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Classe Trump
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| Classe Trump | |
|---|---|
Imagem divulgada de uma embarcação da classe | |
| Visão geral | |
| Operador(es) | Marinha dos Estados Unidos (planejada) |
| Construtor(es) | Hanwha Group |
| Custo | Aproximadamente 9 a 14 bilhões de dólares por navio[1] |
| Predecessora |
|
| Planejados | 20 a 25[3] |
| Características gerais | |
| Tipo | Couraçado de mísseis guiados |
| Deslocamento | 40 000 t (88 200 000 lb)[4] |
| Comprimento | 840–880 ft (260–270 m) |
| Velocidade | 30 kn (56 km/h; 35 mph) |
| Armamento |
|
| Aeronaves | Capaz de operar aeronaves V-22 Osprey e helicópteros do programa Future Vertical Lift |
| Sensores | Radar de busca aérea AN/SPY-6 |
| Tripulação | 500[5] |
| Carga | Convés de voo com dois hangares |
| Notas | |
| Dados do Instituto Naval dos Estados Unidos, salvo indicação em contrário[6] | |
Em dezembro de 2025, durante uma coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de uma nova classe de couraçados da Marinha dos Estados Unidos, equipada com mísseis guiados, denominada classe Trump.[7][8][9][10] Em alguns documentos oficiais da marinha, a classe também é referida como BBG(X).[11] A previsão inicial é que a classe seja composta pelo navio líder USS Defiant (BBG-1) e por outra embarcação ainda sem nome. Uma vez incorporada à frota, a classe deverá ampliar a capacidade da Marinha dos EUA, permitindo o lançamento de mísseis de cruzeiro com capacidades nucleares.[5]
História
Antecedentes
A Marinha dos Estados Unidos não mantém um couraçado em serviço desde a aposentadoria do último navio da classe Iowa, o USS Missouri, em 1992.[12] Não houve planos para a construção de novos couraçados desde o cancelamento da classe Montana, em 1943.[13]
A aposentadoria da classe Iowa gerou um debate sobre como a marinha deveria substituir as capacidades desses navios. O contratorpedeiro da classe Zumwalt foi desenvolvido para substituir a função de apoio de fogo dos couraçados, mas a classe foi cancelada após a construção de apenas três unidades.[14][15] Atualmente, a classe Zumwalt é o maior navio de combate de superfície operado pela marinha dos EUA, embora porta-aviões e navios de assalto anfíbio sejam geralmente maiores.[10]
Após a suspensão da produção da classe Zumwalt, a marinha anunciou a iniciativa Large Surface Combatant, que deu início ao processo de projeto do DDG(X), ou Next-Generation Guided-Missile Destroyer (Contratorpedeiro Guiado de Próxima Geração[nota 1]), destinado a substituir cada uma dessas classes de navios.[carece de fontes]
Anúncio
O anúncio da classe ocorre em meio a alertas de autoridades dos Estados Unidos de que a capacidade e a produção naval chinesas já teriam ultrapassado as americanas, e integra o objetivo da administração Trump de expandir a marinha dos EUA e revitalizar a indústria naval nacional.[16][17]
Em 22 de dezembro de 2025, Donald Trump anunciou que inicialmente seriam construídos dois navios, com um total planejado de dez, e planos posteriores para "entre 20 e 25" unidades como parte de uma “Frota Dourada”.[7][16] O primeiro navio está previsto para se chamar USS Defiant (BBG-1).[18] O Secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, afirmou que os navios serão equipados com canhões convencionais e mísseis de cruzeiro com ogiva nuclear.[19] Trump declarou que os navios serão construídos nos Estados Unidos, no estaleiro Hanwha Philly Shipyard, pertencente ao conglomerado sul-coreano Hanwha Group.[20]
O Departamento de Defesa informa que o programa BBG(X) substituirá o DDG(X), incorporando neste os avanços tecnológicos e capacidades do programa anterior.[21] Os navios da classe devem incluir, como armamento principal, um sistema de mísseis de cruzeiro lançados da superfície com capacidade nuclear (SLCM-N), um sistema hipersônico Conventional Prompt Strike (CPS) de 12 células e um sistema de lançamento vertical Mark 41 (VLS) de 128 células. Como armamento secundário, estão previstos um canhão eletromagnético de 32 MJ, dois canhões de 127 mm (5 polegadas) e dois lasers de 300 kW. A defesa de ponto incluirá dois lançadores RAM, quatro canhões de 30 mm, quatro lasers ODIN e dois sistemas antimísseis para drones. Os navios também deverão contar com um hangar fechado para aeronaves VTOL, como helicópteros, o V-22 Osprey e outras aeronaves tripuladas ou não-tripuladas de levantamento vertical planejadas para o futuro.[10]
Reações
Nomenclatura
O nome da classe representaria um desafio às convenções usuais de nomenclatura de navios dos Estados Unidos. Todos os couraçados operados pelos EUA foram nomeados em homenagem a estados americanos, com a única exceção do USS Kearsarge, um couraçado pré-dreadnought;[22][23] já nomes de presidentes têm sido recentemente utilizados para porta-aviões.[24][25] Nomear um navio de guerra em homenagem a uma pessoa viva não é incomum nos Estados Unidos,[25] embora seja atípico que presidentes nomeiem algo em referência a si mesmos. A escolha do nome ocorreu no contexto da recente adição do nome de Trump ao Kennedy Center e ao U.S. Institute of Peace, bem como à criação da Conta Trump e do Trump Gold Card.[26]
