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Phyllomys brasiliensis
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| Phyllomys brasiliensis | |||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||
Em perigo (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
Echimys brasiliensis (Lund, 1840) | |||||||||||||||||
Phyllomys brasiliensis é uma espécie de roedor da família Echimyidae. É endêmica do Brasil, onde é conhecida dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Taxonomia e história classificatória
Phyllomys brasiliensis pertence à família Echimyidae, grupo de roedores histricomorfos neotropicais conhecidos popularmente como ratos-de-espinho.[1]
A espécie foi descrita originalmente em 1840 pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, um dos principais pesquisadores da fauna brasileira no século XIX.[2]
Durante parte do século XX, espécies do gênero Phyllomys foram incluídas no gênero Echimys, sendo posteriormente revalidadas a partir de revisões morfológicas e moleculares.[3]
Descrição física
Phyllomys brasiliensis apresenta pelagem densa de coloração castanho-alaranjada, característica que originou o nome comum em inglês orange-brown Atlantic tree-rat.[4]
Como outras espécies do gênero, possui pelos rígidos e parcialmente espinhosos distribuídos sobretudo na região dorsal.[5]
A espécie apresenta adaptações arborícolas, incluindo cauda relativamente longa e pés adaptados à locomoção em galhos.[6]
Distribuição geográfica
A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo principalmente em remanescentes da Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Seus registros concentram-se em áreas florestais úmidas associadas à Serra do Mar e à Serra da Mantiqueira, especialmente em regiões montanhosas e de elevada cobertura arbórea.[7]
A distribuição fragmentada da espécie está relacionada à intensa devastação histórica da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta.[8]
Ecologia e comportamento
Phyllomys brasiliensis possui hábitos predominantemente noturnos e arborícolas.[9] A espécie utiliza o dossel florestal para deslocamento e alimentação, sendo raramente observada no solo.[10]
Sua dieta inclui folhas, frutos, sementes e brotos, desempenhando potencial papel na dispersão de sementes em ambientes florestais atlânticos.[11]
Conservação
A principal ameaça à espécie é a fragmentação da Mata Atlântica, causada pela expansão urbana, agropecuária e exploração madeireira.[12]
Por depender de áreas florestais relativamente preservadas e possuir hábitos arborícolas especializados, Phyllomys brasiliensis apresenta elevada vulnerabilidade ao isolamento de fragmentos florestais.[13]
Estudos filogenéticos indicam que a diversificação do gênero Phyllomys esteve diretamente relacionada à complexa história geológica e climática da Mata Atlântica brasileira.[14]
Referências
- WOODS, C. A.; KILPATRICK, C. W. Infraorder Hystricognathi. In: WILSON, D. E.; REEDER, D. M. (Eds.). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3. ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. v. 2, p. 1538-1600.
- LEITE, Y.; PATTERSON, B. 2008. Phyllomys brasiliensis. In: IUCN 2008. 2008 IUCN Red List of Threatened Species. <www.iucnredlist.org>. Acessado em 16 de novembro de 2008.
- ↑ Wilson, Don E.; Reeder, DeeAnn M. (2005). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 2 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press
- ↑ «Phyllomys brasiliensis». Mammal Diversity Database
- ↑ Emmons, Louise H.; Leite, Yuri L. R.; Kock, Dieter; Costa, Leonora P. (2002). «A review of the named forms of Phyllomys (Rodentia: Echimyidae)». American Museum Novitates (3380): 1–40
- ↑ «Orange-brown Atlantic Tree-rat». U.S. Fish & Wildlife Service
- ↑ Eisenberg, John F.; Redford, Kent H. (2000). Mammals of the Neotropics. 3. Chicago: University of Chicago Press
- ↑ Leite, Yuri L. R. (2003). «Evolution and systematics of the Atlantic tree rats, genus Phyllomys». University of California Publications in Zoology. 132: 1–118
- ↑ Leite, Yuri L. R. (2003). «Evolution and systematics of the Atlantic tree rats, genus Phyllomys». University of California Publications in Zoology. 132: 1–118
- ↑ Dean, Warren (1996). A Ferro e Fogo: A História e a Devastação da Mata Atlântica Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras
- ↑ Eisenberg, John F.; Redford, Kent H. (2000). Mammals of the Neotropics. 3. Chicago: University of Chicago Press
- ↑ Leite, Yuri L. R. (2003). «Evolution and systematics of the Atlantic tree rats, genus Phyllomys». University of California Publications in Zoology. 132: 1–118
- ↑ Eisenberg, John F.; Redford, Kent H. (2000). Mammals of the Neotropics. 3. Chicago: University of Chicago Press
- ↑ Dean, Warren (1996). A Ferro e Fogo: A História e a Devastação da Mata Atlântica Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras
- ↑ Loss, Ana Carolina; Leite, Yuri L. R. (2011). «Evolutionary diversification of Phyllomys in the Brazilian Atlantic Forest». Journal of Mammalogy. 92 (6): 1352–1366
- ↑ Loss, Ana Carolina; Leite, Yuri L. R. (2011). «Evolutionary diversification of Phyllomys in the Brazilian Atlantic Forest». Journal of Mammalogy. 92 (6): 1352–1366
