Saúde
Arlindo Cruz
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| Arlindo Cruz | |
|---|---|
| OMC | |
Cruz na Roda de Boteco 2016. | |
| Nome completo | Arlindo Domingos da Cruz Filho |
| Conhecido(a) por | |
| Nascimento | |
| Morte | Rio de Janeiro, RJ |
| Causa da morte | falência múltipla de órgãos[3] |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Etnia | afro-brasileiro |
| Cônjuge | Babi Cruz (c. 2012; m. 2025) |
| Filho(a)(s) | 3, incluindo Arlindinho |
| Ocupação | |
| Prêmios | lista |
| Carreira musical | |
| Período musical | 1981–2017 |
| Gênero(s) | |
| Instrumento(s) | |
| Gravadora(s) | |
| Religião | candomblé[4] |
| Website | arlindocruz |
Arlindo Domingos da Cruz Filho (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958 – Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2025) foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Após doze anos integrando o conjunto Fundo de Quintal, Arlindo construiu uma bem-sucedida carreira solo, tornando-se um dos maiores nomes do samba de todos os tempos[5][6] e uma figura proeminente no cenário do carnaval carioca, tendo composto sambas-enredo para escolas clássicas, como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio.[7]
Nascido no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro e irmão do também compositor Acyr Marques, Cruz iniciou sua carreira em 1981 em rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de artistas como Jorge Aragão, Beto sem Braço e Almir Guineto. Seus trabalhos como compositor, primeiro meio artístico no qual esteve, tornaram-no célebre por terem sido gravadas por diversos artistas na década de 1990. Com o tempo, passou a cantar as próprias composições, e ficou ainda mais conhecido quando entrou para o grupo Fundo de Quintal. Em 1993, deixa o grupo e, em sequência, dá início à carreira solo, destacando-se principalmente a partir do DVD MTV ao Vivo: Arlindo Cruz (2009), que vendeu cem mil cópias.
Entre 1996 e 2002, em parceria com o músico Sombrinha, lançou cinco álbuns, e o primeiro, Da Música (1996), vendeu sessenta mil cópias. Em 2017, lançou o álbum 2 Arlindos, com o filho Arlindinho. Durante a turnê de divulgação, porém, sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico ainda em março do mesmo ano e foi internado em estado grave. Após vários tratamentos, internações e complicações de seu estado de saúde, Arlindo morreu aos sessenta e seis anos em razão de uma pneumonia.
Em trinta e seis anos de carreira lançou vinte e três álbuns, sendo nove enquanto integrante do Fundo de Quintal, cinco em parceria com o sambista Sombrinha e nove em carreira solo. Arlindo venceu mais de vinte e seis prêmios, incluindo o 26.º Prêmio da Música Brasileira, e é detentor de dezenove disputas de samba-enredo pelas escolas Império Serrano, Acadêmicos do Grande Rio, Unidos de Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu. Foi indicado ao Grammy Latino cinco vezes, sendo quatro na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode e um na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa.
