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Nova Rota da Seda
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A Nova Rota da Seda, também conhecida como Iniciativa Cinturão e Rota (em inglês: Belt and Road Initiative), "Um Cinturão, Uma Rota" (chinês: 一带一路; pinyin: Yīdài Yīlù) ou Cinturão Econômico da Rota da Seda e da Rota da Seda Marítima do Século 21 (chinês: 丝绸之路经济带和21世纪海上丝绸之路), é uma estratégia global de desenvolvimento de infraestrutura adotada pelo governo chinês em 2013. Tem como proposta investir em projetos em mais de 150 países, como o desenvolvimento de portos, ferrovias, rodovias, usinas, aviação e telecomunicação.[1][2][3]
Composta pela "Rota da Seda", seis corredores econômicos terrestres, e pela "Rota da Seda Marítima", que envolve o desenvolvimento de portos, a iniciativa foi primeiramente divulgada por Xi Jinping, secretário geral do Partido Comunista da China (PCCh), durante uma visita oficial ao Cazaquistão em setembro de 2013. Até 2016, o projeto era oficialmente conhecido como "Um Cinturão, Uma Rota", contudo, o título oficial foi alterado após o governo chinês considerar a ênfase na palavra "um" propensa a erros de interpretação.[4][5][6]
O termo "cinturão" se refere às rotas terrestres propostas para transporte rodoviário e ferroviário na Ásia Central, onde ocorreu a histórica rota de comércio de seda. O termo "rota" refere-se à "Rota da Seda Marítima", que passa pelo Indo-Pacífico e conecta o Sudeste Asiático, a Ásia Meridional, o Oriente Médio e a África.[7] As rotas de transporte terrestre incluem o Corredor Econômico China-Paquistão, a Ponte Terrestre Eurasiática e a Nova Ponte Terrestre Eurasiática. Os projetos marítimos incluem mais de cem portos, como os de Hambantota (Sri Lanka), Gwadar (Paquistão) e Pireu (Grécia).[8][9]
Em 2025, de acordo com estatísticas econômicas internacionais, os países participantes representavam quase 75% da população mundial e mais da metade do PIB global. O governo chinês declarou que o projeto se trata de uma "tentativa de melhorar a conectividade regional e abraçar um futuro mais brilhante".[10] No entanto, a iniciativa também tem sido associada a preocupações acerca da diplomacia da armadilha da dívida, dos impactos ambientais e dos direitos humanos, além de ser percebida como um impulso para o domínio chinês nos assuntos globais a partir de uma rede comercial centrada na China.[11][12][13]
Contexto histórico
A iniciativa foi apresentada pelo secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh) Xi Jinping em setembro e outubro de 2013 durante visitas ao Cazaquistão e à Indonésia,[14] e posteriormente promovida pelo primeiro-ministro chinês Li Keqiang durante visitas de Estado à Ásia e Europa. A iniciativa recebeu cobertura intensiva da mídia estatal chinesa e, em 2016, tornou-se frequentemente apresentada no Diário do Povo.[15]
Membros
Os países se juntam à Iniciativa Cinturão e Rota assinando um memorando de entendimento com a China sobre sua participação. O Governo da China mantém uma lista de todos os países envolvidos em seu Portal Cinturão e Rota,[16] e a agência de notícias estatal Xinhua News Agency emite um comunicado de imprensa sempre que um memorando de entendimento relacionado à Iniciativa Cinturão e Rota é assinado com um novo país.[17] De acordo com observadores do Centro de Desenvolvimento e Finanças Verdes da Universidade de Fudan, além da China, havia 154 países formalmente filiados à Iniciativa Cinturão e Rota em 2023.[18] Uma análise independente da Alemanha, da mesma época, também encontrou 148 estados-membros de 249 entidades políticas pesquisadas.[19] A lista completa dos membros atuais de acordo com o governo chinês[16] está abaixo:
