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The Princess and the Queen
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| The Princess and the Queen, or, the Blacks and the Greens | |
|---|---|
| A Princesa e a Rainha, ou, os Negros e os Verdes [PT] A Princesa e a Rainha, ou, os Pretos e os Verdes [BR] | |
| Autor(es) | George R. R. Martin |
| País | Estados Unidos |
| Gênero | Fantasia Drama |
| Série | A Song of Ice and Fire |
| Editora | Tor Books |
| Lançamento | Em Dangerous Women: 3 de dezembro de 2013 |
| Páginas | 76 |
| Edição portuguesa | |
| Tradução | Em Mulheres Perigosas: Rui Azeredo |
| Editora | Saída de Emergência |
| Lançamento | Em Mulheres Perigosas: Setembro de 2017 |
| Edição brasileira | |
| Tradução | Em Mulheres Perigosas: Alexandre Martins |
| Editora | LeYa |
| Lançamento | Em Mulheres Perigosas: Fevereiro de 2017 |
The Princess and the Queen, or, the Blacks and the Greens é uma novela ambientada no universo literário de A Song of Ice and Fire, escrito por George R. R. Martin. Esta novela é a quarta já feita por Martin após as três histórias de Tales of Dunk and Egg (1998–2010), e conta a história da guerra civil Targaryen conhecida como Dança dos Dragões, narrado pelo Arquimeistre Gyldayn da Cidadela de Vilavelha.[1] Em 2018, esta novela foi incluída no livro Fire & Blood de Martin, que se passa 300 anos antes de A Game of Thrones (1996).[2]
The Princess and the Queen foi publicada inicialmente em 3 dezembro de 2013 dentro da antologia Dangerous Women, que reúne diversos contos de escritores de fantasia e foi editada e organizada por Martin e Gardner Dozois.[3] A antologia foi intitulada Mulheres Perigosas em português e foi publicado no Brasil pela Leya em fevereiro de 2017,[4] enquanto em Portugal, foi lançado pela Saída de Emergência no mês de setembro de 2017.
Enredo
De acordo com o arquimeistre Gyldayn, a Dança dos Dragões teve início imediatamente após a morte do rei Viserys I Targaryen, em 129 d.C. Apesar da sucessão estar formalmente garantida à princesa Rhaenyra – herdeira nomeada e jurada por todo o reino –, a rainha Alicent Hightower, seu pai Otto e seus aliados reuniram o Conselho Verde e arquitetaram a usurpação do trono em favor de Aegon II. O único conselheiro a se opor abertamente ao plano, lorde Lyman Beesbury, foi sumariamente executado por sor Criston Cole, enquanto o corpo de Viserys ainda estava oculto. Os Verdes trataram de prender opositores, desviar parte do tesouro real e organizar a apressada coroação do novo monarca. Ao receber a notícia da traição, Rhaenyra sofreu um parto traumático em Pedra do Dragão, perdendo sua filha recém-nascida, mas mesmo abalada reuniu seu próprio Conselho Negro e foi coroada com a coroa de seu pai trazida secretamente por sor Steffon Darklyn da Guarda Real. As tentativas posteriores de negociação entre as facções foram infrutíferas, pois Rhaenyra rejeitou os termos enviados por Aegon II, deixando claro que só aceitaria a rendição incondicional dele e a posse legítima do Trono de Ferro.
A guerra civil se espalhou pelos Sete Reinos quando ambos os lados começaram a buscar alianças estratégicas. O príncipe Daemon Targaryen, consorte de Rhaenyra, vançou sobre Harrenhal, ocupando o castelo sem resistência e transformando-o em sua base de operações, enquanto seu aliado Corlys Velaryon impôs um bloqueio naval que sufocava Porto Real pelo mar. Rhaenyra enviou seus filhos como emissários: Jacaerys obteve o apoio do Vale de Arryn de Winterfell e de diversas casas do Norte, mas Lucerys encontrou o príncipe Aemond em Ponta Tempestade. Após Borros Baratheon declarar apoio aos Verdes, Aemond perseguiu impiedosamente Lucerys com seu dragão Vhagar durante uma violenta tempestade. O pequeno dragão Arrax de Lucerys não conseguiu escapar da fúria do maior dragão vivo, e é morto com seu cavaleiro. Isso enterrou de vez qualquer possibilidade de reconciliação entre as duas facções.
