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Xerox Star
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| Estação de trabalho | |
Xerox 8010 Star Information System | |
| Outros nomes | Xerox 8010 Star Information System |
|---|---|
| Desenvolvedor | Xerox |
| Fabricante | Xerox |
| Descontinuado | 1985 |
| Lançamento | abril de 1981 |
| Características | |
| Sistema operativo | Pilot |
| Processador | Baseado na família AMD Am2900 |
| Memória | 384 KB, expansível até aproximadamente 1,5 MB |
| Monitor | 17 polegadas, 1024×808 pixels @ 38.7 Hz |
| Conectividade | Ethernet |
| Armazenamento | 10, 29 ou 40 MB, além de unidade de disquete de 8 polegadas |
| Preço básico | US$16 595 (equivalente a $59 000 em 2025)[1] |
| Antecessor(es) | Xerox Alto |
| Sucessor(es) | Xerox 6085 |

O Xerox Star, oficialmente Xerox 8010 Star Information System, foi uma estação de trabalho desenvolvida pela Xerox e introduzida comercialmente em 1981. O sistema foi projetado para automação de escritório, tendo como objetivo reunir em uma única estação de trabalho recursos para produção, organização, armazenamento, impressão e comunicação de documentos. As estações podiam ser integradas a uma rede Ethernet com servidores de arquivos, impressoras e outros recursos compartilhados.[2]
O desenvolvimento do Star começou em 1977 e teve como uma de suas principais referências o Xerox Alto, computador desenvolvido no Xerox PARC durante a década de 1970. O Alto já combinava tela bitmap, mouse, interface gráfica e comunicação em rede, mas era utilizado principalmente como plataforma de pesquisa. O Star procurou adaptar parte dessas tecnologias a um produto comercial destinado ao trabalho de escritório.[1][2]
Uma das principais características do sistema era sua interface gráfica, baseada em uma metáfora de escritório. Documentos, pastas, gavetas, impressoras e outros recursos eram representados como objetos visuais que podiam ser selecionados e manipulados pelo usuário. O projeto também procurava manter consistência entre diferentes operações, de forma que conceitos como seleção, cópia, movimentação e organização de documentos apresentassem comportamentos semelhantes em diferentes partes do sistema.[3]
Embora vários dos conceitos utilizados pelo Star já tivessem sido desenvolvidos anteriormente no Xerox PARC e em outros ambientes de pesquisa, o sistema reuniu essas técnicas em um produto comercial integrado. Sua arquitetura combinava interface gráfica, documentos estruturados, armazenamento, impressão, correio eletrônico e serviços de rede dentro de um mesmo ambiente de trabalho.[2]
História
O desenvolvimento do Xerox Star teve início em 1977, em um período no qual a Xerox já realizava pesquisas sobre estações de trabalho, interfaces gráficas e redes de computadores no Xerox PARC. O Xerox Alto, apresentado na década de 1970, demonstrava a utilização de uma tela bitmap associada a um mouse e a uma interface gráfica, além de recursos de comunicação em rede. O Alto não havia sido concebido como um computador pessoal de uso geral para o mercado de massa, mas tornou-se uma das principais referências tecnológicas para os projetos posteriores da Xerox.[1]
O projeto do Star partiu da necessidade de transformar parte dessas tecnologias em um produto voltado para organizações e profissionais de escritório. Em vez de se concentrar apenas no processamento de informações, a Xerox procurou desenvolver um sistema capaz de abranger diferentes etapas do trabalho com documentos. Isso incluía sua criação e edição, organização, armazenamento, impressão e transmissão para outros usuários.[2]
O desenvolvimento envolveu simultaneamente hardware, sistema operacional, aplicações, interface gráfica e serviços de rede. Essa integração era uma característica importante do projeto, pois a Xerox procurava evitar uma separação rígida entre o sistema operacional, os programas utilizados pelo usuário e os recursos disponíveis na rede. A estação de trabalho deveria apresentar esses componentes como partes de um mesmo ambiente.[2]
A interface recebeu atenção especial durante o desenvolvimento. Os projetistas definiram princípios relacionados à consistência, à manipulação direta e à utilização de uma metáfora de escritório. Também foram realizados estudos de fatores humanos com usuários para avaliar diferentes aspectos da interface e do funcionamento da estação de trabalho.[4]
A Xerox anunciou o 8010 Star Information System em 1981. O sistema foi comercializado como uma estação de trabalho profissional e como parte de uma arquitetura de escritório baseada em rede. Seu preço inicial era de aproximadamente US$ 16.595, colocando o equipamento em uma faixa de preço elevada para a época.[1]
