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Senescência celular
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A senescência celular é um estado de paragem irreversível da proliferação celular desencadeado por stresses celulares severos, como o encurtamento crítico dos telómeros, lesões persistentes no ADN e stress oxidativo. Ao contrário das células em apoptose, as células senescentes mantêm uma elevada atividade metabólica e desenvolvem o Fenótipo Secretor Associado à Senescência (SASP). Através do SASP, estas células libertam um coquetel de citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas e enzimas que modulam o microambiente tecidular subjacente. Este fenómeno biológico exibe uma natureza dual: funciona de forma benéfica na embriogénese, na regeneração de tecidos e como uma barreira inicial potente contra a carcinogénese; no entanto, o seu acumulo crónico e a incapacidade do sistema imunitário em eliminá-lo promovem a inflamação sistémica persistente (inflammaging), disfunções orgânicas e o avanço de patologias da idade, tais como a fibrose pulmonar, a aterosclerose e a neurodegeneração.[1][2][3][4][5][6][7][8]
Referências
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