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Jorge Antonio Serrano Elías
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Jorge Serrano Elías | |
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Retrato oficial | |
| 44º presidente da Guatemala | |
| Período | 14 de janeiro de 1991 a 1 de junho de 1993 |
| Antecessor(a) | Marco Vinicio Cerezo Arévalo |
| Sucessor(a) | Gustavo Adolfo Espina Salguero |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 26 de abril de 1945 Cidade da Guatemala, Guatemala |
| Partido | MAS |
| Profissão | Engenheiro e político |
| Jorge Antonio Serrano Elías | |||||
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| Nascimento | 26 de abril de 1945 Cidade da Guatemala | ||||
| Cidadania | Guatemala | ||||
| Cônjuge | Magda Bianchi Lázzari | ||||
| Alma mater | |||||
| Ocupação | político, engenheiro | ||||
| Distinções |
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| Cargo(s) | Lista de presidentes da Guatemala (1991–1993)
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Jorge Antonio Serrano Elías é um político e engenheiro guatemalteco que atuou como Presidente da República de Guatemala entre 1991 e 1993. Sua presidência ficou marcada na história da América Latina pelo chamado "Serranazo", um autogolpe de Estado fracassado que resultou em sua destituição e subsequente exílio.
Primeiros Anos e Formação Acadêmica
Jorge Serrano Elías nasceu em 26 de abril de 1945, na Cidade da Guatemala. Filho de Jorge Adán Serrano, um reconhecido opositor do regime do ditador Jorge Ubico, ele cresceu em um ambiente com forte consciência política.
Formação
Engenharia Industrial: Graduou-se pela Universidade de San Carlos de Guatemala (USAC).
Pós-graduação nos EUA: Mudou-se para os Estados Unidos, onde obteve um mestrado em Ciências e um doutorado em Educação na Universidade de Stanford.
Ao retornar à Guatemala, dividiu seu tempo entre o setor privado, o ativismo em comunidades evangélicas neopentecostais e o funcionalismo público.
Entrada na Política e os Anos de Ditadura Durante a década de 1970, Serrano atuou em diversas frentes econômicas e sociais. No entanto, sua verdadeira projeção política ocorreu no início dos anos 1980.
Após o golpe de Estado que levou o general Efraín Ríos Montt ao poder em 1982, Serrano Elías foi nomeado Presidente do Conselho de Estado. Esse órgão tinha a função de redigir leis e dar uma fachada civil e de assessoria ao regime militar, que na época enfrentava uma violenta guerra civil contra guerrilhas de esquerda. Durante esse período, Serrano consolidou sua imagem como um líder civil capaz de dialogar com setores conservadores e militares.
Com o retorno da democracia em 1985, ele fundou o partido MAS (Movimiento de Acción Solidaria). Disputou as eleições presidenciais daquele ano, ficando em terceiro lugar, com uma votação expressiva que o posicionou como uma liderança emergente.
A Presidência da República (1991–1993)
Nas polêmicas eleições de 1990, Serrano Elías apresentou-se novamente como candidato pelo MAS. Após avançar para o segundo turno, ele venceu o jornalista Jorge Carpio Nicolle com uma plataforma centrada na reconciliação nacional, estabilidade econômica e moralidade pública. Assumiu o cargo em 14 de janeiro de 1991.
Principais Acontecimentos do Governo: Processo de Paz: Seu governo deu passos significativos nas negociações de paz com a guerrilha da URNG (Unidad Revolucionaria Nacional Guatemalteca), buscando pôr fim ao conflito armado que já durava três décadas.
Reconhecimento de Belize: Em 1991, Serrano tomou a decisão histórica e polêmica de reconhecer oficialmente a independência de Belize, com quem a Guatemala mantinha uma disputa territorial secular. A medida foi duramente criticada por setores nacionalistas e pelas Forças Armadas.
Economia: Conseguiu uma estabilização macroeconômica inicial e reduziu a inflação, mas suas políticas de austeridade e privatização geraram forte descontentamento social.
O "Serranazo": O Autogolpe de 1993 Em meados de 1993, o governo de Serrano enfrentava um cenário de paralisia política. Havia denúncias crescentes de corrupção em sua administração, protestos populares contra o custo de vida e um embate constante com o Congresso e a Suprema Corte.
Em 25 de maio de 1993, argumentando que o país havia se tornado ingovernável devido à corrupção institucional, Serrano emitiu as "Normas Temporais de Governo". O ato, que ficou conhecido como Serranazo, consistiu em:
Dissolver o Congresso da República.
Destituir os magistrados da Suprema Corte de Justiça e do Tribunal Constitucional.
Suspender várias garantias constitucionais e impor censura à imprensa.
A Queda
Diferente do que ocorreu com Alberto Fujimori no Peru em 1992, o autogolpe de Serrano não recebeu o apoio necessário. A sociedade civil organizada, a imprensa (que desafiou a censura), o Tribunal Constitucional e, crucialmente, as Forças Armadas retiraram o apoio ao presidente sob forte pressão internacional (especialmente dos Estados Unidos e da OEA).
Em 1 de junho de 1993, apenas uma semana após o golpe, Serrano Elías foi forçado a renunciar e a fugir do país. O vice-presidente, que assumiu o posto por cerca de 5 dias, Gustavo Espina também foi destituído, e o Congresso nomeou Ramiro de León Carpio (então Procurador dos Direitos Humanos) como o novo presidente para terminar o mandato.
Exílio e Vida Posterior
Após sua queda, Serrano Elías obteve asilo político no Panamá, onde fixou residência permanente. No Panamá, ele retomou suas atividades privadas, tornando-se um próspero empresário no ramo imobiliário e da construção civil.
Situação Jurídica: O Estado guatemalteco apresentou diversas acusações formais contra Serrano, incluindo abuso de autoridade, peculato, fraude e violação da Constituição. Vários pedidos de extradição foram enviados ao governo panamenho ao longo das décadas, mas todos foram rejeitados, pois as autoridades do Panamá consideraram que o caso possuía contornos de perseguição política.
Serrano manteve-se ativo nas redes sociais e em entrevistas, defendendo suas ações em 1993. Ele alega que tentou "limpar as instituições de máfias corruptas" e que foi vítima de um complô político e militar. Publicou livros e manifestos apresentando sua versão da história da Guatemala contemporânea.[1][2]
Referências
- ↑ Turner, B. (2017). The Statesman's Yearbook 2011: The Politics, Cultures and Economies of the World (em inglês). Berlim: Springer. p. 560. ISBN 9781349586356. Cópia arquivada em 29 de julho de 2023
- ↑ Nohlen, Dieter (2005). Elections in the Americas A Data Handbook (em inglês). 1. Oxford: OUP Oxford. p. 346. ISBN 9780191557934
| Precedido por Marco Vinicio Cerezo Arévalo |
Presidente da Guatemala 1991 – 1993 |
Sucedido por Gustavo Adolfo Espina Salguero |
