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Maciço do Imbé
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Maciço do Imbé | |
|---|---|
| Ponto mais alto | |
| Coordenadas | 21° 51′ 20″ S, 41° 51′ 50″ O21° 51′ 20″ S, 41° 51′ 50″ O |
| Tipo | Maciço cristalino / Escarpa |
| Geografia | |
| Localização | Campos dos Goytacazes, Santa Maria Madalena e São Fidélis, RJ |
| Geologia | |
| Cordilheira | Serra do Mar |
| editar - editar código-fonte - editar Wikidata | |
O Maciço do Imbé é uma unidade geomorfológica localizada no norte do estado do Rio de Janeiro, associada ao sistema montanhoso da Serra do Mar. O maciço situa-se na região de transição entre as escarpas da Serra do Desengano e as terras baixas do norte fluminense, abrangendo áreas dos municípios de Campos dos Goytacazes, Santa Maria Madalena e São Fidélis.[1]
Geologia e Geomorfologia
O maciço é constituído predominantemente por rochas do embasamento cristalino, com ocorrência de gnaisses, migmatitos e granitos formados no Pré-Cambriano, característicos da estrutura geológica do sudeste brasileiro.[2]
Sua morfologia atual resulta de processos tectônicos antigos associados à evolução da Serra do Mar, seguidos por longos períodos de erosão diferencial que preservaram relevos escarpados e vertentes íngremes.[3]
A região apresenta desníveis acentuados e escarpas que podem ultrapassar mil metros de diferença altimétrica, configurando um dos conjuntos montanhosos mais expressivos do norte fluminense.[4]
A rede hidrográfica local, marcada pela bacia do Rio Imbé, exerce papel importante na dissecação do relevo, formando vales profundos e encostas de grande declividade.[5]
Os cursos d’água que descem dessas vertentes alimentam sistemas hidrográficos regionais que deságuam nas planícies costeiras do norte do estado do Rio de Janeiro.[6]
Biodiversidade
Devido à variação altimétrica e ao relativo isolamento geomorfológico, o Maciço do Imbé constitui um importante refúgio de biodiversidade da Mata Atlântica. As áreas de encosta e altitude abrigam formações florestais bem preservadas e elevada diversidade de espécies.[7]
A região é conhecida por abrigar espécies endêmicas ou raras da flora, incluindo a orquídea Cattleya fidelensis e a bromélia Vriesea fidelensis, registradas em áreas de altitude do norte fluminense.[8]
Ocupação e cultura
A ocupação humana nos vales e vertentes do maciço está relacionada a atividades agrícolas tradicionais e à presença de comunidades rurais estabelecidas ao longo dos séculos.[9]
Na região também se localiza a comunidade remanescente de quilombo de Conceição do Imbé, cuja formação histórica está vinculada ao isolamento relativo proporcionado pelo relevo montanhoso.[10]
Status de conservação
Parte significativa das áreas de maior altitude do maciço encontra-se dentro dos limites do Parque Estadual do Desengano, unidade de conservação criada em 1970 e considerada uma das mais antigas do estado do Rio de Janeiro.[11]
O parque protege remanescentes importantes da Mata Atlântica e contribui para a preservação das nascentes e ecossistemas associados ao sistema montanhoso do Desengano e da Serra do Imbé.[12]
Referências
- ↑ INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano. Governo do Estado do Rio de Janeiro.
- ↑ Dantas, Marcelo E. et al. Mapa Geomorfológico do Estado do Rio de Janeiro. CPRM – Serviço Geológico do Brasil.
- ↑ Dantas, Marcelo E. et al. Mapa Geomorfológico do Estado do Rio de Janeiro. CPRM – Serviço Geológico do Brasil.
- ↑ INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano. Governo do Estado do Rio de Janeiro.
- ↑ Ferraz, Rodrigo P. D. et al. Diagnóstico do meio físico da bacia hidrográfica do Rio do Imbé (RJ): aplicação de metodologia integrada como subsídio ao manejo de microbacias. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2003.
- ↑ Lima, Vinícius Santos; Santos, Carolina de Almeida; Cunha, Sandra Baptista da. Usos da terra sujeitos às inundações na bacia de drenagem do rio Imbé-Ururaí. Universidade Federal Fluminense.
- ↑ INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano. Governo do Estado do Rio de Janeiro.
- ↑ Estudos botânicos regionais sobre flora da Mata Atlântica no norte do estado do Rio de Janeiro.
- ↑ Soffiati, Arthur. Parque Estadual do Desengano: história, economia e sociedade. Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego.
- ↑ Soffiati, Arthur. Parque Estadual do Desengano: história, economia e sociedade. Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego.
- ↑ INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano. Governo do Estado do Rio de Janeiro.
- ↑ INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano. Governo do Estado do Rio de Janeiro.
