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Pinhal da Torre
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Pinhal da Torre
Introdução
Pinhal da Torre é um produtor português de vinho sediado em Alpiarça, no distrito de Santarém, integrado na região vitivinícola do Tejo. A empresa apresenta-se como uma propriedade vitivinícola familiar da família Saturnino Cunha, cuja ligação à viticultura é descrita no site oficial como estendendo-se por oito gerações. A sua atividade está associada à produção de vinhos de propriedade, com vinificação assente em uvas próprias e numa narrativa de continuidade familiar e patrimonial
História
A atividade da Pinhal da Torre encontra-se ligada à Quinta de São João, onde se localiza a adega histórica da empresa, construída em 1947. Segundo o site oficial, a propriedade compreende 30 hectares de vinhas próprias, sendo a produção realizada exclusivamente a partir de uvas da casa, num modelo de controlo integral da vinha à garrafa. A empresa enquadra esta estrutura produtiva como um elemento central da sua identidade, associando-a à preservação de técnicas, património e conhecimento transmitidos ao longo de sucessivas gerações da família Saturnino Cunha.
Produção
Entre as castas tintas referidas pela empresa encontram-se Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Alicante Bouschet, Syrah, Sousão, Baga, Tinto Cão, Tinta Francisca, Grenache e Ramisco. Nas castas brancas, o produtor menciona Arinto, Alvarinho, Fernão Pires, Verdelho e Viosinho, integradas em vinhos que procuram refletir a identidade da propriedade e o enquadramento regional do Tejo. A enologia é atribuída a Mário Andrade, apresentado pelo produtor como responsável pelo acompanhamento do processo produtivo.
Adega e património
Um dos elementos distintivos da Pinhal da Torre é a utilização de sete cubas argelinas de betão instaladas na adega de 1947. De acordo com a descrição institucional da empresa, estas cubas mantêm interesse técnico e patrimonial pela estabilidade térmica natural e pelo efeito de micro-oxigenação proporcionado pelas suas paredes porosas. A presença destas estruturas é apresentada pela marca como parte relevante da singularidade arquitetónica e enológica da casa.
Inovação
A Pinhal da Torre refere ter sido a primeira adega portuguesa a introduzir rotulagem em Braille nas suas garrafas, iniciativa que o artigo existente na Wikipédia e o site oficial situam em 2003. O site oficial apresenta também o Happy Grapes Program® como o programa proprietário de viticultura sustentável da empresa, estando a designação indicada como registada em Portugal no âmbito da propriedade industrial. Em 2026, a empresa passou a apresentar a Pipa como uma assistente virtual de recomendação vínica e apoio ao cliente em regime multilingue, descrita pela própria marca como a primeira sommelier virtual de uma adega portuguesa.
Vinhos e reconhecimento
Entre os vinhos comercializados pela empresa encontram-se referências como Alqueve, Resoluto, Protagonista, Antagonista, Resiliente, Special e IPO. O produtor menciona ainda classificações, distinções e presença em avaliações de críticos e publicações especializadas, incluindo Robert Parker, James Suckling, Decanter, Wine Enthusiast, Jancis Robinson, Revista de Vinhos e Grandes Escolhas. Numa versão para publicação mais estável, estas referências devem idealmente ser sustentadas por fontes independentes adicionais, para reduzir dependência exclusiva de fontes primárias. Uma das mais respeitadas publicações do sector a nível mundial, a Wine Enthusiast, destacou o Quinta do Alqueve 2003 como “editor’s choice”, afirmando que se tratava de “um poderoso e impressionante vinho”. O Parker’s Wine Buyers Guide afirma que este é “um dos mais interessantes vinhos da região do Tejo que algum dia provámos”. Dos restantes vinhos produzidos pela Pinhal da Torre, este guia afirma que são “distintos e individualistas”. O Hugh Johnson’s Pocket Wine Book de 2008 avalia os vinhos produzidos pela Pinhal da Torre como “rising stars”.
Solidariedade
A Pinhal da Torre foi pioneira em Portugal na rotulagem de vinhos em Braille. Foi também o primeiro produtor de vinhos português a apoiar a reconstrução do Haiti, promovendo uma campanha de doação de fundos junto da sociedade civil e na rede social Facebook, cujas receitas reverteram para os projectos da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento no Haiti.