A proposta comercial do Star estava relacionada ao conceito de um ambiente de escritório informatizado. Em vez de cada computador funcionar como uma máquina isolada, diferentes estações poderiam utilizar servidores e dispositivos compartilhados. Arquivos e documentos podiam ser armazenados em servidores e enviados para impressoras utilizadas por vários usuários, enquanto a própria interface apresentava esses recursos como parte do ambiente de trabalho.[2]
Arquitetura e hardware
Inicialmente, o software do Star rodaria em uma série de processadores memória virtual. A série D* (pronunciado como D-Star) de maquinas tinha nomes começado com essa letra. O Xerox Star utilizava uma arquitetura de processamento baseada na família de circuitos AMD Am2900. O processador era implementado por meio de uma unidade microprogramada, em uma arquitetura desenvolvida especificamente para executar o software do sistema. A utilização de microprogramação permitia que o hardware fosse adaptado às necessidades do sistema operacional e das aplicações do Star.[2]
A estação possuía inicialmente 384 KB de memória, com possibilidade de expansão para aproximadamente 1,5 MB. Para armazenamento, eram oferecidas configurações com discos rígidos de 10, 29 ou 40 MB, além de uma unidade de disquete de 8 polegadas. Para os padrões da época, essas capacidades destinavam-se principalmente ao armazenamento de documentos e dados produzidos no ambiente de escritório.[2]
O equipamento utilizava um monitor bitmap de 17 polegadas com resolução de 1024 × 808 pixels. A tela bitmap permitia a representação simultânea de texto e elementos gráficos, possibilitando a exibição de documentos juntamente com menus, ícones e outros objetos da interface. O sistema era acompanhado por teclado e dispositivo apontador utilizado para selecionar e manipular elementos na tela.[1][2]
A apresentação gráfica era parte importante da arquitetura do equipamento. O sistema precisava atualizar áreas da tela com frequência para manter a interface responsiva, e a arquitetura incluía operações especializadas para a manipulação de regiões da memória de vídeo. Esse tipo de operação estava relacionado às técnicas posteriormente conhecidas como BitBLT.[2]
A estação também possuía uma interface Ethernet, destinada à comunicação com outros computadores e periféricos da infraestrutura de escritório. A rede não era tratada como um recurso adicional separado da interface gráfica, mas como parte da arquitetura geral do sistema.[2]
As máquinas D-Star foram comercializadas como:
- Dolphin: Xerox 1100 Scientific Information Processor Lisp machine, (1979)
- Dorado: Xerox 1132 Lisp machine
- Dandelion: Star, Xerox 1108 Lisp machine (1981)
- Dandetiger: Xerox 1109 Lisp machine
- Daybreak: Xerox 6085 Star successor, Xerox 1186 Lisp machine (1985)
Software
O sistema operacional utilizado pelo Xerox Star era o Pilot, desenvolvido pela própria Xerox. O software do sistema fazia parte da arquitetura integrada da estação e era responsável por fornecer os serviços necessários para a execução das aplicações, o gerenciamento dos recursos e o funcionamento do ambiente de trabalho.[2]
Grande parte do software foi desenvolvida em Mesa, linguagem criada no Xerox PARC. Mesa havia sido projetada para o desenvolvimento de sistemas de grande porte e oferecia recursos adequados à construção do software utilizado pelo Star. A utilização da mesma linguagem em diferentes componentes facilitava o desenvolvimento de um sistema integrado.[2]
O modelo de software do Star não se baseava apenas em uma interface gráfica sobre programas independentes. Os projetistas procuraram fazer com que diferentes aplicações compartilhassem princípios de interação e representação de dados. Assim, documentos e outros objetos poderiam ser manipulados de maneira semelhante em diferentes partes do ambiente.[3]
O sistema oferecia funções relacionadas à produção de documentos, gráficos, processamento de dados, armazenamento e recuperação de informações, impressão e comunicação eletrônica. Essas funções eram apresentadas como componentes de um ambiente único, e não simplesmente como um conjunto de programas que precisavam ser utilizados separadamente.[2]
A arquitetura de software estava também relacionada ao funcionamento da rede. Os usuários podiam acessar documentos e outros recursos armazenados fora da estação de trabalho, enquanto servidores e dispositivos compartilhados eram incorporados ao modelo geral de utilização do sistema.[5]
Interface do usuário

