BETA SAÚDE
Arte popular brasileira
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.

A arte popular brasileira é uma forma de expressão artística que reflete as tradições, cultura e identidade do Brasil. Sejam esculturas, pinturas, artesanatos, rendas ou outras manifestações artísticas. Ela incorpora produções artísticas de relevância para identidade cultural do país, à medida que os artistas extraem inspiração de suas raízes regionais, retratando lendas, tradições e crenças que são reflexos à sua herança cultural.[1] Representando a vida simples do interior do Brasil.
História
As produções ligadas à cultura popular ocupam um lugar de destaque na História da Arte. Artistas como José Antônio da Silva, Ranchinho e Heitor dos Prazeres, entre outros, tiveram grande reconhecimento da crítica especializada, que os inseriu no panorama geral da arte moderna no Brasil, justamente pela tentativa de identificar suas particularidades estéticas e culturais. Nesse sentido, artistas populares são fundamentais para a formação da arte moderna brasileira, e seus temas, formas, técnicas e modos de representar o mundo são referências importantes para o campo da arte.[2]
Século XX
O interesse intelectual pela cultura popular surgiu primeiro com os românticos do século XIX.[3] A consolidação dos estudos no Brasil está diretamente ligada ao desenvolvimento do movimento folclórico, que ganhou força entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Bastante influenciado pelas correntes folclóricas europeias ligadas ao romantismo e ao nacionalismo, o folclore foi visto como uma ferramenta para a construção de uma identidade nacional, num momento posterior à Independência e à Proclamação da República. Nesse período, intelectuais como Sílvio Romero, que coletou e organizou dados sobre tradições populares, Câmara Cascudo, com sua ampla pesquisa sobre a cultura popular, e Mário de Andrade, que valorizava o popular como base da cultura nacional e aproximava o folclore do modernismo, entre outros, tiveram papel importante na produção de obras fundamentais para os estudos nessa área.[4][5]
Todavia, ainda nas primeiras décadas do século XX, o Movimento Modernista e o Movimento Regionalista de Gilberto Freyre, em Recife, em que o autor professava a “reabilitação dos valores do Nordeste”, ampliaram esse interesse, valorizando a produção popular e a cultura material.[3] De fato, cabe destacar, Gilberto Freyre não se limitou à eventos e publicações. Através de seu empenho ocorre, por exemplo, a criação do Museu de Arte Popular, em Recife, no ano de 1955, sob a direção de Abelardo Rodrigues.[6]
Década de 1930
Depois da Semana de Arte Moderna de 1922, o Brasil vivia um momento de crescimento industrial e de rejeição ao que era visto como atrasado. Nesse contexto, o governo de Getúlio Vargas, ao mesmo tempo em que adotava o samba e a feijoada como símbolos da identidade brasileira, reprimia práticas afro-brasileiras como a capoeira, além de outras formas de canto, jogos e danças.[7] Assim, o governo de Vargas a cultura popular é institucionalizada e reelabora nos moldes da chamada alta cultura (arquitetura, literatura, artes visuais, música, artes cênicas etc.)".[8]
Diante disso, os intelectuais sentiram uma certa urgência em registrar e preservar a cultura popular antes que ela desaparecesse, seja pela repressão policial do Estado, seja pelo crescimento das cidades e da industrialização.[7] É nesse momento, na década de 1930, que vale destacar a criação das universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, que tornaram o estudo da estética, da filosofia e das ciências sociais parte do ensino formal, criando uma base acadêmica para o reconhecimento e a valorização das artes populares no Brasil.[3]
Década de 1940
É a partir da década de 1940 que a valorização do popular ganhou novos contornos, com objetos que até então circulavam principalmente em feiras, embora já presentes nas coleções de alguns colecionadores, passando a ter maior visibilidade.[4] Em 1947 foi criada a Comissão Nacional de Folclore, formada por intelectuais que buscavam consolidar o folclore como disciplina acadêmica e defender ações voltadas à preservação do que consideravam manifestações populares. Na agenda da Comissão, os congressos e encontros reservavam espaço para apresentações de comidas, festas e brincadeiras. Além disto, para os folcloristas, reunir objetos como artefatos e instrumentos musicais era uma forma de mostrar a "alma do povo" em suas diferentes expressões regionais e, nesse processo, definir quais manifestações fariam parte do que entendiam como a cultura genuína do povo.[9] Ainda em 1947 ocorreu o I Congresso Brasileiro de Folclore, com o objetivo de preservar as tradições populares, mapear as manifestações regionais, valorizar as práticas não eruditas e construir uma ideia de cultura nacional baseada no povo.[9][4]
