BRZEN
Presidente da Alemanha
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Presidente Federal da República Federal da Alemanha | |
|---|---|
| Bundespräsident der Bundesrepublik Deutschland | |
Logotipo do presidente federal | |
Estandarte presidencial | |
| Estilo |
|
| Tipo | Chefe de Estado |
| Residência |
|
| Nomeado por | Bundesversammlung |
| Duração | Cinco anos, com direito a uma reeleição consecutiva |
| Instrumento constituinte | Lei Fundamental da República Federal da Alemanha (1949) |
| Precursor | Presidente do Reich |
| Criado em | 24 de maio de 1949 |
| Primeiro titular | Theodor Heuss |
| Vice | Presidente do Bundesrat (ex officio) |
| Salário | € 276 000 anuais[1] |
| Website | bundespraesident |
O presidente da Alemanha, oficialmente denominado presidente federal da República Federal da Alemanha (em alemão: Bundespräsident der Bundesrepublik Deutschland),[2] é o chefe de Estado da Alemanha. O atual ocupante do cargo é Frank-Walter Steinmeier, eleito em 12 de fevereiro de 2017 e reeleito em 13 de fevereiro de 2022. Ele exerce atualmente seu segundo mandato de cinco anos, iniciado em 19 de março de 2022.
Nos termos da Constituição de 1949 (Lei Fundamental), a Alemanha possui um sistema de governo parlamentar, no qual o chanceler — função semelhante à de um primeiro-ministro ou ministro-presidente em outras democracias parlamentares — é o chefe de governo. O presidente desempenha uma função cerimonial como figura representativa, mas também possui o direito e o dever de atuar politicamente.[3] Pode orientar debates políticos e sociais de âmbito geral e dispõe de importantes "poderes de reserva" em situações de instabilidade política, como os previstos no artigo 81 da Lei Fundamental.[4] O presidente também detém a prerrogativa de conceder indultos em nome da Federação. Os presidentes alemães, que podem ser eleitos para dois mandatos consecutivos de cinco anos, possuem ampla margem de decisão sobre a forma como exercem suas funções oficiais.[5]
Nos termos do artigo 59, parágrafo 1.º, da Lei Fundamental, o presidente representa a República Federal da Alemanha em matérias de direito internacional, celebra tratados com Estados estrangeiros em seu nome e acredita diplomatas.[6] Além disso, todas as leis federais devem ser assinadas pelo presidente antes de entrarem em vigor; o presidente pode recusar a sanção de uma lei caso considere que ela viola a Constituição.
As ações e aparições públicas do presidente representam o próprio Estado, sua existência, legitimidade e unidade. Nas cerimônias oficiais, o presidente ocupa uma posição protocolar superior à do chanceler. Sua função é integradora e inclui a responsabilidade de assegurar o respeito à lei e à Constituição. Por tradição política, e não por restrições jurídicas, o presidente geralmente não se pronuncia de forma rotineira sobre os assuntos noticiados, sobretudo quando há controvérsias entre os partidos políticos.[7] Esse distanciamento da política cotidiana e das questões administrativas diárias permite que o presidente esclareça assuntos, influencie o debate público, manifeste críticas, apresente sugestões e formule propostas. Para exercer essa influência, tradicionalmente atua acima das disputas partidárias.[7]
Eleição
O presidente é eleito para um mandato de cinco anos, por escrutínio secreto e sem debate, por uma Bundesversammlung especialmente convocada, cuja composição reflete a correlação conjunta de forças no Bundestag, o parlamento federal, e nos parlamentos dos dezesseis estados alemães. A convenção é composta por todos os membros do Bundestag e por igual número de delegados eleitos pelas legislaturas estaduais, proporcionalmente à população de cada estado. Desde a reunificação, todas as Bundesversammlungen tiveram mais de 1 200 membros, pois o Bundestag sempre contou com mais de 600 parlamentares nesse período. Os delegados estaduais não precisam ser membros dos respectivos parlamentos; frequentemente são escolhidos cidadãos de destaque.
A Lei Fundamental determina que a convenção seja reunida no máximo trinta dias antes do término previsto do mandato do presidente em exercício ou até trinta dias após o encerramento prematuro de um mandato presidencial. O órgão é convocado e presidido pelo presidente do Bundestag. Entre 1979 e 2009, todas essas convenções foram realizadas em 23 de maio, aniversário da fundação da República Federal, em 1949. A renúncia de Horst Köhler, em 2010, que exigiu uma reunião antecipada da Bundesversammlung, encerrou essa tradição.
Nas duas primeiras votações, é eleito o candidato que obtiver maioria absoluta. Se, após duas votações, nenhum candidato alcançar esse apoio, na terceira e última votação é eleito aquele que obtiver a pluralidade dos votos expressos.
