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Akahige
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| Akahige | |
|---|---|
| No Brasil | O Barba-Ruiva |
| Em Portugal | Barba-Ruiva |
| Japão 1965 • p&b • 185 min | |
| Género | drama |
| Direção | Akira Kurosawa |
| Roteiro | Masato Ide Akira Kurosawa Ryuzo Kikushima Hideo Oguni |
| Elenco | Toshiro Mifune Yuzo Kayama |
| Idioma | japonês |
Akahige (em japonês: 赤ひげ; Brasil: O Barba-Ruiva[1]; Portugal: Barba-Ruiva[2]) é um filme jidaigeki de drama realizado, coescrito e editado pelo cineasta japonês Akira Kurosawa, lançado em 1965. O roteiro, escrito por Kurosawa, Masato Ide, Ryuzo Kikushima e Hideo Oguni, baseia-se na coletânea de contos Akahige Shinryōtan, de Shugoro Yamamoto.Galbraith IV 2008, p. 219
A ação decorre em Koishikawa, um distrito de Edo (atual Tóquio), nos últimos anos do período Tokugawa, e acompanha a relação entre um médico conhecido como «Barba-Ruiva» e o seu novo aprendiz. Um dos núcleos narrativos, centrado na jovem Otoyo, inspira-se no romance Humilhados e Ofendidos, de Fyodor Dostoevsky.[3]
O filme aborda temas como a desigualdade social, o sofrimento humano e a compaixão, explorando dois dos temas recorrentes na obra de Kurosawa: o humanismo e o existencialismo. Alguns críticos assinalaram igualmente semelhanças temáticas com Ikiru.[4]
Akahige foi o último filme a preto e branco realizado por Kurosawa. Constituiu um grande sucesso de bilheteira no Japão, arrecadando cerca de 400 milhões de ienes, mas é também conhecido por ter marcado o fim da parceria artística entre Kurosawa e Toshiro Mifune, cuja colaboração se estendeu por dezasseis filmes.[4]Ryfle & Godziszewski 2017, p. 218
O filme foi exibido em competição no Festival Internacional de Cinema de Veneza de 1965, onde Toshiro Mifune recebeu a Taça Volpi de Melhor Ator pela sua interpretação.[5] Foi ainda nomeado para o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira.[6]
Sinopse
O jovem médico Noboru Yasumoto, recém-formado numa escola de medicina holandesa em Nagasaki, é ambicioso e arrogante. Aspirando a tornar-se médico pessoal do xogunato, cargo ocupado por um parente próximo, espera construir uma carreira prestigiada no serviço médico oficial. Contudo, em vez da colocação desejada, é enviado para completar a sua formação numa clínica destinada ao atendimento dos mais pobres, sob a supervisão do doutor Kyojō Niide, conhecido como Akahige («Barba-Ruiva»). Apesar da sua aparência austera e temperamento severo, Niide revela-se um médico profundamente compassivo, íntegro e sábio.
Indignado com a nomeação, Yasumoto considera que nada tem a aprender naquela clínica. Convencido de que Niide apenas se interessa pelos apontamentos que trouxe de Nagasaki, recusa-se a colaborar: não atende doentes, recusa vestir o uniforme, despreza as condições modestas da clínica e chega mesmo a entrar num jardim interdito, onde encontra uma misteriosa paciente conhecida como «Louva-a-Deus», tratada exclusivamente por Niide. A sua atitude é ainda influenciada pelo desengano provocado pela infidelidade da antiga noiva, Chigusa, que levou ao fim do noivado e lhe deixou um profundo desencanto em relação aos relacionamentos amorosos.
À medida que Yasumoto procura adaptar-se à nova realidade, o filme acompanha a história de vários pacientes da clínica. Um deles é Rokusuke, um homem à beira da morte cuja profunda angústia apenas é compreendida quando a sua infeliz filha aparece. Outro é Sahachi, um homem respeitado pela sua generosidade, cuja vida é marcada pela morte trágica da esposa. Depois de contrair um segundo casamento, ela provocou involuntariamente a própria morte ao pedir-lhe que a abraçasse com força, enquanto escondia uma faca contra o próprio corpo.
