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Cessna A-37 Dragonfly
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Cessna A-37 Dragonfly | |
|---|---|
| A-37B da Força Aérea Uruguaia, 2013 | |
| Descrição | |
| Tipo / Missão | Aeronave de ataque |
| País de origem | |
| Fabricante | Cessna |
| Período de produção | 1963 - 1975 |
| Quantidade produzida | 577 |
| Desenvolvido de | Cessna T-37 Tweet |
| Primeiro voo em | outubro de 1964 |
| Notas | |
| The Encyclopedia of Modern Warplanes [1] | |
O Cessna A-37 Dragonfly (também nomeado de Super Tweet) é uma aeronave de ataque a jato leve projetada e produzida pela fabricante americana de aeronaves Cessna.
Foi desenvolvido durante a Guerra do Vietnã em resposta ao interesse militar em novas aeronaves de contrainsurgência (COIN) para substituir aeronaves mais antigas, como o Douglas A-1 Skyraider. Uma avaliação formal da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) sobre o treinador básico T-37 Tweet para a missão de COIN foi realizada no final de 1962, após a qual se concluiu que ele poderia ser modificado para desempenhar efetivamente a função. O A-37 foi derivado diretamente do T-37, quase dobrando o peso total e o empuxo do motor para permitir o transporte de quantidades consideráveis de munições, juntamente com maior resistência de voo e aviônicos de missão adicionais. O protótipo YAT-37D realizou seu voo inaugural em outubro de 1964.[2][3]
Enquanto os resultados das provas eram positivos, um contrato de produção em série não foi imediatamente firmado até que um aumento na intensidade dos combates e nas perdas de aeronaves se tornasse evidente. Um lote inicial de 25 unidades do A-37A foi destacado para o Vietnã, como parte do programa de avaliação em combate "Combat Dragon" em agosto de 1967, baseados na Base Aérea de Bien Hoa, executando várias missões de apoio aéreo aproximado (CAS), escolta de helicópteros, controle aéreo tático (FAC) e interdição noturna. O modelo provou ser eficaz no teatro de operações, o que levou a USAF a firmar um contrato com a Cessna para uma versão aprimorada do Super Tweet, designada A-37B, no início de 1967. Ela foi extensamente operada no Vietnã do Sul, bem como em operações no Camboja e Laos, voando missões de CAS em coordenação com tropas americanas em terra. O A-37 provou ser uma aeronave de manutenção relativamente baixa, precisa e que sofreu relativamente poucas perdas em combate.
Após o fim do conflito, os A-37B da USAF foram transferidos do Comando Aéreo Tático (TAC) para unidades da Guarda Aérea Nacional (ANG) e da Reserva da Força Aérea (AFR). O modelo foi empregado em missões de FAC e redesignado como OA-37B. O tipo, eventualmente, foi retirado do serviço ativo na USAF nas décadas de 80 e 90, sendo substituído pelo A-10 Thunderbolt II no serviço americano. Mais de 200 aeronaves também foram fornecidas à Força Aérea da República do Vietnã (RVNAF), e vários A-37B foram capturados pelas forças norte-vietnamitas perto do fim do conflito.
Vários operadores internacionais, boa parte deles na América Latina, utilizaram o A-37, tendo sido operado em combate durante a Guerra Civil de El Salvador, Conflito armado colombiano e Guerra do Cenepa (esta ultima, por ambos os lados do conflito).