O resultado da eleição é frequentemente determinado pela política partidária. Na maioria dos casos, o candidato do partido ou da coalizão majoritária no Bundestag é considerado o provável vencedor. No entanto, como os membros da Bundesversammlung votam secretamente e têm liberdade para votar contra o candidato de seu partido, algumas eleições presidenciais foram consideradas imprevisíveis ou demasiado equilibradas de antemão, seja por causa da distribuição relativamente equilibrada das maiorias, seja porque os partidos da coalizão governista não conseguiram chegar a um acordo sobre um único candidato e apoiaram pessoas diferentes. Isso ocorreu em 1969, quando Gustav Heinemann venceu por apenas seis votos na terceira votação. Em outros casos, as eleições foram muito mais disputadas do que o esperado. Em 2010, por exemplo, esperava-se que Christian Wulff vencesse na primeira votação, pois os partidos que o apoiavam — CDU, CSU e FDP — possuíam uma maioria absoluta estável na Bundesversammlung. Apesar disso, ele não conseguiu a maioria na primeira nem na segunda votação, enquanto seu principal adversário, Joachim Gauck, obteve um resultado inesperadamente forte. Wulff acabou conquistando a maioria na terceira votação. Quando a oposição obtém bons resultados nas eleições estaduais, pode reunir apoio suficiente para derrotar o candidato do partido do chanceler; isso ocorreu nas eleições de 1979 e 2004. Por esse motivo, as eleições presidenciais podem indicar o resultado de uma futura eleição federal. Segundo um antigo ditado da política alemã, "quem consegue eleger um presidente consegue formar um governo".
Requisitos
O cargo de presidente está aberto a todos os alemães que tenham direito de votar nas eleições para o Bundestag e tenham completado quarenta anos, mas ninguém pode exercer mais de dois mandatos consecutivos de cinco anos. Até 2025, apenas cinco presidentes — Heuss, Lübke, von Weizsäcker, Köhler e Steinmeier, ainda no cargo — foram eleitos para um segundo mandato. Apenas dois deles, Heuss e von Weizsäcker, concluíram ambos os mandatos, enquanto Lübke e Köhler renunciaram durante o segundo. O presidente não pode integrar o governo federal nem qualquer órgão legislativo federal ou estadual.
Juramento
Após assumir o cargo, o presidente deve prestar o juramento previsto no artigo 56 da Lei Fundamental em uma sessão conjunta do Bundestag e do Bundesrat. Essa é a única ocasião para a qual a Constituição exige uma sessão conjunta dos dois órgãos. As referências religiosas podem ser omitidas.
Juro dedicar meus esforços ao bem-estar do povo alemão, aumentar sua prosperidade, protegê-lo de danos, respeitar e defender a Lei Fundamental e as leis da Federação, cumprir conscienciosamente meus deveres e fazer justiça a todos. (Que Deus me ajude.)[8]
O direito constitucional alemão não considera os juramentos de posse como constitutivos, mas apenas como declaratórios. Isso significa que o presidente não precisa prestar o juramento no exato momento em que assume o cargo para poder exercer seus poderes constitucionais. Na prática, o juramento geralmente é prestado nos primeiros dias ou semanas do mandato, em uma data conveniente para a realização de uma sessão conjunta do Bundestag e do Bundesrat. Ainda assim, em teoria, uma recusa persistente em prestar o juramento é considerada por juristas uma infração passível de destituição.[9] Quando um presidente é reeleito para um segundo mandato consecutivo, não presta novamente o juramento.
Deveres e funções


O presidente participa da formação do Governo Federal e mantém estreita cooperação com ele. Em princípio, o presidente tem liberdade para agir segundo seu próprio critério. No entanto, nos termos do artigo 58 da Constituição alemã, os decretos e as diretrizes presidenciais exigem a referenda do chanceler ou do ministro federal responsável pela área correspondente. Essa regra assegura a coerência da ação governamental, de maneira semelhante ao sistema de freios e contrapesos dos Estados Unidos. A referenda não é necessária quando o presidente propõe, nomeia ou exonera o chanceler; convoca ou dissolve o Bundestag nos termos do artigo 63; declara estado de emergência legislativa; solicita ao chanceler e aos ministros que permaneçam no cargo após o término do mandato de um chanceler até que um sucessor seja eleito; ou exerce o direito de indulto em nome da Federação, pois essas são competências exclusivas do presidente.
Por isso, o presidente também recebe regularmente o chanceler para conversas sobre questões políticas atuais. Os presidentes alemães igualmente se reúnem, a seu critério, com ministros federais e outros altos funcionários. O chefe do Gabinete do Presidente representa a vontade e as opiniões presidenciais nas reuniões do Gabinete Federal e informa o presidente sobre elas.[10]
Entre os poderes e deveres mais importantes do presidente estão:[10]
- propor ao Bundestag um candidato a chanceler;
- nomear e exonerar o chanceler e os ministros de seu gabinete;
- dissolver o Bundestag em determinadas circunstâncias;
- declarar estado de emergência legislativa em determinadas circunstâncias;
- convocar o Bundestag;
- assinar e promulgar leis ou recusar sua sanção em determinadas circunstâncias;
- nomear e exonerar juízes federais, funcionários públicos federais e oficiais e praças das Forças Armadas;
- exercer o poder de indultar individualmente condenados em nome da Federação;
- conceder honrarias em nome da Federação;
- representar a Alemanha no país e no exterior.
