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Megyn Kelly
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| Megyn Kelly | |
|---|---|
Kelly em 2025 | |
| Nome completo | Megyn Marie Kelly |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | Norte-americana |
| Progenitores | Mãe: Linda Kelly Pai: Edward Francis Kelly |
| Cônjuge | Daniel Kendall (2001–2006; divorciados) Douglas Brunt (2008–presente) |
| Filho(a)(s) | 3 |
| Ocupação | Apresentadora, advogada, comentadora política, jornalista |
| Religião | Catolicismo |
Megyn Marie Kelly (Champaign, 18 de novembro de 1970)[1] é uma jornalista, advogada, comentadora política e figura mediática norte-americana.[2][3] Apresenta The Megyn Kelly Show, um programa de entrevistas e podcast transmitido diariamente no canal Triumph da SiriusXM e que conta com mais de 4 milhões de subscritores no YouTube. Kelly trabalhou anteriormente na Fox News entre 2004 e 2017, onde apresentou programas como America Live e The Kelly File, e na NBC News entre 2017 e 2018, onde apresentou Megyn Kelly Today. Em 2025, lançou a MK Media, uma rede de podcasts e vídeo com comentário e programas informativos de criadores independentes. Foi incluída na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2014 e em 2025.[4][5][6][7]
Durante o seu período na Fox News, Kelly apresentou America Live de 2010 a 2013 e coapresentou America's Newsroom com Bill Hemmer. Foi também moderadora de vários debates das primárias presidenciais durante os ciclos eleitorais de 2016 e 2024. O seu programa The Kelly File, transmitido entre 2013 e 2017, centrava-se em notícias de última hora e acontecimentos políticos. Após deixar a Fox News em janeiro de 2017, Kelly ingressou na NBC News para apresentar Megyn Kelly Today. Saiu da NBC em janeiro de 2019 e mais tarde transitou para os meios de comunicação independentes com o seu podcast e plataformas online.
Infância e educação
Kelly nasceu a 18 de novembro de 1970, em Champaign, Illinois,[8] filha de Edward Francis Kelly, que lecionava na Escola de Educação da Universidade do Estado de Nova Iorque em Albany, e de Linda, doméstica.[9] Cresceu com uma irmã mais velha, Suzanne (1964–2022), e um irmão mais velho, Pete (nascido por volta de 1965). É de ascendência italiana e alemã por parte da mãe e de ascendência irlandesa por parte do pai.[9] Foi criada como católica.[10] O pai morreu de ataque cardíaco em 1985, quando ela tinha 15 anos.[11][12] Tem ainda uma meia-irmã e um meio-irmão do segundo casamento da mãe, com Peter Kirwan.[13]
Kelly frequentou a Tecumseh Elementary School, nos arredores de Syracuse, Nova Iorque. Quando tinha nove anos, a família mudou-se para Delmar, Nova Iorque, um subúrbio de Albany,[14] onde estudou na Bethlehem Central High School.[15] Após o liceu, estudou ciência política na Universidade de Syracuse, licenciando-se em 1992.[9][16] Frequentou depois a Albany Law School, onde foi editora da Albany Law Review.[6] Licenciou-se em Direito em 1995.[17]
Kelly foi advogada associada no escritório de Chicago da sociedade de advogados Bickel & Brewer LLP. No outono de 1996, coescreveu um artigo, "The Conflicting Roles of Lawyer as Director", para a revista Litigation, da American Bar Association.[18] Trabalhou depois na sociedade de advogados Jones Day durante nove anos, tendo tido como cliente a agência de crédito Experian.[19]
Carreira
Início de carreira
Em 2003, Kelly mudou-se para Washington, D.C., onde foi contratada pela afiliada da ABC WJLA-TV como repórter de assuntos gerais. Cobriu acontecimentos nacionais e locais, incluindo a cobertura em direto das audiências de confirmação dos juízes do Supremo Tribunal dos Estados Unidos Samuel Alito e do presidente do tribunal John Roberts, a reforma da juíza Sandra Day O'Connor, a morte do presidente do tribunal William Rehnquist e as eleições presidenciais de 2004. O presidente da CNN Jonathan Klein afirmou mais tarde arrepender-se de não ter contratado Kelly como repórter no início da carreira desta, por ser "o tipo de talento que se quer ter de outro lado".[15]
2004–2017: Fox News
