Saúde
Carlos Teodoro, Duque na Baviera
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| Carlos Teodoro | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Duque na Baviera | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 9 de agosto de 1839 Pöcking, Baviera | ||||
| Morte | 30 de novembro de 1909 (70 anos) Kreuth, Baviera, Império Alemão | ||||
| Sepultamento | Abadia de Tegernsee, Tegernsee, Baviera, Alemanha | ||||
| Esposas | Sofia da Saxônia Maria José de Bragança | ||||
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| Casa | Wittelsbach | ||||
| Pai | Maximiliano José, Duque na Baviera | ||||
| Mãe | Luísa Guilhermina da Baviera | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
Carlos Teodoro na Baviera[a] (Pöcking, 9 de agosto de 1839 – Kreuth, 30 de novembro de 1909) foi um nobre e militar alemão, chefe do ramo ducal da Casa de Wittelsbach e, portanto, Duque na Baviera, além de um renomado oftalmologista.
Biografia
Família

Quinto dos dez filhos de Maximiliano José, Duque na Baviera, e de Luísa Guilhermina da Baviera, dos quais dois morreram ainda na infância, Carlos Teodoro era o filho favorito de sua mãe e o irmão predileto de suas irmãs, que o apelidaram de Gackel ("pequeno galo"). Entre suas irmãs destacaram-se Isabel, Imperatriz da Áustria (Sissi), Maria Sofia, Rainha das Duas Sicílias e a Sofia Carlota, Duquesa de Alençon. Durante a infância, também desenvolveu uma estreita amizade com seu primo, o futuro rei Luís II da Baviera, seis anos mais jovem que ele.[3]
Tornou-se herdeiro do ramo ducal da Casa de Wittelsbach quando seu irmão mais velho, Luís Guilherme, contraiu um casamento morganático com a atriz Henriette Mendel, em 1859, renunciando aos seus direitos dinásticos.[4]
Ingressou no Exército da Baviera aos catorze anos com o objetivo de seguir carreira como oficial de cavalaria. Sua carreira militar evoluiu gradualmente. Em 1857 serviu como artilheiro no 3.º Regimento Real Bávaro de Artilharia de Campanha "Príncipe Leopoldo". Posteriormente foi promovido a Rittmeister no 1.º Regimento Real Bávaro de Cavalaria Pesada "Príncipe Carlos da Baviera", tornando-se comandante de esquadrão em 1864.[5] Participou da Guerra Austro-Prussiana de 1866 e da Guerra Franco-Prussiana de 1870. Paralelamente, estudou direito, filosofia e economia na Universidade de Munique. Em novembro de 1856 realizou uma longa viagem pela Itália, durante a qual reencontrou, em Veneza, sua irmã, a Imperatriz da Áustria. Em seguida, visitou Verona, Gênova, Livorno, Florença e Pisa, retornando a Munique em 30 de janeiro de 1857.[6]
Casamentos

Em 11 de fevereiro de 1865, Carlos Teodoro casou-se em Dresden com sua prima, a princesa Sofia da Saxônia, filha do rei João da Saxônia. O casal teve uma única filha: Amália na Baviera, casada em 4 de julho de 1892, em Tegernsee, com Guilherme, 2.º Duque de Urach, chefe do ramo morganático da Casa de Württemberg.[7]
Após permanecer viúvo por seis anos, Carlos Teodoro decidiu casar-se novamente. Em 1873 visitou o Castelo de Bronnbach, em Wertheim, residência de Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, viúva do rei deposto D. Miguel I de Portugal. Lá, Carlos Teodoro conheceu a filha do casal, Maria José de Bragança, então com dezesseis anos de idade. Inicialmente rejeitado, seu pedido de casamento foi posteriormente aceito, em 14 de maio de 1873.[8] O casamento foi celebrado na capela do Castelo de Kleinheubach, em 29 de abril de 1874.[9] Desse casamento nasceram cinco filhos: Sofia Adelaide, Isabel, Maria Gabriela, Luís Guilherme e Francisco José na Baviera.
Duque oftalmologista