Nomeação do Governo Federal
Após uma eleição ou outra situação de vacância no cargo de chanceler, o presidente deve propor ao Bundestag uma pessoa para ser eleita chanceler. O Bundestag deve votar o nome proposto. Se a proposta for rejeitada, o direito de indicação passa ao Bundestag, que dispõe então de catorze dias para eleger outra pessoa. Em qualquer dos casos, o presidente é obrigado a nomear o candidato caso a maioria de todos os membros eleitos do Bundestag, e não apenas dos presentes, vote a seu favor — a chamada Kanzlermehrheit, ou "maioria do chanceler".
Se o Bundestag não conseguir eleger ninguém por maioria durante o período de catorze dias, deverá realizar uma última votação. Caso uma pessoa obtenha maioria nessa votação, o presidente novamente será obrigado a nomeá-la. Se ninguém alcançar a maioria, o presidente terá sete dias para nomear a pessoa que obteve a pluralidade dos votos na votação final ou dissolver o Bundestag.
O chanceler somente pode ser removido se o Bundestag aprovar uma moção de censura construtiva, demonstrando que um possível novo chanceler possui o apoio da maioria. Nesse caso, o presidente deve exonerar o chanceler e nomear o novo candidato.[11]
O presidente também nomeia e exonera os demais membros do Governo Federal mediante proposta do chanceler. Em teoria, isso significa que só pode nomear os candidatos apresentados pelo chanceler. Não está claro se o presidente poderia recusar a exoneração ou a nomeação de um ministro federal proposto, pois nenhum presidente jamais o fez.
A Constituição não estabelece restrições quanto a quem pode exercer o cargo de chanceler. Na prática, o presidente somente propõe uma pessoa que já tenha obtido apoio majoritário em negociações de coalizão anteriores e, tradicionalmente, não interfere nessas conversações. Contudo, depois que as negociações para uma "coalizão Jamaica" fracassaram após a eleição federal de 2017, o presidente Steinmeier convidou vários dirigentes partidários do Bundestag para tentar reuni-los e formar um governo funcional.
Outras nomeações
O presidente nomeia juízes federais, funcionários públicos federais e oficiais militares.
Dissolução do Bundestag
Ao contrário do chefe de Estado das democracias parlamentares regidas pelo Sistema Westminster, o presidente não dispõe de poder de reserva para dissolver unilateralmente o Bundestag. O próprio Bundestag também não tem competência para se autodissolver. A dissolução pelo presidente só pode ocorrer em duas situações decorrentes de uma ação do Bundestag:
- O Bundestag não consegue eleger um chanceler no prazo de catorze dias após uma eleição ou vacância. Deve então realizar uma votação final. Se ainda assim ninguém obtiver maioria, o presidente terá sete dias para dissolver o Bundestag ou nomear chanceler a pessoa que tiver recebido a pluralidade dos votos.
- O chanceler apresenta uma moção de confiança que é rejeitada. Ele pode então aconselhar o presidente a dissolver o Bundestag, o que o presidente pode fazer no prazo máximo de 21 dias ou até a aprovação de uma moção de censura construtiva que substitua o chanceler, o que ocorrer primeiro. O chanceler não é obrigado a solicitar a dissolução, nem o presidente é obrigado a concedê-la.[12]
A primeira situação nunca ocorreu. A segunda foi utilizada para convocar eleições antecipadas em 1972, 1983, 2005 e 2025. Nos quatro casos, o chanceler em exercício pediu ao próprio partido que rejeitasse a moção de confiança e obteve a dissolução. Embora essa estratégia seja controversa e os casos de 1983 e 2005 tenham levado à apresentação de queixas ao Tribunal Constitucional Federal, ela foi considerada lícita.
Promulgação das leis
Todas as leis federais devem ser assinadas pelo presidente antes de entrarem em vigor.[13] O presidente pode recusar-se a assinar uma lei, vetando-a de fato. Em princípio, possui plena autoridade para vetar qualquer projeto de lei, mas não foi assim que os presidentes anteriores exerceram essa competência.[14] Normalmente, o presidente verifica se a lei foi aprovada segundo o procedimento exigido pela Constituição e se seu conteúdo é constitucional. Somente quando o presidente em exercício teve sérias dúvidas sobre a constitucionalidade de um projeto submetido à sua apreciação recusou-se a assiná-lo. Deve-se observar ainda que o presidente pode, a seu critério, assinar posteriormente um projeto anteriormente recusado, por exemplo, se a Lei Fundamental for alterada no aspecto pertinente ou se o projeto for modificado para atender às suas objeções, pois a recusa inicial de assinatura não constitui tecnicamente um veto definitivo.
Até 2023, isso havia ocorrido apenas nove vezes, e nenhum presidente o fez mais de duas vezes durante seu mandato:
- Em 1951, Theodor Heuss vetou um projeto relativo aos impostos sobre a renda e sobre as sociedades porque ele não tinha o consentimento do Bundesrat. Na Alemanha, algumas leis federais exigem o consentimento do Bundesrat e outras não, o que por vezes gera controvérsias.