Primeiros anos
Arlindo nasceu às 8h10min de 14 de setembro de 1958 em Piedade no subúrbio do Rio de Janeiro. Criado em Madureira, é filho de Aracy Marques da Cruz e do policial[8] Arlindo Domingos da Cruz, irmãos por parte de pai.[9] O cantor teve seu primeiro contato com a música por meio de seus pais e seu tio; Aracy tocava pandeiro, Arlindo Domingos da Cruz tocava cavaquinho e o tio tocava violão.[10] Aos sete anos, ganhou do pai o primeiro cavaquinho. Empolgado com o instrumento, esperava ansioso o pai chegar do trabalho para aprender a tocar. Aos doze já tirava muitas canções de ouvido e, como seu irmão Acyr Marques, aprendia violão.[11]
Na juventude, entrou para a escola Flor do Méier, onde estudou teoria, solfejo e violão clássico por dois anos. E já nessa época, por volta dos treze anos de idade,[12] começou a trabalhar profissionalmente como músico, fazendo rodas de samba com vários artistas, inclusive Candeia. Com ele, gravou seus primeiros discos, um compacto simples, pela gravadora Odeon, e um LP chamado Roda de Samba (hoje encontrado em CD). Em ambos tocou cavaquinho. Ao completar 15 anos ganhou uma vaga e foi estudar em Barbacena, Minas Gerais, na escola preparatória de Cadetes do Ar, mas não abandonou a música. Cantava no coral da escola.[13] Ainda em Minas Gerais, ganhou festivais em Barbacena e Poços de Caldas.[14] De volta ao Rio de Janeiro, foi funcionário da Caixa Econômica Federal e passou a frequentar o Cacique de Ramos e suas composições passaram a ser gravadas por diversos artistas.[12]
Carreira
1981–93: Cacique de Ramos e Fundo de Quintal
Quando deixou a Aeronáutica, passou a frequentar a roda de samba do Cacique de Ramos.[12] Ia todas as quartas-feiras, aprender ao lado de Jorge Aragão, Beth Carvalho, Beto sem Braço, Ubirany e Almir Guineto. Outros jovens seguiam o mesmo caminho, entre eles, Zeca Pagodinho e Sombrinha — que viria a ser seu parceiro. Logo no primeiro ano de Cacique, teve doze canções gravadas por vários intérpretes. A primeira delas foi "Lição de Malandragem". Depois vieram outros sucessos, como "Grande Erro" (Beth Carvalho), "Novo Amor" (Alcione) e outros.[10]
Em 1981, Arlindo Cruz, já reconhecido como compositor, estreou como intérprete quando foi convidado a substituir o músico Jorge Aragão no grupo Fundo de Quintal.[10][14] Permaneceu no grupo por doze anos, e neste período, gravou com muitos artistas do pagode e compôs várias canções para o conjunto, incluindo "Seja Sambista Também", "Só Pra Contrariar", "Castelo de Cera" e "O Mapa da Mina".[15]
1993–2003: Primeiro disco solo e parceria com Sombrinha

Em 1993, Arlindo sai do Fundo de Quintal para seguir carreira solo.[16] O cantor passou a primeira década de sua carreira fora do grupo despercebido pela mídia, tendo poucas vendas em seus primeiros álbuns.[17] No mesmo ano, Arlindinho, seu primeiro álbum solo, que contava com doze faixas, foi lançado pelo selo Line Records, produzido por Milton Manhães e disponibilizado nas lojas no formado de disco de vinil.[18] O disco não vendeu bem,[17] embora tenha sido criticado positivamente.[19]
Com o baixo rendimento de seu álbum de estreia, Arlindo iniciou uma longeva parceria com Sombrinha, que também havia sido membro do Fundo de Quintal. O primeiro disco da parceria, Da Música, foi produzido por Milton Manhães e lançado em setembro de 1996[20] pela gravadora Velas. O disco, que foi avaliado de forma extremamente positiva pela crítica especializada, contou com composições próprias da dupla bem como de outros nomes do samba, como Candeia, Beto sem Braço e Dona Ivone Lara.[21]
No ano seguinte, lançaram Samba É Nossa Cara, que contou com regravações de sambas antigos e a faixa "O Show Tem Que Continuar", composição da dupla com Luiz Carlos da Vila.[22][23] Terceiro álbum da dupla, Pra Ser Feliz foi lançado pelos selos Mercury e PolyGram em 1998. Rildo Hora assinou a produção do disco, que foi planejado para conter apenas regravações mas, por consenso, teve quatro regravações e dez faixas inéditas.[24] Em 2002, Cruz e Sombrinha lançaram seu último projeto juntos. Hoje Tem Samba foi recebido positivamente pela crítica, mas classificado como o "CD da virada", em referência ao menor reconhecimento dos músicos em comparação com Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, que vieram do mesmo ciclo do Cacique de Ramos mas já estavam conhecidos em suas carreiras individuais.[25]
2003–2017: Retomada da carreira solo
"Todo mundo do samba gostava do Arlindo, mas ele não era reconhecido fora do meio. Foi depois, com a MTV, que teve essa explosão toda. E aí estamos falando de 2009 [...]"
