of the Dead, ao lado de Sean Spicer.[76][77]
Vida pessoal
Em 1999, a The New York Times Magazine descreveu Brazile como uma ativista pelos direitos LGBTQIA+ que integrava o conselho da Millennium March on Washington. A revista afirmou que ela era "extremamente protetora de sua privacidade" e a descreveu como "abertamente ambígua" em relação à sua orientação sexual.[78]
Brazile é católica e afirmou que, quando criança, desejava tornar-se sacerdotisa, mas abandonou essa aspiração após sua mãe lhe dizer que meninas não podiam ser ordenadas sacerdotes na Igreja Católica.[79]
Em 9 de julho de 2025, Brazile tornou-se membro honorária da fraternidade Delta Sigma Theta.[80]
Referências
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