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TV Cidade (Fortaleza)
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| TV Cidade de Fortaleza Ltda.[1] | |
Logotipo da estação desde 2018[2] | |
| Tipo | comercial |
|---|---|
| Rede | Record |
| Propriedade | |
| Pertence a | Grupo Cidade de Comunicação |
| Emissora(s) irmã(s) | 89 FM[3] Atlântico Sul FM[3] Cidade 99[3] Cidade AM[3] Fátima FM[3] Jovem Pan FM Fortaleza[3] Jovem Pan News Fortaleza[3] |
| História | |
| Fundação | 30 de agosto de 1978 |
| Fundador(es) | José Pessoa de Araújo Patriolino Ribeiro |
| Nome(s) anterior(es) | TV Uirapuru (1978–1981) |
| Rede(s) anterior(es) | Rede Bandeirantes (1978–1987) SBT (1987–1998) |
| Informações técnicas | |
| Agência reguladora | Anatel |
| Informação de licença | |
| Potência | 15 kW[1] |
| Coord. do transmissor | |
| Ligações | |
| Página oficial | gcmais |
A TV Cidade é uma estação de televisão comercial brasileira de Fortaleza, capital do estado do Ceará, pertencente ao Grupo Cidade de Comunicação e afiliada à Record. Foi inaugurada em 1978 como TV Uirapuru, nome derivado da rádio homônima, sendo afiliada à Rede Bandeirantes e de propriedade do empresário José Pessoa de Araújo, que planejou a emissora junto ao sogro Patriolino Ribeiro. Três anos depois, com apenas Patriolino no controle acionário, foi adotado o nome contemporâneo. Em 1987 deixou a Rede Bandeirantes pelo SBT, que por sua vez foi trocado pela Record em 1998.
História
A sede da TV Uirapuru teve sua construção iniciada às 17h de 25 de novembro de 1974, quando foi lançada a pedra fundamental do Edifício Raimundo Pessoa de Queiroz, localizado na Avenida Desembargador Moreira, no bairro da Estância (atual Dionísio Torres), onde também eram localizadas as demais emissoras de televisão de Fortaleza. A nova emissora era de propriedade do empresário José Pessoa de Araújo, dono da Rádio Uirapuru. O prédio ficou pronto em 31 de março de 1976.[4]
Quando ainda morava em Massapê, José Pessoa mantinha uma forte amizade com o comerciante Patriolino Ribeiro, que sempre lhe ajudava quando passava por dificuldades, que resultavam em acúmulo de dívidas. Por conta disso, Patriolino virou sócio na TV Uirapuru, que também colocou na administração da empresa os filhos Miguel Dias de Souza e Patriolino Neto. A emissora foi lançada oficialmente em 30 de agosto de 1978, como afiliada da Rede Bandeirantes. A solenidade de inauguração contou com a presença do então governador do Ceará, Valdemar Alcântara, além de uma missa de ação de graças realizada pelo bispo auxiliar de Fortaleza, Dom Raimundo de Castro e Silva.[5]
Havendo impasse entre a sociedade de José Pessoa, que também incluiu seus familiares, e Patriolino Ribeiro, as ações foram repassadas em 1981, devido ao fato de que o Ministério das Comunicações só permitir mudança de sociedade após dois anos de funcionamento da emissora. O empresário Sérgio Filomeno apareceu como comprador da parte de José Pessoa, que se recusou a receber o valor, indo parar na justiça.[5] Após a compra, Filomeno repassou as ações para Patriolino Ribeiro, que renomeou a emissora de TV Cidade, em junho de 1981.
Sucessora da TV Uirapuru, a TV Cidade surgiu em junho de 1981, sob administração de Patriolino Ribeiro e do filho Miguel Dias de Souza. A emissora era afiliada à Rede Bandeirantes e, durante todo o dia transmitia a programação da emissora paulista, que tinha como destaque os programas esportivos, o telejornalismo e o Programa do Bolinha, um dos líderes de audiência na época.[5]
A maior audiência era de Irapuan Lima, sucesso da Rádio Iracema, que havia passado pela TV Ceará, além de uma curta temporada na TV Verdes Mares.[5] Estreando nas tardes de sábado da TV Cidade em 1982, Irapuan Lima começava o seu programa de auditório das 12h às 16h. Ao invés do abacaxi que se tornou marca registrada do concorrente nacional Chacrinha, Irapuan Lima oferecia frango aos candidatos reprovados pelos jurados no palco. No mesmo estilo do Chacrinha, Irapuan contava com suas dançarinas, as "Irapuetes".[4][5]
Em 1982, a TV Cidade passava a transmitir também a programação do SBT. De segunda a sábado, era exibida a programação da TV Bandeirantes, mas aos domingos a emissora cedia espaço ao Programa Silvio Santos, que liderava a audiência em todo o país.
