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Mazaces
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| Mazaces | |
|---|---|
Execução de Mazaces segundo a Épica dos Reis de Ferdusi | |
| Morte | |
| Nacionalidade | Império Sassânida |
| Ocupação | Religioso |
Mazaces,[1] Masdaces[2] ou Mazdaces[3] (em latim: Mazaces; em grego: Μαζάκες; romaniz.: Mazáces; em persa: مزدک; romaniz.: Mazdak; m. 528) foi um reformador religioso persa do século VI, ativo na corte do xá Cavades I.[4] Ele é considerado o fundador do mazdaquismo.
Nome
O nome Mazdak deriva da antiga palavra iraniana Masda (como em Aúra-Masda), que significa "sábio" ou "sabedoria". Em avéstico, é um atributo de Deus.[5] O nome aparece em diversas formas em textos históricos, incluindo Mazdaku, Mazdaka e Mazhdaq. A primeira menção histórica de um nome relacionado data do século VIII a.C. nas inscrições de Sargão II da Assíria, referindo-se a chefes medos, embora isso seja anterior à figura sassânida em mais de um milênio.[6] Nas fontes islâmicas, Albiruni refere-se a ele como Mazedaque (Mazhdaq), enquanto Almaçudi usa tanto Masdaque (Mazdaq) quanto Masdaquia (Mazdaqiyah). Atabari registra o nome como Masdaque (Mazdak e ocasionalmente Mazdaq).[7]
Historicidade
A historicidade da persona da Masdaces foi questionada.[8] Ele pode ter sido uma invenção para tirar a culpa de Cavades I.[9] Os historiadores contemporâneos, incluindo Procópio e Josué, o Estilita, não mencionam Masdaces nomeando Cavades como a figura por trás do movimento.[9] A menção de Masdaces só surge em documentos zoroastristas persas médios posteriores, nomeadamente a Criação Original, o Dencarde e o Zand-i Wahman yasn.[9] Fontes posteriores da era islâmica, particularmente a obra de Atabari, também mencionam Masdaces.[9] Esses escritos posteriores foram talvez corrompidos pelo folclore oral iraniano, visto que a culpa atribuída a Masdaces pela redistribuição de propriedades aristocráticas ao povo é um tema repetido na história oral iraniana.[9] Outros "vilões" na história iraniana, nomeadamente Gaumata na Inscrição de Beistum do governante aquemênida Dario o Grande (r. 522–486 a.C.), e Vonones na Inscrição de Paiculi do xá sassânida Narses I (r. 293–302), são frequentemente acusados de delitos semelhantes.[9]
Referências
- ↑ Justi 1896, p. 201.
- ↑ Buckingham 1828, p. 500.
- ↑ Heckel 2009, p. 146.
- ↑ Malandra 2005.
- ↑ Alavi, Parto (1974). A Brief History of Mazdak (em persa). Tehran: Andisheh. 9 páginas
- ↑ Baker, Heather D. (2001). The Prosopography of the Neo-Assyrian Empire. Helsinki: University of Helsinki. p. 744
- ↑ Klima, Otakar (1992). History of the Mazdakite School. Traduzido por Jahangir Fekri Ershad. Tehran: Toos. pp. 95–96
- ↑ Shahbazi 2005.
- 1 2 3 4 5 6 Shayegan 2017, p. 809.
Bibliografia
- Buckingham, James Silk (1828). «Recente Travels in the Cyrenaica». Londres. The Oriental Herald and Journal of General Literature. 16
- Heckel, Waldemar; Tritle, Lawrence A. (2009). Alexander the Great: A New History. Oxônia e Chichester: Wiley-Blackwell
- Justi, Ferdinand (1895). Iranisches Namenbuch. Marburgo: N. G. Elwertsche Verlagsbuchhandlung
- Malandra, William W. (2005). «Zoroastrianism i. Historical Review up to the Arab Conquest». Enciclopédia Irânica
