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Sancho de Alquiza
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| Sancho de Alquiza | |
|---|---|
| Nascimento | 31 de março de 1567 Hondarribia |
| Morte | 6 de junho de 1619 Cuba |
| Batizado | 31 de março de 1567 |
| Cidadania | Monarquia Católica |
| Ocupação | oficial, administrador colonial |
Sancho de Alquiza, também referido como Sancho de Alquízar (Fuenterrabía, 1567 – Havana, 6 de junho de 1619), foi um marinheiro, militar e administrador colonial da Monarquia Católica. Casou-se em Cartagena das Índias com Ana de Alas, parente do governador Martín de Alas. Foi sargento-mor de Cartagena das Índias, governador e capitão-general da Província da Venezuela entre 1606 e 1611, juiz de residência e administrador da Província da Guiana entre 1612 e 1613, e governador e capitão-general de Cuba de 1616 até à sua morte.[1]
Carreira militar e chegada às Índias
Sancho de Alquiza era um marinheiro basco, natural de Fuenterrabía. Foi capitão de galeões, alcançando o posto de almirante, ao comando de frotas de socorro destinadas à Bretanha e a Cuba.[1]
Estabeleceu-se em Cartagena das Índias, onde exerceu o cargo de sargento-mor da praça, aí casando com Ana de Alas, parente de Martín de Alas, governador de Cartagena das Índias.[1]
Governo da Província da Venezuela
Duas cédulas régias emitidas em Valladolid, em novembro de 1604, determinaram a sua nomeação para a Província da Venezuela: a primeira, de 13 de novembro, nomeava-o capitão-general; a segunda, de 20 de novembro, designava-o governador, com mandato de cinco anos, contado a partir da tomada de posse.[1]
Alquiza prestou juramento perante o cabildo de Maracaibo em 7 de fevereiro de 1606. Antes de seguir para Caracas, atacou grupos indígenas zapares e quiriquires, concedendo-lhes depois terras. Tomou posse em Caracas em 29 de março de 1606.[1]
Sucedeu a Francisco Mejía de Godoy, sendo sucedido por García Girón de Loayza.
Fazenda e comércio
Uma das primeiras medidas do novo governador incidiu sobre a Real Fazenda. Numa carta ao rei, criticou a administração financeira provincial e, em 3 de novembro de 1606, destituiu o tesoureiro Diego Díaz Becerril e o contador Simón Bolívar, o Velho. Nomeou Bernabé de Oñate como tesoureiro e Francisco de las Carreras como contador.[1]
Determinou o arrendamento das alcavalas por quantias fixas, instituiu um imposto de um real por fanega de sal e activou a cobrança das penas de câmara, prendendo diversos homens influentes da sociedade caraquenha por dívidas e infracções fiscais.[1]
A repressão ao contrabando constituiu uma preocupação central do seu governo. Apreendeu uma lancha holandesa, tripulada por doze homens, e outra francesa, de três homens, cujos ocupantes declararam provir de um navio corsário de Le Havre. Paralelamente, procurou permitir o cultivo regulado do tabaco, até então proibido, exigindo fiadores que garantissem o seu destino legal e a cobrança de receitas pela Fazenda Real.[1]
Segundo o Diccionario Biográfico Español, em 1607 saíram de La Guaira 68 490 libras de tabaco para Sevilha e 9 000 para Porto Rico. A administração de Alquiza também aumentou as exportações de farinha, couros, açúcar, mel e anil. Depois de considerar que o castigo aplicado aos contrabandistas já fora suficiente, pediu uma cédula de perdão geral, que foi concedida e publicada por pregão.[1]
Mineração, trabalho e defesa
No contexto da procura de minas de ouro, Alquiza pediu que fosse temporariamente tolerado o emprego de indígenas em trabalhos mineiros, alegando falta de escravos negros, impondo a condição de que fossem bem tratados. Em contraste, recusou o pedido do cabildo de Caracas para importar escravos da Guiné e permitir a chegada de navios negreiros à província.[1]
Reorganizou as milícias provinciais e nomeou Pedro Mijares de Solórzano, veterano das guerras de Itália e da Flandres, sargento-mor de Caracas. Mandou rever a artilharia de La Guaira, instalar novas peças, solicitou ao rei canhões de maior calibre e melhores vencimentos para o castelão e outros oficiais, e promoveu novas fortificações.[1]
Assistiu à abertura do sínodo diocesano convocado pelo bispo Antonio de Alzega, em 5 de outubro de 1609, e interessou-se pela criação de um seminário tridentino em Caracas. Durante o seu governo, enfrentou novas revoltas dos zapares, na região do lago de Maracaibo, e dos nirguas; os primeiros foram combatidos pelo tenente Juan Pacheco e, contra os segundos, nomeou mestre-de-campo o antigo governador Garci González de Silva. Depois dessas campanhas, exigiu dos encomenderos o cumprimento rigoroso das Leis das Índias.[1]
Juízo de residência e governo da Guiana
Concluído o mandato venezuelano em 1611, Sancho de Alquiza foi nomeado juiz de residência para investigar a administração de Fernando de Berrío na Província da Guiana. Depois de considerar Berrío culpado, assumiu a administração da província em fevereiro de 1612, mantendo-se no cargo até ao termo da sua comissão, em 1613,[1] deixando Antonio de Mújica y Builtrón como encarregado do governo.
Governo de Cuba
Alquiza foi nomeado governador e capitão-general de Cuba e tomou posse em 7 de setembro de 1616. Exerceu o cargo até morrer em Havana, em 6 de junho de 1619.[1]
Durante a sua administração, iniciou a exploração de minas de cobre em Santiago de Cuba. Não conseguiu, porém, eliminar o contrabando, devido à insuficiência de efectivos destinados à vigilância. No seu mandato ocorreu também a chamada catástrofe de Bayamo, uma inundação do rio Cauto que obstruiu a sua entrada.[1]
Estabeleceu uma hacienda nas proximidades de Havana, a qual veio a dar o nome à comarca de Alquízar.[1]
Sucedeu a Gaspar Ruiz de Pereda; após a sua morte, o governo foi exercido interinamente por Jerónimo de Quero, antes da tomada de posse de Francisco de Venegas.
