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Telecomunicações do Acre
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| TELEACRE | |
|---|---|
| Razão social | Telecomunicações do Acre S/A |
| Empresa de economia mista de capital fechado | |
| Atividade | Telecomunicações |
| Gênero | Sociedade anônima |
| Fundação | 24 de agosto de 1972 |
| Destino | Incorporada à Brasil Telecom |
| Encerramento | 31 de Julho 1998 |
| Área(s) servida(s) | |
| Proprietário(s) | Telebras |
| Presidente | Juarez Quadros do Nascimento (1986 e 1990) |
| Serviços | Telefonia Fixa, Telefonia publica, Telefonia Movel, dial-up |
| Empresa-mãe | Tele Centro Sul Participações S.A |
| Sucessora(s) | Brasil Telecom (atual Oi) |

Teleacre
A Telecomunicações do Acre S.A. (Teleacre) foi a empresa responsável pelos serviços de telefonia no estado do Acre durante o período do Sistema Telebrás. Criada em 24 de agosto de 1972, de acordo com informações, inalgurada oficialmente em 4 de abril 1981, a companhia estruturou praticamente toda a rede de telecomunicações do estado, operando principalmente telefonia fixa e telefones públicos, além de introduzir posteriormente serviços móveis em caráter limitado. Sua atuação tinha forte perfil local, com equipes internas realizando grande parte das atividades técnicas.
História
A Teleacre surgiu em um momento em que o Acre ainda possuía infraestrutura muito reduzida de comunicação, tornando sua criação fundamental para integrar o estado ao restante do país. Nos primeiros anos, concentrou esforços em instalar centrais telefônicas, ramais urbanos, enlaces de micro-ondas e redes que permitissem a ligação entre municípios antes isolados. Rio Branco foi o ponto inicial da expansão, seguida por cidades como Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira e outras localidades.

A implantação de orelhões em áreas urbanas marcou a fase de maior expansão, pois a telefonia pública representou o primeiro contato de muitas pessoas com serviços de comunicação. A empresa operava de forma bastante independente, característica comum nas pequenas operadoras do Sistema Telebrás, realizando internamente manutenção, instalação e operação das redes. Nos anos 1990, acompanhando a evolução técnica nacional, a Teleacre passou a oferecer telefonia móvel analógica em algumas cidades. A telefonia fixa, no entanto, permaneceu como serviço predominante até o encerramento da empresa.

Com o processo de privatização das telecomunicações, a Teleacre foi oficialmente descontinuada em 31 de julho de 1998, sendo integrada à estrutura da nova operadora regional criada após o leilão — inicialmente a Brasil Telecom S.A, que assumiu todo o antigo bloco Tele Centro Sul.
Período Brasil Telecom e Oi
Após o fim da Teleacre como empresa estatal, as operações no Acre passaram a ser administradas pela Brasil Telecom, que assumiu o controle da infraestrutura e dos serviços em todo o território. Durante esse período, a execução de atividades técnicas e de campo foi gradualmente transferida para empresas terceirizadas, com destaque para a Telemont, que passou a operar grande parte da manutenção e serviços de rede no estado(Possivelmente a partir de 2008-2009).
Com a incorporação da Brasil Telecom pela Oi ou Oi BRT(2008-2011), o modelo se manteve: a infraestrutura herdada da antiga Teleacre continuou sendo operada diretamente pela concessionária, enquanto a Telemont seguia responsável por instalação, reparos e operação técnica das bases e centrais.
Situação após o processo de falência da Oi
Com o litígio envolvendo o processo de falência da Oi — posteriormente revertido pela Justiça — as atividades ligadas à antiga concessão da Tele Centro Sul, que incluía o Acre, passaram por um período de reestruturação. Apesar das mudanças, a Telemont, que já atuava há muitos anos como prestadora de serviços na região, permaneceu responsável pela manutenção da infraestrutura, execução de reparos, instalações e garantia da operação mínima necessária para assegurar a continuidade dos serviços essenciais.
Essa atuação segue o modelo de continuidade do serviço público, garantindo que a infraestrutura herdada desde a época da Teleacre continue operando enquanto se definem ajustes e encaminhamentos administrativos relacionados à concessão.
Serviços
Ao longo de sua existência como empresa estatal, a Teleacre operou principalmente telefonia fixa residencial e comercial, além de telefones públicos e serviços administrativos de rede. Nos anos finais, iniciou a oferta de telefonia móvel analógica em algumas cidades. Após sua integração à Brasil Telecom e, posteriormente, à Oi, esses serviços passaram a ser prestados dentro do modelo privado de telecomunicações.
Área de Atuação
A Teleacre atendia praticamente todo o Acre, com presença consolidada em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, além de polos regionais no interior. A rede foi ampliada progressivamente durante os anos 1980 e 1990, tornando-se a base da infraestrutura que seria utilizada por todas as operadoras seguintes.
Situação atual da Telefonia fixa
A situação da telefonia fixa no Acre em 2026 é marcada pela quase completa desativação da infraestrutura metálica de par de cobre que durante décadas sustentou os serviços de telefonia convencional. Esse processo ocorreu em decorrência da reestruturação operacional da operadora Oi, que promoveu a venda, desativação e retirada de diversos ativos de telecomunicações.
A remoção da infraestrutura foi executada pela empresa terceirizada Telemont, responsável pela retirada de cabos de cobre, telefones públicos e demais equipamentos legados. Atualmente, estima-se que cerca de 90% da antiga rede de cobre já tenha sido removida das áreas urbanas do estado, restando apenas pequenos trechos isolados. Os furtos de cabos remanescentes continuam ocorrendo, acelerando o desaparecimento da infraestrutura ainda existente.
O processo de migração da telefonia fixa para redes de fibra óptica, iniciado pela Oi em 2024, foi posteriormente assumido pela Nio Fibra, que passou a operar e manter a infraestrutura óptica anteriormente pertencente à operadora. Dessa forma, os serviços de comunicação fixa passaram a depender majoritariamente das redes de fibra óptica e da telefonia móvel.
Nas principais cidades acreanas, como Cruzeiro do Sul e Rio Branco, praticamente não existem mais telefones públicos em funcionamento. Os poucos equipamentos remanescentes encontram-se fora de serviço ou sem manutenção. Em áreas rurais e localidades isoladas ainda podem existir alguns terminais catalogados, porém sua utilização é cada vez mais limitada devido à expansão das redes móveis e de internet.
