Saúde
Bajazeto II
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| Bajazeto II | |
|---|---|
| Nascimento | 3 de dezembro de 1447 Didimoteico (Império Otomano) |
| Morte | 26 de maio de 1512 Istambul |
| Sepultamento | Istambul |
| Progenitores |
|
| Filho(a)(s) | Selim I, Şehzade Ahmed, Şehzade Korkut, Ayşe Sultan, Aynışah Sultan, Şehzade Alemşah, Selçuk Sultan, Fatma Sultan, Hundi Sultan, Hümaşah Sultan, Kamerşah Sultan, Hatice Sultan, Şah Sultan, Ilaldi Sultan, Şehzade Şehinşah, Şehzade Mahmud (son of Bayezid II), Şehzade Abdullah (son of Bayezid II), Şehzade Mehmed |
| Irmão(ã)(s) | Sultan Cem, Gevherhan Hatun |
| Ocupação | monarca, Sultão |
| Cargo(s) | |
| Religião | islamismo |
Bajazeto II (em turco otomano: بايزيد ثانى; romaniz.: Bāyezīd-i sānī; em turco: II. Bayezid ou II. Beyazıt; Didimoteico, 3 de dezembro de 1447 — Istambul, 26 de maio de 1512) foi o Sultão do Império Otomano entre os anos de 1481 e 1512.[1] Era filho do sultão Maomé II, o Conquistador que havia conquistado Constantinopla em 1453. Durante seu reinado, Bajazeto II consolidou o Império Otomano e frustrou uma rebelião safávida logo antes de abdicar do trono a favor do seu filho Selim I.
Biografia
Nascido em Demótica, hoje Didimoteico, em dezembro de 1447 ou janeiro de 1448, foi o primeiro filho de Maomé II com sua concubina Gülbahar Hatun[2][3]. Entre 1454 e 1456, foi indicado para governar Amásia junto à sua mãe. Ocupou o cargo por 27 anos, até se tornar o oitavo Sultão do Império Otomano em 1481.
Em 1473, lutou ao lado de seu pai a Batalha de Otlukbeli contra Aq Qoyunli.
Sultanato

A principal preocupação da Bajazeto na sucessão do sultanato foi a disputa com seu irmão Cem Sultan, o qual tentou reivindicar o posto buscando apoio militar dos Mamelucos no Egito.
Era papel do grão-vizir retardar a notícia da morte do sultão até o candidato ao trono estar na capital. Nesse caso, Karamani Mehmed Paxá, o último grão-vizir de Maomé II, enviou uma carta aos dois, porém Bajazeto estava na Amásia e Cem, na Carâmania. Como Cem estava mais próximo da capital, a chance dele chegar primeiro a Constantinopla era maior que a de seu irmão. Os janízaros, apoiadores de Bajazeto, suspeitaram que Karamani Mehmed favorecia Cem e mataram-no[4].
A morte do grão-vizir criou uma vácuo de poder no Império, o antigo grão-vizir Ishak Paxá tomou a iniciativa de suplicar a Bajazeto que chegasse o mais rápido possível. Como medida preventiva, ele proclamou o filho de onze anos de Bajazato, Shehzade Korkut, como regente até a chegada de seu pai.[5.1] Após a vitória do irmão, Cem buscou asilo político com os Cavaleiros Hospitalários em Rodes. Posteriormente, os cavaleiros entregaram-no ao Papa Inocêncio VIII. O Papa chegou a cogitar utilizar Cem como ferramenta para expulsar os turcos da Europa, mas a possível Cruzada nunca se concretizou[5.2], Cem acabou morrendo em Nápoles.
Bajazeto II então torna-se Sultão em 1481. Como seu pai, era um patrono das artes do Renascimento. Trabalhou em prol de uma política interna bem equilibrada, o que lhe consagrou o título de "O Justo".
Promoveu diversas campanhas para conquistar as posses então venezianas da região de Moreia, pois acreditava que ela seria importante para o futuro poder naval otomano no leste mediterrâneo. Em 1497, entrou em guerra contra a Polônia, apoiada pelos venezianos, e derrotou o exército de 80.000 homens durante a campanha da Moldávia. A última dessas guerras acabou em 1503 com o controle otomano do Peloponeso[5.3].
Durante seu reinado, Bajazeto teve que lidar com revoltas no leste do Império, como o grupo militar Quizilbache, muitas vezes apoiadas pelo xá Ismail I, o qual tinha interesse por expandir o xiismo para enfraquecer a autoridade sunita dos otomanos. O controle otomano da Anatólia também foi ameaçado nessa época, a ponto do grão-vizir Hadim Ali Paxá ser morto em combate contra a rebelião de Shakulu.[6]
Imigração Islâmica e Judia
Em 1492, na sequência da Decreto de Alhambra na Espanha, Bajazeto II enviou à Andaluzia o almirante Quemal Reis (o qual também esteve presente nas guerras otomano-venezianas) para que evacuasse exilados judeus e muçulmanos e os levasse para terras otomanas.[7] Demandou, através de firmãs direcionados aos governadores das províncias, o acolhimento dessas populações. Uma frase famosa atribuída a ele é: "Não considero o rei Fernando II de Aragão como uma pessoa inteligente, pois empobrece seu país e enriquece o meu." [8]
Esses judeus e muçulmanos da Andaluzia responderam o Sultão contribuindo com o Império a partir de novas ideias, métodos e habilidades. A primeira impressora de Constantinopla foi estabelecida por judeus sefarditas em 1943, por exemplo.