Marcos Salles sobre os primeiros anos de carreira de Arlindo Cruz (2025)[17]
Em 2003, lançou pela Warner Music o disco ao vivo Pagode do Arlindo, seu primeiro deste tipo, gravado no Teatro Rival, no Centro, e no Barril 1800, na Barra da Tijuca, ambos no Rio de Janeiro. Assim como seu álbum de estreia, Pagode do Arlindo, apesar de ter sido criticado positivamente,[26] também não vendeu bem.[17]
Sambista Perfeito, seu segundo álbum de estúdio, foi lançado em outubro de 2007 pela gravadora Deckdisc e contou com a colaboração, na composição das canções e na interpretação delas, dos cantores Xande de Pilares, Neguinho da Beija-Flor, Nei Lopes,[27] Zeca Pagodinho, Marcelo D2 e Maria Rita.[28] Pelo projeto, Arlindo foi indicado ao nono Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode.[29]

Em meados de 2009, é lançado o DVD e CD duplo MTV ao Vivo Arlindo Cruz, também pela Deckdisc. Gravado em São Paulo, o projeto já era desejado por Arlindo Cruz desde sua participação no clipe de "Dor de Verdade" (de Marcelo D2) e a gravação do acústico do cantor Zeca Pagodinho. Arlindo ainda afirmou que, mesmo sabendo que a MTV não é uma emissora de música brasileira, ficou satisfeito com os resultados.[30]
Seu último álbum ao vivo, Batuques do Meu Lugar, foi gravado no Terreirão do Samba, no Centro, em junho de 2012 e lançado no ano seguinte. O disco, que teve a participação de Zeca Pagodinho, Marcelo D2 e Sombrinha, incluiu reproduções de três sambas-enredos (dois dos quais compostos por Cruz que lhe renderam vitórias nas disputas) e uma canção de Candeia. As gravações contaram com uma banda e foram dirigidas pelo maestro Ivan Paulo.[31] Foi indicado à categoria de Melhor Álbum de Samba do Prêmio Contigo! MPB FM de Música 2013.[32]
Em agosto 2014, lançou Herança Popular, o último álbum solo de sua carreira. O álbum, lançado pela Sony Music, contou com as participações de Hamilton de Holanda, Marcelo D2, Pedro Scooby, Maria Rita, Zeca Pagodinho e Mr. Catra.[33] O álbum foi criticado positivamente, mas caracterizado como "mais do mesmo", por reutilizar os temas dos outros discos do sambista.[34] Herança Popular atingiu a décima posição das paradas internacionais da plataforma de streaming iTunes[35] e foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode.[29]

Em 2015, a gravadora Warner Music lançou a coletânea Na Veia, de Arlindo Cruz com o sambista Rogê. As faixas do álbum foram extraídas do programa Música Na Veia, da rádio MPB FM, onde os apresentadores Arlindo e Rogê recebiam artistas diversos e cantavam com eles. Participaram do projeto os cantores Maria Rita, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Marcelo D2, Bebeto, Luiz Melodia, Wilson das Neves, Seu Jorge e Xande de Pilares.[36][37] Na Veia foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode, rendendo a Arlindo sua quinta e última indicação ao prêmio.[29]
No mesmo ano, ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Músico de Samba.[38] Em 2016, Arlindo e seu filho mais velho, o também cantor Arlindinho, deram início ao projeto 2 Arlindos, uma série de apresentações onde interpretariam as quinze canções do álbum homônimo lançado em agosto daquele mesmo ano, que incluem músicas já conhecidas do repertório de Arlindo Cruz e de outros artistas.[39] No entanto, em março de 2017, o compositor sofre um acidente vascular cerebral[40] quando se preparava para viajar para São Paulo, onde faria um show na cidade de Osasco.[41] Arlindinho assumiu a agenda conforme o desejo de seu pai.[42]
Três anos após a enfermidade, Arlindo voltou a falar algumas palavras, demonstrando uma melhora significativa de seu quadro inicial.[43] No entanto, mesmo tendo recebido alta por diversas vezes, Cruz não mais voltou a se apresentar em público.[44]
Vida pessoal
Casamento e paternidade
