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Honda XRE 300
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Fabricante | Honda |
|---|---|
| Produção | 2009-2023 |
| Tipo | Trail |
| Motor | 291,6 cm3Monocilíndrico arrefecido a ar e com radiador de óleo 4 tempos, DOHC, 4v |
| Potência | Gasolina: 26,1 cv a 7.500 rpm / Etanol: 26,3 cv a 7.500 rpm |
| Torque | Gasolina: 2,81 kgf.m a 6.000 rpm / Etanol: 2,85 kgf.m a 6.000 rpm |
| Transmissão | 5 marchas |
| Suspensão | Dianteira: Garfo Telescópico - 245mm; Traseira: Mono amortecida/pro-link - 225mm de curso. |
| Freios | D: Disco fixo de 256mm e pistão duplo; T: Disco fixo de 220mm e Pistão Simples. |
| Pneus | Dianteiro:90/90 – 21M/C (54S) Traseiro: 120/80 – 18M/C (62S) |
| Altura | 860 mm |
| Tanque | 13,6 l |
| Similar | Yamaha XTZ 250 Ténéré |
A XRE 300 é uma motocicleta on-off-road fabricada pela Honda. Começou ser produzida no Brasil em 2009, permanecendo em produção por 14 anos até ser substituída no final de 2023 pela XRE 300 Sahara, mais conhecida como Sahara 300, que embora herde o mesmo nome mais o nome Sahara da icônica Honda NX 350 Sahara dos anos 90 e tenha a mesma proposta, é uma moto completamente diferente. A moto ficou famosa por apresentar problemas mecânicos como vazamentos de óleo e trincas no cabeçote do motor, que os proprietários por muito tempo consideraram um erro de projeto, mas há controvérsias, uma vez que há vários relatos na internet de unidades com quilometragens muito superiores a 100 mil km que nunca apresentaram trinca no cabeçote. Entretanto, a montadora efetuou uma chamada de recall para correções de problemas estruturais em unidades produzidas entre os anos de 2014 e 2015.[3]
História
Revelada em junho de 2009 e chegando às concessionárias Honda em agosto do mesmo ano já como modelo 2010, a Honda XRE 300 surgiu como uma moto bastante moderna para a época e altamente versátil, para substituir dois modelos famosos que saíram de linha alguns meses antes: A Honda XR 250 Tornado e a Honda NX4 Falcon. A XRE 300 se destacava por possuir o sistema de injeção eletrônica PGM-FI, uma inovação necessária para atender o PROMOT 3, que entrou em vigor em 2009 e que tanto a Tornado quanto a Falcon, com seus carburadores, já não podiam atender. Ela herdou da Tornado a base estrutural (quadro, suspensões, balança, rodas), bastante robusta e apta para terrenos difíceis, e também o motor, que passou por um upgrade significativo, com mudanças que resultaram em cerca de 42 cc a mais, porém ao mesmo tempo em que se tornou mais potente (saindo de 23,3 cv para 26,1 cv) e mais forte (2,42 kgfm para 2,81 kgfm), se tornou ainda mais econômico, alcançando médias entre 25 e 30 km/l, podendo até ultrapassar 35 km/l nos modelos mais novos. Além disso, em relação à Tornado, a XRE contava com a vantagem de possuir freio a disco na roda de trás, além de também possuir uma versão com freios ABS combinados (sistema Combined ABS), que além da função clássica de impedir o travamento das rodas, ainda faz um equilíbrio melhor entre as frenagens, acionando um dos pistões do freio dianteiro quando o freio traseiro fosse acionado. Da Falcon, a XRE 300 herdou a aptidão para percursos rodoviários, com carenagens maiores, melhor nível de acabamento, banco mais ergonômico e em dois níveis, bagageiro de série (que tanto a Tornado quanto a Falcon não possuíam) e paralama dianteiro rente à roda, que favorece a aerodinâmica. Seu painel, bem completo para a época, era totalmente digital e possuía, além do velocímetro, conta giros, hodômetro total que vai de 0 a 999.999 quilômetros, dois hodômetros parciais que vão de 0.0 a 999.9 km, marcador de combustivel e relógio. Nota-se que a XRE, por ser basicamente uma Tornado mais forte e mais completa, e com roupa estradeira moderna, realmente foi feita para substituir ambos os modelos. E com a vantagem da injeção eletrônica, que entrega um consumo muito menor de combustível e funcionamento mais preciso.[4]
