BETA ZEN
Praça de Luís de Camões
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Praça de Luís de Camões | |
|---|---|
| Freguesia(s) | Misericórdia |
| Antiga(s) freguesia(s): | Encarnação |
| Lugar, Bairro: | Bairro Alto |
| Nomeação | 12 de outubro de 1860 |
| Homenagem a | Luís de Camões |
| Designação anterior | Largo das Duas Igrejas Praça do Loreto |
A Praça de Luís de Camões, coloquialmente Largo de Camões, localiza-se no Chiado, na freguesia da Misericórdia (até 2013 na freguesia da Encarnação), em Lisboa.
A sua toponímia deve-se por ter sido vontade de ser aí instalada uma estátua ao poeta d'Os Lusíadas, inaugurada em 9 de outubro de 1867, impulsionada pela vontade de enaltecer o patriotismo pela Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640.
Nela localiza-se o consulado-geral do Brasil na capital portuguesa e o Ministério da Economia.
Estátua de Luís de Camões (1867)

A estátua de Luís de Camões é do escultor Vítor Bastos e foi inaugurada a 9 de outubro de 1867 com financiamento de duas subscrições públicas, uma delas presidida pelo duque de Saldanha, e um subsídio do governo.[1] A figura é de bronze e tem 4 metros de altura, assente sobre um pedestal octogonal rodeado por oito estátuas em pedra de lioz com 2,40 metros de altura.[1] Representam vultos notáveis da cultura e das letras dos Séculos XV e XVI: o historiador e cronista Fernão Lopes, o cosmógrafo Pedro Nunes, o cronista Gomes Eanes de Azurara, os historiadores João de Barros e Fernão Lopes de Castanheda e os poetas Vasco Mouzinho de Quevedo, Jerónimo Corte-Real e Francisco Sá de Menezes.[2] O monumento a Camões é o mais antigo de Lisboa dentro do seu género, sendo mais moderno apenas do que a estátua equestre de D. José I.[3]
Tricentenário da morte de Camões (1880)
Em 10 de Junho de 1880 celebrou-se o tricentenário da morte de Luís de Camões, iniciativa promovida sobretudo por Teófilo Braga, destacado intelectual republicano. A comissão executiva do centenário, eleita pelos jornalistas e organizada por Latino Coelho, era composta por nove membros, em grande parte ligados ao republicanismo, com exceção de Pinheiro Chagas.[4] Por intermédio de Teófilo Braga, a comissão conseguiu que o deputado progressista Simões Dias apresentasse no parlamento um projeto para que o dia 10 de Junho fosse declarado festa nacional. O programa do grande cortejo cívico foi redigido por Ramalho Ortigão, monárquico, e procurava representar simbolicamente o povo português e as suas sucessivas conquistas de liberdade. As comemorações decorreram, contudo, sob alguma reserva dos poderes públicos, que viam com desconfiança a apropriação republicana da efeméride. Essa situação foi satirizada numa caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na qual a estátua de Camões surge com um barrete frígio, agradecendo ao governo e ao rei a sua “republicanização”. Neste contexto, Camões passou a ser apresentado como uma figura cívica e laica, associada à veneração dos “grandes homens”, em contraste com o tradicional culto dos santos católicos.[5]
Placa Intermodal
A praça constitui um cruzamento de carreiras dos serviços regulares da Carris.
A Praça Luís de Camões é ponto de passagem das seguintes carreiras da Carris:
Referências
- 1 2 Ramada Curto, Diogo (27 de dezembro de 2024). «Camões no nosso tempo e no seu». Expresso (2722). pp. 30–35. Consultado em 27 de dezembro de 2024
- ↑ Gazeta dos Caminhos de Ferro n.º 1057, 1 de Janeiro de 1932, pág. 17.
- ↑ Academia Nacional de Belas-Artes; José-Augusto França (1976). «Do Cais do Sodré ao Rato». Lisboa Oitocentista. Contribuição para as Manifestações do Ano Europeu do Património Arquitectónico (1975) 1.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. p. 13
- ↑ Fernandes, Bruno (10 de junho de 2025). «Como fomos chatear o Camões?». National Geographic. Consultado em 12 de abril de 2026
- ↑ Cunha, Carlos. «III Centenário da morte de Camões (1880)». Universidade do Minho. Consultado em 12 de abril de 2026
Ligações externas

