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Jorge Roberto Silveira
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Jorge Roberto Silveira | |
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Jorge Roberto Silveira (Foto: Ipkeez) | |
| Prefeito de Niterói | |
| Período | 1.º- 1.º de janeiro de 1989 até 31 de dezembro de 1992 2.º- 1.º de janeiro de 1997 até 4 de abril de 2002 3.º- 1.º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012 |
| Vice-prefeitos | Eduardo Travassos (1989–1992) Wolney Trindade (1997–2000) Godofredo Pinto (2001–2002) José Vicente Filho (2009–2012) |
| Antecessor(a) | 1.º- Waldenir Bragança 2.º- João Sampaio 3.º- Godofredo Pinto |
| Sucessor(a) | 1.º- João Sampaio 2.º- Godofredo Pinto 3.º- Rodrigo Neves |
| Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de fevereiro de 1979 até 31 de janeiro de 1987 |
| Secretário Estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro | |
| Período | 15 de março de 1983 6até 15 de março de 1987 |
| Governador | Leonel Brizola |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Jorge Roberto Saad Silveira |
| Nascimento | 9 de setembro de 1952 (73 anos) Niterói, Rio de Janeiro, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Pai: Roberto Silveira |
| Parentesco | Badger da Silveira (tio) |
| Partido | MDB (1979) PMDB (1980–1983) PTB (1983–1984) PDT (1984–2017) |
Jorge Roberto Saad Silveira (Niterói, 9 de setembro de 1952) é um político brasileiro atualmente sem partido. Foi deputado estadual e secretário de estado do Rio de Janeiro, além de quatro vezes prefeito de Niterói, sua cidade natal.
Vida pessoal
Jorge Roberto Silveira é filho do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Roberto Silveira, e sobrinho de Badger da Silveira, pertencendo a uma família com tradição na política fluminense. A influência familiar marcou o início de sua trajetória pública, que se consolidou a partir da década de 1970 com sua eleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Além da atuação política, foi um dos signatários da Carta de Lisboa[1], documento elaborado em 1980 que reuniu lideranças trabalhistas brasileiras em defesa da reorganização do trabalhismo no país. Também integrou o diretório nacional do Partido Democrático Trabalhista durante mais de três décadas, desfiliando-se da legenda em 2017.[2]
Carreira política
Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro (1979–1987)
Iniciou sua trajetória política como deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro, exercendo mandato entre 1979 e 1983. Nas eleições de 1982, foi reeleito pelo Partido Trabalhista Brasileiro para a legislatura de 1983 a 1987. Durante o mandato, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista, legenda na qual consolidou sua carreira política e permaneceu por mais de três décadas.
Secretário Estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro (1983–1987)
Em 1983, Jorge Roberto Silveira foi nomeado secretário estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, durante o primeiro governo de Leonel Brizola. À frente da pasta, integrou a equipe responsável pela formulação e execução das políticas estaduais voltadas ao esporte e ao lazer, permanecendo no cargo até disputar a Prefeitura de Niterói nas eleições municipais de 1988.
Prefeito de Niterói (1989–1992, 1997–2002, 2009–2012)
Foi eleito prefeito de Niterói nas eleições municipais de 1988, assumindo o cargo em 1.º de janeiro de 1989. Exerceu quatro mandatos à frente do Poder Executivo municipal (1989–1992, 1997–2000, 2001–2002 e 2009–2012). Em 1992, apoiou a candidatura de João Sampaio, que foi eleito para sucedê-lo.
Após disputar o Senado Federal em 1994, retornou à Prefeitura ao ser eleito novamente em 1996 com 77,26% dos votos válidos, uma das maiores votações da história do município. Reeleito em 2000, renunciou ao cargo em 2002 para disputar o governo do estado do Rio de Janeiro, sendo sucedido pelo vice-prefeito. Em 2008, foi eleito prefeito pela quarta vez, vencendo a eleição em primeiro turno com 60,80% dos votos válidos.
Durante suas administrações, foram executados projetos como a construção do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, do Caminho Niemeyer e do Terminal Rodoviário João Goulart, além da implantação do programa Médico de Família, voltado à atenção primária à saúde.
Em 2017, Jorge Roberto foi condenado à suspensão dos direitos políticos por cinco anos.[3] A juíza Ana Beatriz Mendes Estrella determinou que o ex-prefeito, o ex-secretário de Fazenda do município, Euclides Bueno Neto, e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) devolvessem aos cofres da prefeitura R$ 1,836 milhão. A magistrada julgou procedente a ação civil pública por improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público estadual, em função de dispensa indevida de licitação num convênio com o Ibam.[4] No mesmo ano, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou ação de improbidade administrativa contra Jorge Roberto Silveira, José Roberto Mocarzel, ex-secretário municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transportes, e também os consórcios de ônibus Transnit, Transoceânico e mais dez réus. Os atos de improbidade teriam sido praticados no curso da concorrência pública para a concessão do serviço de transporte de passageiros na cidade de Niterói, ocorrida em 2012.[5]
Polêmica do Bumba
Em abril de 2010, o Morro do Bumba, em Niterói, sofreu um forte deslizamento, provocado pelas fortes chuvas que atingiram o Estado. Cerca de 50 pessoas morreram e centenas ficaram desabrigadas.[6] Após a demora em atender a população, o ex-secretário municipal de Integração Comunitária de Niterói João Medeiros acusou o prefeito - além de membros da sua equipe - de terem sido omissos.[7] Medeiros afirmou que Jorge Roberto não teria dado atenção a avisos sobre o estado em que se encontravam as encostas dos morros do Viçoso Jardim, área em que se situa o Morro do Bumba.
A Universidade Federal Fluminense (UFF), situada em Niterói, teria feito ainda dois estudos sobre a área, indicando os riscos de desabamento.[8] Posteriormente, o Reitor da UFF, Roberto Salles, teria afirmado, em entrevista coletiva dada no dia 14 de abril de 2010, que nenhum dos estudos elaborados pela UFF tratava "especificamente" do Morro do Bumba.[9]
Referências
- ↑ Partido Democrático Trabalhista (2013). «Diretório Nacional». Portal PDT. Consultado em 8 de setembro de 2014
- ↑ Gilson Monteiro (2017). «Rodrigo entra, Jorge Roberto sai do PDT». Coluna Gilson Monteiro - Niterói De Verdade. Consultado em 3 de setembro de 2020
- ↑ Redação (2017). «Jorge Roberto Silveira é condenado a devolver R$ 1 milhão 836 mil». Plantão Em Foco. Consultado em 3 de setembro de 2020
- ↑ G1 (2017). «Justiça suspende direitos políticos de Jorge Roberto da Silveira». G1. Consultado em 3 de setembro de 2020
- ↑ MPRJ (2017). «MPRJ ajuíza ação contra ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira e empresas de ônibus». MPRJ - Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Consultado em 3 de setembro de 2020
- ↑ «Morro do Bumba tem 48 mortos; maioria das vítimas é homem». Terra. Consultado em 22 de dezembro de 2021
- ↑ http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/05/14/ex-secretario-acusa-prefeitura-de-niteroi-de-negligencia-diante-de-chuvas-916590773.asp
- ↑ «Autoridades locais sabiam dos riscos no Morro do Bumba - Política». Estadão. Consultado em 22 de dezembro de 2021
- ↑ «Reitor da UFF afirma que não tinha estudos específicos sobre o Morro do Bumba». O Globo. 14 de abril de 2010. Consultado em 22 de dezembro de 2021