Primeira geração (2010-2018)
A primeira geração da XRE 300, também conhecida como XRE "bicuda", permaneceu no mercado por nove anos, mas passou por duas atualizações significativas. Até o modelo 2012, a moto permaneceu praticamente a mesma do lançamento, mudando apenas cores e grafismos, sendo movida somente a gasolina e com bomba de combustível externa. Seu consumo de combustível era bom para a época, geralmente na casa dos 26 km/l em média. Ela possuía uma válvula solenoide no lado esquerdo, próxima ao motor, que se conectava na tampa do cabeçote, e o cabeçote possuía uma vela grossa e válvulas de escape e admissão com diâmetros maiores, o que exigia manutenção frequente. Para o modelo 2010, as cores disponíveis eram preta, vermelha ou dourada, com carenagens laterais inferiores do tanque na cor cinza e adesivos com estilo "tribal" e o nome XRE 300. Para o modelo 2011, as cores preta e dourada permaneceram iguais às do modelo 2010, somente a vermelha foi substituída por uma vermelha mais escura, conhecida como cor de vinho. As carenagens laterais inferiores do tanque, ainda na cor cinza, tinham os mesmos adesivos da XRE 300 2010, porém com mudanças discretas de cor.[5] O modelo 2012 teve mudanças mais relevantes nas cores e grafismos, com a cor preta sendo substituída por uma cor azul bastante escura, sendo quase preta, a cor dourada sendo substituída por uma cor verde semelhante à da Hornet e o retorno da cor vermelha do modelo 2010. As carenagens laterais inferiores do tanque passaram a ser na cor preta fosca, com adesivos diferentes cuja aparência sugere uma espécie de mapa digital, com um "X" que cruza o adesivo e que contém o nome XRE 300 no meio. Uma parte do grafismo tem a mesma cor da moto.[6]
Para o modelo 2013, ocorreram as primeiras atualizações.[7] A moto se tornou flex, podendo rodar com gasolina ou etanol, tendo um discreto aumento de desempenho quando abastecida com etanol, ao menos segundo a ficha técnica divulgada pela Honda. A bomba de combustível passou a ser interna, instalada dentro do tanque, que por sua vez, ganhou uma capacidade ligeiramente maior, passando de 12,4 litros para 13,6 litros. As carenagens laterais do tanque também passaram por mudanças, a válvula solenoide que ficava do lado esquerdo e próxima ao motor foi removida, a vela ficou mais fina e as válvulas passaram a ter diâmetros menores, eliminando a necessidade de manutenção frequente. Abaixo do painel, foi instalada uma luz redonda na cor âmbar que indica a presença de etanol no tanque e pisca em determinadas situações, como temperaturas baixas que podem dificultar a partida a frio. Para o modelo 2013, as cores disponíveis eram vermelha com adesivo em forma de X com degradê preto, com o nome XRE 300, branca com o mesmo adesivo, porém degradê vermelho e preta fosca com o mesmo adesivo da branca. Somente as carenagens tinham variação de cores, o tanque era sempre na cor cinza escuro e a carenagem inferior do tanque era sempre cinza.