Noutra ocasião, Niide leva Yasumoto consigo para resgatar Otoyo, uma rapariga de doze anos gravemente doente, explorada num bordel. Após enfrentar violentamente os homens que a mantinham cativa, Niide leva-a para a clínica e encarrega Yasumoto de cuidar dela, tornando-a a sua primeira paciente. O contacto com o sofrimento daqueles que o rodeiam começa gradualmente a transformar o jovem médico, tornando-o mais humilde e sensível.
Quando o próprio Yasumoto adoece, Niide pede a Otoyo que cuide dele, convencido de que esse gesto fará igualmente parte da recuperação emocional da jovem. Pouco depois, Masae, irmã mais nova de Chigusa, visita-o para lhe transmitir que a sua mãe está doente. Durante essa visita, Yasumoto fica a saber que Chigusa teve um filho do seu novo companheiro. Mais tarde, Masae confecciona um quimono para Otoyo, enquanto a mãe de Yasumoto lhe sugere que se case com ela.
Com o passar do tempo, Yasumoto toma consciência da dimensão da crueldade, da pobreza e do sofrimento que afetam a população, mas também do poder da medicina e da compaixão para aliviar esse sofrimento. Arrepende-se progressivamente da sua vaidade e do egoísmo que marcaram o início da sua carreira.
Entretanto, um rapaz chamado Chōbu é apanhado a roubar alimentos da clínica. Otoyo acolhe-o com bondade e torna-se sua amiga, transmitindo-lhe a compaixão que recebera de Niide e de Yasumoto. Quando a proprietária do bordel tenta levar Otoyo de volta, os médicos e restantes funcionários da clínica impedem-na e expulsam-na. Mais tarde, quando Chōbu e a sua família, desesperados pela miséria em que vivem, tentam suicidar-se ingerindo veneno, a equipa médica consegue salvá-los.
Por fim, Yasumoto recebe a tão desejada proposta para se tornar médico pessoal do xogunato. Embora aceite casar-se com Masae, anuncia durante a cerimónia que recusará o cargo para permanecer na clínica ao lado de Niide, dedicando a sua vida ao tratamento dos mais desfavorecidos. Surpreendido pela decisão e inicialmente contrário à escolha do discípulo, Niide acaba por aceitá-la.
Elenco
- Toshiro Mifune como Dr. Kyojō Niide, conhecido como «Barba-Ruiva», um médico de temperamento rude, mas caridoso, e praticante de artes marciais japonesas
- Yūzō Kayama como Dr. Noboru Yasumoto
- Tsutomu Yamazaki como Sahachi
- Reiko Dan como Osugi, uma enfermeira
- Miyuki Kuwano como Onaka
- Kyōko Kagawa como «Louva-a-Deus», uma mulher com perturbações mentais
- Tatsuyoshi Ehara como Genzo Tsugawa
- Terumi Niki como Otoyo
- Kamatari Fujiwara como Rokusuke
- Akemi Negishi como Okuni, filha de Rokusuke
- Yoshitaka Zushi como Chōbu
- Yoshio Tsuchiya como Dr. Handayu Mori
- Eijirō Tōno como Goheiji
- Takashi Shimura como Tokubei Izumiya
- Chishū Ryū como o pai de Yasumoto
- Kinuyo Tanaka como a mãe de Yasumoto
- Kōji Mitsui como Heikichi
- Haruko Sugimura como Kin, proprietária de um bordel local
- Atsushi Watanabe como o Paciente B
O elenco foi adaptado da base de dados da The Criterion Collection.[7]
Argumento e escrita do roteiro
Depois de concluir High and Low (1963), Akira Kurosawa deparou-se por acaso com a coletânea de contos Akahige Shinryōtan, publicada por Shugoro Yamamoto em 1959.[8] Embora, num primeiro momento, tenha considerado que a obra daria origem a um bom argumento para o realizador Hiromichi Horikawa, o seu interesse foi crescendo à medida que desenvolvia a adaptação, convencendo-o de que deveria realizá-la ele próprio.