No mesmo ano ocorreu também, uma mudança importante na forma como a produção artística popular passou a ser vista pelas elites intelectuais e pelos meios artísticos. O artista plástico e caricaturista pernambucano Augusto Rodrigues inaugurou a exposição "Cerâmica Popular Pernambucana", no Rio de Janeiro. Essa exposição é considerada um marco porque foi interpretada posteriormente como a "descoberta" do famoso artista popular Mestre Vitalino. As peças de cerâmica produzidas por ele, que antes eram vendidas na Feira de Caruaru, passaram a ser reconhecidas como obras de arte, dando início a um processo de valorização estética da produção popular. Essa mudança esteve ligada aos ideais do Modernismo de 1922, que defendia a valorização das expressões culturais brasileiras como base da identidade nacional.[9][6][10]
De fato, é importante destacar que o Modernismo foi o principal responsável pelo reconhecimento da arte e do artista popular no Brasil ao longo do século XX. O movimento moderno entrou em conflito direto com o ensino acadêmico tradicional, o que levou seus integrantes a valorizar e dar visibilidade a expressões culturais até então ignoradas pela elite artística, entre elas as produções de crianças, de pessoas com transtornos mentais, de indígenas, de africanos e de artistas sem formação formal.[7][11]
Ao valorizar o traço "ingênuo" de autodidatas, crianças e indígenas, os modernistas buscavam justificar as origens de sua própria arte moderna.[7][11] Artistas como Tarsila do Amaral, Portinari, Guignard e Di Cavalcanti passaram a retratar o cotidiano popular que, para Lélia Coelho Frota, deve ser entendido dentro do movimento de construção do interesse pelo popular naquele momento da modernidade brasileira, que buscava na "brasilidade" uma conexão de identidade.[7][8]
Segunda metade do século XX
Nas décadas seguintes, o campo de estudos sobre arte popular recebeu contribuições de diversos pesquisadores, com destaque para o trabalho da já mecionada Lélia Coelho Frota. Segundo a autora, antes do século XX já existiam criações individuais nas artes de origem popular, assim como obras coletivas de cerâmica, trançado e outras técnicas. Porém, a busca por um estilo próprio, o que ela chama de desejo de biografia, só aparece a partir do século XX[5]. Ou seja, "desejo de biografia" marca a passagem de uma produção tratada como folclórica e anônima para o reconhecimento do criador individual como autor.[5][7]
Destaca-se a trajetória desta intelectual pois, Lélia Coelho Frota foi uma das mais importantes pesquisadoras e promotoras da arte popular brasileira, atuando como historiadora da arte, crítica, curadora, poetisa, tradutora e antropóloga. Sua trajetória institucional foi marcada por cargos de grande relevância, como a direção do Instituto Nacional do Folclore da Funarte, onde criou o programa Sala do Artista Popular, a presidência do Iphan e a direção do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. No campo curatorial, representou o Brasil nas Bienais de Veneza de 1978 e 1988, organizou a exposição Brésil, Art Populaire Contemporain no Grand Palais de Paris (1987) e coordenou a Exposição Permanente de Arte Popular Brasileira em João Pessoa (1989-1990), além de fundar o Museu de Arte Popular Edson Carneiro. Sua atuação foi decisiva para que a arte popular ganhasse visibilidade, legitimidade e espaço institucional no Brasil e no exterior, por meio de estudos, catalogações, exposições e registros que preservaram manifestações culturais fundamentais da cultura brasileira.[7][12] Em 2005, Lélia publicou o "Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro - Século XX", onde reuniu informações acerca de 150 criadores de arte popular.[13][14] Em 1975 a autora já havia escrito o livro Mitopoética de Nove Artistas Brasileiros, onde dissertou sobre nove artistas das camadas pobres, no "Dicionário" ela reúne verbetes biográficos e temáticos que abordam a formação familiar e profissional dos artistas, a origem social e eventuais deslocamentos migratórios, situando a obra a partir da história do indivíduo.[14][13]
Século XXI
O anos 2000 marcam uma virada de rumo onde os debates e transformações repercutiram em exposições dedicadas à arte popular.[15] Antes de dar continuidade, contudo, é importante destacar que, com o avanço dos estudos, foram surgindo diversas denominações para classificar esse tipo de produção, como Arte Naif, Arte Primitiva, Outsider Art, Arte Popular, Arte Ingênua, Arte Tradicional, Arte Espontânea, Arte Étnica etc. Cada termo carregava uma perspectiva diferente sobre o tema, o que gerou um intenso debate entre pesquisadores sobre qual seria a denominação mais adequada.[11][7]
