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Ultraconservadorismo
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| Conservadorismo |
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O ultraconservadorismo refere-se a visões conservadoras extremas na política ou na prática religiosa.[1] Na política moderna, o termo "ultraconservador" geralmente designa conservadores da extrema-direita do espectro político, abrangendo grupos ou indivíduos situados à direita daqueles que defendem visões conservadoras convencionais e estendendo-se ainda mais à direita, até incluir partidos marginais.[2]
Elementos do ultraconservadorismo baseiam-se tipicamente na ideia de uma crise cultural; frequentemente, defendem o antiglobalismo — adotando posturas contrárias à imigração e favoráveis ao nacionalismo e à soberania — e recorrem ao populismo e à polarização política, com dinâmicas de distinção entre o endogrupo e o exogrupo.[3][4] O uso de teorias da conspiração também é comum entre ultraconservadores.[5]
História por país
Américas
Argentina
O presidente Javier Milei é um populista de direita frequentemente descrito na mídia como ultraconservador ou ultraliberal.[6][7] A ideologia de Milei aproxima-se do anarcocapitalismo[8] ou do paleolibertarianismo.[9] A coalizão A Liberdade Avança, liderada por Milei, é considerada antissistema por rejeitar o peronismo, o legado político de longa data da Argentina.[10]
Brasil

O presidente Jair Bolsonaro foi descrito como ultraconservador durante seu mandato, frequentemente alinhando suas posições às do presidente americano Donald Trump.[11] Ao assumir o cargo, Bolsonaro nomeou a ultraconservadora Damares Alves para chefiar o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.[11][12] Seu governo foi conduzido por elites que ampliaram atividades extrativistas na Floresta Amazônica, ao mesmo tempo em que entraram em confronto com os povos indígenas do Brasil.[13]
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o ultraconservadorismo surgiu inicialmente quando políticos e empresas de direita lideraram a oposição ao New Deal do presidente Franklin D. Roosevelt.[5] A partir da década de 1960, durante a Guerra Fria, o ultraconservadorismo começou a ganhar destaque, especialmente com a organização de direita radical John Birch Society.[14][15][16][17] Nessa época, os ultraconservadores eram anticomunistas e opunham-se ao movimento pelos direitos civis, aos sindicatos e aos programas sociais. Membros da John Birch Society acreditavam que o movimento pelos direitos civis levaria à criação de uma "República Negra Soviética" no sul dos Estados Unidos. Em 1961, Jacob K. Javits afirmou que o ultraconservadorismo "representava um perigo para o Partido Republicano", pois estava "levando o partido mais para a direita... [o que] transformaria o Partido Republicano em um partido marginal".[18] A partir da década de 1970, os ultraconservadores tentaram incorporar seus princípios ao governo e à cultura dos Estados Unidos, utilizando think tanks, comitês de ação política e lobistas.[19] Esses grupos eram geralmente apoiados por indivíduos ricos, incluindo Richard Uihlein, John McIntyre e George Coleman.[20] Os ultraconservadores passaram então a "rotular certos grupos, aparentemente com base em raça, classe e status migratório", em um esforço para polarizar a opinião pública, alegando que alguns grupos eram "parasitas" da economia.
No início do século XXI, a Segunda Nova Direita tornou-se mais ultraconservadora, incorporando elementos de neofascismo e recorrendo ao nacionalismo para evocar uma "glória nacional do passado".[21] Após a eleição de Barack Obama em 2008, ultraconservadores fizeram declarações alarmistas sobre o teto da dívida dos Estados Unidos, defendendo cortes drásticos nos gastos sociais e a eliminação completa de alguns programas sociais.[19] Durante o governo Obama, esses ultraconservadores se mobilizaram em torno da ideia de "tomar o país de volta" das mãos de Obama e criaram o movimento birther.[19]
Ásia
China
Sob a liderança de Xi Jinping, o Partido Comunista Chinês passou a estar mais estreitamente associado a visões ultraconservadoras[22] e ultranacionalistas,[23][24] sendo descrito por alguns como detentor de elementos de centralidade na etnia Han.[25][26] O Beijing Daily é um jornal da China continental, considerado por alguns como "ultraconservador".[27]
Hong Kong
Alguns conservadores de linha-dura pró-Pequim em Hong Kong têm sido classificados por críticos como "ultraconservadores".[28][29][30]
Irã

Os "ultraconservadores" — também conhecidos como "neoconservadores" ou "neofundamentalistas" — estão entre as facções dos principialistas iranianos. Esse grupo adota uma postura mais agressiva e abertamente confrontadora em relação ao Ocidente.[33] Muitos desses ultraprincipialistas ou neoprincipialistas são civis que representam coletivamente o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.[33]