Em 2004, Kelly candidatou-se a um posto na Fox News. Colaborou com segmentos jurídicos para o Special Report with Brit Hume e apresentou o seu próprio segmento jurídico, Kelly's Court, durante o Weekend Live. Participou num segmento semanal do The O'Reilly Factor e substituiu ocasionalmente Greta Van Susteren no On the Record, onde a maior parte da sua reportagem se centrava em assuntos jurídicos e políticos. A 1 de fevereiro de 2010, Kelly começou a apresentar o seu próprio programa de tarde de duas horas, America Live, que substituiu o The Live Desk.[20][21] Foi também comentadora convidada no programa satírico noturno da Fox News Red Eye w/ Greg Gutfeld. Em 2010, a audiência de America Live aumentou 20%, com uma média de 1 293 000 espectadores.[22] Em dezembro de 2010, Kelly apresentou um especial de Ano Novo com Bill Hemmer.[23]

Kelly recebeu atenção mediática pela sua cobertura dos resultados das eleições presidenciais de 2012. Na noite eleitoral, a mesa de decisão da Fox News projetou a vitória de Obama no estado do Ohio e um segundo mandato. O estratega republicano Karl Rove contestou essa projeção, tendo Kelly, seguida pela câmara, caminhado dramaticamente até à mesa de decisão para falar com a equipa, perguntando a Rove: "Isto é apenas matemática que você faz como republicano para se sentir melhor? Ou é real?"[24][25][26] Kelly deixou America Live em julho de 2013 para uma licença de parental. Em outubro desse ano, começou a apresentar um novo programa noturno, The Kelly File.[27] The Kelly File foi ocasionalmente o programa líder de audiências do canal, superando The O'Reilly Factor.[28][29]
Em dezembro de 2013, Kelly comentou um artigo da revista Slate em The Kelly File, afirmando que o Pai Natal era branco e defendendo que o debate era hipotético, tendo também afirmado que Jesus era um homem branco. As suas afirmações foram alvo de sátira por parte de Jon Stewart,[30] Stephen Colbert,[31] Rachel Maddow,[32] Josh Barro[33] e outros comentadores.[34] Dois dias depois, Kelly afirmou no ar que os seus comentários originais tinham sido ditos com ironia,[35][36] e que a cor de pele de Jesus "está longe de ser um assunto encerrado".[37] Em junho de 2015, Kelly entrevistou Jim Bob e Michelle Duggar, do programa 19 Kids and Counting, sobre as alegações de abuso sexual cometidas pelo filho, Josh Duggar, contra cinco jovens em 2002.[38]
No debate das primárias republicanas de 6 de agosto de 2015, Kelly perguntou ao então candidato Donald Trump se um homem com o seu temperamento deveria ser eleito presidente, referindo insultos que este tinha dirigido a várias mulheres no passado.[39] A moderação de Kelly gerou reações diversas nos meios de comunicação e no meio político, tendo Trump criticado a sua conduta profissional.[40][41][42][43] Kelly respondeu às críticas de Trump afirmando que não se iria "desculpar por fazer bom jornalismo".[44] Trump recusou-se a participar no debate do Iowa de 28 de janeiro de 2016, moderado por Kelly.[45] Segundo Ted Cruz, Kelly ter-se-ia referido a Trump, fora de câmara, como "Voldemort", algo que a Fox News negou. Bill Maher elogiou Kelly por ser "muito melhor" do que os candidatos presentes no debate de 28 de janeiro.[46] Segundo o The Atlantic, teria sido "instruída" por Rupert Murdoch, então na direção da Fox News, "a atacar Trump com força".[47]
Kelly manifestou o seu desapontamento pela falta de apoio de Bill O'Reilly e da CNN durante a polémica com Trump.[48][49] Em abril, a pedido de Kelly,[50] os dois reuniram-se na Trump Tower para "limar arestas".[51] No mês seguinte, após entrevistar Trump com receção mista,[52] Kelly manifestou interesse em realizar outra entrevista com o mesmo.[53] Em junho, criticou Trump pelas suas alegações sobre a imparcialidade do juiz Gonzalo P. Curiel. Em outubro, uma discussão tensa entre Kelly e Newt Gingrich em The Kelly File a propósito dos comentários sexuais de Trump numa gravação de 2005 gerou reação nas redes sociais.[54]
Em março de 2016, foi anunciado que Kelly apresentaria um especial de horário nobre na estação Fox, no qual entrevistaria figuras da "política, do entretenimento e de outras áreas de interesse humano".[55] O especial foi transmitido em maio de 2016, mês de medição de audiências.[56] Obteve 4,8 milhões de espectadores, ficando em terceiro lugar nas audiências.[57] Gabriel Sherman descreveu a aposta como "elevada" para Kelly, uma vez que, estando no último ano de contrato com a Fox e tendo já manifestado ambições, "o especial foi essencialmente uma entrevista pública para o seu próximo emprego".[58]