Design e desenvolvimento

Durante o início dos anos 60, o crescente envolvimento militar estadunidense no Vietnã levou a um forte interesse por parte dos oficiais militares em aeronaves de contrainsurgência (COIN).[4] Plataformas existentes, como o Douglas A-1 Skyraider, ficavam abaixo do esperado, em parte porque os pilotos mais jovens, treinados e acostumados a voar em aeronaves a jato, tinham dificuldades em se adaptar às características cada vez mais incomuns do A-1 para uma aeronave de combate de linha de frente, como o motor radial e o trem de pouso convencional.[5] Na época, o Cessna T-37 Tweet estava em serviço ativo como aeronave de treinamento básico.[4][5] Ao final de 1962, o Centro de Guerra Aérea Especial da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), na Base Aérea de Eglin, na Flórida, avaliaram dois T-37C para tal emprego.[4]
A USAF determinou que o T-37 era uma plataforma promissora para missões de COIN e expressou o interesse em uma variante aprimorada, com capacidade maior de carga, melhor alcance de combate e capacidades de pouso e decolagem em pistas curtas e mal preparadas.[4] Estes requerimentos significavam que a aeronave seria consideravelmente mais pesada e deveria empregar motores mais potentes. Para compensar o aumento drástico no peso da célula, juntamente com a necessidade de uma carga útil significativa, a Cessna optou por dobrar a potência do motor da aeronave, substituindo seus dois motores Continental J-69 por motores turbojato General Electric J85-J2/5, cada um capaz de gerar até 2.400 lbf (11 kN) de empuxo.[5]
Durante o ano de 1963, a USAF contratou a Cessna para a produção de dois protótipos, designados como YAT-37D, sendo basicamente, conversões do T-37C com extensas modificações.[4] Estas modificações consistiram na adoção de asas e trens de pouso reforçadas, tiptanks maiores, de 360 L, aviônica adicional para designação de alvos, comunicação e navegação, e a instalação de uma metralhadora rotativa General Electric GAU-2B/A, em 7.62mm, com cadência de 3.000 tiros por minuto e tendo 1.500 disparos disponíveis. A metralhadora era instalada no lado direito do nariz da aeronave, acessível por um painel de acesso, onde também se encontrava o aparelho de mira e a câmera de tiro. Outra modificação notável foram três hardpoints para armamentos foram instalados em cada asa, compatíveis com uma ampla gama de munições.[4][5]
Durante o mês de outubro de 1964, o YAT-37D fez seu primeiro voo, seguido um ano depois pelo segundo protótipo. O segundo protótipo foi equipado com quatro hardpoints sob cada asa, com o primeiro protótipo sendo atualizado para este padrão pouco tempo depois. Os resultados da campanha de provas foram positivos, porém, o interesse da USAF em aeronaves de COIN havia diminuído com o tempo, fazendo programa entrar no limbo por algum tempo, com o segundo protótipo sendo estocado no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos, na Base Aérea Wright-Patterson, em Ohio.
O conflito no sudeste asiático continuou escalando em meados dos anos 60. As perdas do A-1 Skyraider da USAF, USN e RVNAF provou ser maior que do que o esperado, o que reacendeu o interesse da USAF em aeronaves de contrainsurgência. O YAT-37D parecia um candidato promissor para a função, mas a USAF acreditava que a única maneira de ter certeza era avaliar a aeronave em combate real, sendo uma abordagem relativamente heterodoxa para a aquisição de aeronaves militares para a época.[5] A USAF contratou novamente a Cessna para a pré-produção de 39 YAT-37D, optando por apenas algumas pequenas alterações em relação aos protótipos, a serem reconstruídos a partir de T-37B existentes. Estas aeronaves foram designadas como AT-37D, mas foram rapidamente redesignadas como A-37A. O segundo protótipo, YAT-37D, foi retirado do Museu da USAF e modernizado para os padrões do A-37A como parte do programa de testes.