No modelo 2014, um total de cinco cores estiveram disponíveis: Vermelha, branca, preta, azul e vermelha/branca. As duas últimas foram edições especiais, sendo a azul uma série limitada lançada em conjunto com séries limitadas da Honda CB 300R, Honda NXR 150 Bros, Honda CG150 Titan e Honda Biz 125, que possuiam cores e grafismos semelhantes, sendo que no caso da XRE o tanque e as carenagens principais dele eram azuis e as carenagens inferiores e as laterais traseiras eram brancas. Ela possuía adesivos diferenciados nas cores branca e vermelha.[8] A vermelha/branca era a inédita e rara versão Rally, que teve apenas 815 unidades produzidas e foi inspirada na Honda CRF 450 Rally do Team HRC (Honda Racing Corporation). Ela se destacava por ser a primeira XRE a ter o "bico" dianteiro, a carenagem do farol e a capa do banco na cor vermelha, ao invés de preta, além de possuir grafismos exclusivos que estavam presentes também no tanque, que era branco, nas carenagens inferiores do tanque, que tinham uma cor cinza, e nas carenagens laterais traseiras, que eram brancas.[9] Nas outras três cores, somente as cores do tanque e das carenagens superiores do mesmo podiam variar, assim como os adesivos, que eram idênticos aos do modelo 2013, sendo que na vermelha os adesivos eram prata, na branca eram prata e na preta, dourados. As carenagens inferiores do tanque e as laterais traseiras tinham a cor prata fosca.
No modelo 2015, mais mudanças de cor, com exceção da vermelha, que permaneceu exatamente igual à vermelha modelo 2014, devido ao sucesso de vendas da mesma. A branca tinha tanque e carenagens laterais traseiras na cor branca, porém com carenagens superiores e inferiores do tanque na cor preta fosca e o mesmo adesivo do modelo 2013, porém branco. A preta era quase igual à preta modelo 2014, sendo que ao invés da pintura ser brilhante, ela é fosca, e os adesivos são azuis.[10] Por fim, o modelo Rally voltou, com grafismos alusivos à CRF 450 Rally de 2015. Oficialmente, sua cor é preta, mas também pode-se dizer que é vermelha, já que as carenagens superiores do tanque, o "bico" e a capa do banco são vermelhos. Porém a capa da ponteira do escapamento e as alças traseiras são pretas, o que a torna suficientemente preta. Além disso, ela possui grafismos que estão presentes em todas as carenagens (com exceção da do farol) e no tanque, com áreas pretas que imitam fibra de carbono, listras brancas e uma área vermelha no adesivo do tanque, que faz uma "continuação" da cor das carenagens do mesmo.[11] No modelo 2015, somente a Rally tem, e sempre teve, freios ABS, o que a tornava consideravelmente mais cara e, de certa forma, exclusiva, enquanto nas demais cores, somente freios a disco. Foi uma mudança em relação aos modelos anteriores, nos quais a versão com ABS podia ter qualquer uma das cores disponíveis.
A XRE 300 modelo 2016, tardiamente lançada em fevereiro do mesmo ano (o que explica a estranha existência de XRE 300 ano 2016 e modelo 2015), veio com mais atualizações: Agora atendendo à segunda fase do PROMOT 4, seu cabeçote foi reforçado com uma camada extra de alumínio, agora possuindo uma vela fina e longa. Além disso, a refrigeração interna dele foi modificada. Antes, ela ocorria através do óleo recém saído do radiador de óleo, que além de lubrificar, banhava as partes internas do cabeçote e absorvia o calor, e também através de um tipo de túnel de ar que o atravessava de frente para trás, com uma terceira abertura próxima à vela para captar mais ar do ambiente externo. A partir do modelo 2016, a refrigeração interna do cabeçote passou a depender exclusivamente do óleo, que passou a alcançar mais partes internas e atuar como um tipo de refrigeração líquida. Se por um lado ele se tornou mais resistente e com uma refrigeração mais eficaz, por outro ele ficou mais vulnerável a situações de falta de óleo ou óleo incorreto, o que pode fazer ele trincar facilmente mesmo sendo reforçado. Porém, é teoricamente um problema fácil de prevenir, bastando não deixar faltar óleo. Além dessas mudanças no cabeçote, a moto ganhou um novo mapa de injeção, que além de ser flex, causou, junto com um novo catalisador, uma redução de 0,7 cv na potência e de 0,04 kgfm no torque. Contudo, essa diferença é imperceptível e é compensada por acelerações levemente mais imediatas, uma vez que a calibração da injeção ficou mais afiada, e maior economia de combustível, com medias superiores a 30 km/l. Houveram também mudanças no tanque, que passou a ter tampa no "estilo aviação", e nas carenagens dele, que ficaram um pouco maiores e mais modernas. O painel foi substituído por um maior e mais completo: No estilo blackout, ele