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Aura Abranches
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| Aura Abranches | |
|---|---|
| Nascimento | 9 de maio de 1892 Lisboa |
| Morte | 22 de março de 1962 Lisboa |
| Sepultamento | Cemitério do Alto de São João |
| Cidadania | Portugal |
| Progenitores | |
| Cônjuge | Joaquim Pinto Grijó |
| Irmão(ã)(s) | Alfredo Ruas |
| Ocupação | atriz, atriz de teatro, dramaturga |
Aura Abranches Ruas Pinto Grijó, mais conhecida por Aura Abranches (Anjos, Lisboa, 9 de maio de 1892 – São Mamede, Lisboa, 22 de março de 1962), foi uma atriz e dramaturga portuguesa.[1]
Biografia
Aura Abranches nasceu no dia 9 de Maio de 1892. Filha do empresário teatral Luís Gonzaga Viana Ruas, natural de Lisboa (freguesia do Socorro), e de sua mulher, a atriz Adelina Abranches, Aura Abranches nasceu na Rua das Olarias, na freguesia dos Anjos, sendo irmã do cantor e também actor Alfredo Ruas.[2][3]
Fez os estudos preparatórios no Convento do Santíssimo Sacramento, em Alcântara. Estreou-se em 1908 no Teatro D. Maria II, na comédia Zefa.
Foi uma das primeiras figuras do teatro português na primeira metade do século XX. Fez diversas digressões artísticas a África e a vários estados do Brasil, à frente da Companhia Abranches-Chaby Pinheiro. Além do teatro, trabalhou em cinema. Estreou-se em Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, seguindo-se Rosa de Alfama (1953) e Dois Dias no Paraíso (1958).[3] O papel de Dona Felicidade em O Primo Basílio (1959), de António Lopes Ribeiro, foi a sua derradeira aparição cinematográfica. Nos últimos anos de vida, colaborou activamente em folhetins e em teatro radiofónico na Emissora Nacional e na Radiotelevisão Portuguesa.[4]
Pertenceu ao elenco da Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Obteve grande êxito em peças como O Amigo de Peniche, Auto da Barca do Inferno, Conde Barão, Blanchette e A Alegria de Viver.
A 21 de Fevereiro de 1916, casou civilmente na freguesia de Benfica, em Lisboa, com o ator Joaquim Pinto Grijó.[5] Deste casamento nasceu, em 1919, o ceramista Fernando Abranches Ruas Pinto Grijó.
Como escritora dramática, escreveu Madalena Arrependida, peça estreada no Brasil em 1922, Aquele Olhar, Três Cães a Um Osso, Comédia da Vida em colaboração com Branca de Gonta Colaço. [6] Publicou as Memórias da sua mãe, a actriz Adelina Abranches em 1947.
Faleceu de um tumor maligno no estômago, a 22 de março de 1962, aos 69 anos, em Lisboa, na freguesia de São Mamede, na Rua Rodrigo da Fonseca, número 95, rés-do-chão, onde residia. Foi sepultada em jazigo de família no Cemitério do Alto de São João.[7][6][1]
Teatro
Entrou como actriz nas peças:
- 1908 - Zefa, comédia, no Teatro D. Maria II
- 1942 - Danúbio Azul, comédia, no Teatro Variedades [8]
- 1947 - Passarinho da Ribeira, opereta, no Teatro Variedades [9]
Enquanto dramaturga, escreveu: [6]
- 1922 - Madalena Arrependida [6]
- Aquele Olhar
- Três Cães a Um Osso
- Comédia da Vida em colaboração com Branca de Gonta Colaço.
Cinema
Fez parte do elenco dos filmes: [4]
- 1930 - Lisboa, Crónica Anedótica, de José Leitão de Barros [10]
- 1953 - Rosa de Alfama, de Henrique Campos [11]
- 1957 - Dois Dias no Paraíso, de Arthur Duarte [12]
- 1959 - O Primo Basílio, de António Lopes Ribeiro [13]
Referências
- 1 2 «O Funeral de Aura Abranches, Diário de Lisboa, 23 de Março de 1962». casacomum.org. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2025
- ↑ «Livro de registo de baptismos da Paróquia dos Anjos - Lisboa (1893)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 44 e 44v, assento 111
- 1 2 Infopédia. «Aura Abranches - Infopédia». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 10 de março de 2026
- 1 2 Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Cinema Português: Aura Abranches». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1916-01-02 a 1916-12-31)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 20 e 20v, assento 35
- 1 2 3 4 «Aura ABRANCHES». DramaOnline. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1961-12-31 a 1962-05-11)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 84, assento 165
- ↑ «Primeiras apresentações: "O Danúbio azul" no Variedades (cirtica), Diário de Lisboa, 4 de Julho de 1942». casacomum.org. Consultado em 10 de março de 2026
- ↑ «"Passarinho da ribeira" no Variedades (opinião), Diário de Lisboa, de 29 de Setembro de 1947». casacomum.org. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 31 de outubro de 2020
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Lisboa, Crónica Anedótica». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 10 de março de 2026
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Rosa de Alfama». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Dois Dias no Paraíso». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 12 de março de 2026
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «O Primo Basílio». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 10 de março de 2026. Cópia arquivada em 18 de abril de 2026
Bibliografia
- Grande História Universal Ediclube, 2006.
- Dicionário Universal Ilustrado, Ed. João Romano Torres & Cª.1911.
- Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
- Nova Enciclopédia Portuguesa, Ed. Publicações Ediclube, 1996.
