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Robert Bridges
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| Robert Bridges | |
|---|---|
| Nascimento | 23 de outubro de 1844 Kent |
| Morte | 21 de abril de 1930 (85 anos) Oxford |
| Sepultamento | Church of St Peter and St Paul, Yattendon |
| Cidadania | Reino Unido |
| Progenitores |
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| Cônjuge | Monica Bridges |
| Filho(a)(s) | Elizabeth Daryush, Margaret Bridges, Edward Bridges, 1st Baron Bridges |
| Irmão(ã)(s) | George Bridges, Thomas Walker Bridges, Edward Bridges, Hariett Louisa Bridges, John Affleck Bridges, [Frances] Caroline Bridges |
| Alma mater |
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| Ocupação | poeta, escritor |
| Distinções | |
| Cargo(s) | Poeta laureado do Reino Unido (1913–1930) |
| Religião | anglicanismo |
Robert Seymour Bridges (23 de outubro de 1844 – 21 de abril de 1930) foi um poeta inglês que ocupou o cargo de Poeta Laureado de 1913 a 1930. Médico por formação, ele alcançou a fama literária apenas no final da vida. Seus poemas refletem uma profunda fé cristã, e ele é autor de muitos hinos conhecidos. Foi por meio dos esforços de Bridges que o poeta Gerard Manley Hopkins alcançou a fama póstuma.
Bridges era neto do Sir Robert Affleck, 4.º Baronete, e enteado do vigário John Edward Nassau Molesworth.[1] Bridges estudou medicina no St Bartholomew's Hospital e depois trabalhou como médico socorrista no hospital onde se formou. Atuou como médico titular no Great Northern Central Hospital de 1876 até 1885.[2] Ele se aposentou da medicina em 1885 devido a uma doença pulmonar.[2] Durante a Primeira Guerra Mundial, Bridges foi um dos escritores que serviram no Departamento de Propaganda de Guerra do Reino Unido em Wellington House.[3]
Vida pessoal e profissional
Bridges nasceu em Walmer, Kent, na Inglaterra, filho de John Thomas Bridges (morto em 1853) e de sua esposa Harriett Elizabeth, filha do Rev. Sir Robert Affleck, 4.º Baronete. Ele era o quarto filho homem e o oitavo filho do casal. Após a morte de seu pai, sua mãe casou-se novamente, em 1854, com John Edward Nassau Molesworth, vigário de Rochdale, e a família mudou-se para lá.[1]
Bridges foi educado no Eton College e no Corpus Christi College (Oxford).[4] Ao concluir os estudos em Oxford em 1867 com honras de segunda classe em Literae humaniores,[5] continuou seus estudos de medicina em Londres no St Bartholomew's Hospital, pretendendo clinicar até os quarenta anos para depois se aposentar e escrever poesia. Trabalhou como médico socorrista no hospital onde se formou (onde fez uma série de críticas severas à comunidade médica vitoriana) e, posteriormente, como médico titular no Great Northern Central Hospital (1876–85)[2] (mais tarde Royal Northern Hospital). Ele também trabalhou como médico no Hospital for Sick Children.
Uma doença pulmonar forçou Bridges a se aposentar do cargo de médico em 1885,[2] e a partir desse momento ele se dedicou à escrita e à pesquisa literária. No entanto, o trabalho literário de Bridges começou muito antes de sua aposentadoria, com sua primeira coletânea de poemas publicada em 1873. Em 1884, ele se casou com Mary Monica Waterhouse,[1] filha do arquiteto Alfred Waterhouse da Royal Academy, e passou o resto da vida em reclusão rural, primeiro na propriedade Manor House em Yattendon, em Berkshire, e depois (a partir de 1905) na colina de Boars Hill, acima de Oxford, onde faleceu.[1]
Ele foi eleito membro do Royal College of Physicians de Londres em 1900. Foi nomeado Poeta Laureado em 1913, sendo o único graduado em medicina a ocupar esse cargo.
Ele foi pai da poetisa Elizabeth Daryush e do secretário do gabinete Edward Bridges.

Obra literária
Como poeta, Bridges está um pouco à parte da corrente principal do verso inglês moderno, mas seu trabalho teve grande influência em um círculo seleto, por sua moderação, pureza, precisão e delicadeza associadas à força de expressão. Sua obra incorpora uma teoria própria de prosódia. A fé de Bridges fundamentou grande parte de seu trabalho.[6]
No livro Milton's Prosody ("A Prosódia de Milton") (1889), ele adotei uma abordagem empírica para examinar o uso do verso branco por Milton, e desenvolveu a controversa teoria de que a prática de Milton era essencialmente silábica. Ele considerava o verso livre muito limitante e explicou sua posição no ensaio "Humdrum and Harum-Scarum" ("Monótono e Irresponsável"). Seus próprios esforços para "libertar" o verso resultaram nos poemas que ele chamou de "Neo-Miltonic Syllabics" ("Silábicos Neo-Miltonianos"), reunidos em New Verse ("Novo Verso") (1925). A métrica desses poemas baseava-se em sílabas em vez de acentos, e ele usou o princípio novamente no longo poema filosófico The Testament of Beauty ("O Testamento da Beleza") (1929), pelo qual recebeu a Ordem do Mérito naquele mesmo ano.[7] Seus poemas mais conhecidos, no entanto, encontram-se nos dois volumes anteriores de Shorter Poems ("Poemas Curtos") (1890, 1894). Ele também escreveu peças em verso, com sucesso limitado, e crítica literária, incluindo um estudo sobre a obra de John Keats.