O roteiro foi concluído no início de julho de 1963 e escrito em colaboração com Masato Ide, Hideo Oguni e Ryuzo Kikushima.[9] Kurosawa salientou que o argumento se afastava significativamente da obra original, destacando, em particular, a criação da personagem da jovem Otoyo, inexistente na coletânea de Yamamoto. Segundo o realizador, esta personagem foi concebida para expressar ideias semelhantes às que Fyodor Dostoevsky desenvolveu através da personagem Nelly no romance Humilhados e Ofendidos.
Filmagens
As filmagens principais começaram em 21 de dezembro de 1963Galbraith IV 2002, p. 379 e prolongaram-se por quase dois anos, terminando no final de 1965.[3]Tsuzuki 2010, p. 337 Durante esse período, Kurosawa adoeceu por duas vezes, enquanto Toshiro Mifune e Yūzō Kayama adoeceram uma vez cada.[8]
Akahige seria a última colaboração entre Kurosawa e Mifune. Os calendários de produção cada vez mais longos do realizador obrigavam o ator a recusar numerosos convites para participar em filmes e programas de televisão, levando ao afastamento profissional entre ambos.Conrad 2022, p. 175
Kurosawa tentou conferir ao filme o maior grau possível de realismo e rigor histórico.[8] Para esse efeito, foi construída uma cidade completa, com ruas principais, becos e ruelas, algumas das quais nunca chegaram a ser filmadas.[8] Segundo o historiador de cinema Donald Richie, os materiais utilizados eram efetivamente da época que pretendiam representar: as telhas provinham de edifícios com mais de um século e a madeira foi retirada das casas rurais mais antigas que foi possível encontrar.[8] Os figurinos e os adereços foram sujeitos a um processo de envelhecimento durante vários meses antes das filmagens, enquanto a roupa de cama, reproduzida segundo modelos do período Tokugawa, foi utilizada durante cerca de seis meses para adquirir um aspeto autêntico. A madeira empregue no portão principal tinha mais de cem anos e, concluídas as filmagens, foi reutilizada à entrada do cinema onde decorreu a estreia de Akahige.[8]
Segundo Richie, Kurosawa tinha desperdiçado «completamente o cenário de um milhão de ienes», uma vez que a rua principal aparece apenas cerca de um minuto, embora a sua destruição tenha sido aproveitada na sequência do terramoto. As cenas passadas nas pontes e nos arrozais cuidadosamente construídos são também relativamente breves. Ainda assim, durante os dois anos de produção do filme, empresas de turismo chegaram a organizar visitas guiadas ao cenário.[8]
De acordo com o comentário áudio de Stephen Prince incluído na edição em DVD de 2002 da The Criterion Collection, o utiliza o formato de imagem 2,35:1 e foi o primeiro de Kurosawa a utilizar uma banda sonora estereofónica magnética de quatro pistas.[3]
Lançamento
A Toho previa estrear Akahige durante o período das celebrações do Ano Novo japonês, mas o lançamento foi adiado,[10] levando o produtor Tomoyuki Tanaka a avançar, entretanto, com a produção de Ghidrah, o Monstro Tricéfalo.[11]
O filme estreou no Japão a 3 de abril de 1965, numa exibição especial de lançamento (roadshow), sendo distribuído em circuito nacional a partir de 24 de abril do mesmo ano.[12] Arrecadou cerca de 400 milhões de ienes na bilheteira japonesa,[13] dos quais 361,59 milhões de ienes corresponderam às receitas de distribuição,[14] tornando-se um dos filmes japoneses de maior sucesso comercial de 1965.[13]
Nos Estados Unidos, foi lançado pela Toho International em janeiro de 1966, com legendas em inglês, tendo sido novamente distribuído nos cinemas pela Frank Lee International em dezembro de 1968.[12] Em 1978, estreou em França, onde vendeu 200 402 bilhetes durante a sua exibição comercial.[15] Em 2015, uma cópia restaurada foi exibida no Festival Internacional de Cinema de Veneza de 2015.[16]