O A-37A tinha um peso máximo de decolagem (MTOW) de 5.400 kg (12.000 lb), dos quais 1.200 kg (2.700 lb) eram de armamento. Era uma aeronave relativamente simples, dispensando quaisquer sistemas de armas avançados ou a necessidade de um programa de treinamento complexo para operar.[5] O A-37A manteve os controles duplos de seu antecessor T-37B, permitindo que fosse usado como treinador operacional. Em operações de controle aéreo tático (FAC) em combate, o segundo assento era ocupado por um observador. Normalmente, apenas um tripulante voava na aeronave em missões de apoio aéreo aproximado (CAS), o que permitia um ligeiro aumento na quantidade de armamentos.[5]
Histórico operacional

Guerra do Vietnã
Em agosto de 1967, 25 A-37A foram destacados para o Vietnã pelo programa de avaliação "Combat Dragon", baseados desde a Base Aérea de Bien Hoa, em missões de "comandos aéreos" da USAF, incluindo apoio aéreo aproximado (CAS), escolta de helicópteros, controle aéreo tático (FAC) e interdição noturna.[5] Cargas de combate compreendem bombas de emprego geral, bombas lança granadas, bombas incendiárias, casulos de foguetes e casulos SUU-11/A, carregando metralhadoras rotativas GAU-2/A.[5] Para maioria das missões, a aeronave também transportava dois tanques de combustível destacaveis nos hardpoints internos.
Durante esse período, os A-37A realizaram milhares de missões com nenhuma célula perdida em combate, embora dois tenham sido destruídos em acidentes durante o pouso. Apesar da aeronave ser oficialmente designada como Dragonfly (libélula, em inglês), muitos pilotos a chamavam de Super Tweet (devido sua descendência do T-37 Tweet). O programa Combat Dragon foi bem-sucedido, mas, como era de se esperar, a avaliação em combate revelou algumas das deficiências do A-37A, como a falta de alcance.[4] Outras preocupações eram o peso alto dos controles durante as passagens de ataque (uma vez que os controles de voo não tinha apoio hidráulico) e a vulnerabilidade do sistema de controle de voo, que não contava com redundâncias. Alguns pilotos também criticaram a metralhadora, considerando-a ineficaz e prejudicial à visibilidade do piloto.[4][5]
No início de 1967, a USAF assinou um contrato com a Cessna para uma versão aprimorada do Super Tweet, designada A-37B, sendo encomendadas 57 unidades, que foram aumentadas para 127 unidades. O custo unitário dessas aeronaves era aproximadamente um quarto do custo do caça McDonnell Douglas F-4 Phantom II.[5] Os A-37B foram concebidos principalmente para serem fornecidos à Força Aérea da República do Vietnã (RVNAF) como substitutos dos seus A-1 Skyraider. O protótipo do A-37B foi apresentado em setembro de 1967, com as entregas à RVNAF começando em 1968.
Os A-37B era todos células novas, sendo consideravelmente mais resistentes que as do A-37A, capaz de puxar manobras em 6G, ao invés dos 5 do A-37A, tendo ainda uma vida útil da célula mais longa, de 4.000 horas. A experiência em combate demonstrou que 7.000 horas entre revisões gerais poderiam ser toleradas. O A-37B pesava quase o dobro do T-37C; uma fração considerável do peso carregado, 2.600 kg (5.800 lb), podia ser de armamentos externos. Na prática, o A-37B geralmente operava com pelo menos dois e, às vezes, quatro tanques destacáveis sob as asas, para melhorar a autonomia em combate. O A-37B adicionou uma sonda de reabastecimento aéreo, do tipo sonda e cesto (ao contrário do sistema lança e receptáculo, normalmente utilizado pela USAF). Outras melhorias incluíram aviônicos atualizados, um painel de instrumentos redesenhado para facilitar o voo da aeronave a partir de qualquer um dos assentos, um sistema automático de degelo da entrada de ar do motor e trem de pouso revisado. Como seus predecessores, o A-37B não era pressurizado.