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"Melancholia" ("Melancolia") The sickness of desire, that in dark days Looks on the imagination of despair, Forgetteth man, and stinteth God his praise; Nor but in sleep findeth a cure for care. Incertainty that once gave scope to dream Of laughing enterprise and glory untold, Is now a blackness that no stars redeem, A wall of terror in a night of cold. Fool! thou that hast impossibly desired And now impatiently despairest, see How nought is changed: Joy's wisdom is attired Splendid for others' eyes if not for thee: Not love or beauty or youth from earth is fled: If they delite thee not, 'tis thou art dead. |
” |
A poesia de Bridges foi impressa de forma privada em um primeiro momento e demorou para se expandir além de um círculo relativamente pequeno de admiradores. Seus melhores trabalhos encontram-se em Shorter Poems ("Poemas Curtos") (1890), e uma edição completa (até a data) de seus Poetical Works ("Trabalhos Poéticos") (6 vols.) foi publicada entre 1898 e 1905.
Apesar de ter sido nomeado poeta laureado em 1913, Bridges nunca foi um poeta amplamente popular e só alcançou grande popularidade pouco antes de sua morte com The Testament of Beauty ("O Testamento da Beleza"). No entanto, seus versos despertaram interesse em muitos grandes compositores britânicos da época. Entre os que musicaram seus poemas estão Hubert Parry, Gustav Holst e, posteriormente, Gerald Finzi.[8]
Durante a Primeira Guerra Mundial, Bridges juntou-se ao grupo de escritores reunidos por Charles Masterman como parte do Departamento de Propaganda de Guerra da Grã-Bretanha em Wellington House.[3]
Em Oxford, Bridges ficou amigo de Gerard Manley Hopkins, que hoje é considerado um poeta superior, mas que deve sua fama atual aos esforços de Bridges em organizar a publicação póstuma (1918) de seus versos.
Hinos
Bridges fez uma contribuição importante para a hinologia com a publicação, em 1899, do seu Yattendon Hymnal ("Hinário de Yattendon"), que ele criou especificamente por razões musicais. Esta coleção de hinos, embora não tenha sido um sucesso financeiro, tornou-se uma ponte entre a hinologia vitoriana da segunda metade do século XIX e a hinologia moderna do início do século XX.
Bridges escreveu e também traduziu hinos históricos, e muitos deles foram incluídos no Songs of Syon ("Cânticos de Sião") (1904) e no posterior English Hymnal ("Hinário Inglês") (1906). Vários hinos e traduções de Bridges ainda são usados hoje:
- "Ah, holy Jesu, how hast thou offended" ("Herzliebster Jesu", Johann Heermann, 1630)
- "All my hope on God is founded" (Joachim Neander, c. 1680)
- "Happy are they, they that love God"
- "Jesu, joy of man's desiring" ("Jesus, Alegria dos Homens", Martin Jahn, 1661)
- "Love of the Father, Love of God the Son" ("Amor Patris et Filii", século XII)
- "O gladsome light, O grace" (Phos Hilaron)
- "O sacred head, sore wounded" ("O Haupt voll Blut und Wunden", Paul Gerhardt, 1656)
- "O splendour of God's glory bright" (Ambrósio, século IV)
- "Rejoice, O land, in God thy might"
- The Baptist Hymn Book, University Press, Oxford 1962
- "The duteous day now closeth" ("Nun ruhen alle Wälder", Paul Gerhardt, 1647)
- "Thee will I love, my God and King"
- "When morning gilds the skies" (estrofe 3; Katholisches Gesangbuch, 1744)
Alfabeto fonético

Robert Bridges desenvolveu seu próprio alfabeto fonético para o inglês, com a ajuda do fonetista David Abercrombie,[9] embora as letras tenham sido desenhadas pelo distinto tipógrafo Stanley Morison, da Monotype Corporation.[10] A Oxford University Press imprimiu sete volumes de seus Collected Essays, Papers, &tc. nesse alfabeto. Bridges também foi membro fundador da Society for Pure English.[11]
Principais obras
As datas fornecidas referem-se à primeira publicação e a revisões significativas.