Em julho de 2016, no contexto de alegações de assédio sexual contra o presidente executivo da Fox News, Roger Ailes, Kelly terá confirmado ter sido também alvo do seu assédio.[59][60] Dois dias depois, Ailes demitiu-se da Fox News, tendo a sua advogada, Susan Estrich, negado publicamente a acusação.[61] Durante a cobertura da Convenção Nacional Republicana de 2016, o vestuário de Kelly foi alvo de críticas,[62] tendo a jornalista Jenavieve Hatch, do The Huffington Post, considerado essas críticas como um exemplo de comentário sexista.[63] Em setembro de 2016, foi noticiado que Kelly colaboraria com Michael De Luca na produção de Embeds, uma comédia sobre repórteres que cobrem política, destinada a um serviço de streaming.[64][65] Kelly foi capa da edição de fevereiro de 2016 da revista Vanity Fair.[66] Em 2016, foi homenageada na lista Power of Women da revista Variety pelo seu trabalho na sensibilização para o abuso infantil.[67]
2017–2018: NBC News

No final de 2016, com o seu contrato com a Fox nos últimos meses, Kelly foi apontada como estando a considerar seriamente a mudança para outras estações.[68][69] Em janeiro de 2017, o The New York Times noticiou que Kelly iria deixar a Fox News para assumir um "triplo papel" na NBC News, incluindo a apresentação de um programa diurno e de uma futura revista informativa de domingo à noite, além de correspondente em grandes eventos noticiosos e cobertura política.[70][71] Deixou a Fox News a 6 de janeiro de 2017, após o último episódio de The Kelly File.[72][73] Segundo a revista People, Kelly permaneceria sujeita a uma cláusula de não concorrência com a Fox até julho de 2017, o que a impediria de trabalhar para um concorrente até essa data, salvo cancelamento prévio.[74]

A 2 de junho de 2017, Kelly entrevistou o presidente russo Vladimir Putin, primeiro num painel que moderou no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo e depois numa entrevista individual para o episódio de estreia do programa da NBC Sunday Night with Megyn Kelly, transmitido a 4 de junho de 2017.[75] O programa diurno de Kelly, Megyn Kelly Today, teve a sua estreia em setembro de 2017.[76][77][78][79]
Kelly recebeu, segundo notícias da época, entre 15 e 20 milhões de dólares por ano na NBC.[80] Após uma primeira temporada de oito episódios no verão de 2017, a NBC anunciou que Sunday Night with Megyn Kelly regressaria na primavera de 2018, embora apenas de forma periódica; esse regresso nunca se concretizou.[81][82] Em vez disso, Kelly continuou a preparar reportagens para o programa Dateline NBC durante o verão de 2018.[83]
Em 23 de outubro de 2018, Kelly foi criticada por comentários feitos em Megyn Kelly Today sobre a adequação do uso de tinta preta na pele (blackface) em fatos de Dia das Bruxas, tendo defendido o uso de espuma de bronzeamento por Luann de Lesseps num disfarce de Diana Ross.[84][85] Após a reação negativa, Kelly enviou um e-mail interno a pedir desculpa pelos comentários, no mesmo dia.[86] Três dias depois, a NBC cancelou Megyn Kelly Today.[87] Tinha sido noticiado anteriormente que Kelly estaria a considerar o fim do programa para se dedicar ao papel de correspondente.[88] O seu vínculo terminou a 11 de janeiro de 2019, tendo-lhe sido pagos os 30 milhões de dólares remanescentes do contrato.[89][90][91]
2020–presente: meios de comunicação independentes

Kelly anunciou o lançamento da Devil May Care Media, a sua produtora, a 10 de setembro de 2020, juntamente com um podcast, The Megyn Kelly Show.[92] O primeiro episódio foi para o ar a 28 de setembro de 2020. A 6 de julho de 2021, foi anunciado que o podcast passaria para a SiriusXM a partir de 7 de setembro de 2021, com transmissão diária às 12h ET no canal de conversação Triumph.[93]
Desde a transição para os meios de comunicação independentes, The Megyn Kelly Show registou um crescimento significativo. Em julho de 2023, o canal do programa no YouTube atraiu 116,8 milhões de visualizações, superando a audiência de estações noticiosas no mesmo período, incluindo a NBC News e a CBS News.[94] Em novembro de 2025, o canal de Kelly no YouTube contava com mais de 4 milhões de subscritores, sendo um dos dez podcasts mais populares nos Estados Unidos.[95]