Sucessão

Durante os últimos anos de seu governo, em 14 de setembro de 1509, ocorreu o grande terremoto de Constantinopla, que devastou a cidade.[9] Nesse mesmo período, a disputa pela sucessão entre seus filhos começou a se desenvolver em decorrência da sua saúde decadente.
Dentre os oito filhos homens de Bazajeto, Abdullah, Alem, Mahmud e Shehin faleceram antes de 1512. Dentre os restantes, Korkut desistiu da reinvidicação ao trono por não encontrar uma base de apoio concreta e foi para o exílio. A principal disputa então foi travada entre Ahmed e Selim.[10.1]
Ahmed tomou Caramânia e partiu em direção a Constantinopla. Com medo pela sua segurança, Selim iniciou uma revolta na Trácia, mas foi derrotado por seu pai e forçado a retornar a península da Crimeia. Bazajeto, com medo de Ahmed matá-lo para conseguir o trono, impediu o filho de entrar na capital. Selim, então, retornou a Constantinopla e com o apoio dos janízaros, forçou seu pai a abdicar em 25 de abril de 1512. Dias depois Bajazato partiu para Demótica, mas faleceu em 26 de maio de 1512 em Havsa, antes de chegar em sua região natal, possivelmente por sua saúde já debilitada ou envenado a mando de seu filho[10][11]. Foi sepultado atrás da Mesquita de Bazajeto em Istambul.
Referências
- ↑ Edmonds, Anna G. (1997). Turkey's religious sites (em inglês). [S.l.]: Damko. ISBN 975-8227-00-9
- ↑ Freely, John (1999). Inside the Seraglio: Private Lives of the Sultans in Istanbul (em inglês). [S.l.]: Viking. p. 9 "Mehmet had become a father for the first time in January 1448, when his concubine Gülbahar gave birth to a son, the future Beyazit II.". ISBN 978-0-670-87839-0
- ↑ «Bayezid II | Biography, History, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês)
- ↑ Kinross, Lord (1977). The Ottoman Centuries: the rise and fall of the Turkish empire. Nova Iorque: Morrow Quill PaperBacks. p. 160. ISBN 978-0-688-03093-3
- Finkel, Caroline (2006). Osman's Dream: The Story of the Ottoman Empire, 1300–1923. Nova Iorque: Basic Books. ISBN 978-0-465-02396-7
- ↑ Titans, History (16 de agosto de 2021). The Ottoman Empire: The History of the Turkish Empire that Lasted Over 600 Years (em inglês). [S.l.]: Creek Ridge Publishing
- ↑ The Jewish Encyclopedia: a descriptive record of the history, religion, literature, and customs of the Jewish people from the earliest times to the present day, Vol.2 Isidore Singer, Cyrus Adler, Funk and Wagnalls, 1912
- ↑ The Jewish Encyclopedia: a descriptive record of the history, religion, literature, and customs of the Jewish people from the earliest times to the present day, Vol.2 Isidore Singer, Cyrus Adler, Funk and Wagnalls, 1912 p.460
- ↑ The Encyclopædia Britannica, Vol.7, Edited by Hugh Chisholm, (1911), 3; Constantinople, the capital of the Turkish Empire...
- ↑ Fisher, Sydney Nettleton (1948). The Foreign Relations Of Turkey, 1481-1512. [S.l.: s.n.] pp. 103–112
- ↑ Os detalhes das mortes dos filhos citados por Fisher são debatíveis, mas as datas anteriores a 1512 são de maior consenso entre os relatos.
- ↑ «BAYEZİD II». TDV İslâm Ansiklopedisi (em turco)
Bibliografia
- «Bayezid II | Biography, History, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês)
- «BAYEZİD II». TDV İslâm Ansiklopedisi (em turco)
- Edmonds, Anna G. (1997). Turkey's religious sites (em inglês). [S.l.]: Damko. ISBN 975-8227-00-9
- Freely, John (1999). Inside the Seraglio: Private Lives of the Sultans in Istanbul (em inglês). [S.l.]: Viking. p. 9 "Mehmet had become a father for the first time in January 1448, when his concubine Gülbahar gave birth to a son, the future Beyazit II.". ISBN 978-0-670-87839-0
- Finkel, Caroline (2006). Osman's Dream: The Story of the Ottoman Empire, 1300–1923. Nova Iorque: Basic Books. ISBN 978-0-465-02396-7
- Fisher, Sidney Nettleton (2006). The foreign relations of Turkey (1481-1512) (em inglês). [S.l.]: Universidade da Califórnia. 125 páginas
- "The Jewish Encyclopedia: a descriptive record of the history, religion, literature, and customs of the Jewish people from the earliest times to the present day", Vol.2 Isidore Singer, Cyrus Adler, Funk and Wagnalls, 1912
- Kinross, Lord (1977). The Ottoman Centuries: the rise and fall of the Turkish empire. Nova Iorque: Morrow Quill PaperBacks. p. 160. ISBN 978-0-688-03093-3
- Titans, History (16 de agosto de 2021). The Ottoman Empire: The History of the Turkish Empire that Lasted Over 600 Years (em inglês). [S.l.]: Creek Ridge Publishing
| Precedido por Maomé II |
Sultão Otomano 1481 – 1512 |
Sucedido por Selim I |