Coletâneas de poesia
- The Growth of Love (1876; 1889; 1898), uma sequência de (24; 79; 69) sonetos
- Prometheus the Firegiver: A Mask in the Greek Manner (1883)
- Eros and Psyche: A Narrative Poem in Twelve Measures (1885; 1894), uma história a partir do latim de Apuleio
- Shorter Poems, Livros I–IV (1890)
- Shorter Poems, Livros I–V (1894)
- New Poems (1899)
- Demeter: A Mask (1905), apresentada em 1904 na inauguração da Somerville College Library
- Ibant Obscuri: An Experiment in the Classical Hexameter (1916), com reimpressão do resumo de Stone's Prosody, acompanhado de 'observações e modificações posteriores'
- October and Other Poems (1920)
- The Tapestry: Poems (1925), em versos silábicos neo-miltonianos
- New Verse (1926), inclui versos de The Tapestry
- The Testament of Beauty ("O Testamento da Beleza") (1929)
Dramas em verso
- Nero (1885), uma tragédia histórica; chamada de The First Part of Nero após a publicação de Nero: Part II
- The Feast of Bacchus (1889); parcialmente traduzido de Heauton-Timoroumenos de Terêncio
- Achilles in Scyros (1890), um drama em estilo misto
- Palicio (1890), um drama romântico em cinco atos no estilo elisabetano
- The Return of Ulysses (1890), um drama em cinco atos em estilo misto
- The Christian Captives (1890), uma tragédia em cinco atos em estilo misto; sobre o mesmo tema de El Príncipe Constante de Calderón
- The Humours of the Court (1893), uma comédia em três atos; baseada em El secreto a voces de Calderón e em El perro del hortelano de Lope de Vega
- Nero, Part II (1894)
Prosa
- Milton's Prosody, With a Chapter on Accentual Verse (1893; 1901; 1921), baseado em ensaios publicados em 1887 e 1889
- Keats (1895)
- Hymns from the Yattendon Hymnal (1899)
- Poems by the late Rev. Dr. Richard Watson Dixon: a selection with portrait and memoir by Robert Bridges (1909)
- The Poems of Digby Mackworth Dolben: edited with a memoir by Robert Bridges (1911)
- The Spirit of Man (1916)
- Poems of Gerard Manley Hopkins (1918), editado com notas por R.B.
- The Necessity of Poetry (1918)
- Collected Essays, Papers, Etc. (1927–36)
- Three Friends: Memoirs of Digby Mackworth Dolben, Richard Watson Dixon, Henry Bradley (1932)
Ver também
Referências
Citações
- 1 2 3 4 Phillips, Catherine. «Bridges, Robert Seymour». Oxford Dictionary of National Biography online ed. Oxford University Press. doi:10.1093/ref:odnb/32066 (Requer Subscrição ou ser sócio da biblioteca pública do Reino Unido.)
- 1 2 3 4 Jewesbury, Eric (1956). The Royal Northern Hospital 1856-1956. London: H. K. Lewis & Co. Ltd. pp. II, 142
- 1 2 Marlin, Randal (2002). Propaganda and the Ethics of Persuasion. [S.l.]: Broadview Press. p. 91. ISBN 9781551113760
- ↑ «Bridges, Robert». EnglishVerse.com. 2021. Consultado em 13 de novembro de 2023
- ↑ 'Oxford University Calendar 1895, Oxford: Clarendon Press, 1895: 181
- ↑ Collins A S, English Literature of the Twentieth Century, University Tutorial Press, London, 1951.
- ↑ «No. 14553». The Edinburgh Gazette. 4 de junho de 1929. p. 567
- ↑ Finzi, Gerald (1939), Seven Poems of Robert Bridges for mixed voices, Boosey and Hawkes
- ↑ «Robert Bridges' literary alphabet». The Independent. 76. 131 páginas. 16 de outubro de 1913
- ↑ Bridges, Robert (1932). Collected Essays, Papers, &c., of Robert Bridges. Oxford: University Press
- ↑ Horsley E M, Hutchinson's New Twentieth Century Encyclopedia, London 1964
Leitura adicional
- Bridges, Robert (1936). The Poetical Works of Robert Bridges. Col: Oxford Editions of Standard Authors 2nd ed. Oxford: University Press (reimpresso em 1953 com The Testament of Beauty)
- Guérard, Albert Jr. (1942). Robert Bridges: A Study of Traditionalism in Poetry. [S.l.]: Harvard University Press
- Phillips, Catherine (1992). Robert Bridges: A Biography. Oxford: University Press. ISBN 0-19-212251-7
- Stanford, Donald E. (1978). In the Classic Mode: The Achievement of Robert Bridges. [S.l.]: Associated University Presses. ISBN 0-87413-118-9
Ligações externas
- Obras de Robert Bridges (em inglês) no Projeto Gutenberg
- Obras de ou sobre Robert Bridges no Internet Archive
- Obras de Robert Bridges (em inglês) no LibriVox (livros falados em domínio público)

- Túmulo de Robert Bridges
