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Centro Nacional de Contraterrorismo
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| National Counterterrorism Center | |
| Resumo da agência | |
|---|---|
| Formação | 2004 |
| Predecessores |
|
| Sede | McLean, Virgínia, EUA |
| Agência mãe | Escritório do Diretor de Inteligência Nacional |
| Sítio oficial | nctc |
O Centro Nacional de Contraterrorismo (em inglês: National Counterterrorism Center, NCTC) é uma organização do governo dos Estados Unidos responsável pelos esforços nacionais e internacionais de contraterrorismo.[1] Está sediado em Liberty Crossing, em McLean, Virgínia.[2] The NCTC advises the United States on terrorism. O NCTC assessora os Estados Unidos em questões relacionadas ao terrorismo.
Como parte do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), o centro reúne especialistas de outras agências federais, incluindo a CIA, o FBI, o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna.[3]
História
A ideia de um centro para integrar informações de inteligência sobre ameaças terroristas foi proposta pela Comissão do 11 de Setembro após a conclusão de sua investigação sobre os ataques de 11 de setembro, o atentado terrorista mais letal da história mundial.[4] Os planos para criar tal centro foram anunciados pelo presidente George W. Bush em seu discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2003. Em 1º de maio de 2003, a Ordem Executiva 13354 estabeleceu o Terrorist Threat Integration Center (TTIC).[5][6]
Em 2004, o centro foi renomeado como NCTC e colocado sob a autoridade do Diretor de Inteligência Nacional pela Lei de Reforma da Inteligência e Prevenção ao Terrorismo.
Após a tentativa de atentado terrorista no Natal de 2009 contra o voo Northwest Airlines 253, o NCTC recebeu a incumbência de criar um processo para priorizar de forma “minuciosa e exaustiva” as informações sobre ameaças terroristas; identificar ações de acompanhamento por parte das áreas de inteligência, aplicação da lei e segurança interna; e aprimorar o banco de dados “Terrorist Identities Datamart Environment”, adicionando nomes às listas de vigilância.[7]
Em 2012, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, concedeu ao NCTC autoridade para coletar, armazenar e analisar amplos conjuntos de dados sobre cidadãos norte-americanos, compilados a partir de fontes governamentais e não governamentais, com o objetivo de identificar comportamentos suspeitos por meio de análise de padrões e compartilhar esses bancos de dados com Estados estrangeiros. A iniciativa gerou controvérsia por seu caráter preventivo, sendo comparada ao Information Awareness Office e às suas propostas de vigilância em massa.[8][9][10][11]
Em agosto de 2019, o The Daily Beast informou que o NCTC havia começado a atuar na área de contrainteligência para combater o terrorismo doméstico.[12]
Atividades
O centro analisa informações de inteligência relacionadas ao terrorismo, incluindo possíveis ameaças domésticas; monitora comunicações internacionais e internas em busca de potenciais ameaças; gera informações acionáveis para possivelmente prevenir atos criminosos no território nacional; armazena dados sobre terrorismo; apoia atividades de contraterrorismo dos Estados Unidos por meio de tecnologia da informação (TI); e planeja ações de contraterrorismo conforme orientado pelo presidente dos Estados Unidos, pelo Conselho de Segurança Nacional e pelo Conselho de Segurança Interna.
Ele fornece informações sobre terrorismo à comunidade de inteligência; elabora listas detalhadas de terroristas, grupos terroristas e incidentes terroristas em todo o mundo; apoia a resposta a incidentes terroristas nos Estados Unidos e globalmente; e redige avaliações e relatórios informativos para formuladores de políticas públicas.
O NCTC tem acesso a diversos bancos de dados, incluindo os da NSA e da CIA, e é responsável pelo banco de dados Terrorist Identities Datamart Environment (TIDE).[13] Também opera o banco de dados de acesso público Worldwide Incidents Tracking System.
O banco de dados TIDE do NCTC contém mais de 1,2 milhão de identidades de pessoas conhecidas como terroristas, suspeitas de envolvimento com terrorismo ou vinculadas a indivíduos nessas condições.[8]
Ligações externas
Referências
- ↑ Bloy, Natalie; Peters, Heidi M. (18 de agosto de 2017). National Counterterrorism Center (NCTC) (PDF). Washington, DC: Congressional Research Service. Consultado em 21 de dezembro de 2017
- ↑ Priest, Dana; William M. Arkin. «A hidden world, growing beyond control». The Washington Post
- ↑ Elliot, Phillip (January 2, 2010). "Obama says al-Qaida affiliate in Yemen apparently responsible for airliner bombing plot"[ligação inativa]. 680 News. Associated Press. Accessed January 2, 1010. [ligação inativa]
- ↑ «Public Statement Release of 9/11 Commission Report The Hon. Thomas H. Kean and the Hon. Lee H. Hamilton» (PDF). 22 de julho de 2004. Consultado em 22 de fevereiro de 2010
- ↑ «The Terrorist Threat Integration Center: One Year Later». FBI.gov. FBI. Consultado em 1 de julho de 2013
- ↑ «Terrorist Threat Integration Center». Consultado em 1 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 12 de abril de 2016
- ↑ Pelofsky, Jeremy (7 de janeiro de 2010). «Factbox: Actions Obama ordered after December 25 bomb plot». Reuters. Consultado em 22 de fevereiro de 2010
- 1 2 Angwin, Julia (12 de dezembro de 2012). «U.S. Terrorism Agency to Tap a Vast Database of Citizens». WSJ
- ↑ Zetter, Kim (13 de dezembro de 2012). «Attorney General Secretly Granted Gov. Ability to Develop and Store Dossiers on Innocent Americans». WIRED
- ↑ Kelley, Michael (13 de dezembro de 2012). «CONFIRMED: US Counterterrorism Agency Can Amass Data On Any Citizen». Business Insider
- ↑ Hill, Kashmir (14 de dezembro de 2012). «The Little Known Spy Agency That Knows Your Flight Plans And Much More». Forbes
- ↑ Woodruff, Betsy (7 de agosto de 2019). «Post-9/11 Intel Center Goes After Domestic Terror» (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2019
- ↑ DeYoung Karen (January 7, 2010). "After attempted airline bombing, effectiveness of intelligence reforms questioned". The Washington Post.