Para suportar o aumento de peso, o A-37B foi equipado com motores General Electric J85-GE-17A, que forneciam 2.850 lbf (12,7 kN) de empuxo cada. Esses motores eram ligeiramente inclinados para fora e para baixo para melhorar o desempenho monomotor.[4] Os pilotos dos "comandos aéreos" da USAF descobriram que o voo de cruzeiro com um único motor era um meio eficaz de melhorar sua autonomia de voo. Foram feitas modificações nas superfícies de controle para melhorar a manobrabilidade. Para melhorar a capacidade de sobrevivência da aeronave e da tripulação, o A-37B foi equipado com circuitos de controle do profundor redundantes, posicionados o mais distantes possível uns dos outros. Os assentos ejetáveis eram blindados, a cabine era revestida com cortinas anti-flare de náilon e tanques de combustível autovedantes preenchidos com espuma foram instalados. Para aumentar a autonomia, os pilotos foram autorizados a voar o A-37 com apenas um motor em funcionamento, uma prática incomum fora de situações de emergência naquela época.[5]
Os casulos de canhão GPU-2/A de 20 mm, e DEFA, de 30 mm, foram testados com resultados favoráveis no A-37B, mas os relatórios indicam que tais casulos foram raramente ou nunca usados em operação.[6]

O A-37 provou ser excelente em missões de apoio aéreo aproximado.[5] Era capaz de atingir alvos a velocidades cerca de 160 quilômetros por hora mais lentas do que os caças de asa enflechada e, ao fazê-lo, melhorar sua precisão de bombardeio; os pilotos conseguiam atingir uma precisão média de 14 metros. Embora se temesse que a baixa velocidade da aeronave a tornasse mais vulnerável ao fogo terrestre inimigo, o tamanho relativamente pequeno do A-37, as velocidades atípicas e as altitudes relativamente baixas se combinavam para dificultar um alvo tão eficaz com disparos de metralhadora.[5] O A-37 exigia uma quantidade relativamente baixa de manutenção em comparação com os caças contemporâneos — apenas duas horas de manutenção para cada hora de voo, seis vezes menos do que o McDonnell F-101 Voodoo; um feito que se devia em parte à conveniente localização de múltiplos painéis de acesso em pontos estratégicos.[4][5]
O A-37 normalmente não atraía a atenção da mídia, ao contrário de muitas outras aeronaves de combate da USAF usadas no teatro de operações; uma das razões para isso era que o modelo nunca foi utilizado no Vietnã do Norte, onde as defesas aéreas inimigas se mostraram um desafio considerável, tendo alegado ter abatido quase 200 F-4 e 300 F-105 até o fim do conflito. Em vez disso, os A-37 operaram no sul, bem como nos países vizinhos Laos e Camboja, onde eram normalmente usados para apoiar as forças terrestres americanas.[5]
Um total de 577 A-37B foram construídos, dos quais 254 foram entregues à Força Aérea da República do Vietnã (RVNAF). Ao final da guerra, o A-37 havia realizado mais de 160.000 missões de combate, durante as quais apenas 22 aeronaves da USAF foram registradas como perdidas em combate. O modelo permaneceu ativo no teatro de operações até a queda de Saigon, pouco antes da qual foram feitos esforços para recuperar o máximo possível de aeronaves antes que caíssem em mãos norte-vietnamitas.[7] Como consequência da captura da Base Aérea de Da Nang pelo Vietnã do Norte no final de março de 1975, suas forças apreenderam grandes quantidades de suprimentos e equipamentos, incluindo 33 aeronaves A-37 intactas.[8] Em 28 de abril de 1975, vários desses A-37 capturados foram usados pelos norte-vietnamitas para atacar a Base Aérea de Tan Son Nhut, que ainda estava sob controle do Vietnã do Sul.[4][9]
Pós-Vietnã
Estima-se que aproximadamente 187 A-37Bs estavam em serviço na Força Aérea da República do Vietnã (RVNAF) até a queda de Saigon, em abril de 1975. Noventa e dois deles foram recuperados pelos EUA, enquanto os outros 95 aviões seriam operados pela Força Aérea Popular do Vietnã em missões sobre o Camboja e durante o conflito com a China, em 1979. Essas aeronaves foram retiradas de serviço no final da década de 1970 ou início da década de 1980, provavelmente devido à falta de peças de reposição. Alguns desses A-37 capturados foram enviados para os então aliados comunistas do Vietnã, como a Tchecoslováquia, a Polônia, a União Soviética e a Alemanha Oriental. Outros foram vendidos a proprietários estrangeiros privados; seis A-37B tornaram-se propriedade de entusiastas americanos de aviões de guerra, enquanto quatro A-37B passaram a ser propriedade privada de indivíduos na Austrália e Nova Zelândia.