Em 1992, o filme foi editado nos Estados Unidos em LaserDisc pela The Criterion Collection e em VHS pela Media Home Entertainment.[17] A Criterion Collection lançou-o em DVD em 16 de julho de 2002,[18] enquanto a Toho editou o filme em DVD no Japão em 21 de novembro do mesmo ano, relançando-o em 18 de fevereiro de 2015.[19] Em 2003, o BFI lançou uma edição em DVD, com legendas em inglês e um livreto de acompanhamento. Em 2014, a Madman Entertainment distribuiu o filme em DVD na Austrália e na Nova Zelândia.[20]
Receção crítica
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem um índice de aprovação de 75%, com base em 16 críticas, e uma classificação média de 7.5/10 em 10.[21] No sítio japonês Eiga.com, obtém uma classificação de 4,2 em 5, com base em 41 avaliações, das quais 56% lhe atribuem a pontuação máxima.[22] No Metacritic, tem uma pontuação de 90 em 100, baseada em 10 críticas, correspondendo à classificação de «aclamação universal».[23]
À data da estreia, Akahige foi amplamente elogiado pela crítica japonesa, sendo considerado por muitos um dos melhores filmes de Akira Kurosawa. A obra recebeu ainda o prémio de Melhor Filme atribuído pela revista japonesa Kinema Junpo.Kinema Junpo 2012, p. 588[24] Obteve, contudo, resultados modestos nas bilheteiras internacionais.[25]
Numa crítica publicada em 26 de dezembro de 1969, Roger Ebert atribuiu ao filme a classificação máxima de quatro estrelas e escreveu que "Barba-Ruiva possui a complexidade e a profundidade de um bom romance do século XIX, sendo um prazer, numa época de filmes estilisticamente fragmentados, ver um realizador dedicar o tempo necessário ao desenvolvimento pleno das suas personagens".[26]
Michael Sragow, da revista The New Yorker, escreveu que, embora o filme seja frequentemente desvalorizado como um melodrama, é «na realidade uma obra-prima», destacando a relação entre o experiente médico conhecido por «Barba-Ruiva», interpretado por Toshiro Mifune, e o jovem médico vivido por Yūzō Kayama, que aprende com ele os valores humanos da medicina.[4]
Prémios e nomeações
| Prémio | Ano | Categoria | Recetor(es) | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| Festival Internacional de Cinema de Veneza | 1965 | Leão de Ouro | Indicado | [24] | |
| Taça Volpi de Melhor Ator | Toshiro Mifune | Venceu | [5] | ||
| Prémio San Giorgio | Venceu | [24] | |||
| Prémio do Secretariado Internacional Católico do Cinema | Venceu | ||||
| Globos de Ouro | 1965 | Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira | Indicado | [6] | |
| Festival Internacional de Cinema de Moscovo | 1965 | Prémio da União dos Cineastas Soviéticos | Venceu | [24] | |
| Blue Ribbon Awards | 1965 | Melhor Filme | Venceu | [27] | |
| Melhor Ator | Toshiro Mifune | Venceu | |||
| Melhor Atriz Secundária | Terumi Niki | Venceu | |||
| Fotogramas de Plata | 1967 | Melhor Ator Estrangeiro | Toshiro Mifune | Venceu | [24] |
| Mainichi Film Awards | 1980 | Prémio de Cinema do Japão | Venceu | ||
| Prémio de Melhor Ator | Toshiro Mifune | Venceu | |||
| Kinema Junpo Awards | 1980 | Prémio de Melhor Realizador Japonês | Akira Kurosawa | Venceu |
Referências
- ↑ O Barba-Ruiva no AdoroCinema
- ↑ «Hoje». Diário de Lisboa. 8 de junho de 1982. Consultado em 20 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2024
- 1 2 3 Prince, Stephen (2002). Red Beard Audio Commentary (DVD). The Criterion Collection
- 1 2 3 Sragow, Michael. «Red Beard». The New Yorker. Consultado em 23 de abril de 2022
- 1 2 «Redbeard». Fribourg International Film Festival. Consultado em 25 de abril de 2022
- 1 2 «Red Beard». Golden Globe Awards. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «Red Beard». The Criterion Collection. Consultado em 22 de abril de 2022. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2020
- 1 2 3 4 5 6 7 Richie, Donald (19 de novembro de 1989). «Red Beard». The Criterion Collection. Consultado em 28 de novembro de 2020
- ↑ Galbraith IV 2002, p. 374
- ↑ Ryfle & Godziszewski 2017, p. 215.