Socialmente, os ultraconservadores iranianos definem-se por sua postura de linha-dura contra a "intoxicação cultural ocidental" (em persa: غربزدگی; romaniz.: Gharbzadegī), o que resulta na imposição rigorosa de normas morais religiosas. Esse movimento ideológico frequentemente tem como alvo os direitos das mulheres e os estilos de vida individuais, retratando-os como um campo de batalha contra o imperialismo cultural ocidental.[34]
Japão
A organização nacionalista de extrema-direita japonesa Nippon Kaigi tem sido descrita como "reacionária"[35] ou "ultraconservadora"[36][37][38] devido ao seu apoio à emenda do Artigo 9 da Constituição japonesa, à defesa do Império do Japão e à negação de crimes de guerra do Japão Imperial. Desde 2006, todos os primeiros-ministros japoneses do conservador Partido Liberal Democrata têm sido afiliados à Nippon Kaigi.[39] A atual primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi,[40][41] e o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe[42][43] também foram classificados como "ultraconservadores"; ambos são membros da Nippon Kaigi.[39][44] Bryan Mark Rigg descreveu o próprio PLD como "ultraconservador".[45]
Europa
França

Os ultrarrealistas constituíam uma facção ultraconservadora ativa entre 1815 e 1830, durante a Restauração Bourbon na França.[46] Um "ultra" era, geralmente, um membro da nobreza da alta sociedade que defendia firmemente o catolicismo romano como a religião oficial e única religião legal da França, bem como a monarquia Bourbon, a hierarquia tradicional entre as classes e o sufrágio censitário, opondo-se aos interesses da burguesia e às suas tendências democráticas.[47]
A Action Française é um movimento político monarquista e ultraconservador francês.[48] Sua ideologia foi dominada pelos preceitos de Charles Maurras, após a adesão deste e a conversão dos fundadores do movimento ao monarquismo.[49] O movimento defendia a restauração da Casa de Bourbon e — após a lei de 1905 sobre a separação entre Igreja e Estado — o restabelecimento do catolicismo romano como religião oficial; tais pautas serviam como pontos de mobilização em oposição à Terceira República Francesa, considerada corrupta e ateia por muitos de seus críticos.[50]
Alemanha
A Revolução Conservadora (em alemão: Konservative Revolution) foi um movimento ultraconservador na Alemanha, proeminente durante a República de Weimar — o período entre a Primeira Guerra Mundial e a tomada do poder pelos nazistas —, que contou com expoentes intelectuais como Oswald Spengler, Carl Schmitt e Ernst Jünger.[51] Mergulhados no que o historiador Fritz Stern denominou um profundo "desespero cultural" e sentindo-se desenraizados em meio ao racionalismo e ao cientificismo do mundo moderno, os teóricos da Revolução Conservadora buscaram inspiração em diversos elementos do século XIX, incluindo o desprezo de Friedrich Nietzsche pela ética cristã, pela democracia e pelo igualitarismo;[52] as tendências antimodernas e antirracionalistas do Romantismo alemão;[53] a visão de uma comunidade popular orgânica e naturalmente organizada, cultivada pelo movimento Völkisch; a tradição prussiana de nacionalismo militarista e autoritário; e sua própria experiência de camaradagem e violência irracional nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.[54] A partir das décadas de 1960 e 1970, a Revolução Conservadora exerceu grande influência sobre a Nova Direita europeia, em particular a Nouvelle Droite francesa e a Neue Rechte alemã.[55]
Hungria
Em seus primeiros anos, o Jobbik adotava posturas ultraconservadoras, promovendo o anticomunismo e o antiglobalismo como alguns de seus princípios fundamentais, embora tenha obtido maior sucesso à medida que suas posições se tornaram mais moderadas.[56]
Referências
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- ↑ Huntington 2021, p. 4, Ultraconservatives occupy a section of the right-wing continuum, wedged between conservative pragmatists, those willing to moderate their views and work with the political center, and fringe extremists. (Os ultraconservadores ocupam uma faixa do espectro de direita, situando-se entre os conservadores pragmáticos — aqueles dispostos a moderar suas posições e colaborar com o centro político — e os extremistas marginais.).
- ↑ Barreiros, Mencía Montoya (10 de janeiro de 2023). «¿Qué es el neoconservadurismo?». El Orden Mundial. Cópia arquivada em 14 de julho de 2026
- ↑ De Sá Guimarães, Feliciano; De Oliveira E Silva, Irma Dutra (março de 2021). «Far-right populism and foreign policy identity: Jair Bolsonaro's ultra-conservatism and the new politics of alignment». Oxford University Press. International Affairs. 97 (2): 345–346. doi:10.1093/ia/iiaa220.
ultraconservative governments. This deep conservative identity-set emphasizes three interrelated national role conceptions: (1) an anti-globalist role, composed of narratives in opposition to international institutions; (2) a nationalist role, composed of pro-sovereignty narratives; and (3) an anti-foe role, composed of friend/foe narratives.