Afeganistão[20]
Albânia[20]
Argélia[20]
Angola[20]
Antígua e Barbuda[20]
Armênia[20]
Áustria[20]
Azerbaijão[20]
Bahrein[20]
Bangladesh[20]
Barbados[20]
Bielorrússia[20]
Benim[20]
Bolívia[20]
Bósnia e Herzegovina[20]
Botsuana[20]
Brunei[20]
Bulgária[20]
Burkina Faso[21]
Burundi[20]
Camboja[20]
Cabo Verde[20]
Camarões[20]
República Centro-Africana[20]
Chade[20]
Chile[20]
China[20]
Comores[20]
República Democrática do Congo[20]
República do Congo[20]
Ilhas Cook[20]
Costa Rica[20]
Croácia[20]
Cuba[20]
Chipre[20]
República Tcheca[20]
Djibuti[20]
Dominica[20]
República Dominicana[20]
Equador[20]
Egito[20]
El Salvador[20]
Guiné Equatorial[20]
Eritreia[20]
Etiópia[20]
Fiji[20]
Gabão[20]
Gâmbia[20]
Geórgia[20]
Gana[20]
Grécia[20]
Granada[20]
Guiné[20]
Guiné-Bissau[20]
Guiana[20]
Honduras[22]
Hungria[20]
Indonésia[20]
Irã[20]
Iraque[20]
Costa do Marfim[20]
Jamaica[20]
Jordânia[23]
Cazaquistão[20]
Quênia[20]- Quiribáti[20]
Kuwait[20]
Quirguistão[20]
Laos[20]
Letônia[20]
Líbano[20]
Lesoto[20]
Libéria[20]
Líbia[20]
Lituânia[20]
Luxemburgo[20]
Madagascar[20]
Malawi[20]
Malásia[20]
Maldivas[20]
Mali[20]
Malta[20]
Mauritânia[20]
Maurício[24]
Micronésia[20]
Moldávia[20]
Mongólia[20]
Montenegro[20]
Marrocos[20]
Moçambique[20]
Mianmar[20]
Namíbia[20]
Nepal[20]
Nova Zelândia[20]
Nicarágua[20]
Níger[20]
Nigéria[20]
Niue[20]
Macedônia do Norte[20]
Omã[20]
Paquistão[20]
Palestina[20]
Panamá[20]
Papua-Nova Guiné[20]
Peru[20]
Polônia[20]
Portugal[20]
Catar[20]
Romênia[20]
Rússia[20]
Ruanda[24]
Samoa[20]
São Tomé e Príncipe[25]
Arábia Saudita[20]
Senegal[24]
Serbia[20]
Seychelles[20]
Serra Leoa[20]
Singapura[20]
Eslováquia[20]
Eslovênia[20]
Ilhas Salomão[20]
Somália[20]
África do Sul[20]
Sudão do Sul[20]
Sri Lanka[20]
Sudão[20]
Suriname[20]
Síria[20]
Tajiquistão[20]
Tanzânia[20]
Tailândia[20]
Timor-Leste[20]
Togo[20]
Tonga[20]
Trinidad e Tobago[20]
Tunísia[20]
Turquia[20]
Turcomenistão[20]
Uganda[20]
Emirados Árabes Unidos[20]
Uruguai[20]
Uzbequistão[20]
Vanuatu[20]
Venezuela[20]
Vietnã[20]
Iêmen[20]
Zâmbia[20]
Zimbábue[20]
Ver também
Referências
- ↑ Marmentini, Gabriel (9 de maio de 2019). «One Belt, One Road: entenda a Nova Rota da Seda chinesa!». Politize!. Consultado em 1 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 15 de março de 2026
- ↑ «A nova rota da seda». Super. Consultado em 1 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2024
- ↑ «Como a pandemia ameaça a Nova Rota da Seda, maior iniciativa de política externa da China». BBC News Brasil. Consultado em 1 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2024
- ↑ «BRI Instead of OBOR – China Edits the English Name of its Most Ambitious International Project». liia.lv (em inglês). 28 de julho de 2016. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2017
- ↑ Welle (www.dw.com), Deutsche. «Nova Rota da Seda | DW | 29.07.2020». DW.COM. Consultado em 1 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2025
- ↑ «A Nova Rota da Seda - Economia». Estadão. Consultado em 1 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 27 de junho de 2022
- ↑ Ottoni, Luis (17 de Junho de 2017). «China avança em comércio global com nova Rota da Seda, projeto de US$ 1 trilhão». G1. Consultado em 23 de Outubro de 2018. Cópia arquivada em 26 de junho de 2024.