Em 2000 aconteceu a Mostra Brasil 500 Anos, organizada por Emanoel Araújo, uma exposição criada para celebrar os quinhentos anos do país. A mostra apresentava um panorama da história da arte brasileira desde antes da chegada dos europeus ao continente. Reuniu cerca de quinze mil obras, entre quadros, esculturas, instalações, objetos utilitários e antiguidades, divididas em treze módulos.[16] Entre eles, o módulo de Arte Popular reuniu diversos artistas e destacou obras de pintura, escultura, desenho, xilogravura e artesanato. Essa mostra foi um marco, pois recolocou o conceito de arte popular em novo patamar:[15] a produção passou a ser reconhecida por critérios estéticos semelhantes aos usados para avaliar a arte erudita, sem perder sua ligação com as comunidades de onde vinha. Com isso, consolidou-se uma visão da arte popular que reconhece ao mesmo tempo a tradição coletiva, a autoria individual, a diversidade cultural e a complexidade histórica de seus processos de criação, reafirmando seu lugar no campo das artes visuais e da cultura brasileira.[17]
A partir dos anos 2000, o reconhecimento da arte popular no Brasil ganhou uma série de exposições e mostras realizadas em museus e instituições culturais de referência. Para citar duas mais recentes: em 2020, a Galeria Estação, em São Paulo, realizou a exposição Mulheres na Arte Popular, com texto curatorial de Fernanda Pitta.[2] A mostra reuniu oito artistas e cerca de 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e tapeçarias, destacando que as mulheres estiveram menos representadas na construção da ideia de arte popular no Brasil e propondo uma leitura dessas obras também sob os pontos de vista racial e socioeconômico.[18] Nesse mesmo sentido, o Sesc Santo Amaro, em 2025, organizou a exposição Eu Sou o Brasil: Artistas Populares, com curadoria de Renan Quevedo, reuniu 57 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte, com produções de artistas de diferentes regiões do Brasil, organizadas em quatro núcleos temáticos: Fauna e Flora, Cotidiano, Ofícios e Festas.[19][20] A mostra contribui para uma revisão do lugar da arte popular no imaginário nacional, convidando o público a ampliar os horizontes do que se entende por arte no Brasil contemporâneo.[19] Esse movimento institucional demonstra que a arte popular passou a ocupar espaço cada vez mais consolidado nos principais circuitos artísticos do país.Além disto, essas iniciativas revelam que, longe de ser um tema encerrado, a arte popular segue gerando debates, pesquisas e novos olhares.
Características
Os artistas populares brasileiros frequentemente utilizam materiais locais e disponíveis, como cerâmica, madeira, palha, tecido e outros elementos naturais. Isso confere autenticidade e originalidade às suas criações, que frequentemente aborda temas culturais, mitos, lendas, religiosidade e festividades locais.
Muitas vezes, os artistas não têm formação acadêmica em arte, o que lhes permite criar de forma espontânea e inovadora, sem a influência de convenções artísticas tradicionais. A influência das culturas africanas e indígenas é evidente, com elementos como a iconografia religiosa, a arte em argila e a utilização de padrões e cores vibrantes.[21] Apesar da falta de formação acadêmica, as criações refletem a essência da sociedade brasileira. Elas têm ganhado reconhecimento entre intelectuais artísticos devido à sua estética e criatividade.[22]
Temas frequentemente representados[22]
Ciclo da Vida
Na arte popular brasileira, é comum encontrar representações de temas recorrentes que abordam os aspectos fundamentais da vida. Isso inclui a representação dos sacramentos católicos, nascimentos, infância, festas culturais e casamentos.
Casamento
Embora as cerimônias de casamento tenham passado por transformações significativas ao longo do tempo, influenciadas por diversos fatores culturais e religiosos, é notável que na arte popular brasileira essa tradição continue a ser representada com uma ênfase nos aspectos tradicionais e festivos de origem católica. As representações artísticas de casamentos na arte popular muitas vezes mantêm elementos que remontam a rituais antigos, incorporando ícones religiosos, como a imagem de santos e vínculos espirituais.
A infância
A presença de crianças nas artes não se limita apenas à participação em cenas, mas muitas vezes elas são o próprio foco central das obras. A diversidade e a quantidade de obras que retratam a infância possibilitam a recriação de um tempo em que a experiência infantil era mais lúdica, delicada e inocente, marcada por brincadeiras ao ar livre, histórias contadas ao redor de uma fogueira e aventuras exploratórias em meio à natureza. É um vislumbre de um passado em que a tecnologia digital, como computadores e celulares, ainda não tinha o papel predominante que desempenha na vida das crianças atualmente.
