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José Santamaría
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| Em 1962 | ||
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | José Emilio Santamaría Iglesias | |
| Data de nasc. | 31 de julho de 1929 (97 anos) | |
| Local de nasc. | Montevidéu, Uruguai | |
| Nacionalidade | uruguaio espanhol | |
| Morto em | 15 de abril de 2026 (96 anos) | |
| Local da morte | Madrid, Espanha | |
| Altura | 1,79 m | |
| Apelido | Pepe [1] | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Defensor | |
| Clubes de juventude | ||
| Pocito | ||
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1948–1957 1957–1966 |
Nacional Real Madrid |
290 (11)[2] 337 (2)[3] |
| Seleção nacional | ||
| 1952–1957 1958–1962 |
Uruguai Espanha |
20 (0) 16 (0) |
| Times/clubes que treinou | ||
| 1967–1968 1968–1971 1971–1977 1978–1980 1980–1982 |
Real Madrid (juvenis) Espanha (olímpica) Espanyol Espanha (sub-21) Espanha |
|
José Emilio Santamaría Iglesias (Montevidéu, 31 de julho de 1929 – Madrid, 15 de abril de 2026)[2] foi um treinador e futebolista hispano-uruguaio [4] que atuava como zagueiro. Notabilizou-se como o líder da defesa do Real Madrid nos seguidos títulos deste clube nas primeiras edições da Liga dos Campeões da UEFA,[3] bem como por ter disputado a Copa do Mundo FIFA por dois países: a de 1954 pelo Uruguai natal e a de 1962 pela Espanha,[5] terra dos pais dele,[6][7] sendo Santamaría um dos raros futebolistas a jogar por seleções diferentes o torneio.[8]
Além do Real Madrid, Santamaría também foi um destacado jogador do Nacional.[5] Como treinador, associou-se mais ao Espanyol: é o técnico com mais partidas (218 ao todo) por este clube em La Liga,[9] notadamente na temporada 1972-73,[10] a mais próxima que o clube esteve de vencer a primeira divisão,[7][11][12][13] e na de 1975-76, em que terminou no 4º lugar.[14] Nessa função, voltou a participar de uma Copa do Mundo com a Seleção Espanhola,[15] treinando-a precisamente na edição em que ela foi anfitriã, na de 1982.[16][17][18]
Carreira
Nacional e Uruguai

Após prática de futebol em uma equipe de bairro chamada Atlético Pocitos,[7] iniciou profissionalmente carreira no Nacional de Montevidéu, time pelo qual já torcia,[5] estreando em 26 de abril de 1947 na equipe adulta.[2] Em suas próprias palavras, "tive sorte. Não sei se porque era fisicamente distinto, porque tinha postura e os impressionava ou porque realmente jogasse bem. Rapidamente consegui consolidar-me no Nacional e e comecei a jogar no sub-18 como centromédio. Depois de dois anos, sem passar pelo sub-19 nem pelo sub-20, estreei no time principal. Me sentia orgulhoso. Sempre havia sido torcedor do Nacional, e agora era titular da equipe".[5]
Ele não chegou a participar dos jogos do título uruguaio de 1947,[19] começando a ter frequência a partir do título invicto de 1948, revezando-se com Schubert Gambetta na lateral.[20] O campeão uruguaio de 1949 veio a ser o Peñarol, mas Santamaría teve uma temporada individualmente bem avaliada, a ponto de integrar a lista de pré-convocados pelo Uruguai à Copa do Mundo FIFA de 1950.[5]
Sua ausência do Maracanaço costuma ser difundida por entraves criados pelo Nacional.[6][7] Contudo, o próprio Santamaría declarou que deveu-se em parte por escolha própria: "tive a chance de integrar a delegação até o último treino, onde, por decisão minha, fiquei de fora. Cheguei ao estádio para o treinamento e faltava ser designado o reserva do centromédio. Para essa posição disputava Washington Ortuño e eu, mas como haviam começado a me colocar como zagueiro no Nacional, disse que eu de centromédio não aceitava jogar. Então Ortuño foi e eu fiquei sem ser campeão do mundo. Na quinta-feira foi o treino e na sexta-feira a equipe saiu rumo ao Brasil".[5] Reafirmou em 2017 essa versão, ao jornal As, assumindo que ficar de fora da conquista lhe deixou amargurado por um tempo, ainda que saísse pelas ruas de Montevidéu para comemorar junto da esposa.[21]
