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Carandá
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| Carandá | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
Copernicia australis Brcc. | |||||||||||||||
O Carandá (Copernicia australis Becc.; Arecaceae ou Palmae) é uma planta da família das arecáceas, nativa da ecorregião de Chaco na Bolívia, Paraguai, Brasil (nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e Argentina (especialmente na província de Formosa). De rápida germinação e abundante na forma silvestre, se aproveita pouco em jardinagem frente a outras palmeiras da região. É a mais resistente ao frio das espécies de Copernicia.
Etimologia
O termo "Carandá" provém do tupi karaná, ou karana'yba (lit. pé de carandá). O 'n' em tupi podia ser pronunciado como 'nd', donde carandá. Mas há também as variantes caraná, carnaúba, entre outras, registradas no português brasileiro.[1][falta página]
Características
C. alba é uma palmeira que atinge até 20 m de altura, com um espique de 40 cm de diâmetro máximo, raramente bifurcado, coberto de uma crosta de cor cinza e de superfície lisa ou marcada pelas vestígios dos galhos antigos nas plantas adultas. O sistema radicular é extenso e profundo. A madeira é resistente e densa (até 0,92 de densidade relativa em exemplares adultos). Mostra folhas palmadas, em forma de leque, agrupadas no ápice do talo, com o limbo de uns 70 cm de largura e o ráquis muito mais largo que isso, lenhoso e dotado de espinhos negros, duras e curvas; são palmatisetas, persistentes, com entre 30 e 50 folíolos lineares, cada um em torno de 2 cm de extensão e cor ligeiramente azulado. Nos exemplares adultos estão cobertos de uma cera similar a da carnaúba.
As flores formam inflorescências em espádices de cor amarela e quase 2 m de largura, formado por flores hermafroditas em torno de 4 mm de largura dispostos em espiral. Cada flor possui três ovários, um dos quais se desenvolverá o fruto, uma baga globosa de consistência pulposa e cor escura, monoseminada. A semente é ovóide, lisa, de cor castanho claro e até 12 mm de largura.
Habitat
C. alba está adaptada a um clima de monções, con períodos de seca alternando com alagamentos. Requer muito sol, mas tolera aceitavelmente bem o frio uma vez que tenha germinado no lugar. Divide o habitat com a pinha (Syagrus romanzoffiana), Trithrinax campestris, Trithrinax biflabellata e Acrocomia totai.
Uso
O tronco dos exemplares adultos se usa nas indústria madeireira para construção de postes para linhas telefônicas e elétricas.
Bibliografia
- Libro del Árbol: Especies Forestales Indígenes de la Argentina de Aplicación Industrial, Buenos Aires: Celulosa Argentina S. A., 1975
Referências
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1 Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)