Como resposta imediata ao assassinato de seu enteado, Daemon contratou os infames assassinos Sangue e Queijo, que invadiram a Fortaleza Vermelha e assassinaram brutalmente o príncipe Jaehaerys, filho de Aegon II, diante de sua mãe Helaena – evento que a mergulhou em uma loucura irreversível. Nos campos de batalha, os primeiros combates terrestres ocorreram nas Terras Fluviais, onde os rivais históricos Blackwoods e Brackens se enfrentaram na sangrenta Batalha do Moinho Flamejante, com vitória dos primeiros; em seguida, Daemon capturou Barreira de Pedra, garantindo aos Negros o controle da região e o início da formação de um exército numeroso. Após substituir Otto Hightower por Criston Cole como Mão do Rei, Aegon II adotou uma postura agressiva, marchando contra Pouso de Gralhas. A batalha, no entanto, revelou-se uma armadilha: A princesa Rhaenys foi enviada com seu dragão Meleys para socorrer o castelo, mas foi atacada simultaneamente por Aegon em Sunfyre e Aemond em Vhagar. Rhaenys e seu dragão pereceram, mas Aegon e Sunfyre ficaram gravemente feridos, deixando o rei incapacitado por meses e concedendo a regência a Aemond. Para compensar as perdas bélicas, o príncipe Jacaerys organizou a busca pelas Sementes de Dragão em Pedra do Dragão, recrutando bastardos valirianos para domar os dragões sem cavaleiro.
No front naval, a aliança dos Verdes com o Reino das Três Filhas culminou na Batalha da Goela, quando uma frota poderosa tentou romper o bloqueio Velaryon; Jacaerys morreu em combate montado em Vermax, ainda que a frota inimiga também tenha sofrido baixas devastadoras. Enquanto isso, na Campina, o exército de Ormund Hightower avançava em direção à capital e enfrentou os Negros na Batalha do Vinhomel, sendo salvo pela chegada do príncipe Daeron montado em Tessarion, que garantiu uma vitória crucial aos Verdes. Com a ausência temporária de Aemond e Criston Cole, Daemon executou um plano ousado: abandonou Harrenhal e, com a traição da Patrulha da Cidade, abriu os portões de Porto Real para os Negros. Rhaenyra finalmente ocupou o Trono de Ferro, enquanto Aegon II fugiu com a ajuda de Larys Strong. No entanto, a resistência Verde persistia: os exércitos Lannister foram aniquilados na Batalha da Margem do Lago (Comida de Peixe) e, logo depois, sor Criston Cole caiu em uma emboscada conhecida como Baile do Açougueiro, onde seu exército foi praticamente exterminado, quando estavam indo se juntar ao exército Hightower em Tumbleton.
A maré da guerra voltou a favorecer os Verdes na Primeira Batalha de Tumbleton, quando a cidade se tornou o último obstáculo antes de Porto Real. Rhaenyra enviou os dragões Vermithor e Silverwing para defendê-la, mas seus cavaleiros Hugh Martelo e Ulf, o Branco, traíram sua senhora e desertaram para os Verdes, incendiando a cidade com seus dragões e selando a derrota dos Negros – embora o próprio Ormund tenha morrido no caos. Essa traição mergulhou Rhaenyra em profunda paranoia, levando-a a prender Corlys (seu Lorde Mão) e a tentar capturar Addam Velaryon, afastando aliados cruciais, inclusive Daemon. Daemon voou até as Terras Fluviais e permaneceu caçando Vhagar com Urtigas, uma Semente de Dragão que monta o selvagem Sheepsteeler. Mais tarde, Daemon e Aemond protagonizaram o duelo final sobre o lago Olho de Deus: montados em Caraxes e Vhagar, os dois se enfrentaram em um combate aéreo épico, no qual Daemon saltou sobre o dragão inimigo e cravou a espada Irmã Negra no olho de Aemond, matando-o antes que ambos caíssem para a morte na água.
Sem Daemon e com a confiança destruída, o governo de Rhaenyra desmoronou rapidamente. A fome, os altos impostos, as derrotas militares e o suicídio de Helaena (após perder mais um filho na guerra, o príncipe Maelor) provocaram uma gigantesca revolta popular em Porto Real. Influenciada pelo Pastor, a multidão invadiu o Fosso dos Dragões, matando brutalmente Shrykos, Morghul, Tyraxes, Dreamfyre e a própria Syrax de Rhaenyra – a maior perda de dragões da história Targaryen. Embora Addam Velaryon tenha obtido uma vitória sacrificial na Segunda Batalha de Tumbleton, já não havia forças para reverter o quadro. Rhaenyra fugiu para Pedra do Dragão, mas foi traída, capturada por Aegon II que se encontra na ilha em segredo. A rainha foi condenada a morte e devorada por Sunfyre diante de seu filho, Aegon, o Jovem. A guerra ainda se arrastou até a Bagunça na Lama, onde os exércitos dos Rapazes derrotaram e mataram Borros Baratheon, deixando Porto Real indefesa. Sem condições de lutar e cercado por inimigos, Aegon II foi envenenado por membros de seu próprio conselho, encerrando oficialmente a Dança dos Dragões.
Personagens
O conto "A Princesa e a Rainha, ou, os Negros e os Verdes" apresenta uma gama de personagens durante a história. A lista a seguir apresenta alguns dos personagens do núcleo central, separados por seus clãs, os Negros e os Verdes.