Ao fim de 1950, com Santamaría de titular na zaga, o Nacional gabou-se em ser campeão uruguaio no ano do título mundial da seleção.[22] O jogador, porém, ainda aguardaria até 1952 para realizar sua primeira partida oficial com a Seleção Uruguaia;[23] conviveu por algum tempo com a impressão de que se acovardava em momentos decisivos, especialmente após um gol contra em pleno Superclásico. Não aceitava que críticas nesse sentido: após parar de jogar, desabafou que "creio que triunfei amplamente. No Uruguai ganhei quatro campeonatos, na Espanha seis e fui quatro vezes campeão da Europa. Então note quantos clássicos joguei! O que acontecia é que eu era muito tranquilo. Tinha uma grande frieza e isso fazia a arquibancada pensar rapidamente que eu não vibrava. E toda essa história aumentou quando tive a desgraça de fazer um gol contra. Os momentos que se seguiram foram difíceis, porque perdemos, mas era preciso supera-los. E consegui".[5]
Após 1950, os títulos seguintes do clube e do jogador se deram em 1952, em 1955 e em 1956.[2][24][25][26] Nesse período, disputou a Copa do Mundo FIFA de 1954.[5] Um dos amistosos de preparação do Uruguai, curiosamente, deu-se em partida não-oficial contra o Real Madrid, onde Santamaría foi utilizado no primeiro tempo em derrota da Celeste por 2-0, em 30 de maio.[27]
No Mundial sediado na Suíça, contudo, a Seleção Uruguaia foi quarta colocada, obtendo vitórias contra Escócia (goleada por 7-0),[28] Tchecoslováquia e Inglaterra,[29] parando apenas na sensação Hungria - um 4-2 que é frequentemente listado entre os jogos mais dramáticos das Copas.[30] No jogo pela bronze, os detentores do título, desmotivados, perderiam para a Áustria por 3-1.[31] Naquele mundial, Santamaría, sem saber, foi prospectado pessoalmente pelo presidente madridista Santiago Bernabéu, embora a transferência ainda tardasse alguns anos.[5]
Santamaría fez em 27 de abril de 1957 sua última partida pelo Nacional,[2] não chegando a integrar a campanha campeã uruguaia daquele ano.[32] Segundo ele, "ao voltar da Copa América de Lima em 1957, quando cheguei a Montevidéu, tinha em minha casa uma carta de Santiago Bernabéu, convidando-me a jogar na Espanha para me enrolar no Real Madrid. Bernabéu - e disto me interei depois, em Madrid - havia me visto jogar no mundial da Suíça e lhe havia ficado gravada na mente minha figura e minha forma de atuar. Mas antes de iniciar qualquer negociação começou a averiguar que tipo de vida eu tinha no Uruguai, como era como pessoa; e então lhe disseram que eu trabalhava em um banco, que tinha grande responsabilidade e, ao fim, lhe contaram meu modo de ser. Foi aí quando don Santiago se decidiu por minha contratação".[5]
Foi contratado por 125 mil pesos uruguaios, após sua contratação ter sido cogitada também pelos rivais Atlético de Madrid e Barcelona.[4]
Real Madrid e Seleção Espanhola

Contratado inicialmente para permanecer por três anos no Real Madrid,[4] permaneceu por nove,[3] sendo com o tempo reconhecido como elo entre duas gerações distintas e marcantes do clube: a multivencedora da nascente Liga dos Campeões da UEFA, na metade final da década de 1950; e os sucessores que, apelidados de Madrid dos Yeyé (em alusão ao Iê-iê-iê característicos da década de 1960), obtiveram o pentacampeonato no campeonato espanhol e a sexta conquista europeia.[4][33] O uruguaio foi ao todo seis vezes campeão espanhol, quatro vezes na Liga dos Campeões, uma na Copa do Rei e obteve também o primeiro Mundial Interclubes - precisamente sobre seu antigo rival Peñarol.[5][34]
Presente nas finais europeias de 1957–58 (3-2 no Milan),[35] de 1958–59 (2-0 no Stade de Reims)[36] e de 1959–60 (com um desarme seu descrito como "cirúrgico" iniciando a jogada do quinto gol espanhol no 7-3 sobre o Eintracht Frankfurt),[1] esteve presente também na campanha campeã de 1965–66, embora ausente dessa final.[37]