A interface gráfica era uma das características centrais do Xerox Star. Seu projeto utilizava uma metáfora de escritório para representar informações e operações no ambiente computacional. O conceito de "what you see is what you get" (WYSIWYG) era considerado fundamental. O texto é exibido como preto em um fundo branco, exatamente como papel, e a impressora replica a tela usando Interpress, uma linguagem de descrição de página desenvolvida no PARC. Documentos eram representados por folhas de papel, enquanto pastas e gavetas representavam formas de organização. Impressoras e outros dispositivos também podiam aparecer como objetos visuais.[3] A escolha dessa metáfora estava relacionada ao objetivo de tornar o sistema compreensível para profissionais de escritório. Em vez de apresentar ao usuário apenas estruturas internas do computador, como arquivos, processos e dispositivos, a interface utilizava conceitos que correspondiam a objetos encontrados no ambiente físico de trabalho.[3]
O princípio de manipulação direta era utilizado em diversas operações. Um objeto podia ser selecionado por meio do dispositivo apontador e depois movido, copiado, organizado ou excluído. A intenção era fazer com que o usuário pudesse trabalhar diretamente com a informação representada na tela, sem precisar memorizar uma sequência diferente de comandos para cada tipo de operação.[3]
A consistência constituía outro princípio importante do projeto. Operações semelhantes deveriam comportar-se de maneira semelhante em diferentes contextos. Essa abordagem também se estendia à relação entre documentos, aplicações e recursos de rede, de modo que o usuário encontrasse uma forma relativamente uniforme de trabalhar em diferentes partes do sistema.[3]
A interface apresentava janelas, ícones, menus e um dispositivo apontador, combinação posteriormente associada ao modelo WIMP. Esses elementos, entretanto, não foram introduzidos pela primeira vez no Star. Trabalhos anteriores realizados no Xerox PARC, especialmente os relacionados ao Xerox Alto, já utilizavam interfaces gráficas e diferentes formas de manipulação direta.[2]
O papel histórico do Star esteve principalmente na integração dessas técnicas em um produto comercial. Em vez de apresentar a interface gráfica como uma característica isolada, o projeto combinava sua linguagem visual com um modelo de documentos, serviços de impressão, armazenamento e comunicação em rede.[3]
Documentos e objetos
Um dos aspectos mais característicos do sistema era a forma como documentos eram tratados como objetos. O usuário podia visualizar os documentos disponíveis no ambiente de trabalho e organizá-los em pastas e gavetas, em uma representação próxima à organização física de papéis em um escritório.[3]
Essa abordagem também se aplicava a recursos que não eram documentos. Impressoras e servidores de arquivos podiam ser representados por objetos visuais, permitindo que o usuário interagisse com serviços locais e remotos utilizando a mesma linguagem da interface. Dessa forma, a rede era incorporada ao ambiente de trabalho em vez de aparecer como uma função separada.[3]
A organização por objetos também estava relacionada à forma como o sistema tratava os documentos. A ideia não era apenas abrir um programa para editar um arquivo, mas trabalhar diretamente com o documento como unidade de informação. Esse modelo influenciou posteriormente diferentes projetos de interfaces gráficas e sistemas de gerenciamento de documentos.[3]
Usabilidade
O desenvolvimento da interface incluiu estudos de fatores humanos. Testes realizados durante o projeto do 8010 Star avaliaram o comportamento de usuários diante de diferentes elementos do sistema e procuraram identificar dificuldades na realização das tarefas.[6]
Esses estudos faziam parte de uma abordagem mais ampla de desenvolvimento de software voltada para usuários finais. O objetivo era reduzir a quantidade de conhecimento técnico necessário para operar a estação e estabelecer comportamentos consistentes entre as diferentes funções disponíveis no ambiente.[2]
Rede e automação de escritório
O Xerox Star foi projetado para funcionar como parte de uma rede de computadores. A comunicação utilizava Ethernet, permitindo que as estações acessassem servidores de arquivos, impressoras e outros recursos compartilhados.[2]
Essa arquitetura estava diretamente ligada à finalidade do sistema. O Star não foi concebido apenas como um computador capaz de executar programas localmente, mas como uma estação dentro de um ambiente de trabalho no qual documentos e serviços poderiam ser compartilhados por diferentes usuários.[7]
