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Vitroscopia
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Vitroscopia, diascopia ou manobra de vitropressão é uma técnica de semiologia usada principalmente em dermatologia para avaliar a resposta de uma lesão cutânea à pressão exercida por um instrumento transparente, como uma lâmina de microscopia.[1][2] A manobra permite observar se a coloração da lesão empalidece, auxiliando na diferenciação entre alterações provocadas por sangue contido em vasos superficiais e lesões em que há hemorragia ou extravasamento sanguíneo na pele.[1][3]
Técnica
Na diascopia, a lesão é comprimida com uma lâmina de vidro ou outro material transparente enquanto se observa a alteração de cor sob pressão.[3] O empalidecimento ocorre quando a pressão desloca temporariamente o sangue dos vasos superficiais da área examinada; após a retirada da pressão, a coloração tende a retornar.[3][2]
Interpretação
Lesões inflamatórias e vasculares superficiais costumam empalidecer à diascopia, pois a pressão esvazia transitoriamente os vasos locais.[1] Já lesões hemorrágicas, como petéquias e púrpuras, não empalidecem, uma vez que a coloração decorre de sangue extravasado nos tecidos e não apenas de sangue dentro de vasos superficiais.[1][4]
Usos clínicos
A vitroscopia é empregada como exame auxiliar no diagnóstico diferencial de lesões avermelhadas, violáceas ou pigmentadas da pele e das mucosas. Entre suas aplicações estão a distinção entre eritema e púrpura, a avaliação de lesões vasculares superficiais, como telangiectasias, e a observação de algumas lesões granulomatosas, que podem adquirir aspecto amarelo-acastanhado ou de "geleia de maçã" à pressão.[3][2] De acordo com o Manual MSD, a diascopia também pode auxiliar na identificação de lesões cutâneas sarcoídicas.[1]
Limitações e cuidados
A vitroscopia é um recurso clínico auxiliar e não substitui a avaliação dermatológica completa nem exames complementares quando indicados.[2] O resultado deve ser interpretado em conjunto com a morfologia, a distribuição, a evolução e o contexto clínico da lesão.
Referências
- 1 2 3 4 5 Benedetti, Julia (jan. 2024). «Exames diagnósticos para doenças de pele». Manual MSD: versão para profissionais de saúde. Consultado em 23 de maio de 2026
- 1 2 3 4 Kadu, Priya Prafulla (2024). «Diascopy Revisited: 'Slide' Your Way to Diagnosis». Indian Journal of Postgraduate Dermatology (em inglês). 2: 17–19. doi:10.25259/IJPGD_71_2023. Consultado em 23 de maio de 2026
- 1 2 3 4 McKay, Marilynne (1990). «Office Techniques for Dermatologic Diagnosis». In: Walker, H. Kenneth; Hall, W. Dallas; Hurst, J. Willis. Clinical Methods: The History, Physical, and Laboratory Examinations (em inglês) 3 ed. Boston: Butterworths. Consultado em 23 de maio de 2026
- ↑ «Terminology in dermatology» (em inglês). DermNet. Consultado em 23 de maio de 2026