Apesar do sucesso, sua transferência à Europa privou-lhe de seguir defendendo a Seleção Uruguaia, que apenas na década de 1970 aceitou convocar quem atuasse fora do país.[38] O defensor passou a ser utilizado pela Seleção Espanhola.[39] Por Santamaría ser filho de espanhóis,[6][7] era considerado cidadão nato, a exemplo do colega madridista Héctor Rial, argentino igualmente filho de espanhóis rapidamente convocado pela Furia,[40] ao passo que o também argentino Alfredo Di Stéfano, sem essa mesma hereditariedade, precisou aguardar mais tempo - só sendo convocado após cumprir o requisito de vários anos de residência na Espanha.[41] No caso do uruguaio, seus pais eram nativos de Ourense, na Galiza.[21]
Santamaría fez em 1958 sua primeira partida por sua nova seleção,[7] em amistoso em 15 de outubro contra a Irlanda do Norte.[4] A Espanha não havia particiado da Copa do Mundo FIFA de 1958, tendo perdido de modo surpreendente para a Escócia a única vaga oferecida no grupo em que foram sorteadas nas eliminatórias europeias;[40] e depois não pôde participar da Eurocopa 1960 por, sob determinação do ditador Francisco Franco, praticar W.O. nas eliminatórias contra a futura campeã União Soviética, país que a Espanha Franquista não reconhecia diplomaticamente.[41] Santamaría pôde, porém, ser chamado para sua segunda Copa na de 1962. A respeito, declarou à Real Federação Espanhola de Futebol que "minha etapa na Espanha como jogador foi formidável pelo feito de estrear em uma Seleção que não é a do meu nascimento, embora ser filho de espanhóis me criasse muito desejo depois de ter disputado uma Copa com o Uruguai".[6][7]
No Mundial sediado no Chile, contudo, os espanhóis terminaram eliminados ainda na primeira fase, sob a falta de sorte de compartilharem o mesmo grupo que os futuros finalistas Brasil e Tchecoslováquia.[41] Inclusive, o único gol em derrota para os tchecoslovacos, na estreia, foi atribuído a uma falha de Santamaría.[42] Ele permaneceu para os jogos seguintes, vencendo-se o México,[43] mas perdendo-se de virada para os brasileiros,[44] em resultado creditado a dois erros de arbitragem que prejudicaram os europeus.[45]
O fim da Copa também encerrou não somente a passagem de Santamaría pela Seleção, mas também as de Di Stéfano (que já havia jogado pela Argentina), László Kubala e Ferenc Puskás (que já haviam jogado pela Hungria), diante de resolução da FIFA de que naturalizados que já houvessem defendido o país de origem não mais poderiam defender a seleção adotiva.[46] Por conta disso, não puderam jogar a vitoriosa Eurocopa 1964,[41] apesar de Santamaría, Puskás e Di Stéfano terem participado de nova final de Liga dos Campeões (perdida para a Internazionale) ao fim da temporada de 1963-64.[47] Eles também não puderam ser considerados à Copa do Mundo FIFA de 1966.[41]
Santamaría parou de jogar exatamente em 1966, ainda no Real Madrid.[3] O clube preparou-se um amistoso festivo de despedida em 15 de setembro daquele ano, contra o Hamburgo. O defensor atuou somente nos primeiros minutos, sendo substituído por Pedro de Felipe para que pudesse ser ovacionado pelo restante da ocasião.[4] Ele manteve-se até novembro de 2025 como o uruguaio com mais partidas pelo clube, quando foi então superado por Federico Valverde.[48]
Embora tenha se radicado na Europa, a ponto de um de seus genros ter criado em 2000 a torcida organizada dos madridistas residentes em Liège,[49] Santamaría nomeia a escolinha que o clube inaugurou em 2008 em Montevidéu.[50] Também se engajou como diretor da associação de auxílio a ex-jogadores do Real Madrid.[6]
Treinador

Após parar de jogar, Santamaría inicialmente permaneceu no Real Madrid como técnico das categorias de base.[51] Logo, porém, foi reempregado pela Real Federação Espanhola de Futebol.[3] Credita-se justamente a seu primeiro ciclo a criação e estruturação de seleções de base,[6] trabalhadas por ele naquele momento,[3] estruturando-se em sua gestão as equipes sub-19, sub-17 e sub-15.[21] "Minha mentalidade sempre foi a do triunfo: ganhar, ganhar e ganhar. Isso foi fundamental como jogador e como técnico, do que destacaria minha etapa na formação de jogadores, da qual me orgulho por ter criado seelções de diferentes idades que continuam jogando e que têm sido um êxito. Um objetivo cumprido do qual me sinto especialmente satisfeito", contou em 2014.[6] Comandou a seleção olímpica na Olimpíadas de 1968.[51]