Projeto

A classificação do navio como couraçado tem sido questionada. O Center for Strategic and International Studies observou que o termo tem sido historicamente aplicado a navios de guerra com canhões de grande calibre, como canhões de 406 mm (16 polegadas), e blindagem pesada, características que a classe Trump não possuiria, e que o perfil do navio é mais típico de um cruzador de batalha de mísseis guiados (BCG), como os cruzadores da classe Kirov da Rússia.[27] No entanto, segundo o U.S. Naval Institute, a definição de “couraçado” evoluiu ao longo do tempo, desde navios de madeira com numerosos canhões até a concepção do século XX de navios com armas de grande calibre e blindagem pesada. O navio da classe Trump foi projetado para sobreviver em uma batalha de frota, e, portanto, a blindagem não é definidora do conceito central de couraçado. A preeminência do canhão como instrumento definidor só se aplica enquanto ele for o principal instrumento de poder de fogo.[28]
O analista da CNN Stephen Collinson afirma que a aquisição da classe Trump provavelmente reabriria o debate sobre a aposentadoria dos couraçados.[29] Alguns especialistas comentaram que esse tipo de navio é obsoleto e que nenhum exemplar dessa classe seria efetivamente construído.[30][31][24]
O aparente desejo de Trump de ter uma classe de navio de guerra com seu nome “seria hilário se não fosse tão triste”, declarou Thomas Oppel, que serviu como chefe de gabinete do Secretário da Marinha Ray Mabus durante a administração Obama.[24]
Força de trabalho
Alguns têm questionado se os Estados Unidos dispõem de uma força de trabalho adequada para construir esses navios em estaleiros nacionais. Esse argumento observa que, durante a Segunda Guerra Mundial, dezenas de milhares de homens e mulheres trabalhavam em turnos ininterruptos, 24 horas por dia, em cada um dos estaleiros navais norte-americanos responsáveis pela construção dos encouraçados da classe Iowa. Somente o Estaleiro Naval do Brooklyn empregava mais de 71 mil pessoas.[32]
Notas
- ↑ Tradução literal
Referências
- ↑ Canelle, Joyce (29 de dezembro de 2025). «Por que os novos navios Classe Trump podem virar um risco estratégico para os EUA». Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC. Consultado em 30 de dezembro de 2025
- ↑ Pattanaik, Anwesha (24 de dezembro de 2025). «Trump unveils plans for new US Navy battleships». Naval Technology (em inglês). Consultado em 29 de dezembro de 2025
- ↑ «EUA anunciam construção de novos navios de guerra: "Classe Trump"». CNN Brasil. 22 de dezembro de 2025. Consultado em 30 de dezembro de 2025
- ↑ Romero, Germán Alejandro (26 de dezembro de 2025). «Conhecendo a classe Trump, os futuros navios de guerra de 40.000 toneladas de deslocamento da Marinha dos EUA». Zona Militar. Consultado em 29 de dezembro de 2025
- 1 2 «Trump's new 'Trump-Class' battleship will carry nuclear weapons». POLITICO (em inglês). 22 de dezembro de 2025. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ LaGrone, Mallory Shelbourne and Sam (23 de dezembro de 2025). «Trump Battleship Will be Largest Surface Combatant Since WWII». USNI News (em inglês). Consultado em 29 de dezembro de 2025
- 1 2 Liptak, Kevin (22 de dezembro de 2025). «President unveils new 'Trump class' fleet of battleships | CNN Politics». CNN (em inglês). Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Trump announces plans for new Navy 'battleship' as part of a 'Golden Fleet'». AP News (em inglês). 22 de dezembro de 2025. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Weisgerber, Lara Seligman and Marcus (22 de dezembro de 2025). «New Class of Warship to Be Named After Trump». The Wall Street Journal (em inglês). Consultado em 28 de dezembro de 2025
- 1 2 3 LaGrone, Mallory Shelbourne and Sam (23 de dezembro de 2025). «Trump Battleship Will be Largest Surface Combatant Since WWII». USNI News (em inglês). Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «GD, HII to work BBG(X) battleship design over six-year period | InsideDefense.com». insidedefense.com. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Mizokami, Kyle (17 de agosto de 2024). «Repeat After Me! Navy Iowa-Class Battleships Will Never Sail Again». The National Interest (em inglês). Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Friedman, Norman (1980). Gardiner, Robert; Chesneau, Roger, eds. Conway's All the World's Fighting Ships 1922–1946. United States of America. Annapolis: Naval Institute Press. pp. 86–166. ISBN 978-0-87021-913-9
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- ↑ Suciu, Peter (24 de dezembro de 2025). «Trump-Class Battleships Shouldn't Be Compared To World War II Warships». Forbes. Consultado em 29 de dezembro de 2025
Ligações externas
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