- Em 1961, Heinrich Lübke recusou-se a assinar um projeto relativo a profissões empresariais e laborais que considerava inconstitucional, por violar a liberdade de escolha profissional.
- Em 1969, Gustav Heinemann vetou a "Lei dos Engenheiros", por considerar que essa matéria legislativa era da competência dos estados.
- Em 1970, Gustav Heinemann recusou-se a assinar a "Lei dos Arquitetos" pelo mesmo motivo.
- Em 1976, Walter Scheel vetou um projeto sobre medidas de simplificação relativas à objeção de consciência ao serviço militar obrigatório, porque, em sua opinião, faltava o necessário consentimento do Bundesrat.
- Em 1991, Richard von Weizsäcker recusou-se a assinar uma emenda à "Lei do Tráfego Aéreo" que permitia a privatização da administração do tráfego aéreo, por considerá-la inconstitucional. Posteriormente, assinou o projeto depois que a Lei Fundamental foi alterada nesse aspecto.
- Em 2006, Horst Köhler vetou um projeto relativo ao controle de tráfego aéreo por considerá-lo inconstitucional.
- Mais tarde no mesmo ano, Horst Köhler vetou a "Lei de Informação ao Consumidor" pelo mesmo motivo.
- Em 2020, Frank-Walter Steinmeier recusou-se a assinar a "Lei do Discurso de Ódio" devido a preocupações quanto à sua constitucionalidade. Em carta enviada ao Bundesrat, declarou que pretendia assinar o projeto caso ele fosse adequadamente alterado dentro de um prazo razoável.[15] Ele o fez em abril de 2021.[16]
Karl Carstens, Roman Herzog, Johannes Rau, Christian Wulff e Joachim Gauck assinaram e promulgaram todos os projetos de lei durante seus respectivos mandatos.[17]
Relações exteriores
O presidente representa a Alemanha no mundo, nos termos do artigo 59 da Lei Fundamental, realiza visitas ao exterior e recebe dignitários estrangeiros. Também celebra tratados com outros países — que só entram em vigor após aprovação do Bundestag —, acredita diplomatas alemães e recebe as cartas credenciais de diplomatas estrangeiros.
Indultos e honrarias
Segundo o artigo 60, parágrafo 2.º, da Constituição alemã, o presidente possui o poder de indultar. Isso significa que o presidente "tem autoridade para revogar ou comutar penas criminais ou disciplinares em casos individuais. O presidente federal não pode, contudo, conceder uma anistia que elimine ou comute penas para toda uma categoria de delitos. Isso exige uma lei aprovada pelo Bundestag em conjunto com o Bundesrat. Em razão da estrutura federal da Alemanha, o presidente federal só é responsável por determinadas matérias criminais, como espionagem e terrorismo, e por processos disciplinares contra funcionários públicos federais, juízes federais e militares".[18]
É costume que o presidente federal se torne padrinho honorário do sétimo filho de uma família, caso os pais assim desejem. Ele também envia cartas de felicitações a centenários e a casais com muitos anos de casamento.[19]
Estado de emergência legislativa
O artigo 81 permite aprovar uma lei sem o consentimento do Bundestag: se o Bundestag rejeitar uma moção de confiança, mas não eleger um novo chanceler nem for dissolvido, o chanceler poderá declarar um projeto de lei "urgente". Se o Bundestag se recusar a aprová-lo, o gabinete poderá pedir ao presidente federal que declare um "estado de emergência legislativa" (Gesetzgebungsnotstand) em relação àquela proposta específica.
Após a declaração presidencial, o Bundestag dispõe de quatro semanas para discutir o projeto. Se não o aprovar, o gabinete pode solicitar a aprovação do Bundesrat. Obtido o consentimento do Bundesrat, o projeto torna-se lei.
Há algumas limitações ao estado de emergência legislativa. Depois que um presidente declara o estado de emergência pela primeira vez, o governo só dispõe de seis meses para usar o procedimento em relação a outras propostas legislativas. Considerando os prazos previstos na Constituição, é improvável que o governo consiga aprovar mais de um projeto adicional por esse meio.
Além disso, a emergência deve ser declarada novamente para cada proposta. Isso significa que os seis meses não constituem um período durante o qual o governo, juntamente com o presidente e o Bundesrat, simplesmente substitui o Bundestag como legislador. O Bundestag permanece plenamente competente para aprovar leis durante esses seis meses. O estado de emergência também termina se o mandato do chanceler chegar ao fim. Durante o mesmo mandato e depois dos seis meses, o chanceler não pode voltar a utilizar o procedimento do artigo 81.