A 6 de dezembro de 2023, Kelly regressou à mesa de moderação para coapresentar o quarto debate das primárias republicanas na NewsNation, juntamente com Elizabeth Vargas e Eliana Johnson.[96][97] Foi o seu primeiro regresso à moderação de um debate presidencial desde o primeiro debate republicano de 2015, que também moderou.[98] O debate, organizado por figuras dos meios de comunicação independentes, integrou-se numa estratégia do Comité Nacional Republicano de aproximação a plataformas de comunicação alternativas.[99] O evento realizou-se sem a participação de Donald Trump, então o candidato republicano com maior intenção de voto.[100]
A 4 de novembro de 2024, na véspera das eleições presidenciais de 2024, Kelly apoiou publicamente Donald Trump num comício em Pittsburgh, manifestando apoio às suas posições sobre direitos das mulheres, segurança nas fronteiras, imigração e a participação de atletas transgénero no desporto feminino, afirmando que Trump seria um "protetor" das mulheres.[101] Depois, Kelly publicou uma fotografia com Trump no Twitter, com a legenda: "Deus o abençoe. Votem nele!" Kelly tinha entrado em conflito com Trump durante a campanha de 2016, quando este a apelidou de "desagradável."[102][103]

Em fevereiro de 2025, Kelly anunciou o lançamento de um segundo podcast, AM Update with Megyn Kelly, estreado a 19 de fevereiro, num formato de resumo diário de notícias.[104] A 10 de março de 2025, Kelly venceu o prémio iHeartRadio de melhor podcast político.[105][106]
Em março de 2025, Kelly lançou a MK Media, uma rede de podcasts e vídeo centrada em notícias e entretenimento, com uma programação inicial que incluía Next Up with Mark Halperin, The Nerve with Maureen Callahan e Spot On with Link Lauren, sob a direção do produtor de longa data Steve Krakauer.[107][108] O primeiro programa adicional, After Party with Emily Jashinsky, foi lançado em junho de 2025. A 6 de maio de 2025, o podcast de Kelly foi classificado em terceiro lugar entre os podcasts de direita mais subscritos no primeiro trimestre, com um crescimento anual de 176%, sendo a única mulher entre os dez primeiros.[109][110]
Ruptura com Trump em 2026
A 2 de março de 2026, Kelly rompeu com a administração Trump a propósito da Guerra do Irão de 2026, questionando por que motivo militares norte-americanos tinham morrido num conflito que envolvia principalmente o Irão e Israel.[111][112] Numa entrevista telefónica a Rachael Blade, do The Inner Circle, nesse mesmo dia, Trump afirmou que tanto Kelly como Tucker Carlson, outro comentador de direita que criticou a política de Trump para o Irão.[111][113]
Duas semanas depois, Kelly defendeu também o antigo diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, face aos esforços da administração Trump para promover uma investigação contra este.[114] No episódio de 20 de março de 2026 de The Megyn Kelly Show, Kent foi convidado e afirmou não se arrepender da decisão de romper com a administração Trump quanto à Guerra do Irão, dizendo temer retaliação.[115] Kent alegou ainda a Kelly que a administração Trump não tinha feito o suficiente para investigar o assassinato de Charlie Kirk.[116]
Posições políticas
Filiação política
Kelly é eleitora independente registada desde 2008,[117] tendo afirmado à revista Variety, em 2015, que já tinha votado tanto em democratas como em republicanos.[118]
Em abril de 2024, Kelly revelou que tinha votado em Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020 e que voltaria a fazê-lo em 2024, apesar da relação conturbada entre ambos no passado, explicando que a sua decisão se deveu, em particular, a questões relacionadas com questões transgénero e a mudanças culturais que, segundo afirmou, afetavam os seus filhos.[119]
Questões transgénero