tem as mesmas funções do anterior, além de também possuir informações de média de consumo para cada hodômetro parcial, consumo instantâneo e o indicador de etanol, que agora passa a ser exibido dentro do painel, ao invés de fora dele, como nos modelos 2013 a 2015. A moto recebeu novos comandos no guidão, mais modernos e agora com lampejador de farol alto, porém com o inconveniente da troca de lugar dos botões das setas e da buzina. Suas opções de cores são idênticas às do modelo 2013, com o tanque na cor cinza escuro, as carenagens inferiores dele na cor cinza e as demais carenagens podendo ser vermelhas, brancas ou pretas, com adesivos simples com o nome XRE 300 nas carenagens superiores do tanque. O modelo 2016 com ABS é a versão Rally, que tem as mesmas cores da Rally modelo 2015 e grafismos parecidos. Porém sua cor é oficialmente vermelha, já que as alças traseiras são na cor prata e as áreas vermelhas são um pouco maiores. Além disso, a moto passou a contar com 3 anos de garantia da Honda, enquanto nos modelos anteriores a garantia era de apenas um ano.[12]
No modelo 2017, somente duas cores estavam disponíveis: Preta e verde escuro. Em ambas, somente o tanque e as carenagens traseiras poderiam ser de uma cor ou de outra. As carenagens superiores do tanque tinham uma cor prata fosca e as inferiores eram pretas. A versão Rally mudou de cor, passando a ser branca. Seu tanque é azul, suas carenagens superiores do tanque, laterais traseiras e "bico" eram brancos, as carenagens inferiores do tanque, pretas, e os grafismos, azuis e vermelhos com uma faixa prateada estreita separando as duas cores. Os adesivos também se encontravam nas laterais do tanque, dando uma "continuação" aos grafismos das carenagens superiores. É considerada por muitos a XRE 300 mais bonita.[13] Posteriormente, foi lançada a versão Adventure como edição especial, com tanque e carenagens traseiras na cor prata, carenagens superiores e inferiores na cor preta e grafismos exclusivos com cores preta, cinza e amarela, além de adesivos amarelos nos aros das rodas.[14] Anteriormente, a versão Adventure foi exibida como conceito no Salão Duas Rodas de 2015, ainda antes das mudanças de tanque, painel e carenagens do modelo 2016, porém a Honda decidiu lançá-la oficialmente em 2017. Curiosamente, no modelo 2017 a versão Rally podia tanto ter quanto não ter freios ABS. No modelo 2018, nenhuma mudança significativa em relação ao modelo 2017, apenas os freios ABS passaram a estar sempre presentes nos modelos Rally e Adventure. A versão Adventure, antes apenas uma edição especial, passou a ser uma versão definitiva.[15]
Segunda geração (2019-2023)
Lançado em outubro de 2018, o modelo 2019 da XRE 300 foi o início de uma nova geração da moto, com uma grande e profunda atualização visual.[16] Em questão de peso, a XRE 300 ficou 5,4 kg mais leve, graças às novas alças feitas em resina, junto com os ajustes na carenagem e freios ABS de série, que passaram a ser mecanicamente mais compactos, com o motor do ABS sendo menor e instalado abaixo da caixa do filtro de ar e a pinça de freio dianteira, que nas versões ABS da primeira geração tinham três pistões, passaram a ter dois. Farol, lanterna traseira e piscas foram todos substituídos por outros em LED, as carenagens foram todas redesenhadas e o "bico" ficou curto e vazado, com um formato de "m" que deu à segunda geração da moto o apelido de "bico m". O tanque e o painel continuaram os mesmos, porém o velocímetro, que antes era acionado por uma peça instalada no eixo da roda dianteira, agora é acionado por um sensor. O modelo 2019 contava com duas cores na versão Standard: Azul escuro, com o nome XRE 300 nas carenagens do tanque e faixas nas carenagens laterais traseiras, todos nas cores cinza e branco, e prata, com os mesmos adesivos nas cores cinza e preto, enquanto as versões Rally e Adventure se diferenciavam da Standard apenas nas cores e grafismos. A Rally, que voltou a ser vermelha, tinha tanque e carenagens vermelhas, com adesivos pretos e brancos em todas as carenagens e áreas pretas que imitam fibra de carbono nas laterais do tanque. A Adventure, na cor verde escuro fosco, tinha adesivos mais detalhados nas cores cinza e preto, com um grande número 300 passando pelo tanque e pelas carenagens do mesmo, além do nome XRE em laranja com uma faixa laranja que acompanha o formato das carenagens e adesivos até chegar ao banco. Ela deixou de ter os adesivos dos aros das rodas. Em todas as versões, os adesivos da balança, que dizem "aluminum swing-arm", ficaram com um design diferente. Na parte mecãnica, o motor continua exatamente o mesmo e o mapa de injeção também não mudou.