Um estado de emergência legislativa nunca foi declarado. Em caso de grave desacordo entre o chanceler e o Bundestag, o chanceler renuncia ou o Bundestag enfrenta novas eleições. A disposição do artigo 81 foi concebida para auxiliar o governo por um curto período, e não para ser usada durante uma crise prolongada. Segundo o constitucionalista Bryde, o artigo 81 concede ao Executivo — o governo — o poder de "permitir decretos em estado de emergência" (exekutives Notverordnungsrecht), mas, por razões históricas, a Constituição evitou essa expressão.[20]
Política e influência

Embora os candidatos sejam geralmente escolhidos por um ou mais partidos políticos, espera-se tradicionalmente que o presidente deixe de ser membro ativo de qualquer partido depois de assumir o cargo. Todos os presidentes até hoje, exceto Joachim Gauck, que era independente, suspenderam sua filiação partidária durante o mandato. Ainda assim, os presidentes manifestaram publicamente suas opiniões pessoais sobre questões políticas. O próprio fato de se esperar que o presidente permaneça acima da política faz com que, quando se pronuncia sobre um assunto, sua manifestação seja considerada de grande importância. Em alguns casos, um discurso presidencial dominou o debate político alemão durante um ano ou mais.[21]
Poderes de reserva
De acordo com o artigo 81 da Constituição alemã, o presidente pode declarar um "estado de emergência legislativa" e permitir que o Governo Federal e o Bundesrat aprovem leis sem o consentimento do Bundestag. Ele também possui importante poder decisório quanto à nomeação de um chanceler eleito apenas por pluralidade ou à dissolução do Bundestag em determinadas circunstâncias.
Também é teoricamente possível, embora se trate de uma medida drástica que não ocorre desde 1949, que o presidente se recuse a assinar uma lei simplesmente por discordar de seu conteúdo, vetando-a, ou que se recuse a aprovar uma nomeação para o gabinete.[22] Em todos os casos nos quais um projeto não foi assinado pelo presidente federal, os presidentes alegaram que a proposta era manifestamente inconstitucional. No outono de 2006, por exemplo, o presidente Horst Köhler fez isso duas vezes em três meses. Em alguns casos, o presidente assinou uma lei ao mesmo tempo que solicitou aos partidos políticos que levassem a questão ao Tribunal Constitucional Federal para que sua constitucionalidade fosse examinada.
Sucessão

A Lei Fundamental não criou o cargo de vice-presidente, mas designou o presidente do Bundesrat — por costume constitucional, o chefe de governo de um dos dezesseis estados alemães, eleito pelo Bundesrat segundo uma ordem predeterminada de alternância anual — como substituto do presidente da Alemanha, nos termos do artigo 57 da Lei Fundamental. Se o cargo presidencial ficar vago, o presidente do Bundesrat assume interinamente os poderes presidenciais até que um sucessor seja eleito. Durante esse período, não continua a exercer a presidência do Bundesrat.[23] Se o presidente estiver temporariamente impossibilitado de exercer suas funções — o que ocorre com frequência, por exemplo, quando está no exterior em uma visita de Estado —, pode, a seu critério, delegar seus poderes ou parte deles ao presidente do Bundesrat.[24] Em novembro de 2022, por exemplo, o então presidente do Bundesrat, Peter Tschentscher, substituiu o presidente Steinmeier enquanto este viajava pela Ásia.[25]
Se o presidente morrer no cargo, renunciar ou for destituído por outro motivo, um sucessor deverá ser eleito em até trinta dias. Até hoje, ocorreram três encerramentos prematuros de mandatos presidenciais:
- 1969: Heinrich Lübke (renúncia). Como Lübke havia anunciado sua renúncia em outubro de 1968, com nove meses de antecedência, a Bundesversammlung pôde ser realizada antecipadamente, como no caso do término normal de um mandato. Portanto, não ocorreu vacância.
- 2010: Horst Köhler (renúncia). Jens Böhrnsen, presidente do Senado de Bremen e presidente do Bundesrat, tornou-se presidente interino.[26]
- 2012: Christian Wulff (renúncia). Horst Seehofer, ministro-presidente da Baviera e presidente do Bundesrat, tornou-se presidente interino.
Em 1949, Karl Arnold, então ministro-presidente da Renânia do Norte-Vestfália e presidente do Bundesrat, também exerceu por alguns dias as funções de chefe de Estado: a Lei Fundamental já havia entrado em vigor e ele havia sido eleito presidente do Bundesrat, mas o primeiro presidente da Alemanha ainda não havia sido escolhido, de modo que o cargo permanecia vago.
Nenhum desses três presidentes do Bundesrat que exerceram interinamente a presidência utilizou qualquer dos poderes presidenciais mais importantes, como vetar uma lei ou dissolver o Bundestag, embora tivesse direito a fazê-lo nas mesmas condições que o presidente.
Impeachment e destituição
Durante o mandato, o presidente goza de imunidade contra processos judiciais e não pode ser removido por votação política comum nem submetido a revogação de mandato. O único mecanismo para destituí-lo é o impeachment pelo Bundestag ou pelo Bundesrat por violação deliberada do direito alemão. Em qualquer dos dois órgãos, é exigida maioria de dois terços. Depois que o Bundestag ou o Bundesrat acusa formalmente o presidente, cabe ao Tribunal Constitucional Federal determinar se ele é culpado da infração. Se a acusação for confirmada, o tribunal pode destituí-lo do cargo.
Gabinete presidencial e símbolos
Residências e gabinete

A residência oficial do presidente é o Palácio de Bellevue, em Berlim. Sua segunda residência oficial é a Villa Hammerschmidt, em Bona, antiga capital da Alemanha Ocidental.
