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TMC Distrito Federal
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| Rádio Transamérica de Brasília Ltda.[1] | |
Logotipo da TMC | |
| Sede | Brasília, DF |
|---|---|
| Slogan | Quem escuta, sabe |
| Programação | |
| Idioma | português |
| Formato | comercial |
| Gênero | jornalismo esportes |
| Afiliações | TMC |
| Propriedade | |
| Pertence a | Grupo Camargo de Comunicação |
| Proprietário(s) | João Camargo Neneto Camargo |
| Antigo(s) proprietário(s) | Conglomerado Alfa (1976–2025) |
| História | |
| Fundação | 23 de agosto de 1976 |
| Fundador | Aloysio Faria |
| Nome(s) anterior(es) | Transamérica FM Brasília (1976–2000) Transamérica Pop Brasília (2000–2019) Transamérica Brasília (2019–2025) |
| Afiliações anteriores | Transamérica FM (1976–2000) Transamérica Pop (2000–2019) Rede Transamérica (2019–2025) |
| Informações técnicas | |
| Agência reguladora | Anatel |
| Potência ERP | 38,1 kW[2] |
| Classe | A1[1][2] |
| RDS | sim[2] |
| Informação de licença | CDB |
| Coord. do transmissor | [1] |
| Ligações | |
| Webcast | tmc |
A TMC Distrito Federal é uma estação de rádio comercial brasileira de Brasília, no Distrito Federal, transmitida na frequência de 100,1 MHz em FM, sendo uma filial da TMC. A emissora foi fundada em 23 de agosto de 1976, dois dias depois do lançamento da primeira filial da rede, em Recife. É a segunda emissora de rádio em FM mais antiga em funcionamento no Distrito Federal, logo após a Rádio Nacional FM. Seus estúdios estão localizados no Shopping ID na Asa Norte.
História
Como parte da formação da Rede Transamérica, a Rádio Transamérica de Brasília S.A. foi outorgada em agosto de 1975 junto com uma permissão para a Rádio e Televisão Manchete S/A (a Manchete FM, hoje NovaBrasil FM).[3] A Transamérica FM foi inaugurada no dia 23 de agosto de 1976, dois dias depois do lançamento da filial em Recife, sendo assim a segunda da rede. Tal qual as demais filiais, a programação inicial da Transamérica FM era essencialmente musical, segmentada ao formato adulto-contemporâneo (MPB, jazz, blues e música instrumental) voltado as classes A e B[4], trazendo também pequenos boletins informativos. Todos os módulos eram gravados em fitas de rolo em São Paulo e enviados para a filial.[5] Em março de 1977, a emissora passa a transmitir 24 horas por dia.[6]
Apesar de elogiada, a programação enlatada logo foi criticada por conta de sua repetição (tal qual ocorreu em outras filiais da rede).[7] A emissora começa a investir em módulos de dance music junto com as demais emissoras da rede, a partir de 1979. Em junho de 1981, aparecia na sexta colocação na pesquisa de audiência do Ibope, com 4,55% dos receptores ligados.[8] Para resgatar a audiência, a emissora investe no público jovem e reestreia módulos de MPB na programação.[9][10] Em 1986, a programação local passa a ser inteiramente ao vivo[11] e adotava uma linha irreverente, baseada nas FMs do Sudeste. Isso fez a emissora crescer em audiência, fechando outubro de 1986 no quarto lugar de audiência, subindo para terceiro na primeira semana de novembro.[12]
A partir da década de 1990, passa a receber o sinal da Transamérica FM de São Paulo via satélite tal qual como as demais filiais e afiliadas. Com a divisão das portadoras da rede, a Transamérica FM Brasília passa a se chamar Transamérica Pop a partir do ano 2000. A emissora se diferencia das demais afiliadas por adotar uma programação local baseada no pop/rock em seus horários locais (prática que já era adotada desde os anos 1980).[13][14] A Transamérica Pop Brasília também aderiu ao projeto Transamérica Esportes contando com equipe local, que durou até 30 de dezembro de 2015 com a dispensa dos profissionais. Em 2020, a rádio voltou a fazer transmissões esportivas, fazendo cadeia com a Transamérica Rio de Janeiro.
Em 2019, com a mudança de formato da Rede Transamérica e a unificação de suas portadoras (Pop, Light e Hits) a Transamérica passou a adotar o formato jovem/adulto, com foco no Pop e no Rock nacional e internacional com o objetivo de atrair um público entre 25 e 49 anos.[15] Com isso, a até então Transamérica Pop Brasília passa a se chamar Transamérica Brasília.
Entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2025 os irmãos empresários João Camargo e Neneto Camargo adquiriram a Rede Transamérica, que tornou-se integrante do Grupo Camargo de Comunicação, ao qual pertencem estações de rádio de São Paulo como 89 FM A Rádio Rock, Alpha FM e Rádio Disney Brasil.[16] Na época, se especulava que a rede viraria uma nova rádio de notícias, devido ao fato de João Camargo ser presidente do Conselho Executivo da CNN Brasil, que já havia tido uma participação na grade da Transamérica entre 2020 e 2023, com o projeto CNN Rádio às manhãs.[17] Entretanto, ao saber do projeto audacioso de seu comandado, o dono da CNN Brasil, Rubens Menin, o demitiu do canal em agosto, deixando o projeto radiofônico ameaçado.[18][19] João anunciou no jornal Folha de S.Paulo em setembro que a Transamérica iria ter um novo nome e uma nova programação, e então em 12 de outubro de 2025, a Transamérica Brasília anunciou sua última transmissão por volta das 23h59, e foi normalmente pra programação musical, junto com a rede, até por volta das 7h00 da manhã em 13 de outubro de 2025, quando a Rede Transamérica mudou para TMC incluindo a de Brasília, tendo uma nova programação focada em esportes e jornalismo e tendo novos locutores.[20]
Referências
- 1 2 3 4 Relatório do Canal (Relatório). Anatel
- 1 2 3 «Lista de Rádios online - Dial / Cidade: Brasília». Tudoradio.com. Cópia arquivada em 28 de junho de 2026
- ↑ «Frequência modulada para o DF». Correio Braziliense. 5 de agosto de 1975. p. 2. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «Transamérica». Diário de Pernambuco. 23 de julho de 1981. p. B5. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Henrique Froes (9 de novembro de 1977). «E o nosso FM? Como vai?». Correio Braziliense. p. 4. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «Frequência modulada para o DF». Correio Braziliense. 8 de março de 1977. p. 6. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Henrique Froes (1 de abril de 1978). «Uma pequena história sobre nossas emissoras de FM». Correio Braziliense. p. 4. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «1.º lugar, em Brasília, é da Manchete». Correio Braziliense. 2 de agosto de 1981. p. 22. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Sheila Aragão (14 de outubro de 1984). «FM: a corrida em busca dos jovens ouvintes». Correio Braziliense. p. 13. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «A Rádio Transamérica [...]». Correio Braziliense. 3 de maio de 1982. p. 8. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Lincoln Loureiro (20 de outubro de 1986). «Radiofônicas». Correio Braziliense. p. 21. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Gioconda Caputto; Leila Ferreira (23 de novembro de 1986). «FMs - Do paraíso musical ao inferno comercial». Correio Braziliense. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Daniel Starck (27 de outubro de 2017). «Curiosidade: Transamérica aposta no rock em Brasília e avança na audiência». Tudo Rádio. Consultado em 20 de julho de 2019. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2025
- ↑ Carlos Massaro (15 de maio de 2018). «Transamérica lança coletânea que reúne do antigo ao novo rock de Brasília». Tudo Rádio. Consultado em 20 de julho de 2019. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
- ↑ Daniel Starck (23 de julho de 2019). «Em comunicado, Transamérica confirma unificação gradativa das portadoras Pop e Hits». Tudo Rádio. Consultado em 24 de dezembro de 2019. Cópia arquivada em 4 de abril de 2023
- ↑ «Tudo Rádio - Grupo GC2 adquire emissoras próprias da Transamérica e amplia atuação na radiodifusão - Rádio News». tudoradio.com. Consultado em 8 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 15 de abril de 2026
- ↑ Moura, Eduardo (6 de agosto de 2025). «Rádio Transamérica prepara migração definitiva para a CNN». Audiência Carioca - Notícias e bastidores. Consultado em 8 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2025
- ↑ «João Camargo deixa presidência do Conselho Executivo da CNN Brasil». CNN Brasil. 22 de agosto de 2025. Consultado em 8 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2025
- ↑ «Bastidores: CNN Brasil vê planos para rádio e sede no Rio ameaçados com saída de chefão». NaTelinha. Consultado em 8 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 15 de maio de 2026
- ↑ Oréfice, Giovana (16 de novembro de 2025). «TMC substitui Transamérica como hub de informação e esportes». Meio e Mensagem - Marketing, Mídia e Comunicação. Consultado em 8 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 15 de maio de 2026