Após o fim do conflito, os A-37B da USAF foram transferidos do Comando Aéreo Tático (TAC) para unidades da Guarda Aérea Nacional (ANG) e da Reserva da Força Aérea (AFR).[4] O modelo foi empregado em missões de FAC e redesignado como OA-37B. O tipo, eventualmente, foi retirado do serviço ativo na USAF nas décadas de 80 e 90, sendo substituído pelo A-10 Thunderbolt II no serviço americano.[5]
Os OA-37 do 24º Esquadrão de Apoio Aéreo Tático (24 TASS) da 24ª Ala Mista (posteriormente 24ª Ala) também serviram durante a Operação Just Cause em dezembro de 1989.[10]
América Latina

O A-37B também foi exportado para a América Latina, principalmente durante a década de 1970. Ele se adequava bem às necessidades desses países devido à sua simplicidade, baixo custo e eficácia em guerras contra guerrilhas. A maioria dos A-37B exportados para a região teve a sonda de reabastecimento em voo encurtada para funcionar como uma sonda de reabastecimento terrestre de ponto único, ou removida completamente. O modelo foi extensamente operado em missões contra o tráfico de drogas.[11]
No final da década de 1970, em meio às crescentes tensões entre a Argentina e o Chile devido a disputas territoriais, comumente chamadas de Conflito do Beagle, a Força Aérea Chilena (FACh) modernizou seus T-37 para uma configuração armada quase idêntica à do A-37. Antecipando a necessidade de aeronaves de combate adicionais, a FACh também adquiriu A-37 dos Estados Unidos.[4]
A Força Aérea da Guatemala (FAG) utilizou o A-37 em extensas operações de contrainsurgência ao longo das décadas de 1970 a 1990, perdendo uma aeronave em combate em 1985.[12]
Em meados da década de 1970, 36 A-37B foram adquiridas para a Força Aérea do Peru (FAP). Em 10 de fevereiro de 1995, um A-37 peruano foi abatido por um IAI Kfir da Força Aérea Equatoriana (FAE) durante a Guerra do Cenepa.[4] Em 20 de abril de 2001, um A-37B peruano abateu um hidroavião Cessna A185E civil com uma metralhadora, sob vigilância de controladores da CIA que desaconselharam o confronto — segundo a versão criada pela CIA para encobrir a violação das condições presidenciais sobre sua conduta. O controlador peruano tinha a palavra final na situação e acreditava que o voo transportava drogas para fora do país, ordenando, portanto, que o piloto do A-37 abrisse fogo. Como resultado, uma missionária americana e sua filha morreram. O hidroavião caiu em um rio, onde moradores locais em seus barcos ajudaram os passageiros.[13][14][15]
Guerra Civil de El Salvador
Os A-37B foram amplamente utilizados pela Força Aérea de El Salvador (FAES) durante a Guerra Civil de El Salvador, fornecidos pelos Estados Unidos em 1983 como substitutos dos Dassault Ouragan da FAES, vários dos quais haviam sido destruídos em solo pela FMLN. Os A-37B foram usados para bombardear bases rebeldes, colunas e cidades, fornecer apoio aéreo aproximado e realizar missões de interdição. Um total de 21 A-37B e 9 OA-37B foram fornecidos durante a guerra, um dos quais foi perdido em 18 de novembro de 1989, quando disparos de um fuzil de precisão SVD Dragunov mataram o copiloto, forçando o piloto a ejetar, e outro foi abatido por um míssil superfície-ar Strela-2 em 23 de novembro de 1990.[16] Nove unidades permaneceram em condições operacionais até o final da guerra.[17]
Variantes
- YAT-37D: Protótipos baseados em T-37C convertidos para operações de contrainsurgência, com dois motores General Electric J85 e seis hardpoints sob as asas, como protótipos para o A-37, sendo redesignados YA-37A. Duas unidades produzidas;[18]
- A-37A (318D): Unidades do T-37B convertidos com dois motores GE J85-GE-5, uma metralhadora GAU-2B/A no nariz e oito hardpoints sob as asas. 39 unidades convertidas;
- A-37B (318E): Variante de produção do A-37, com dois motores GE J85-GE-17A, com sonda de reabastecimento em voo, aumento da capacidade de combustível e célula reforçada. 577 unidades produzidas;
- OA-37B: Variante de observação armada do A-37B desenvolvida durante a Guerra do Vietnã.