Em sua carreira de treinador, foi reconhecido sobretudo pelo bom trabalho na década de 1970 com o modesto Espanyol. Assumiu a equipe recém-regressada à primeira divisão e inicialmente soube mantê-la duramente na elite,[14] vindo então a disputar seriamente na temporada 1972-73 o inédito título em La Liga.[10] O clube chegou a alcançar a liderança ao vencer o dérbi catalão na 28ª rodada, em pleno Camp Nou,[12] na primeira vez em que pôde derrotar nesse estádio o arquirrival Barcelona,[41] que era até então o líder de uma temporada incomumente marcada por envolver na disputa pelo título da primeira divisão tanto os dois clubes da Catalunha como os dois de Madrid.[12] A quatro rodadas do final, o Espanyol adiante venceria também o Real Madrid,[11] mas derrotas fora de casa tanto na penúltima como na última rodadas (para Burgos e Athletic Bilbao) fizeram-na terminar em terceiro lugar,[14] a três pontos do campeão Atlético de Madrid.[11][41] Em 2017, ele comentou contou que a aspiração ao inédito título "foi um sonho enorme e admitimos nossa responsabilidade", embora pontuasse nas entrelinhas que "coisas estranhas" ocorridas "nos 90 minutos" também pesaram para a perda do campeonato.[21]
Apesar do anticlímax, aquele terceiro lugar segue sendo a melhor colocação que o Espanyol já alcançou na primeira divisão.[7][11] Na temporada seguinte, a equipe treinada por Santamaría destacou-se em especial por novo triunfo no clássico, vencido por 5 a 2 sobre a equipe de Johan Cruijff.[14] Outra temporada bem recordada no estadi de Sarrià foi a de 1975-76, na qual o clube, para festejar 75 anos,[52] promoveu contratações chamativas, como a de Carlos Caszely.[14] A equipe terminou em 4º lugar e,[52] ainda treinada por Santamaría, também esteve próxima da decisão da Copa del Rey na temporadada seguinte.[14]
A despeito da falta de troféus, as boas temporadas permitiram aos pericos participações recorrentes na Liga Europa da UEFA.[14] Um início irregular na temporada 1977-78 encerrou o ciclo do uruguaio como blanquiazul.[53] Ele Acumulou 218 jogos como treinador do Espanyol em La Liga, números que à altura da década de 2010 seguiam o colocando como técnico recordista de partidas no clube nesse torneio;[9] considerando-se partidas por outras competições e excetuando-se amistosos, Santamaría acumulou 252 - abaixo apenas de Patricio Caicedo, que somou 265 entre o campeonato e Copa nacionais bem como em torneios catalães,[13][54] então valorizados e oficializados até a Guerra Civil Espanhola.[41] Santamaría também lidera nas estatísticas de treinadores pericos como o que mais tempo ininterrupto permaneceu no cargo.[53]
Sem Santamaría pelo restante da temporada de 1977-78, nela o Espanyol quase terminou rebaixado, salvando-se apenas pelos critérios de desempate ao fim do torneio espanhol daquela temporada.[14] Cerca de quarenta anos depois, relembrou, saudoso: "desfrutei e passei sete anos de glória no Espanyol e em Barcelona, que minha família ainda me recorda frequentemente".[21]
Recontratado pela Real Federação Espanhola de Futebol, Santamaría foi o técnico da seleção olímpica nos Jogos de Moscou.[7] Foi posteriormente incumbido de comandar a equipe principal na Copa do Mundo FIFA de 1982, sediada no próprio país.[16] Embora tenha usado como base precisamente o clube dominante do período, a Real Sociedad bicampeã espanhola seguida,[17] seu trabalho foi visto como aquém do esperado:[16] empate com Honduras e derrota para a Irlanda do Norte na fase de grupos já eram resultados negativamente surpreendentes e, embora não eliminassem a Furia ainda naquele momento, dificultaram exponencialmente o avanço dos anfitriões às semifinais ao inseri-los em uma segunda fase de grupos com as poderosas Inglaterra e Alemanha Ocidental.[55]