- 1 2 Huntington 2021, p. 4.
- ↑ Genoux, Flora (8 de novembro de 2023). «Argentina: Far-right candidate Javier Milei leaves the business community skeptical». Le Monde. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2023
- ↑ Chitre, Manjiri (20 de novembro de 2023). «Who is Javier Milei, Argentina's new 'shock therapy' libertarian President?». Hindustan Times. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2023
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- ↑ «Javier Milei se defendió tras la polémica generada sobre la venta de niños». MDZ Online. 29 de junho de 2022. Cópia arquivada em 1 de maio de 2023
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Under the ultraconservative Bolsonaro government, the state has been taken over by elites with rural and extractive capital who plan on exploiting the Amazon rain forest at any cost and see indigenous peoples as an obstacle to their goal.
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Ultraconservatism, which combined traditional anticommunist rhetoric with fresh acrimony toward civil rights legislation, welfare programs, organized labor, and taxation
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a recent meeting in Chicago attended by the apostles of rightwing extremism and ultraconservatism, Mr. Robert Welch, ... founder and titular head of the John Birch Society, ... charged that the civil rights movement is being guided by Communists to dismember American society. He said that the Communist master plan calls for an in- dependent Negro-Soviet republic
- ↑ Huntington 2021, p. 180.
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Added the ultraconservative Beijing Daily, "the fate of the CCP depends on whether it can defend the battlefield of ideology and thought."
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... widely considered to be a stronghold of the ultra-conservative Heung Yee Kuk, the body representing Hong Kong's "indigenous" residents.
- ↑ Edward Vickers (2004). In Search of an Identity: The Politics of History Teaching in Hong Kong, 1960s-2000. [S.l.]: Routledge. p. 2.
This assumes, of course, that it is possible to isolate a single, purely indigenous perspective on Chinese history and culture an assumption that some ostensibly 'progressive' Western scholars such as Pennycook appear to share with ultra-conservative pro-Beijing traditionalists.
- ↑ Edward Friedman (26 de maio de 2019). The Politics Of Democratization: Generalizing East Asian Experiences. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 155. ISBN 978-1-000-30468-8. Cópia arquivada em 28 de julho de 2024.
All four LDF candidates, as well as two from the ultraconservative New Hong Kong Alliance and one from the Civic Association, ...
- ↑ Özgür Özdamar; Sercan Canbolat, eds. (17 de agosto de 2023). Leaders in the Middle East and North Africa: How Ideology Shapes Foreign Policy. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 136. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026.
After the fallout with the Trump administration and the election of ultraconservative Ebrahim Raisi as President of Iran, we may expect to see more of Iran's destabilizing effect in the region.
- ↑ Banafsheh Ranji (setembro de 2022). Journalistic Practices in Restrictive Contexts: A Sociological Approach to the Case of Iran. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 2019. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026.
In August 2021, Ebrahim Raisi, an ultraconservative figure who is a close ally of the supreme leader and has served in several positions in Iran's judicial system, ascended to the presidency.
- 1 2 Sherrill, Clifton (2011). «After Khamenei: Who Will Succeed Iran's Supreme Leader?». Orbis. 55 (4): 631–47. doi:10.1016/j.orbis.2011.07.002
- ↑ Masīḥ ʻAlīʹnizhād; Kambiz Foroohar, eds. (29 de maio de 2018). The Wind in My Hair: My Fight for Freedom in Modern Iran. [S.l.]: Little, Brown and Company
- ↑ Sohn, Yul; Pempel, T. J., eds. (2018). Japan and Asia's Contested Order: The Interplay of Security, Economics, and Identity. [S.l.]: Springer Science+Business Media. p. 148. ISBN 9789811302565. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2025 – via Google Books.
the reactionary group Nippon Kaigi (Japan Conference)—has been waging war over its shared past with China and South Korea on battlegrounds ranging from Yasukuni Shrine to the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO).
- ↑ Mari Yamaguchi (9 de novembro de 2019). «Japan emperor greets at celebration hosted by conservatives». AP News. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2023.
Abe's key ultra-conservative supporter, Nippon Kaigi, or Japan Conference, was among the organizers Saturday.
- ↑ McCurry, Justin (8 de julho de 2020). «Ultra-nationalist school linked to Japanese PM accused of hate speech». The Guardian. Cópia arquivada em 15 de março de 2017.
Abe and Kagoike, who has indicated he will resign as principal, both belong to Nippon Kaigi, an ultra-conservative lobby group whose members include more than a dozen cabinet ministers.
- ↑ Martin Fritz / jtm (8 de julho de 2020). «Tokyo's new governor defies more than glass ceiling». Deutsche Welle. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2016.