Arlindo casou-se em 2012 com a empresária e produtora Babi Cruz, com quem mantinha uma união desde 1996. Em maio de 2022, dez anos depois do matrimônio, fizeram a renovação dos votos para cerca de sessenta pessoas no Rio de Janeiro.[45]
O cantor é pai do músico Arlindo "Arlindinho" Domingos da Cruz Neto e de Flora Cruz,[46] de seu relacionamento com Babi, e de Kauan Felipe Vieira, de um relacionamento extraconjugal do cantor. Kauan conheceu seu pai somente na adolescência, depois de realizar um exame de DNA, e sua aproximação com a família ocorreu no início da fase adulta. Em 1992, meses depois de seu nascimento, a mãe denunciou a gravidez a Babi, o que fragilizou seu casamento com Arlindo.[47]

Embora nunca tenham se divorciado por este motivo, em 2023, seis anos após Arlindo sofrer um AVC, sua esposa iniciou um relacionamento com André Caetano, a quem conheceu nas eleições gerais no Brasil em 2022.[48] A decisão de Babi foi extremamente criticada e, após a morte do cantor, gerou especulações quanto a possibilidade de ela não ganhar a sua parte da herança em decorrência da relação extraconjugal.[49]
Saúde e morte
Desde a década de 1980, Arlindo enfrentava uma dependência severa em cocaína. Durante a carreira, se internou diversas vezes na tentativa de abandonar o uso da substância mas teve recaídas. No entanto, conforme Arlindinho, nos últimos anos antes de carreira quase não tinha mais contato com a droga e com bebidas.[50][51]
Em 17 de março de 2017, Arlindo Cruz sofreu um acidente vascular cerebral durante o banho e caiu sobre a banheira de sua casa. De acordo com sua esposa, o cantor pesava 140 kg e tinha péssimos hábitos, como alimentação ruim e uso de drogas, presente em sua vida desde a época de escola.[52] Arlindo foi internado na Casa de Saúde São José e em maio de 2017, já havia perdido trinta quilos, além de ter a metade esquerda do corpo paralisada e se alimentar por sonda.[53] Em julho de 2018, recebeu alta e passou a se recuperar em casa.[54] Em 2022, foi internado mais uma vez para passar por uma broncoscopia.[55] Em julho de 2023, ficou internado por vinte e um dias para tratar uma pneumonia.[56] Em abril de 2024, foi internado para tratar uma infecção respiratória,[57] recebendo alta quinze dias depois.[58] Desde 2022, Arlindo Cruz fazia um tratamento à base de óleo de cannabis.[59] Em 29 de maio de 2025, Arlindo foi internado no hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, devido a um quadro de pneumonia, que era estável de acordo com sua esposa.[60][61]
Arlindo morreu no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 2025 aos 66 anos, de falência múltipla de órgãos em decorrência do AVC hemorrágico que sofreu em 2017 e de pneumonia.[62][63] Seu gurufim (ritual fúnebre de origem afro-brasileira) foi marcado para o dia seguinte, na quadra do Império Serrano.[64] Depois de sair em cortejo pelas ruas da cidade, o cantor foi sepultado no começo da tarde de 10 de agosto, no Cemitério Parque Jardim da Saudade em Sulacap.[65]
Autoridades, instituições e artistas lamentaram a morte do compositor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser Arlindo "em essência, o sambista perfeito". O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes decretou luto oficial na cidade e anunciou que o futuro Parque Piedade levará o nome de Arlindo Cruz.[66] O Ministério da Cultura do Brasil,[67] o Flamengo,[68] o Cacique de Ramos,[69] a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA)[70] e Unidos de Vila Isabel, Vai-Vai, União da Ilha do Governador, Portela, Estação Primeira de Mangueira foram algumas agremiações que realizaram homenagens a Arlindo.[71]
Prêmios e indicações