Profundamente marcado pela morte prematura de sua primeira esposa e pelas experiências vividas durante as guerras, Carlos Teodoro abandonou definitivamente a carreira militar em 1872 para dedicar-se à medicina.[10] Em 1875 tornou-se membro da Academia de Ciências e concluiu o curso de medicina em 1880. Com o apoio de seus professores universitários, especializou-se em oftalmologia, adquirindo grande reputação como especialista no tratamento da catarata.[11]
Em 1895, auxiliado por sua segunda esposa, fundou um hospital oftalmológico onde atendia gratuitamente pessoas sem recursos financeiros.[12]
Carlos Teodoro manteve estreita relação com suas irmãs, especialmente com Isabel, Imperatriz da Áustria e com Helena, Princesa de Thurn e Taxis. Também prestou apoio à irmã Sofia Carlota, Duquesa de Alençon, durante sua internação na clínica psiquiátrica do médico Richard von Krafft-Ebing, em Graz, para tratamento de problemas nervosos. A respeito das frequentes dificuldades psicológicas entre os membros da família, costumava afirmar com humor: "Todos nós temos um pouco de loucura na família."
A clínica oftalmológica localizada na Nymphenburger Straße, em Munique, recebeu seu nome em homenagem ao fundador.[13] Após sua morte, em 1909, a instituição foi legada à sua esposa, que havia colaborado ativamente em sua administração.[14]
Morte e funeral
Com a saúde fragilizada nos últimos anos de vida, Carlos Teodoro faleceu em Kreuth, em 30 de novembro de 1909, aos setenta anos, em decorrência de uma pleurisia. No dia seguinte foi celebrado um serviço fúnebre reservado, na presença apenas de seus filhos e de familiares próximos. Seu corpo foi então trasladado para Tegernsee, onde permaneceu na grande sala de mármore até o funeral.[15]
Em conformidade com sua vontade, foi sepultado em 3 de dezembro de 1909, sem cerimônias oficiais, na Igreja de São Quirino, pertencente à antiga Abadia de Tegernsee. O príncipe regente Leopoldo da Baviera não compareceu ao enterro, embora tenha determinado a celebração de uma missa de réquiem em sua homenagem.[16][17]
Após sua morte, seu filho Luís Guilherme sucedeu-o como chefe do ramo ducal da Casa de Wittelsbach.[18]
Notas e referências
Notas
- ↑ Filho do Duque na Baviera, membro do ramo cadete (não soberano) da Casa de Wittelsbach, Luísa Guilherme era Duque na Baviera (Herzog in Bayern), uma forma de diferenciação em relação aos antigos duques, que eram Herzog von Bayern ("Duque da Baviera", em alemão), título utilizado pelos soberanos reinantes do antigo Ducado da Baviera (907–1623).[1][2]
Referências
- ↑ Von Witzleben, Hermann; Von Vignau, Ilka (1976). Die Herzöge in Bayern – Von der Pfalz zum Tegernsee (em alemão). Munique: Prestel
- ↑ Holland, Hyacinth (1906). "Maximilian, Herzog in Baiern". Allgemeine Deutsche Biographie (em alemão). Vol. 52. Leipzig: Duncker & Humblot. pp. 258–270
- ↑ Huberty & Giraud 1985, pp. 423–424
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 423
- ↑ Witzleben & Vignau 1976, p. 305
- ↑ Witzleben & Vignau 1976, pp. 302–304
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 447
- ↑ Witzleben & Vignau 1976, pp. 310–311
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 424
- ↑ Bilteryst, Defrance & van Loon 2022, p. 12
- ↑ Bestenreiner 2004, p. 19
- ↑ Bilteryst, Defrance & van Loon 2022, p. 12
- ↑ Bestenreiner 2004, p. 19
- ↑ Anonyme (4 de dezembro de 1909). «La mort du duc Charles-Théodore». Journal de Bruxelles (em francês) (338): 2. Consultado em 7 de maio de 2022. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2025
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 424
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 424
- ↑ Anônimo 1909
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 447
Bibliografia
- Huberty, Michel; Giraud, Alain (1985). L'Allemagne dynastique. Wittelsbach. IV. Le Perreux-sur-Marne: Alain Giraud. 545 páginas. ISBN 978-2-901138-04-4
- Énache, Nicolas (1999). La descendance de Marie-Thérèse de Habsbourg (em francês). Paris: L'Intermédiaire des chercheurs et des curieux. p. 685-687. 793 páginas. ISBN 978-2-908003-04-8
- Bestenreiner, Erika (2004). Sissi, ses frères et sœurs. Valse tragique en Bavière. Paris: Pygmalion. p. 19. 285 páginas. ISBN 978-2-85704-852-7
- Witzleben, Hermann von; Vignau, Ilka von (1976). Die Herzöge in Bayern. von der Pfalz zum Tegernsee (em alemão). Munique: Prestel. 408 páginas. ISBN 978-3-7913-0394-9
- Bilteryst, Damien; Defrance, Olivier; van Loon, Joseph (2022). «Les Biederstein, cousins oubliés de la reine Élisabeth, années 1875-1906» (PDF). Museum Dynasticum (em francês). XXXIV (1): 2-26. ISSN 0777-0936. Consultado em 13 de outubro de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 9 de setembro de 2025
- Graf, Bernhard (2017). Sisis Geschwister (em alemão). Munique: Allitera. ISBN 978-3-86906-977-7

