BETA ZEN
Mario Arnello
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Mario Arnello | |
|---|---|
| Diretor-geral da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus | |
| Período | 1986 a 1990 |
| Representante do Chile nas Nações Unidas | |
| Representante do Chile na Organização dos Estados Americanos | |
| Deputado da República do Chile | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 25 de dezembro de 1925 Santiago, Chile |
| Nacionalidade | chilena |
| Alma mater | Universidade do Chile Universidade de Madrid |
| Partido | Partido Nacional |
| Profissão | Advogado, professor universitário, escritor e político |
Mario Arnello Romo (25 de dezembro de 1925) é um advogado, acadêmico, poeta e político chileno, tendo sido um dos fundadores do partido de direita Partido Nacional, em 1966.[1][2]
É professor de direito internacional público e de estudos sobre as fronteiras chilenas na Faculdade de Direito da Universidade do Chile, cargo que exerce há muitos anos.[3] Também foi presidente da Comissão de Avaliação Acadêmica e conselheiro da faculdade eleito como independente, mantendo paralelamente sua atividade como advogado.[4]
Durante o regime de Augusto Pinochet (1973–1990), Arnello foi diretor da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus (DIBAM), entre 1986 e 1990, e representou o Chile nas Nações Unidas, entre 1974 e 1978, e na Organização dos Estados Americanos, entre 1974 e 1976.[4]
Biografia
Primeiros anos e formação
Nascido em 1925, é filho de José Arnello Alcorta e Zulema Romo Romo. Por meio da família materna, entrou desde cedo em contato com a política. Entre seus parentes estava seu tio Luis Salas Romo, político do Partido Radical, que foi ministro durante o primeiro governo de Arturo Alessandri Palma (1920–1924). Arnello conheceu Alessandri pessoalmente quando tinha oito anos de idade.[4]
Concluiu seus estudos secundários no Instituto Nacional General José Miguel Carrera, onde foi presidente do centro estudantil. Em 1941, enquanto cursava o quinto ano, foi um dos fundadores da Academia de Letras Castellanas da instituição (ALCIN). Nesse ambiente conheceu importantes escritores chilenos, como Pablo Neruda, Salvador Reyes e Francisco Coloane.[4]
No início da década de 1940, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Chile, formando-se com uma tese intitulada Sindicalismo, aprovada com distinção. Posteriormente, recebeu uma bolsa de estudos do Instituto de Cultura Hispánica para realizar um doutorado em direito na Universidade de Madrid. Sua tese de doutorado, apresentada em 1953, intitulava-se El sindicato español.[5] O trabalho foi influenciado pelas ideias políticas do nacional-sindicalismo e da FET y de las JONS.[4]
Atividade política e pública
Arnello foi um dos fundadores, em 1966, do Partido Nacional, uma formação política chilena de direita.[1]

Durante o regime de Augusto Pinochet, Arnello ocupou diversos cargos públicos. Em 1974, foi nomeado delegado junto às Nações Unidas e conselheiro da Caja de Accidentes del Trabajo.[4]
No mesmo período, representou o Chile na 29.ª e na 30.ª sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas e na Quinta Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre 1974 e 1975.[4]
Também atuou como ministro plenipotenciário na conferência realizada na Costa Rica para modificar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, além de ter sido enviado como representante especial do Presidente da República à Colômbia e ao Equador. Paralelamente, exerceu a função de assessor jurídico da Línea Aérea Nacional (LAN) até 1979, cargo que deixou em razão de sua oposição à privatização da empresa.[4]
De 1 de junho de 1981 a 1 de abril de 1982, integrou a Quarta Comissão Legislativa, tanto como membro titular quanto como suplente. Em 1986, foi nomeado diretor-geral da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus (DIBAM), cargo que exerceu até 1990.[6]
Arnello também é escritor e ensaísta sobre temas contemporâneos, incluindo geopolítica. É membro da Sociedade de Escritores do Chile e do grupo de poesia Grupo Fuego.[4]
Referências
- 1 2 «Mario Arnello Romo» (em espanhol). Servicio Nacional del Patrimonio Cultural. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2026
- ↑ «Mario Arnello: "La Democracia Cristiana no puede decir que no estaba de acuerdo con el Golpe"» (em espanhol). Radio Bío Bío. Consultado em 22 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2025
- ↑ «Facultad de Derecho de la Universidad de Chile celebró los 100 años del profesor Mario Arnello» (em espanhol). Facultad de Derecho, Universidad de Chile. 12 de janeiro de 2026. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Reseña Biográfica Mario Arnello Romo» (em espanhol). Biblioteca del Congreso Nacional de Chile. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 24 de maio de 2024
- ↑ «El sindicato español» (em espanhol). Dialnet. Consultado em 27 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2024
- ↑ «Directores/as del Servicio (Ex Dibam)» (em espanhol). Servicio Nacional del Patrimonio Cultural. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2026
Ligações externas
- Perfil biográfico na Biblioteca do Congresso Nacional do Chile