Os Negros
Realeza
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Conselho Negro
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Aliados conhecidos
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Os Verdes
Realeza
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Conselho Verde
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Aliados conhecidos
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Desenvolvimento
A história deveria ser incluída no livro complementar The World of Ice & Fire, mas foi removida porque o livro estava se tornando muito longo para o conceito original de um livro totalmente ilustrado. Ele e várias outras histórias apareceram em versões resumidas em outras antologias.[27]
Durante a San Diego Comic-Con 2022, o autor George R. R. Martin revelou que House of the Dragon é inspirada em um turbulento momento histórico vivido pela Inglaterra no século 12. Trata-se do fim do reinado de Henrique I que deu lugar a um período conhecido como “A Anarquia”.[28] Após a morte do príncipe herdeiro Guilherme Adelino em um naufrágio no ano 1120, o rei Henrique I nomeou sua filha Matilde como sua sucessora ao trono inglês. Ele fez sua corte jurar lealdade a ela, porém, apesar de os desejos do rei serem claros, os nobres não gostaram da possibilidade de ter uma mulher como governante deles.[28] Quando Henrique veio à óbito em 1135, o primo de Matilde, Estêvão de Blois, usurpou o trono com o apoio de seu irmão, Henrique de Blois. Ainda que tivesse o apoio do clero e da nobreza, Estêvão logo se viu ameaçado pela reivindicação de Matilde. Seu regime também foi caracterizado por uma onda de agitação social, fragmentação política e colapso da lei e da ordem.[28]
Recepção
A recepção crítica ao conto The Princess and the Queen foi majoritariamente positiva, com elogios direcionados à sua ação intensa e à exploração das complexidades do poder. As críticas, no entanto, frequentemente apontam seu estilo narrativo como um ponto de divergência em relação à série principal.
A Entertainment Weekly deu uma nota B+, e chamou a novela de 35.000 palavras "uma grande demonstração da capacidade de Martin de dramatizar as complexidades escorregadias do poder: como o mal gera heroísmo, como os heróis se tornam vilões". Também notou o estilo "profundamente histórico" da obra, comparando-o à "prosa falsamente bíblica de Tolkien" em contraste com o estilo mais dialogado de seus romances principais. Um ponto criticado foi a confusão causada pela profusão de nomes Targaryen semelhantes, como "Aemon e Aemond e Daemon, além de dois caras chamados Aegon".[29]
Da mesma forma, The Atlantic descreveu a novela como um alívio para os fãs que aguardavam o próximo livro da saga, mas notou que seu "tom seco" e uma sensação de "e daí?" a impedem de alcançar "o mesmo patamar elevado de sua série principal".[30] Por outro lado, a Reactor (antigo Tor.com) elogiou a obra como uma "história oficial de um dos capítulos mais sombrios e sangrentos dos anais dos Sete Reinos", apreciando a voz "pedante e melindrosa" do arquimeistre que narra os eventos.[31] A Princesa e a Rainha também chegou a ser indicada para o Locus Award de 2014.[32]
Adaptação
Uma adaptação televisiva baseada no enredo de The Princess and the Queen foi anunciada pela HBO em outubro de 2019. A série foi intitulada House of the Dragon e serve como spin-off de Game of Thrones. Os produtores executivos iniciais são Martin, Vince Gerardis, Ryan Condal e Miguel Sapochnik, onde Condal e Sapochnik atuaram como showrunners da série. [33] O sexto episódio da primeira temporada da série foi intitulado com o mesmo nome da novela. Os roteiros da segunda temporada e das temporadas subsequentes são baseados mais especificamente nos eventos narrados em The Princess and the Queen.
Ver também
Bibliografia
- Martin, George R. R., Dozois, Gardner (2013). Dangerous Women (em inglês). [S.l.]: Tor Books. ISBN 978-0-76533-206-6. Consultado em 21 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
Referências
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- ↑ Viricio, Paloma (3 de junho de 2017). «George R. R. Martin Apresenta as Mulheres mais Perigosas dos Livros de Fantasia». palomaviricio.com.br. Consultado em 21 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
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- ↑ «Guia House of the Dragon – Episódio 7: Conheça Rhaenys Targaryen, a rainha que nunca foi». bcharts.com.br. 21 de julho de 2022. Consultado em 27 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2023
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- 1 2 3 Leone, Lucas (18 de agosto de 2022). «House of the Dragon é baseada em uma história real? Conheça a guerra civil por trás do spin-off de Game of Thrones». Adoro Cinema. Consultado em 20 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
- ↑ Franich, Darren (3 de janeiro de 2014). «The Princess and the Queen Novella». Entertainment Weekly (em inglês). Consultado em 23 de julho de 2026. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2025
- ↑ Levenson, Eric (23 de novembro de 2013). «George R.R. Martin's New 'Thrones' Novella Does Just Enough to Tide Over Fans». The Atlantic (em inglês). Consultado em 23 de julho de 2026
- ↑ McGoven, Bridget (30 de julho de 2013). «Valyrian Roots: A Non-Spoiler Review of George R. R. Martin's "The Princess and The Queen, Or, The Blacks and The Greens"». Reactor. Consultado em 23 de julho de 2023. Cópia arquivada em 23 de julho de 2026
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