Operadores

Atuais
El Salvador - Força Aérea de El Salvador: 13 unidades em serviço;[19]
Guatemala - Força Aérea da Guatemala: 3 unidades restantes;[19]
Honduras - Força Aérea de Honduras: 9 unidades em serviço;[19]
Peru - Força Aérea do Peru: 20 unidades em serviço.[19]
Ex-operadores
Chile - Força Aérea Chilena: 44 unidades recebidas, retiradas de serviço em 2009;[20]
Colômbia - Força Aérea Colombiana: 16 unidades recebidas, com 14 delas mantidas em serviço até 2023.[19] Elas foram modificadas para carregar e lançar bombas guiadas a laser GBU-12 Paveway II.[21]
Coreia do Sul - Força Aérea da Coreia do Sul: 22 unidades recebidas em 1976, mantidas em serviço até 2007.[18]
Equador - Força Aérea Equatoriana: 28 unidades recebidas a partir de 1975. Retiradas de serviço em 2009;[22][23]
Estados Unidos - Força Aérea dos Estados Unidos: Retirados de serviço em 1992;[24]
República Dominicana - Força Aérea da República Dominicana: Oito unidades recebidas, retiradas de serviço em 2001;[25]
Tailândia - Força Aérea Real Tailandesa: 18 unidades recebidas;
Uruguai - Força Aérea Uruguaia: 21 unidades recebidas. Retirados de serviço em 2026.[26][27]
Vietname - Força Aérea e Defesa Aérea do Vietnã: 95 unidades capturadas do Vietnã do Sul;
Vietnã do Sul - Força Aérea da República do Vietnã: 254 unidades recebidas.
Especificações (A-37B)
Informações de Jane's Civil and Military Aircraft Upgrades[28]

Características gerais
- Tripulação: 2;
- Comprimento: 8,61m (28 ft 3 1⁄4 in);
- Envergadura: 10,93m (35 ft 10 1⁄2 in) com tiptanks;
- Altura: 2,70m (8 ft 10 1⁄2 in);
- Área da asa: 17.08 m2 (183.9 sq ft);
- Alongamento: 6.2:1;
- Aerofólio: NACA 2418 (modificado) na raiz da asa, NACA 2412 (modificado) na ponta;
- Peso vazio: 2.817 kg (6,211 lb);
- Peso máximo de decolagem (MTOW): 6.350 kg (14.000 lb);
- Capacidade de combustível: 1.920 L de combustível interno utilizável (incluindo tiptanks);
- Motorização: 2 × turbojatos General Electric J85-GE-17A, com 2.850 lbf (12.7 kN) de empuxo cada.