Santamaría, assim, terminou ao fim da Copa sendo sucedido por Miguel Muñoz.[16] As críticas ferozes que sofreu na época pesaram para que ele optasse por abandonar a carreira de treinador.[21] Ainda assim, seguiu estabelecido na Espanha desde então: "minha vida é muito tranquila, sossegada e sigo vivendo em Madrid. O projeto em si é desfrutar os anos que me submeti a uma disciplina esportiva e agora atravesso uma etapa na qual me encontro muito unido familiarmente com os meus", declarou em 2014.[6]
Morte
Em 2026, Santamaría hospitalizou-se por semanas a partir de um acidente doméstico. Sua idade elevada foi um fator de risco e se deliberou por não opera-lo. Acabou por contrair infecção hospitalar, da qual não se recuperou.[33] Sua morte foi anunciada no dia 15 de abril de 2026, pelo Real Madrid, aos 96 anos.[51]
Foi-lhe dedicado um minuto de silêncio na Allianz Arena em partida disputada pelo clube ali naquela mesma data, frente o Bayern Munique, pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA de 2025–26; em outro sinal de luto, os atletas madridistas portaram braçadeiras pretas,[56] ao passo que seu presidente Florentino Pérez emitiu declaração segundo a qual "Santamaría sempre será lembrado como um dos grandes símbolos de nosso clube, (...) daquele time que começou a construir o mito do Real Madrid. Santamaría sempre exemplificou os valores de nosso clube, e até seu último momento, o Real Madrid foi a grande paixão de sua vida".[51]
Em reação, o Nacional determinou bandeiras a meio mastro por dois dias e requisitou igual minuto de silêncio "nas próximas partidas" que fosse disputar. O comunicado oficial da presidência tricolor descreveu o ex-jogador como alguém cujo "nome ficará para sempre na memória do nosso clube e do futebol mundial" e enviou "nossas condolências à sua esposa Nora, seus filhos Nelson, Nora, Beatriz, José, Silvia e Javier, a seus netos, seus bisnetos", além de "um cuprimento especial a seu afilhado, o tabelião Guillermo Pena, que nos represante perante a AUF e hoje vive horas tristes pela partida de seu padrinho".[57]
O Espanyol também declarou-se sob "luto": "o clube e a Fundação quiserem lhe render uma última homenagem em 19 de abril de 2017 na inauguração da Galeria de Treinadores, situada no auditório Juan Segura Palomars do RCDE Stadium. Aquele foi o último momento em que todo o espanyolismo pôde agradecer uma trajetória única à frente do banco do RCD Espanyol. Obrigado, José Emilio. Hoje o céu é um pouco mais blanquiazul".[53]
O Real Madrid repetiu o minuto de silêncio na primeira partida que realizou no estádio Santiago Bernabeu após o falecimento do ídolo. A ocasião ocorreu contra o Alavés, em 21 de abril, pela 33ª rodada de La Liga de 2025–26,[58] momento descrito como uma "homenagem sentida" e "emotiva".[59]
Títulos
Clubes
- Nacional
- Primera División Uruguaya: 1948, 1950, 1952, 1955, 1956 [2]
- Real Madrid
- La Liga: 1957–58, 1960–61, 1961–62, 1962–63, 1963–64, 1964–65
- Copa del Rey: 1962
- UEFA Champions League: 1957–58, 1958–59, 1959–60, 1965–66
- Copa Intercontinental: 1960
Individual
- Copa do Mundo da FIFA: All-Star Team de 1954[60]
- Revista World Soccer World XI: 1960[61]
Referências
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- ↑ «El público del Santiago Bernabéu rindió un sentido homenaje a una de sus leyendas, Jose Emilio Santamaría, con un minuto de silencio». OK Diario. 21 de abril de 2026. Consultado em 23 de abril de 2026
- ↑ «FIFA World Cup All-Star Team – Football world Cup All Star Team». Football Sporting 99. Consultado em 28 de Junho de 2012. Arquivado do original em 30 de Junho de 2016
- ↑ Eric Batty’s World XI – The Sixties; Beyond the Last Man, de abril de 2013
Ligações externas
- Perfil em Fifa.com (em inglês)