Embora sejam as residências oficiais do presidente, ele não vive no Palácio de Bellevue, que é utilizado apenas como gabinete cerimonial. O presidente e seu cônjuge moram em uma villa em Dahlem, parte do distrito berlinense de Steglitz-Zehlendorf.
O Gabinete do Presidente (Bundespräsidialamt) é uma autoridade federal superior. Ele organiza o trabalho presidencial, auxilia o presidente no desempenho das funções de chefe de Estado e coordena suas relações de trabalho com outros setores do governo e da administração alemães. Seu principal funcionário, que possui precedência sobre todos os outros secretários de Estado alemães, é o chefe do Gabinete do Presidente (Chef des Bundespräsidialamts).
O gabinete e seus funcionários aconselham o presidente, mantêm-no informado sobre todos os acontecimentos internos e externos e executam suas instruções ou as encaminham ao ministério ou à autoridade competente.[7]
Transporte

O automóvel do presidente é geralmente preto, fabricado na Alemanha e possui a placa "0 – 1", com o estandarte presidencial no para-lama direito. O presidente também utiliza um helicóptero VIP operado pela Polícia Federal e aeronaves VIP — Bombardier Global 5000, Airbus A319CJ, Airbus A321 ou A350 — operadas pela Ala de Transporte Executivo da Força Aérea Alemã. Quando o presidente está a bordo, o indicativo de chamada do voo é "German Airforce 001".
História
O cargo atual de presidente alemão é significativamente diferente do de presidente do Reich da República de Weimar, que possuía poderes consideráveis e era considerado uma figura importante na vida política.[27]
República de Weimar
O cargo de presidente da Alemanha foi estabelecido pela primeira vez pela Constituição de Weimar, elaborada após a Primeira Guerra Mundial e a abdicação do imperador Guilherme II, em 1918. Na Alemanha, o novo chefe de Estado recebeu o título de Reichspräsident.
Friedrich Ebert exerceu o cargo de primeiro presidente da Alemanha e foi sucedido por Paul von Hindenburg. O cargo efetivamente chegou ao fim com a morte de Hindenburg, em 1934, quando seus poderes foram fundidos com os do chanceler. Adolf Hitler governou a Alemanha como "Führer und Reichskanzler", acumulando suas funções anteriores no partido e no governo. Contudo, ele tornou-se oficialmente presidente;[28] o cargo não foi abolido — embora as eleições presidenciais constitucionalmente exigidas a cada sete anos não tenham ocorrido durante o período nazista — e foi brevemente restabelecido no fim da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler nomeou o grande-almirante Karl Dönitz como seu sucessor no cargo de "presidente da Alemanha". Dönitz aceitou a rendição aos Aliados e foi preso poucos dias depois.[29]
A Constituição de Weimar criou um sistema semipresidencial, no qual o poder era dividido entre o presidente, um gabinete e um parlamento. O presidente detinha poderes muito maiores do que o atual e desempenhava uma função política ativa, em vez de essencialmente cerimonial. Sua influência aumentou consideravelmente em razão da instabilidade do período de Weimar. O presidente nomeava o chanceler e, mediante recomendação deste, nomeava e exonerava os membros do gabinete. Também era necessário que o gabinete mantivesse a confiança do Reichstag, pois poderia ser removido por uma moção de censura.[30] Todos os projetos precisavam da assinatura do presidente para se tornarem lei e, embora ele não dispusesse de veto absoluto sobre a legislação, podia exigir que uma lei fosse submetida à aprovação dos eleitores em um referendo. O presidente tinha autoridade para dissolver o Reichstag, conduzir as relações exteriores e comandar as Forças Armadas. O artigo 48 da Constituição concedia amplos poderes ao presidente em situações de crise. Se houvesse uma ameaça à "ordem e à segurança públicas", ele podia, com a referenda do chanceler, nos termos do artigo 50, suspender direitos civis e legislar por decreto.[31]
A Constituição de Weimar determinava que o presidente fosse eleito diretamente para um mandato de sete anos. A eleição utilizava uma modalidade do sistema eleitoral a duas voltas. O primeiro presidente foi eleito pela Assembleia Nacional de Weimar, e posteriormente ocorreram apenas duas eleições presidenciais diretas: a eleição de Paul von Hindenburg em 1925 e sua reeleição em 1932.