Em 2023, Kelly afirmou que a sua opinião tinha mudado de apoiar o uso de "pronomes preferidos" para se opor a estes, citando preocupações quanto à sua ligação a cuidados de afirmação de género para menores. Defendeu que essas políticas prejudicavam os direitos das mulheres e a segurança das crianças, afirmando que deixaria de usar pronomes preferidos, mas que continuaria a tratar as pessoas transgénero com empatia. Criticou também a inclusão de mulheres transgénero em espaços femininos e no desporto feminino, bem como a intervenção médica em menores transgénero.[120]
Em 2023, Kelly referiu-se à inclusão de mulheres transgénero em organizações femininas, incluindo irmandades universitárias e equipas desportivas femininas, como "ideologia woke a ser imposta em nome da tolerância", tendo designado mulheres transgénero como "homens biológicos".[121] Kelly afirmou, sem fundamento, que os espetáculos de drag envolvem "a doutrinação de crianças pequenas" e classificou os cuidados de saúde para pessoas transgénero como "uma forma estranha de terapia de conversão".[122]
Guerra do Irão de 2026
No episódio de 2 de março de 2026 de The Megyn Kelly Show, Kelly criticou a política de intervenção militar de Trump contra o Irão, o que gerou reação por parte de Trump.[111][112] Em resposta às mortes de militares norte-americanos na Guerra do Irão de 2026, Kelly afirmou: "Ninguém devia ter de morrer por um país estrangeiro", "não creio que aqueles quatro militares tenham morrido pelos Estados Unidos. Creio que morreram pelo Irão ou por Israel", e "esta é claramente a guerra de Israel".[112]
Questões de imigração
No episódio de 25 de junho de 2026 de The Megyn Kelly Show, Kelly criticou os imigrantes haitianos nos Estados Unidos por, segundo afirmou, não se integrarem na cultura norte-americana, tendo feito afirmações consideradas ofensivas contra a comunidade haitiana. Os comentários surgiram em reação a uma decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que permitiu à administração Trump retirar o Estatuto de Proteção Temporária ao Haiti e à Síria.[123]
Obras publicadas
Em fevereiro de 2016, Kelly assinou um contrato com a editora HarperCollins para a escrita de uma autobiografia, num negócio superior a 10 milhões de dólares.[124][125][126] O livro, intitulado Settle for More, foi publicado a 15 de novembro de 2016.[127]
Prémios e distinções
- Em 2009, Kelly recebeu um prémio da organização Childhelp pelo seu trabalho, enquanto apresentadora da Fox News, na cobertura do tema do abuso infantil;[67]
- Kelly recebeu um Prémio de Realização de Antigos Alunos da Albany Law School em 2010, por ocasião do 15.º aniversário da sua turma;[128]
- Foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes da revista Time em 2014 e em 2025;[4][5][6][7]
- A 26 de setembro de 2015, Kelly foi incluída no Hall da Fama da Bethlehem Central High School, a sua escola secundária;[129]
- A 10 de março de 2025, Kelly venceu o prémio iHeartRadio de melhor podcast político.[105][106]
Na cultura popular
Bombshell
Bombshell, filme de 2019 sobre o assédio sexual e a demissão de Roger Ailes da Fox News, foi lançado a 13 de dezembro, com Charlize Theron no papel de Kelly, uma interpretação que lhe valeu uma nomeação para o Óscar.[130] Kelly afirmou não ter sido consultada para o filme, mas, após o visionar, organizou uma mesa-redonda com outras pessoas envolvidas, confirmando e contestando partes do filme e descrevendo a experiência como emotiva.[131]
Mr. Birchum
No início de 2023, Kelly afirmou ter aderido ao sindicato SAG-AFTRA para um projeto secreto que estava por anunciar. A 30 de novembro de 2023, revelou que participaria, juntamente com Danny Trejo, Roseanne Barr e Adam Carolla, em Mr. Birchum, uma série de comédia animada para adultos da Daily Wire, estreada no início de 2024.[132][133]
Vida pessoal
Kelly casou-se em 2001 com Daniel Kendall, anestesista. O casal divorciou-se em 2006.[134]
Em 2008, Kelly casou-se com Douglas Brunt, então presidente e diretor executivo da empresa de cibersegurança Authentium, Inc.,[135] que mais tarde se tornou escritor e podcaster a tempo inteiro.[136] O casal tem três filhos, todos concebidos através de fertilização in vitro.
Kelly é católica praticante.[10] Já participou numa recolha de fundos do grupo conservador Moms for Liberty e no Young Women's Leadership Summit da Turning Point USA.[137][138] Kelly afirmou sofrer de síndrome de Raynaud.[139]
Referências
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