Entre 2001 e 2016, Arlindo foi indicado a diversos prêmios e venceu vários deles. O cantor foi indicado cinco vezes ao Grammy Latino, não ganhando nenhuma.[29] Em 2009, foi indicado ao MTV Video Music Brasil nas categorias de melhor show e melhor artista de samba.[72] Foi também indicado ao Prêmio da Música Brasileira pela categoria de melhor cantor de samba duas vezes (2015 e 2016), das quais venceu a primeira.[73][74] Arlindo Cruz venceu quatro vezes o prêmio Estandarte de Ouro, em 2001, 2006, 2012 e 2013.[75][76][77][78][79]
Disputas de sambas de enredo
Entre 1989 e 2016, o cantor concorreu nas eliminatórias de samba enredo de várias escolas, principalmente de sua escola de samba preferida, o Império Serrano. A primeira vitória foi em 1989, no enredo Jorge Amado, Axé Brasil.[80] Arlindo emplacou os hinos imperianos em 1996 e 1997, quando a escola acabou caiu para o Grupo de Acesso A. Arlindo ainda venceria na Serrinha em 1999, 2001 - samba que ganhou o Estandarte de Ouro do jornal O Globo, 2003, 2006 e 2007. Arlindo concorreu em 2008 pela primeira vez em outra escola. Ele venceu na Grande Rio no enredo Do Verde de Coari Vem Meu Gás, Sapucaí!. Desde que começou a disputar nas eliminatórias, Arlindo Cruz já venceu oito vezes. Além de ter ganho na Vila Isabel e de ter encomendado, duas vezes, na Leão de Nova Iguaçu.[81]
Homenagens

Em 14 de setembro de 2018, no dia do aniversário de sessenta anos de Arlindo, o filho do músico, Arlindinho, realizou uma apresentação especial no Vibra São Paulo (anteriormente chamado de Credicard Hall, Citibank) em São Paulo.[82] O show teve participação especial de Xande de Pilares, Turma do Pagode, Leandro Lehar, Belo, Leci Brandão e outros.[83]
Em fevereiro de 2023, Cruz foi homenageado no carnaval carioca daquele ano, desfilando em cima do último carro alegórico da exposição. No carro, foi feita uma representação do cantor com um banjo nas mãos.[84]
O Programa Sem Censura fez homenagem ao sambista na antevéspera dos Dias dos Pais de 2025 com a presença do cantor Arlindinho, a produtora Babi Cruz e o escritor da biografia do cantor e compositor brasileiro "O Sambista Perfeito" Marcos Salles.[85] No palco as canções clássicas estiveram presentes: "Meu Lugar", "Bom Aprendiz", "A Sós", "A Pureza da Flor", "Agora Viu que me Perdeu e Chora", "Ainda é Tempo pra ser Feliz" e "O Show Tem que Continuar". O artista Mumuzinho lançou a canção Arlindo Luz em homenagem ao ídolo e amigo.[86] Nas redes sociais Zeca Pagodinho, cuja parceria de longa data relata: “Morre hoje meu compadre, meu parceiro, meu amigo Arlindo Cruz. Que Deus receba de braços abertos, sofreu muito e agora precisa descansar um pouco. Vai com Deus!” Canções memoráveis do samba e pagode brasileiro tem a contribuição desses parceiros musicais.[87]
No dia de sua morte, em agosto de 2025, o músico foi mais uma vez homenageado no carnaval do Rio de Janeiro por artistas e integrantes das escolas de samba.[88]
Legado
Arlindo deixou mais de oitocentas canções compostas, que o consolidaram como o maior compositor da história do samba.[89] Mariana Valbão, do jornal CNN Brasil, descreveu o cantor como "um nome consolidado entre os grandes representantes do samba e pagode",[90] É também responsável por introduzir o banjo às rodas de samba, e participou de movimentos que definiram a história do gênero no Brasil.[91] Teve um papel importante na expansão do samba para o âmbito internacional, ao realizar apresentações na Europa e América Latina.[91] Por ter composto diversos sambas-enredo para o Império Serrano e diversas outras escolas de samba, é considerado de grande importância para o carnaval do Rio de Janeiro.[92]
Filmografia
Arlindo participou do elenco fixo do programa Esquenta! ao lado de Regina Casé, tendo dedicado a ele seu último disco, Herança Popular (2014).[93] Compôs, com Gilberto Gil, a música tema da atração.[94] Em 2011, foi homenageado pelo programa.[95]
Discografia
- Arlindinho (1993)
- Sambista Perfeito (2007)
- Batuques e Romances (2011)
- Herança Popular (2014)
Ver também
Referências
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