A integração entre rede e interface gráfica permitia representar recursos compartilhados como objetos do próprio ambiente. Um servidor de arquivos podia aparecer como uma gaveta, enquanto uma impressora podia ser representada por um objeto correspondente. Isso fazia com que operações envolvendo recursos locais e remotos utilizassem princípios semelhantes.[3]
A concepção de uma estação de trabalho ligada a servidores e periféricos compartilhados também fazia parte da visão mais ampla da Xerox para a automação de escritórios. Documentos poderiam ser criados em uma estação, armazenados em um servidor e posteriormente impressos ou utilizados por outros membros de uma organização.[2]
Aplicações
O conjunto de software fornecido com o Star era voltado principalmente para a produção e organização de informações. Entre as funções estavam edição e formatação de documentos, criação de gráficos e processamento de dados.[2]
O sistema também fornecia recursos para armazenamento e recuperação de documentos, impressão e correio eletrônico. Essas funções eram integradas ao ambiente de trabalho e compartilhavam a mesma linguagem visual da interface principal.[8]
A integração entre as aplicações e o restante do sistema era uma característica importante do projeto. O usuário podia trabalhar com documentos e recursos utilizando operações padronizadas, sem que cada programa precisasse apresentar uma interface completamente diferente.[3]
Esse modelo contribuía para a ideia de que a estação de trabalho era um ambiente único de produção de informações. O documento, e não apenas a aplicação responsável por manipulá-lo, ocupava uma posição central na interface do Star.[3]
Recepção comercial
Apesar de suas características técnicas e de sua proposta de integração, o Xerox Star não alcançou o sucesso comercial esperado pela Xerox. O preço elevado foi uma das barreiras à adoção, especialmente em comparação com sistemas de menor custo que passaram a ocupar o mercado de computadores pessoais e de escritório.[2]
O Star também estava associado a um modelo de computação profissional e de automação de escritório no qual o computador, a rede, os servidores e os periféricos constituíam um sistema integrado. Essa abordagem exigia investimentos maiores do que aqueles necessários para a utilização de computadores independentes.[2]
A experiência acumulada durante o projeto foi posteriormente analisada pelos próprios participantes. O retrospecto publicado em 1989 por vários membros da equipe descreveu decisões tomadas no desenvolvimento do sistema, seus objetivos e os resultados obtidos, tornando-se uma das principais fontes históricas sobre o projeto.[2]
A documentação do Star também passou a ser preservada por coleções históricas e museus de informática. Esses materiais incluem documentos técnicos, estudos de interface e descrições produzidas durante o desenvolvimento do produto.[9]
Sucessores
A Xerox continuou o desenvolvimento de sua linha de estações de trabalho após o Star. Entre os sistemas posteriores estavam máquinas da família Xerox 6085 e ambientes de software que deram continuidade a parte dos conceitos desenvolvidos para o sistema original.[10]
O ambiente ViewPoint tornou-se posteriormente associado a esses sistemas sucessores. A evolução da plataforma manteve diferentes características introduzidas no Star, especialmente a integração entre documentos, interface gráfica e serviços de rede.
Legado
O Xerox Star ocupa uma posição importante na história da interação humano-computador por ter reunido em um produto comercial diversas técnicas desenvolvidas anteriormente em ambientes de pesquisa. Sua interface gráfica combinava janelas, ícones, menus, manipulação direta e uma metáfora de escritório, enquanto a arquitetura do sistema integrava documentos, armazenamento, impressão e comunicação em rede.[2]
A importância histórica do Star não está na criação isolada de cada um desses elementos. O mouse, as interfaces gráficas, as janelas, os ícones e diferentes formas de manipulação direta já estavam presentes em trabalhos anteriores, especialmente no Xerox PARC. A contribuição do Star esteve na integração dessas ideias em um produto destinado ao trabalho cotidiano de usuários profissionais.[2]
O modelo de interface baseado em documentos e objetos também teve influência sobre projetos posteriores. A ideia de representar documentos, pastas, impressoras e outros recursos como objetos visuais passou a aparecer em diferentes sistemas gráficos desenvolvidos posteriormente, embora esses sistemas apresentassem diferentes implementações e modelos de interação.
