Saúde
Anjar
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| Nome oficial |
(ar) عنجر |
|---|---|
| Nome local |
(ar) عنجر |
| País | |
|---|---|
| Governorate of Lebanon | |
| District of Lebanon | |
| Área |
20 km2 |
| Altitude |
950 m |
| Coordenadas |
| População |
2 400 hab. |
|---|---|
| Densidade |
120 hab./km2 |
| Estatuto |
município do Líbano (en) |
|---|---|
| Estatuto patrimonial |
| Website |
|---|
| Património Mundial da UNESCO | |
|---|---|
Ruínas em Anjar. | |
| Critérios | C (iii) (iv) |
| Referência | 293 en fr es |
| País | Líbano |
| Coordenadas | 33º43'33’’N 35º55'47’’E |
| Histórico de inscrição | |
| Inscrição | 1984 |
| ★ Nome usado na lista do Património Mundial | |
Anjar (em árabe: عنجر; em armênio/arménio: Անճար), também conhecida como Hauxe Muça (em árabe: حوش موسى), é uma cidade do distrito de Zalé, Líbano, no vale do Beca. Está localizada a cerca de 10 quilômetros da fronteira com a Síria. A sua população é de 2.400 habitantes[1], composta majoritariamente de refugiados arménios e, mais recentemente, sírios[2].
A cidade começou a ser construída como uma praça-forte no século VIII pelo Califa Omíada Ualide I, recebendo o nome de Gerra. Anos mais tarde, foi abandonada antes da conclusão de sua construção, deixando um grande número de ruínas bem conservadas que foram inscritas pela UNESCO em 1984 na lista do Património Mundial[3]. O seu nome actual deriva do árabe Aim Gerra, ou "fonte de Gerra".
Durante a ocupação síria do Líbano, iniciada em 1975, o exército sírio possuía um quartel general na cidade que era utilizado como centro de detenção. O local ficou conhecido pela tortura praticada contra os detidos[4]. O exército saiu da cidade apenas no dia 25 abril de 2005[5].
História
Criação
A cidade começou a ser construída no século VIII pelo Califa Omíada Ualide I como um centro comercial e praça-forte. Contudo, sua construção nunca foi concluída, e após a derrota do Califa Ibraim, filho de Ualide I, a cidade foi abandonada[3].
Reabitação
Já no século XX, a partir de 1939, a cidade voltou a ser habitada após chegada de refugiados arménios no Líbano, em sua maioria provenientes da região de Musa Dagh, atualmente conhecida como Samandagh[6]. Na época, Musa Dagh fazia parte de uma província da Síria, que estava sob o Mandato Francês. Em julho de 1939, a França cedeu a região para a Turquia, o que gerou medo entre os moradores arménios da região por conta da memória recente do Genocídio Arménio, que ocorrera pouco menos de duas décadas antes. Muitos escolheram sair de Musa Dagh e se refugiar em outras localidades na Síria e no Líbano, principalmente em áreas próximas à fronteira. O governo francês tornou-se responsável pela realocação permanente desses refugiados e analisou diversas cidades que pudessem recebê-los, porém optou por adquirir terrenos na localidade de Anjar[7].
Ocupação síria
Por sua proximidade com a Síria, Anjar foi utilizada pelo exército sírio em suas operações de detenção e tortura de opositores políticos desde a sua invasão do Líbano em 1975 até a sua retirada em 2005. O exército construiu um quartel general na cidade de Anjar no começo da ocupação, com salas feitas especificamente para a tortura dos detidos[8].
A prisão de Anjar era frequentemente utilizada durante o processo de transferência de detidos para prisões em outras localidades. Em um relatório da organização Anistia Internacional sobre a tortura de detidos pelo governo sírio, a prisão de Anjar é citada como um local de tortura mais severa do que em outras prisões no Líbano [9]. Não é possível afirmar quantas pessoas foram detidas, torturadas e/ou mortas em Anjar.
Logo após a retirada do exército sírio em abril de 2005, uma vala comum foi encontrada nas proximidades da prisão de Anjar com entre 20 e 30 cadáveres. O governo libanês realizou uma operação para retirar os corpos e examiná-los, a fim de descobrir as suas identidades e causas de morte[10][11].
Galeria
- A igreja arménia de Anjar
- A rua principal de Anjar
- Antigas ruínas de Anjar
- Antigas ruínas de Anjar
Referências
- ↑ ANJAR: Demographics
- ↑ Ayupe, Rodrigo; Erthal Abdenur, Adriana (2017). «Construção identitária no Líbano: a comunidade armênia de Anjar | NEOM - UFF». Revista Diáspora. Consultado em 26 de março de 2026
- 1 2 «Anjar». UNESCO World Heritage Centre (em inglês). Consultado em 26 de março de 2026
- ↑ «The Lebanese missing in Syria: A tragedy turned political weapon». L'Orient Today (em inglês). 23 de dezembro de 2024. Consultado em 7 de maio de 2026
- ↑ «Last Syrian units leaving Lebanon». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2026
- ↑ «Anjar, Lebanon, Musa Dagh Memorial». www.armenian-genocide.org (em inglês). Consultado em 26 de março de 2026
- ↑ Shemmassian, Vahram (2 de janeiro de 2015). «The Settlement of Musa Dagh Armenians in Anjar, Lebanon, 1939-1941». Asbarez.com (em inglês). Consultado em 26 de março de 2026
- ↑ «Anjar | Waynoun». waynoun.com (em inglês). Consultado em 10 de maio de 2026
- ↑ «Syria: Torture by the Security Forces». Amnesty International (em inglês). 1 de outubro de 1987. Consultado em 10 de maio de 2026
- ↑ «Mass grave found in Lebanon». Al Jazeera (em inglês). 4 de dezembro de 2005. Consultado em 10 de maio de 2026
- ↑ «Lebanon to probe mass graves». Al Jazeera (em inglês). 6 de dezembro de 2005. Consultado em 10 de maio de 2026