No mesmo ano, com o sucesso do Programa Irapuan Lima, a emissora lançou um outro programa de entretenimento, mas com características diferentes, o Programa Armando Vasconcelos, com entrevistas e o quadro "Garota da Capa".[5][4] Também nesse ano, estreou o policial Programa Mão Branca, apresentado pelo jornalista Francisco Taylor, que recebeu este nome por fazer as entrevistas usando uma luva branca, se tornando um marco na televisão cearense.[5][4]
Em fevereiro de 1987 a TV Cidade tornou-se oficialmente afiliada ao SBT, transmitindo sua programação nacional integralmente junto às atrações locais.[6]
Em 1991, o Programa Mão Branca é substituído pela versão local do programa policial Aqui Agora, que era nacionalmente exibido pelo SBT. Depois do sucesso das duas primeiras experiências na editoria policial, a TV Cidade voltou a fazer grandes investimentos para viabilizar um novo projeto Cidade Livre, programa que abordava das notícias policiais com denúncias de problemas na cidade ao humor. Os telespectadores podiam se deslocar até o estúdio e conversar ao vivo com o apresentador.[5]

Em outubro de 1998 a TV Cidade trocou a retransmissão do SBT pela da Rede Record, que trilhava desde o início dos anos 1990 um projeto de expansão nacional.[7] A afiliação ocasionou, em um primeiro momento, a redução da programação diária, que em 2000 era restrita a um telejornal noturno e a produções locais da Igreja Universal do Reino de Deus, ligada à nova rede, nas madrugadas. Neste período, também, a estação cobria 42 municípios cearenses, enquanto o restante do estado recebia o sinal da Rede Record via satélite.[8]
A situação mudaria no decorrer dos anos 2000. A grade local foi ampliada, sendo um destaque o Cidade 190, programa policial criado em 2001[9] que, apesar de obter os maiores índices de audiência da estação,[10] recebe críticas por sua linha editorial tida como sensacionalista e descriminatória contra as classes pobres da população.[11] Além disso, expandiu sua cobertura estadual, atingindo em 2008 92% do estado.[12]
Referências
- 1 2 Relatório do Canal (Relatório). Anatel. Cópia arquivada em 8 de novembro de 2023
- ↑ «TV Cidade Fortaleza apresenta nova identidade visual». CNews. 7 de maio de 2018. Arquivado do original em 9 de maio de 2018
- 1 2 3 4 5 6 7 «Rádios ao vivo - Grupo Cidade». GCMais. Cópia arquivada em 6 de junho de 2026
- 1 2 3 4 CUNHA, Rodrigo do Espírito Santo da (2009). «Anotações sobre a história da televisão no Ceará (décadas de 1970 e 1980)» (pdf). Fortaleza: 1-14. Consultado em 20 de março de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 1 de março de 2022
- 1 2 3 4 5 6 7 8 Leila Nobre (25 de agosto de 2011). «TV Cidade - A TV de primeira». Fortaleza Nobre
- ↑ «Mudança na área». Diario de Pernambuco. Hemeroteca Digital Brasileira. 9 de janeiro de 1987. p. B-8. Cópia arquivada em 3 de maio de 2026
- ↑ «Rede Record recusa fusão». Folha de S.Paulo. São Paulo. 8 de outubro de 1998
- ↑ Paulo Boccato (setembro de 2000). «PROGRAMAÇÃO REGIONAL - CEARÁ». Tela Viva. pp. 33 e 34. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2022
- ↑ «Programa Cidade 190 celebra 20 anos de sucesso». Record. 11 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2025
- ↑ «Cidade 190». CNews. Arquivado do original em 16 de setembro de 2013
- ↑ Calebe Rodrigues da Silva (2024). Televisão, adolescência e necropolítica: o caso do programa policialesco Cidade 190 (PDF) (Dissertação). Fortaleza: Universidade Federal do Ceará
- ↑ «Grupo Cidade de Comunicação». CNews. 30 de julho de 2013. Arquivado do original em 16 de setembro de 2013