O estudo do Star também contribuiu para a história da engenharia de software e da interação humano-computador. Os trabalhos publicados pelos seus projetistas descrevem princípios de projeto, testes com usuários e decisões de arquitetura que posteriormente se tornaram referências para pesquisadores e projetistas de interfaces.[3][11]
O Star também é frequentemente mencionado em discussões sobre a evolução das interfaces gráficas comerciais que surgiram na década de 1980. Produtos posteriores, incluindo sistemas desenvolvidos pela Apple, incorporaram diversas ideias que já faziam parte do trabalho realizado pela Xerox, embora as relações de influência entre projetos específicos sejam objeto de estudos históricos próprios.
Ver também
Referências
- 1 2 3 4 5 «Xerox 8010 Star Information System». National Museum of American History
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Johnson, Jeff; Roberts, Teresa L.; Verplank, William; Smith, David Canfield; Irby, Charles; Beard, Marian; Mackey, Kevin (1989). «The Xerox Star: A Retrospective». IEEE Computer. 22 (9): 11–29. doi:10.1109/2.35211
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Smith, David Canfield; Irby, Charles; Kimball, Ralph; Verplank, William; Harslem, Eric (1982). «Designing the Star User Interface». Byte. 7 (4). pp. 242–282
- ↑ Bewley, William L.; Roberts, Teresa L.; Schroit, David; Verplank, William L. (1983). «Human factors testing in the design of Xerox's 8010 "Star" office workstation». Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems. doi:10.1145/800045.801584
- ↑ «Xerox Office Systems Technology» (PDF). Xerox
- ↑ Bewley, William L.; Roberts, Teresa L.; Schroit, David; Verplank, William L. (1983). «Human factors testing in the design of Xerox's 8010 "Star" office workstation». Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems. doi:10.1145/800045.801584
- ↑ «Xerox Office Systems Technology» (PDF). Xerox
- ↑ «Xerox Office Systems Technology» (PDF). Xerox
- ↑ «The Xerox "Star": A Retrospective». DigiBarn Computer Museum
- ↑ «The Xerox Star 8010 Information System». DigiBarn Computer Museum
- ↑ Bewley, William L.; Roberts, Teresa L.; Schroit, David; Verplank, William L. (1983). «Human factors testing in the design of Xerox's 8010 "Star" office workstation». Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems. doi:10.1145/800045.801584
Ligações externas
- «Xerox 8010 Star Information System». National Museum of American History
- «Xerox 8010 Star Information System». Smithsonian Institution
- Johnson, Jeff; Roberts, Teresa L.; Verplank, William; Smith, David Canfield; Irby, Charles; Beard, Marian; Mackey, Kevin (1989). «The Xerox Star: A Retrospective». IEEE Computer. 22 (9): 11–29. doi:10.1109/2.35211
- Smith, David Canfield; Irby, Charles; Kimball, Ralph; Verplank, William; Harslem, Eric (1982). «Designing the Star User Interface». Byte. 7 (4). pp. 242–282
- Smith, David Canfield; Irby, Charles; Kimball, Ralph; Harslem, Eric (1982). «The Star user interface: an overview». AFIPS National Computer Conference. 50. pp. 515–528
- Bewley, William L.; Roberts, Teresa L.; Schroit, David; Verplank, William L. (1983). «Human factors testing in the design of Xerox's 8010 "Star" office workstation». Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems. doi:10.1145/800045.801584
- «The Xerox "Star": A Retrospective». DigiBarn Computer Museum
- «The Xerox Star 8010 Information System». DigiBarn Computer Museum
- «Designing the Star User Interface». GUIdebook
- «Xerox Office Systems Technology» (PDF). Xerox
- «Dave Curbow's Xerox Star Historical Documents». DigiBarn
- «Alan O. Freier on the D* Machines». DigiBarn
- «GUI of Xerox Star». Toasty Technology