O sistema criado pela Constituição de Weimar provocou diversos problemas. O uso de um sistema eleitoral de representação proporcional sem cláusulas de barreira permitiu o surgimento de numerosos partidos políticos, dificultando a formação de coalizões estáveis. Essa fragmentação contribuiu para frequentes mudanças de governo.[32] Em março de 1930, quando não foi possível formar uma maioria funcional após a renúncia do segundo gabinete Müller, o presidente Hindenburg nomeou Heinrich Brüning chanceler "com a observação de que seu gabinete deveria ser constituído sem levar em conta vínculos de coalizão".[33] O mandato de Brüning marcou o início do governo por decretos que caracterizou os três gabinetes presidenciais anteriores à chancelaria de Adolf Hitler.[34]
República Democrática Alemã ("Alemanha Oriental")
A República Democrática Alemã estabeleceu, em 1949, um cargo de chefe de Estado com o título de presidente da República (em alemão, Präsident der Republik), mas extinguiu-o após a morte do primeiro presidente, Wilhelm Pieck, em 1960, substituindo-o por um chefe de Estado coletivo estreitamente inspirado no modelo soviético. Todos os cargos governamentais do país, inclusive a presidência, eram preenchidos pelo governante Partido Socialista Unificado da Alemanha, com a aprovação do Partido Comunista da União Soviética. Após o fim do regime comunista em decorrência da Revolução Pacífica, o chefe de Estado passou a ser o presidente da Volkskammer, escolhida em novas eleições livres em 1990. Mais tarde naquele ano, foi redigido um projeto de Constituição que teria restaurado a presidência, mas a proposta nunca se concretizou.
República Federal da Alemanha ("Alemanha Ocidental", 1949–1990)
Com a promulgação da Grundgesetz, em 1949, foi criado na Alemanha Ocidental o cargo de presidente da República Federal (em alemão, Bundespräsident). Em parte devido ao uso indevido dos poderes presidenciais na República de Weimar, as competências do novo cargo foram significativamente reduzidas. Além de ser eleito indiretamente, o presidente teve a maior parte do poder efetivo transferida ao chanceler.
Como a reunificação alemã de 1990 ocorreu mediante a adesão dos cinco estados da Alemanha Oriental à República Federal, o presidente tornou-se chefe de Estado de todos os estados alemães sem que um novo cargo presidencial fosse estabelecido.
Lista de presidentes
Doze pessoas exerceram a presidência da República Federal da Alemanha. Seis delas eram membros da União Democrata-Cristã — Lübke, Carstens, von Weizsäcker, Herzog, Köhler e Wulff —, três pertenciam ao Partido Social-Democrata da Alemanha — Heinemann, Rau e Steinmeier —, duas eram integrantes do Partido Democrático Livre — Heuss e Scheel — e uma era independente — Gauck. Quatro presidentes foram ministros do Governo Federal antes de assumirem o cargo: Lübke na Agricultura, Heinemann na Justiça e Scheel e Steinmeier nas Relações Exteriores; os dois últimos, Scheel e Steinmeier, haviam sido vice-chanceleres. Três haviam sido ministros-presidentes de governos estaduais: von Weizsäcker em Berlim Ocidental, Rau na Renânia do Norte-Vestfália e Wulff na Baixa Saxônia; Rau também havia sido presidente do Bundesrat. Dois haviam sido membros do Bundestag, Heuss e Carstens, e Carstens havia presidido o Bundestag. Um havia sido presidente do Tribunal Constitucional Federal — Herzog —, outro diretor do FMI — Köhler — e outro comissário federal para os arquivos da Stasi — Gauck. Apenas cinco presidentes — Heuss, Lübke, von Weizsäcker, Köhler e Steinmeier — foram reeleitos para um segundo mandato de cinco anos, e somente dois deles, Heuss e von Weizsäcker, cumpriram os dez anos completos. Christian Wulff teve o mandato mais curto entre todos os presidentes: um ano, sete meses e dezoito dias.
Segundo o artigo 57 da Lei Fundamental, o presidente é substituído pelo presidente do Bundesrat, que pode exercer qualquer função presidencial se o titular estiver temporariamente impossibilitado e lhe delegar essas funções — algo que ocorre frequentemente durante visitas de Estado — ou se o cargo ficar vago. Nesse último caso, torna-se presidente interino até a eleição de um sucessor, que deve ocorrer em até trinta dias. Isso aconteceu três vezes:
- Em 1949, Karl Arnold exerceu interinamente a presidência depois que a Grundgesetz entrou em vigor, em 7 de setembro de 1949, e antes de Theodor Heuss ser eleito pela primeira Bundesversammlung, em 12 de setembro de 1949.
- Em 2010, Jens Böhrnsen exerceu interinamente a presidência após a renúncia de Horst Köhler e antes da eleição de Christian Wulff.
- Em 2012, Horst Seehofer exerceu interinamente a presidência após a renúncia de Christian Wulff e antes da eleição de Joachim Gauck.
Ver também
Referências
- ↑ «Wie wird der Bundespräsident bezahlt?». bundespraesident.de. Cópia arquivada em 12 de maio de 2025
- ↑ O título oficial na Alemanha é Bundespräsident, ao qual se acrescenta der Bundesrepublik Deutschland na correspondência internacional; o título oficial em português é presidente federal da República Federal da Alemanha.
Ministério das Relações Exteriores da Alemanha (1990). German Institutions. Col: Terminological Series issued by the Foreign Office of the Federal Republic of Germany. 3. [S.l.]: de Gruyter. p. 28. ISBN 978-0-89925-584-2 - ↑ «Urteil vom 10. Juni 2014». www.bundesverfassungsgericht.de (em alemão). Consultado em 11 de abril de 2025. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2025
- ↑ «Basic Law for the Federal Republic of Germany». Gesetze-im-internet.de. Consultado em 22 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 25 de julho de 2026
- ↑ German constitutional court: BVerfG, – 2 BvE 4/13–10 June 2014, No. 28
- ↑ «Article: Role in the international arena». Der Bundespräsident (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2023
- 1 2 3 «Article: Constitutional basis». Der Bundespräsident (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2023
- ↑ Grundgesetz für die Bundesrepublik Deutschland. [S.l.: s.n.]
