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Miyuki Ishikawa
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| Miyuki Ishikawa | |
|---|---|
| Nascimento | 5 de fevereiro de 1897 Miyazaki (Império do Japão) |
| Morte | 30 de maio de 1987 |
| Cidadania | Japão, Império do Japão |
| Alma mater | |
| Ocupação | obstetriz, assassino em série, agente imobiliária |
Miyuki Ishikawa (石川 ミユキ, Ishikawa Miyuki; 5 de fevereiro de 1897 – 30 de maio de 1987) foi uma parteira japonesa envolvida em um dos mais notórios casos criminais do Japão do pós-guerra. Ela trabalhava no Hospital de Maternidade Kotobuki, em Tóquio, onde, entre o final da década de 1940 e o início da década de 1950, esteve associada à morte de um grande número de recém-nascidos.[1]
Ishikawa e seus colaboradores deixavam deliberadamente de prestar cuidados adequados a bebês cujas famílias não tinham condições de sustentá-los, argumentando que permitir sua sobrevivência apenas prolongaria o sofrimento dos pais em um Japão devastado pela guerra. As mortes foram inicialmente encobertas como abandonos ou negligência inevitável, mas a descoberta de vários corpos levou à investigação policial em 1948. O caso revelou um sistema informal de pagamentos para “resolver” a situação de crianças indesejadas.
Ishikawa acabou sendo condenada por negligência profissional resultando em morte, recebendo uma pena relativamente branda após recursos judiciais. O episódio provocou amplo debate no Japão sobre legislação de adoção, responsabilidade médica e proteção de recém-nascidos.[2]
Referências
- ↑ Previdelli, F. Negligência contra recém-nascidos: os horrores de Miyuki Ishikawa In: Aventuras na História. Acesso em 15 mar. 2026.
- ↑ 地獄の貰い子殺し 壽產院事件 [Morte diabólica de bebês abandonados] (em japonês). Shūkan Asahi, de 8 de fevereiro. Vol. 52, no. 6. Companhia Asahi Shimbun. 1948. pp. 16–17.