A rota atual, assim como a antiga, divide-se em marítima e terrestre. Em inglês, a iniciativa é conhecida como "One Belt, One Road", em que "Belt", de cinturão, refere-se à rota física e "Road", de estrada, refere-se à rota marítima.
- ↑ «Quais são os seis corredores econômicos da Iniciativa Cinturão e Rota?». Gabinete de Informação do Conselho de Estado da República Popular da China. Consultado em 8 de julho de 2026. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «A estratégica rede de portos que a China controla no mundo e avança até no Brasil». BBC News Brasil. 20 outubro 2021. Consultado em 8 de julho de 2026
- ↑ Xinhua News Agency (28 de Março de 2015). «China unveils action plan on Belt and Road Initiative». The State Council of the People's Republic of China. Cópia arquivada em 17 de julho de 2019
- ↑ «What Is One Belt One Road? A Surplus Recycling Mechanism Approach». 7 de julho de 2017. SSRN 2997650
. It has been lauded as a visionary project among key participants such as China and Pakistan, but has received a critical reaction, arguably a poorly thought out one, in nonparticipant countries such as the United States and India (see various discussions in Ferdinand 2016, Kennedy and Parker 2015, Godement and Kratz, 2015, Li 2015, Rolland 2015, Swaine 2015).
- ↑ «Getting lost in 'One Belt, One Road'» (em inglês). Hong Kong Economic Journal. 12 de abril de 2016. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2020.
Simply put, China is trying to buy friendship and political influence by investing massive amounts of money on infrastructure in countries along the 'One Belt, One Road'.
- ↑ «A nova Rota da Seda na América Latina». Portal FGV. 26 de agosto de 2019. Consultado em 1 de outubro de 2020
- ↑ «Chronology of China's Belt and Road Initiative - People's Daily Online». en.people.cn. Consultado em 25 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 16 de abril de 2025
- ↑ «钱钢语象报告:党媒关键词温度测试». Consultado em 25 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025
- 1 2 «国别 - 中国一带一路网». Belt and Road Portal (em chinês). National Development and Reform Commission, Xinhua News Agency. Consultado em 13 de julho de 2023. Cópia arquivada em 13 de julho de 2023
- ↑ «Belt and Road Countries». Xinhua Silk Road Information Service. Consultado em 13 de julho de 2023. Cópia arquivada em 13 de julho de 2023
- ↑ Nedopil, Christoph. «Countries of the Belt and Road Initiative (BRI) – Green Finance & Development Center». Consultado em 19 junho 2023. Cópia arquivada em 18 maio 2022
- ↑ Steinert, Christoph; Weyrauch, David (24 março 2022). «Collecting data on Membership in the Belt and Road Initiative». Analyzing the BRI. Consultado em 13 de julho de 2023. Cópia arquivada em 30 setembro 2022
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 Nedopil, Christoph. «Countries of the Belt and Road Initiative (BRI) – Green Finance & Development Center». Consultado em 30 de Julho de 2023. Cópia arquivada em 18 de maio de 2022
- ↑ «【The Chinese Government and the Government of Burkina Faso Signed the Belt and Road Initiative Cooperation Document】-National Development and Reform Commission (NDRC) People's Republic of China». en.ndrc.gov.cn. Consultado em 30 de Julho de 2023. Cópia arquivada em 27 de junho de 2023
- ↑ «What Will Honduras Gain By Establishing Ties With China?». The Dialogue. 24 de março de 2023. Consultado em 10 maio 2023. Cópia arquivada em 29 maio 2024
- ↑ Chau, Jocelyn; Times, The Jordan. «China welcomes Jordan's active participation in Belt and Road Initiative». www.zawya.com. Consultado em 30 de Julho de 2023. Cópia arquivada em 30 de Julho de 2023
- 1 2 3 «China's Belt and Road Makes Inroads in Africa». The Diplomat. Cópia arquivada em 17 de maio de 2023
- ↑ «China, Sao Tome and Principe vow to strengthen pragmatic cooperation». www.news.cn. Consultado em 30 de Julho de 2023. Cópia arquivada em 13 de maio de 2023
Ligações externas
- «Site oficial» (em inglês)
