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Um Pistoleiro Chamado Papaco
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| Um Pistoleiro Chamado Papaco | |
|---|---|
| Brasil 1986 • cor • 75 min | |
| Género | comédia pornochanchada western feijoada |
| Direção | Mário Vaz Filho |
| Produção | Iragildo Mariano |
| Roteiro | Mário Vaz Filho |
| Elenco | Fernando Benini Márcia Ferro Chumbinho |
| Cinematografia | Antonio Meliande |
| Edição | Antonio S. Dias (Paquito) |
| Companhia produtora | Olympus Filmes |
| Idioma | português |
Um Pistoleiro Chamado Papaco, também lançado como Os Amores de um Pistoleiro,[1] é um filme brasileiro de 1986, do gênero pornochanchada, dirigido por Mário Vaz Filho e estrelado por Fernando Benini como o pistoleiro Papaco. O filme foi produzido na Boca do Lixo, uma área da Zona Central de São Paulo conhecida como um polo do cinema marginal brasileiro.
Com o passar dos anos, a obra se tornou um meme da internet no Brasil.[2]
Sinopse

O pistoleiro Papaco vaga pelo Oeste arrastando seu caixão contendo mercadorias preciosas (que só são reveladas ao público no final do filme) para negociar com um grupo de bandidos na cidade de Santa Cruz das Almas. Encontra em seu trajeto um homem chamado Pancho Favela. Pancho o desafia, mas Papaco vence facilmente, estuprando-o logo em seguida. No caminho, após duelar e matar seus quatro maridos, Papaco conhece Linda, que pede para acompanhá-lo. Chegando na cidade, várias gangues ligadas aos chefes locais do crime, Jane e Sapato, tentam roubar a mercadoria no caixão. Após ser acolhido no bordel da cidade pelo papa-defunto, Papaco é rendido pelo anão Big Boy, mas finalmente consegue negociar a mercadoria.[3]
Elenco
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Antecedentes e lançamento
Um Pistoleiro Chamado Papaco foi dirigido por Mário Vaz Filho e produzido pela Olympus Filmes na Boca do Lixo, região na Zona Central de São Paulo que se consolidou como um polo cinematográfico marginal durante os anos 1960 e 1980.[1][4] A partir de 1981, o gênero pornochanchada "floresceu pela última vez" ao incluir cenas de sexo explícito, quando passaram a ser permitidas.[5] Mário começou a dirigir filmes em 1982.[4]
Um Pistoleiro Chamado Papaco, um faroeste brasileiro, foi "feito na chave de sátira" a Django, filme italiano de 1966. Segundo o jornalista Matheus Trunk, Mário "era um tipo intelectual, então mesmo no explícito ele buscava usar o duplo sentido e o humor". Por exemplo, no caixão carregado pelo protagonista, em vez de uma metralhadora, o pistoleiro trazia uma coleção de dildos.[4]
O filme foi lançado no dia 22 de setembro de 1986 em São Paulo e, em 3 de novembro, no Rio de Janeiro.[1] Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), o longa teve um total de 823 533 espectadores.[6]
Recepção e legado
Ao O Globo, F.M.V. descreveu Um Pistoleiro Chamado Papaco como uma "salada pornô ao molho de sexo explícito", contendo "uma paródia de spaghetti-western e uma tarsa de comédia pornográfica". Ele criticou que as "poucas ideias menos desprezíveis" são ofuscadas pelas excessivas cenas de sexo, "iguais às de qualquer pornô", apesar do fotógrafo competente presente na produção do filme.[7] Jorge Coli, professor de história da arte da Unicamp, apontou o filme como uma "fenomenal paródia do western spaghetti".[5]
Um Pistoleiro Chamado Papaco é o filme mais famoso de Mário Vaz Filho, tendo se tornado uma história em quadrinhos e um meme da Internet, conhecido pelas piadas e pelos diálogos cheios de palavrões.[4]
Referências
- 1 2 3 4 «Um Pistoleiro Chamado Papaco». Cinemateca Brasileira. Consultado em 29 de março de 2022
- ↑ «Morre o cineasta Mário Vaz Filho, aos 74 anos». O Globo. 26 de janeiro de 2022. Consultado em 10 de julho de 2026
- 1 2 Mário Vaz Filho. Um Pistoleiro Chamado Papaco. 1986.
- 1 2 3 4 «Morre o cineasta Mário Vaz Filho, atuante na Boca do Lixo, aos 74 anos». Folha de S.Paulo. 26 de janeiro de 2022. Consultado em 29 de março de 2022. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2022
- 1 2 Coli, Jorge (22 de setembro de 2019). «Obsceno». Folha de S.Paulo. p. 3 (Ilustríssima). Consultado em 29 de março de 2022. Cópia arquivada em 29 de março de 2022
- ↑ «Listagem de Filmes Brasileiros com mais de 500.000 Espectadores 1970 a 2019» (PDF). Agência Nacional do Cinema. 4 de novembro de 2020. Consultado em 13 de junho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2022
- ↑ F.M.V. (6 de novembro de 1986). «Um Pistoleiro Chamado Papaco». O Globo. p. 4 (Matutina, Segundo Caderno). Consultado em 29 de março de 2022. Cópia arquivada em 29 de março de 2022