In 2008, she made an unsuccessful run at the LDP's chairmanship. Following her defeat, she worked to build an internal party network and became involved in a revisionist group of lawmakers that serves as the mouthpiece of the ultraconservative Nippon Kaigi ("Japan Conference") movement.
- 1 2 Sarah Kim (4 de setembro de 2014). «Abe's reshuffle promotes right-wingers». Korea JoongAng Daily. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2023
- ↑ «Fumio Kishida Is Japan's New Prime Minister. Here's How He Beat a Much More Popular Rival». Time. 29 de setembro de 2021. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2021.
Yoshikazu Kato, a director of a Tokyo-based research and consulting firm Trans-Pacific Group (TPG), believes Kishida's team was able to secure more votes with help from supporters of ultraconservative candidate Sanae Takaichi—who was vying to become Japan's first female prime minister.
- ↑ Yamaguchi, Mari (4 de outubro de 2025). «Japan's likely next prime minister is an ultraconservative woman». Los Angeles Times. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2025
- ↑ Jeff Kingston, ed. (2019). The Politics of Religion, Nationalism, and Identity in Asia. [S.l.]: Rowman & Littlefield. p. 241. ISBN 9781442276888. Cópia arquivada em 29 de julho de 2024.
In the 2012 election campaign that brought the ultraconservative Shinzo Abe back to power, the LDP expressed its opinion that no additional measures are required to protect the rights of gays and lesbians.
- ↑ Debito Arudou, ed. (2021). Embedded Racism: Japan's Visible Minorities and Racial Discrimination. [S.l.]: Rowman & Littlefield. p. VIII. ISBN 9781793653963. Cópia arquivada em 27 de julho de 2024.
The ultraconservative Abe Shinzō government (2012–2020) became Japan's longest-running postwar administration, ...
- ↑ «Ultra-nationalistic group trying to restore the might of the Japanese Empire». ABC News AU. 2 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2015
- ↑ Bryan Mark Rigg, ed. (2020). Flamethrower: Iwo Jima Medal of Honor Recipient and U.S. Marine Woody Williams and His Controversial Award, Japan's Holocaust and the Pacific War. [S.l.]: Fidelis Historia. ISBN 9781734534115. Cópia arquivada em 11 de fevereiro de 2025.
This is especially the case with politicians in his current ruling party, The Liberal Democratic Party (which is really ultraconservative, not liberal).
- ↑ Rothschild, Emma (1998). «Condorcet and Adam Smith on education and instruction». In: Stevenson, Angus; Lindberg, Christine A. Philosophers on Education. [S.l.]: Routledge. p. 220. ISBN 9780415191319. doi:10.1093/acref/9780195392883.001.0001.
In fact, the ideological claims of these Catholic 'ultraroyalists' seeped into public discourse on a regular basis as early as 1818 […] Like their counterparts in Germany or Austria, ultraconservatives were profoundly influenced by Edmund Burke's Reflections on the Revolution in France (1790).
- ↑ "Ultra". Encyclopaedia Britannica. "The ultras represented the interests of the large landowners, the aristocracy, clericalists, and former émigrés. They were opposed to the egalitarian and secularizing principles of the Revolution, but they did not aim at restoring the ancien régime; rather, they were concerned with manipulating France's new constitutional machinery in order to regain the assured political and social predominance of the interests they represented".
- ↑ Swart, K. W. (1964). The Sense of Decadence in Nineteenth-Century France. [S.l.]: Springer. p. 19.
The ultraconservatives of the Action Française felt greatly encouraged by the new nationalistic spirit and the increasing discredit of Leftist ideology.
- ↑ «Nota biográfica». academie-francaise.fr. sobre Maurras no site da Académie française. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
- ↑ Mayeur, Jean-Marie (1987). The Third Republic from Its Origins to the Great War, 1871–1914. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 298
- ↑ Mareš, Miroslav; Laryš, Martin; Holzer, Jan (2018). Militant Right-Wing Extremism in Putin's Russia. [S.l.]: Routledge. Cópia arquivada em 9 de abril de 2026.
right-wing ultra-conservative thinkers such as Oswald Spengler and Carl Schmitt
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- ↑ Breuer, Stefan (2010). Die radikale Rechte in Deutschland 1871-1945: Eine politische Ideengeschichte. [S.l.]: Reclam, Philipp. p. 21. ISBN 978-3-15-018776-0
- ↑ Pfahl-Traughber, Armin (1998). Konservative Revolution und Neue Rechte: Rechtsextremistische Intellektuelle gegen den demokratischen Verfassungsstaat. [S.l.]: Springer-Verlag. p. 223–232. ISBN 9783322973900
- ↑ Polyakova, Alina; Shekhovtsov, Anton (2016). «On the Rise: Europe's Fringe Right». World Affairs. 179 (1): 70–80. doi:10.1177/0043820016662746
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