- ↑ Kalat 2007, p. 74.
- 1 2 Galbraith IV 2008, p. 219.
- 1 2 Ryfle & Godziszewski 2017, p. 218.
- ↑ Kinema Junpo 2012, p. 220.
- ↑ «Akahige (1978)». JP's Box-Office (em francês). Consultado em 12 de abril de 2022
- ↑ Maunula, Vili (20 de julho de 2015). «Restored Red Beard shown at Venice Film Festival». akirakurosawa.info. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «黒澤明監督作品/LDジャケット特集». LD, DVD, & Blu-ray Gallery (em japonês). Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «Red Beard». criterionforum.org. The Criterion Collection. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «赤ひげ : DVD・ブルーレイ». Eiga.com (em japonês). Kakaku.com. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «Red Beard». Madman Entertainment NZ. Madman Entertainment. Consultado em 5 de maio de 2022
- ↑ «Red Beard». Rotten Tomatoes (em inglês). Fandango Media. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «赤ひげ : 作品情報». Eiga.com (em japonês). Kakaku.com. Consultado em 24 de abril de 2022
- ↑ «Red Beard». Metacritic (em inglês). Fandom, Inc. Consultado em 8 de março de 2025
- 1 2 3 4 5 «赤ひげ». Toho (em japonês). Consultado em 22 de abril de 2022
- ↑ Maunula, Vili (3 de abril de 2015). «50 years ago today: Akira Kurosawa's Red Beard released». akirakurosawa.info. Consultado em 8 de janeiro de 2020
- ↑ Ebert, Roger (26 de dezembro de 1969). «Red Beard». RogerEbert.com. Consultado em 8 de janeiro de 2020
- ↑ «ブルーリボン賞ヒストリー». Cinema Hochi (em japonês). Consultado em 24 de abril de 2022. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2009
Bibliografia
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- Galbraith IV, Stuart (2002). The Emperor and the Wolf: The Lives and Films of Akira Kurosawa and Toshiro Mifune. [S.l.]: Faber and Faber. ISBN 978-0-571-19982-2
- Galbraith IV, Stuart (2008). The Toho Studios Story: A History and Complete Filmography. [S.l.]: Scarecrow Press. ISBN 9781461673743. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2025
- Kalat, David (2007). A Critical History and Filmography of Toho's Godzilla Series. [S.l.]: McFarland & Company. ISBN 978-0786430994
- Akira Kurosawa (em japonês). [S.l.]: Kawade Shobō Shinsha. Dezembro de 1998. ISBN 9784309975672
- «Kinema Junpo Best Ten 85th Complete History 1924–2011». Kinema Junposha. Kinema Junpo (em japonês). 17 de maio de 2012. ISBN 9784873767550
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- Maltin, Leonard (2 de setembro de 2014). Leonard Maltin's 2015 Movie Guide. Nova Iorque: Penguin Group. ISBN 978-0451468499
- Nollen, Scott Allen (14 de março de 2019). Takashi Shimura: Chameleon of Japanese Cinema. [S.l.]: McFarland & Company. ISBN 978-1-4766-3569-9
- Ryfle, Steve; Godziszewski, Ed (2017). Ishiro Honda: A Life in Film, from Godzilla to Kurosawa. [S.l.]: Wesleyan University Press. ISBN 9780819570871
- Tsuzuki, Masaaki (2010). The Complete Works and Life of Akira Kurosawa (em japonês). [S.l.]: Iwanami Shoten. ISBN 9784487804344
- Tsuzuki, Masaaki (1980). To Live: The World of Akira Kurosawa (em japonês). [S.l.]: Marujusha. ASIN B000J840BS
