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Marina Tchetchneva
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| Marina Tchetchneva | |
|---|---|
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 15 de agosto de 1922 Protasovo, República Socialista Federativa Soviética da Rússia |
| Morte | 12 de janeiro de 1984 (61 anos) Moscou, União Soviética |
| Carreira militar | |
| Força | |
| Anos de serviço | 1941–1948 |
| Unidade | 588º Esquadrão de Bombas, "Bruxas da Noite" |
| Honrarias | |
Marina Pavlovna Tchetchneva (em russo: Марина Павловна Чечнева; aldeia de Protasovo, 15 de agosto de 1922 – Moscou, 12 de janeiro de 1984) foi uma piloto soviética durante a Segunda Guerra Mundial.
Recebeu o título de Heroína da União Soviética em 15 de agosto de 1946, depois de ter concluído 810 missões noturnas como piloto e líder do esquadrão. Fez parte da formação aérea as Bruxas da Noite.[1] Chechneva é autora de cinco livros sobre as suas experiências durante a guerra.[2]
Biografia
Chechneva nasceu em 15 de agosto de 1922, em uma família da classe trabalhadora, na aldeia de Protasovo, no distrito de Maloarkhangelsk, na região de Oriol, no norte da Rússia. Ela passou os primeiros cinco anos de vida nessa área. Em 1934, sua família mudou-se para Moscou.[3]
Aos 16 anos, Chechneva ingressou em um aeroclube da organização Osoaviakhim, onde aprendeu a pilotar aeronaves esportivas. Ela sonhava em se tornar piloto profissional, um desejo incentivado pelo pai, proibido pela mãe e apoiado por Valeria Khomiakova, uma das instrutoras de voo do clube, que mais tarde se tornaria uma famosa piloto de caça. Entre 1939 e 1941, Chechneva atuou como instrutora de voo no Clube Central de Aviação de Moscou. Em 1942, filiou-se ao Partido Comunista.[3]
Segunda Guerra Mundial
Quando a Alemanha invadiu a União Soviética, em junho de 1941, o aeroclube foi evacuado para Stalingrado. Em outubro daquele ano, Chechneva recebeu autorização para integrar o novo grupo de aviação feminino criado por Marina Raskova. Após passar por treinamento adicional na escola militar de aviação de Engels, foi designada para o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos como piloto do avião Po-2. Posteriormente, a unidade recebeu o título honorífico de Guarda e passou a se chamar 46º Regimento de Bombardeiros Noturnos da Guarda.[4]
Em 1942, Chechneva foi promovida a comandante de voo e combateu intensamente na batalha pelo Cáucaso, atuação pela qual recebeu, em 27 de setembro de 1942, a Ordem do Estandarte Vermelho. No fim do verão de 1943, foi promovida a comandante de esquadrão e continuou realizando missões de bombardeio, além de treinar outras militares.[1]
Após participar das campanhas na Península da Crimeia, na Bielorrússia e na Prússia Oriental, recebeu uma segunda Ordem do Estandarte Vermelho. Nos momentos finais da guerra, combateu sobre a Polônia e estava na cidade de Świnoujście quando foi anunciada a vitória sobre as Potências do Eixo. Chechneva permaneceu brevemente na Polônia após a dissolução do regimento.[1]
Durante a guerra, realizou 810 missões de bombardeio, acumulando mais de mil horas de voo. Lançou 150 toneladas de material explosivo, destruiu seis depósitos, cinco travessias fluviais, quatro baterias de artilharia antiaérea, quatro holofotes e um trem, além de ter treinado 40 navegadores e pilotos para o esforço de guerra.[1]
Pós-guerra
Após a guerra, em novembro de 1945, Chechneva casou-se com o também piloto e Herói da União Soviética, Konstantin Davydov. Em 1946 nasceu a filha do casal, Valentina. Dois anos depois, em 1948, a família retornou à União Soviética. Em 1949, seu marido, que trabalhava para a organização DOSAAF, morreu em um acidente aéreo enquanto transportava uma aeronave de Leningrado para Kalinin. Ele foi sepultado no Cemitério Novodevichy.[1][5]
Nesse mesmo ano, Chechneva estabeleceu um recorde de velocidade no avião Yak-18 e recebeu o título de Mestra Honrada do Esporte da URSS. Posteriormente, tornou-se piloto certificada nos modelos Yak-3, Yak-9, Yak-11 e Yak-18T, e liderou uma equipe feminina de esportes aéreos que participava de desfiles. Em 1956, precisou interromper suas atividades como piloto por motivos de saúde.[1][5]
Em 1963, formou-se na Escola Superior do Partido do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Mais tarde, integrou diversos comitês, entre eles o Presidium do Comitê Central da DOSAAF, o Presidium do Comitê Soviético de Veteranos de Guerra e o Comitê das Mulheres Soviéticas. Também atuou como vice-presidente do Conselho Central da Sociedade de Amizade Soviético-Búlgara. Posteriormente, escreveu vários livros e memórias sobre suas experiências na Segunda Guerra Mundial.[1][6]
Morte
Chechneva morreu em Moscou, em 21 de janeiro de 1984, aos 61 anos, e foi sepultada no Cemitério de Kuntsevo. Seu obituário foi publicado no jornal militar soviético Estrela Vermelha. Há ruas com seu nome nas cidades de Oriol e Kacha.[7][8]
Livros
- A descolagem da aeronave para a noite (1962)
- Lutando com os meus amigos (1975)
- O céu continua a ser a nosso (1976)
- A história de Zhenya Rudneva (1978)
- Andorinhas na frente (1984)
Ver também
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 Sakaida, Henry (2003). Heroines of the Soviet Union (1941-1945). [S.l.: s.n.] ISBN 1-84176-598-8
- ↑ Biess, Frank; Moeller, Robert G. (2010). Histories of the Aftermath: The Legacies of the Second World War in Europe. Nova York: Berghahn Books. p. 326. ISBN 978-1845457327
- 1 2 Pennington, Reina (2003). Amazons to Fighter Pilots: A Biographical Dictionary of Military Women. Westport, CT: Greenwood Press. 90 páginas. ISBN 0313327076
- ↑ Simonov & Chudinova 2017, p. 266-268.
- 1 2 Simonov & Chudinova 2017, p. 269.
- ↑ Simonov & Chudinova 2017, p. 270.
- ↑ «Чечнева Марина Павловна». airaces.narod.ru. Consultado em 20 de março de 2018
- ↑ «Чечнева Марина Павловна (1922-1984)». letunij.narod.ru. Consultado em 20 de março de 2018
Bibliografia
- Simonov, Andrey; Chudinova, Svetlana (2017). Женщины - Герои Советского Союза и России [Women – Heroes of the Soviet Union and Russia]. Moscou: Russian Knights Foundation and Museum of Technology Vadim Zadorozhny. ISBN 9785990960701. OCLC 1019634607
