BRZEN
Um Banda Um
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Esta página ou se(c)ção precisa de correção ortográfico-gramatical. |
| Um Banda Um | ||||
|---|---|---|---|---|
| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 1982 | |||
| Gravação | junho e julho de 1982, no Rio de Janeiro | |||
| Gêneros | MPB, pop, rock, reggae | |||
| Gravadora | WEA Discos | |||
| Produção | Liminha | |||
| Opiniões da crítica | ||||
| ||||
| Cronologia de Gilberto Gil | ||||
|
| ||||
Um Banda Um é o décimo primeiro álbum de estúdio lançado por Gilberto Gil em 1982.[1][2]
Gilberto Gil lançaria um novo disco voltado para o mercado internacional. Gravando algum material influenciado por ritmos jamaicanos em Nova Iorque,[3] o cantor recebeu, no Brasil, uma cópia dele, mas não gostou do resultado e o projeto adiou-se.[1] Foi produzido por Liminha (assim como o álbum anterior, Luar), sendo gravado entre junho e julho de 1982 pela gravadora Warner.[1] As canções mais famosas do álbum são “Drão”, “Andar com Fé” e “Esotérico”, todas sendo muito influenciadas pelo estilo musical reggae.[1]
Apesar da influência do ritmo americano, na época do seu lançamento Gilberto Gil descreveu o álbum como uma buscar para “O sentido universalista da umbanda como uma cisão do culto fechado das religiões, seja candomblé, seja a católica, ambas monistas, cada uma com a sua verdade; o panteísmo necessário da umbanda, uma religião que não é uma, mas 'todas', misturando o kardecismo, o catolicismo... o politeísmo africano (e Banda Um é uma música-síntese com uma intenção e um conceito panculturalista, uma canção que cultiva as ideias de música, de juventude, de comportamento, de consumo e de vários nacionalismos).”[4]
Recepção
Tárik de Souza, para o jornal Jornal do Brasil, escreveu que em Um Banda Um, “Gil dominou o indomável” e adicionou que “poeticamente, Gil nunca estava tão ágil”.[5] Renato Sérgio, para a revista Manchete, percebeu que parte do público “estava achando os aspectos africanistas da carreira do Gilberto Gil excessivo, especialmente em Um Banda Um.”[6]
Legado
Segundo a jornalista e pesquisadora musical Ceci Alves, para o Google Artes e Cultura, em Um Banda Um, Gil revelou seu relacionamento com a Umbanda, uma religião que, para ele, era o tipo de antecâmara para os ritos do Candomblé.[4]
Lucas Teixeira, para o portal cultural Monkeybuzz, escreve que “Um Banda Um é uma celebração animada do baiano ao que a vida tem para oferecer. Está ali o divino, o misterioso, a fé, as várias possibilidades do amor. É um álbum de um Gil sem medo de ser feliz, nem de mostrar ao mundo essa felicidade.”[7]
Em uma lista feita pelo podcast Discoteca Básica, que listava as 500 melhores álbuns na historia da música brasileira, Um Banda Um foi classificado 490º fora dos 17 álbuns do Gil na lista.[8]
Faixas
Todas as faixas escritas por Gilberto Gil, exceto onde notado.
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração |
|---|---|---|---|
| 1. | "Banda Um" | 04:40 | |
| 2. | "Afoxé É" | 04:05 | |
| 3. | "Metáfora" | 04:20 | |
| 4. | "Deixar Você" | 04:45 | |
| 5. | "Pula, Caminha" | Marino Pinto e Manezinho Araujo | 03:40 |
| 6. | "Andar Com Fé" | 03:20 | |
| 7. | "Drão" | 03:20 | |
| 8. | "Esotérico" | 04:22 | |
| 9. | "Menina do Sonho" | 04:55 | |
| 10. | "Ê Menina" | João Donato e Guarabyra | 03:50 |
| 11. | "Nossa" | 02:45 |
Faixa(s) bônus:
| Lista de faixas | ||||
|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
| 1. | "Afoxé é (primeira versão)" | 04:02 | ||
| 2. | "Deixar você (primeira versão)" | 04:46 | ||
| 3. | "Esotérico (primeira versão)" | 03:57 | ||
| 4. | "Banda Um (primeira versão)" | 04:30 | ||
| 5. | "Ê menina (primeira versão)" | 05:28 | ||
| 6. | "Esotérico (regravação take 01)" | 04:28 | ||
Referências
- 1 2 3 4 http://www.gilbertogil.com.br/sec_disco_interno.php?id=21#
- ↑ «Um Banda Um». IMMuB. Consultado em 14 de abril de 2025. Cópia arquivada em 14 de abril de 2025
- ↑ Ferreira, Mauro (14 de junho de 2022). «Gilberto Gil apresenta álbum em inglês gravado em 1982, em Nova York». G1. Consultado em 14 de abril de 2025. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2022
- 1 2 Alves, Ceci. «Um Banda Um: Gilberto Gil e a Umbanda». Google Arts & Culture. Consultado em 14 de abril de 2025. Cópia arquivada em 14 de abril de 2025
- ↑ Souza, Tárik (3 de setembro de 1982). «Um Banda Um: Gil dominando o indominável.». Jornal do Brasil. 92 (148). 42 páginas
- ↑ Sérgio, Renato (2 de outubro de 1982). «Gilberto Gil: "sou filho de um orixá andrógino"». Rio de Janeiro. Manchete. 31 (1589): 133–135
- ↑ Teixeira, Lucas (31 de agosto de 2020). «Gilberto Gil – Um Banda Um». Monkeybuzz. Consultado em 14 de abril de 2025. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2024
- ↑ Alexandre, Ricardo; et al. (2022). Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos. Porto Alegre: Jambô. ISBN 9786588634332