Principais artistas populares brasileiros[22]
Referências
- ↑ «O que é arte popular e exemplos?». www.auditorioibirapuera.com.br. Consultado em 26 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
- 1 2 PITTA, Fernanda (23 de março de 2020). «Catálogo da Esposição Mulheres na Arte Popular.». Galeria Estação. Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2025
- 1 2 3 FROTA, Lélia Coelho (1985). «Arte do Povo» (PDF). Museu do Pontal. Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 3 de julho de 2025
- 1 2 3 TAVARES, Amanda. Arte popular X arte do povo: sentidos e apropriações. Rio de Janeiro, RJ. 28 abr. 2026. Apresentação de Power Point. 28 slides. Aula da Disciplina de História da Arte Global - Trânsitos: cultura popular e arte moderna e contemporânea no Brasil / Programa de Pós-Graduação em História da Arte da UERJ.
- 1 2 3 FROTA, Lélia Coelho. “Arte é o que é bom e eu gosto”. Entrevista para a Riccardo Gambarotto. Revista RAIZ. Edição no. 1. Publicado em 08 de março de 2007 apud GUIMARÃES, Leda. Chaves conceituais e históricas na constituição da Arte e Artista popular no Brasil. Rev. Interd. em Cult. e Soc. (RICS), São Luís, v. 1, n. 1, p. 83-104, jul./dez. 2015.
- 1 2 WALDECK, Guacira. A Revelação e a Escola. In:______ Manuel Eudócio, patrimônio vivo. Rio de Janeiro: IPHAN, CNFCP, 2005.
- 1 2 3 4 5 6 7 8 GUIMARÃES, Leda. Chaves conceituais e históricas na constituição da Arte e Artista popular no Brasil. Rev. Interd. em Cult. e Soc. (RICS), São Luís, v. 1, n. 1, p. 83-104, jul./dez. 2015.
- 1 2 SIQUEIRA, Vera Beatriz (2021). Arte no Brasil : anos 20 a 40. Rio de Janeiro: Barléu Edições. p. 26
- 1 2 3 WALDECK, Guacira. Exibindo o povo: Invenção ou documento. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 28, p. 82-99, 1999.
- ↑ «Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana». Enciclopédia Itaú Cultural. 14 de julho de 2020. Consultado em 28 de junho de 2026
- 1 2 3 BARBOSA, Ana Mae. Entre Culturas. In: Naifs [entre culturas]. Bienal Naifs do Brasil. São Paulo: SESC, 2006.
- ↑ CNFCP - Lélia Frota. Homenagem a Lélia Coelho Frota (1938-2010) - escritora, poeta, museóloga, historiadora da arte, antropóloga e ex-diretora do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Acervo do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).
- 1 2 PINHEIRO, Shirley (11 de junho de 2022). «Um convite à poesia de Lélia Frota». Nordestinados a Ler. Consultado em 28 de junho de 2026
- 1 2 CHAIMOVICH, Felipe (9 de junho de 2005). «Dicionário traz a arte popular com delimitação conservadora». Folha de S.Paulo. Consultado em 28 de junho de 2026
- 1 2 RUGIERO, R. (2003). «A ascensão da arte popular». Galeria Brasiliana. Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada em 15 de abril de 2026
- ↑ «Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento». Enciclopédia Itaú Cultural. 29 de novembro de 2023. Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2024
- ↑ ARAÚJO, Emanoel. Mostra Brasil 500 anos. apud TAVARES, Amanda. Arte popular X arte do povo: sentidos e apropriações. Rio de Janeiro, RJ. 28 abr. 2026. Apresentação de Power Point. 28 slides. Aula da Disciplina de História da Arte Global - Trânsitos: cultura popular e arte moderna e contemporânea no Brasil / Programa de Pós-Graduação em História da Arte da UERJ.
- ↑ «Sonhos e desilusões, todo o poder das Mulheres na Arte Popular». Desartes. 6 de abril de 2020. Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada em 6 de julho de 2022
- 1 2 «"Eu sou o Brasil: artistas populares" no Sesc Santo Amaro». Consultado em 28 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de maio de 2026
- ↑ BRANDÃO, Ana Mércia (9 de agosto de 2025). «Sesc Santo Amaro revela acervo de obras de artistas populares». Veja São Paulo. Consultado em 28 de junho de 2026
- ↑ «Conhecendo a arte popular brasileira e seus artistas». A8 Sergipe. Consultado em 26 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 18 de julho de 2024
- 1 2 3 Viana, Gisela (2019). ARTE POPULAR: MULTICULTURALIDADES (PDF). [S.l.]: Coordenadora de Disciplina Profa. Maria do Carmo Potsch. p. 3