- ↑ Haensle, Walter (2009). «Amtseid à la Obama – Verfassungsrechtliche Grundfragen und Probleme des Amtseids nach dem Grundgesetz» (PDF). JURA – Juristische Ausbildung. 31 (9): 670–676. ISSN 0170-1452. doi:10.1515/JURA.2009.670. Cópia arquivada (PDF) em 5 de fevereiro de 2026
- 1 2 «Article: Interaction between constitutional organs». Der Bundespräsident (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 7 de março de 2023
- ↑ Grundgesetz für die Bundesrepublik Deutschland (em alemão). [S.l.: s.n.] Article 67
- ↑ Grundgesetz für die Bundesrepublik Deutschland (em alemão). [S.l.: s.n.] Articles 67 and 68
- ↑ Grundgesetz für die Bundesrepublik Deutschland (em alemão). [S.l.: s.n.] Article 82
- ↑ «Das Amt des Bundespräsidenten und sein Prüfungsrecht | bpb». 3 de abril de 2008. Cópia arquivada em 26 de janeiro de 2022
- ↑ «Das könnt ihr besser». 8 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 16 de março de 2026
- ↑ «Hasskriminalität: Gesetz gegen Onlinehetze tritt Ostern in Kraft». Der Spiegel. Abril de 2021. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026
- ↑ «Bundespräsidenten: Das achte Nein». Spiegel Online. 8 de dezembro de 2006. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2025
- ↑ «Article: Official functions». Der Bundespräsident (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2023
- ↑ «Article: Anniversaries and honorary godparenthood». Der Bundespräsident. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2023
- ↑ Bryde, in: von Münch/Kunig, GGK III, 5. Aufl. 2003, Rn. 7 zu Art. 81.
- ↑ «Das Amt des Bundespräsidenten und sein Prüfungsrecht» (em alemão). Bpb.de. 3 de abril de 2008. Consultado em 22 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 8 de agosto de 2020
- ↑ Heinrich Wilms: Staatsrecht I: Staatsorganisationsrecht unter Berücksichtigung der Föderalismusreform. Stuttgart 2007. pp. 201 ff. (German)
- ↑ «Geschäftsordnung des Bundesrates» [Rules of Procedure of the Bundesrat] (PDF). §7 (1). Consultado em 7 de novembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 2 de fevereiro de 2017.
Die Vizepräsidenten vertreten den Präsidenten im Falle seiner Verhinderung oder bei vorzeitiger Beendigung seines Amtes nach Maßgabe ihrer Reihenfolge. Ein Fall der Verhinderung liegt auch vor, solange der Präsident des Bundesrates nach Artikel 57 des Grundgesetzes die Befugnisse des Bundespräsidenten wahrnimmt.
- ↑ «Bouffier und Tillich vertreten Bundespräsidenten». Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2019
- ↑ «Hamburgs Bürgermeister Tschentscher zum Bundesratspräsidenten gewählt». ndr.de. Consultado em 3 de novembro de 2022. Cópia arquivada em 25 de abril de 2024
- ↑ «Interview zum Köhler-Rücktritt: "Das hat es noch nicht gegeben"». tagesschau.de. Consultado em 22 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 21 de janeiro de 2023
- ↑ Zentner, Christian Ed; Bedürftig, Friedemann Ed (1985). Das große Lexikon des Dritten Reiches (em alemão). München: Südwest Verlag. p. 686. ISBN 978-3-517-00834-9
- ↑ «documentArchiv.de – Gesetz über das Staatsoberhaupt des Deutschen Reichs (01.08.1934)». www.documentarchiv.de. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2026
- ↑ «Gesetz über das Staatsoberhaupt des Deutschen Reiches». Reichgesetzblatt (89). 2 de agosto de 1934. p. 747
- ↑ Poll, Robert (maio de 2020). «The Weimar Constitution» (PDF). Konrad Adenauer Stiftung. Consultado em 6 de novembro de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 8 de dezembro de 2025
- ↑ «Article 48». Holocaust Encyclopedia. Consultado em 6 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 21 de julho de 2026
- ↑ «The Weimar Republic». Holocaust Encyclopedia. Consultado em 24 de outubro de 2024. Cópia arquivada em 28 de julho de 2026
- ↑ Mann, Golo (2001). Deutsche Geschichte des 19. und 20. Jahrhunderts [19th and 20th Century German History] (em alemão). Berlin: Fischer Taschenbuch. 755 páginas. ISBN 9783596113309
- ↑ Scriba, Arnulf (6 de setembro de 2014). «The Weimar Republic. Radicalization and the End of the Weimar Republic». Deutsches Historisches Museum. Consultado em 6 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2025
Ligações externas
- «Página oficial» (em alemão)