Desempenho
- Velocidade máxima: 816 km/h (507 mph, 441 kn);
- Velocidade de cruzeiro: 787 km/h (489 mph, 425 kn);
- Velocidade de estol: 182 km/h (113 mph, 98 kn) em peso máximo de pouso, trem de pouso abaixado e flapes estendidos;
- Velocidade nunca exceder (VNE): 843 km/h (524 mph, 455 kn);
- Alcance de combate: 740 km (460 mi, 400 nmi) com carga máxima;
- Alcance de translado: 1,629 km (1,012 mi, 879 nmi) com quatro tanques destacáveis de 380 L;
- Teto de serviço: 12,730 m (41,765 ft);
- Taxa de subida: 35.5 m/s (6,990 ft/min).
Armamento
- Metralhadoras: 1x metralhadora rotativa General Electric GAU-2B/A, em 7.62mm, montada no lado direito do bico, carregando 1500 tiros;
- Provisões para carregar dois casulos de metralhadora SUU-11/A, com metralhadoras rotativas General Electric GAU-2B/A, em 7.62mm.
- Foguetes: Casulos de foguetes LAU-3/A com 19 foguetes FFAR Mk.4, de 70mm;
- Mísseis Ar-Ar: 2x AIM-9 Sidewinder, em trilhos nas pontas das asas, abaixo dos tiptanks;
- Bombas de Emprego Geral: Bombas Mk 81, de 113 kg (250 lb);
- Bombas Mk 82, de 227 kg (500 lb);
- Bombas M117, de 340 kg (750 lb);
- Bombas Incendiárias: BLU-32/B, de 227 kg (500 lb);
- BLU-1C/B, de 340 kg (750 lb);
- Bomba Lança Granadas: CBU-12/A, com 213 submunições fumígenas BLU-17/B;
- CBU-22/A, com 72 submunições fumígenas CBU-22/A;
- CBU-24/A, com 665 submunições de fragmentação BLU-26/36, com efeito antipessoal e antimaterial;
- Dispensador de Submunição: SUU-14/A
- Hardpoints: Oito, com capacidade de 390 kg nos quatro internos, 270 kg nos dois intermediários e 230 kg nos dois externos.
Ver também
Desenvolvimento relatado
Aeronaves de função, configuração e época comparáveis
Referências
- ↑ Gunston, Bill. The Encyclopedia of Modern Warplanes. New York: Blitz Editions, 1995. ISBN 1-85605-290-7
- ↑ Giordani (4 de dezembro de 2022). «A de ataque - Cessna A37 Dragonfly». Cavok Brasil. Consultado em 24 de novembro de 2024
- ↑ «Cessna A-37 Dragonfly». National Museum of The United States Air Force. Consultado em 24 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2025
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Darling, Kev (2005). Tweet and the Dragonfly the Story of the Cessna A-37 and T-37 (em inglês). [S.l.]: Lulu.com. ISBN 1411647483
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Joiner, Stephen. «Legends of Vietnam: Super Tweet». Smithsonian Magazine (em inglês). Consultado em 5 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 2 de março de 2026
- ↑ «Cessna A-37 23-960». boxartden.com. Consultado em 7 de agosto de 2026
- ↑ Wetterhahn, Ralph (janeiro de 1997). «Escape to U Taphao». Smithsonian Magazine (em inglês). Consultado em 10 de agosto de 2026
- ↑ Lavalle, A.J.C., ed. (1985). USAF Southeast Asia Monograph Series Volume III: The Vietnamese Air Force 1951–75 (PDF) (em inglês). Washington D.C.: Office of Air Force History. ISBN 0-912799-28-5
- ↑ Dorr, Robert F.; Bishop, Chris (1996). Vietnam Air War Debrief (em inglês). Londres: Aerospace Publishing. ISBN 1-874023-78-6
- ↑ «OPERATION JUST CAUSE: XVIII Airborne Corps and Joint Task Force South» (em inglês). History.army.mil. Consultado em 8 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 25 de agosto de 2012
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