No modelo 2020, apenas mudanças de cor. A Standard azul escuro passou a ser cinza escuro fosco, com o tanque preto e adesivos pretos e brancos. A prata passou a ter uma tonalidade mais clara e adesivos vermelhos e pretos. A Rally mudou apenas os lugares das cores dos adesivos da carenagem do farol, os adesivos das laterais do tanque, antes pretos, passaram a ser brancos, as carenagens laterais traseiras passaram a ser brancas com adesivos pretos e vermelhos e a capa do banco, antes preta, passou a ser vermelha. A Adventure não passou por nenhuma mudança. Devido à pandemia de Covid-19, a produção da moto foi suspensa temporariamente, assim como a distribuição dela para as concessionárias. A partir daí, a XRE 300, antes presente nas concessionárias com bastante frequência e com várias unidades disponíveis, passou a ser rara de encontrar nelas, e quando apareciam, já estavam vendidas, sendo muito raro haver alguma a pronta entrega.[17] No modelo 2021, nenhuma mudança, sendo exatamente igual ao modelo 2020 em todas as versões.[18] No modelo 2022, lançado já em meados de 2021, a versão Standard passou a ter apenas uma opção de cor, um cinza escuro com tanque preto e grafismos dourados com formatos um pouco diferentes e mais discretos. A Rally, vermelha, passou a ter carenagens laterais traseiras pretas com adesivos "Rally" na cor branca e "300" na cor vermelha. Os adesivos do tanque, da carenagem do tanque e da carenagem do farol, agora mais compactos porém com visual mais agressivo, ainda estão com as mesmas cores branca e preta. O banco continua vermelho. A Adventure passou a ser cinza escuro fosco, com grafismos amarelos e cor de areia, com uma textura que dá a ideia de um deserto.[19] O modelo 2023, que foi o último, foi exatamente igual ao 2022 em todas as versões. [20] Porém, teve sua produção interrompida, o que aumentou as filas de espera que já existiam desde 2020, enquanto a Honda estava preparando a Sahara 300 para ser lançada.[21] Por fim, a XRE 300 teve sua produção encerrada em novembro de 2023, com a confirmação do lançamento de sua substituta.[22]
Problemas mecânicos
Desde o início de fabricação alguns proprietários do modelo vem informando problemas no motor, especificamente no cabeçote.[23] A Honda reconheceu o problema de trincas e vazamentos de óleo no cabeçote dos motores das motos XRE 300 e algumas CB 300R. Mas considera que são casos pontuais, principalmente em situações de uso extremo da motocicleta, que se agravaram pela ausência de inspeções periódicas. Ainda segundo a montadora, para motocicletas até modelo 2012, devem ser feitas inspeções a cada 4 mil km para verificação e possível ajuste da folga da válvula, conforme previsto no manual do proprietário. Por outro lado, vários proprietários consideram que 4 mil km é uma quilometragem muito reduzida para que defeitos tão graves se manifestem.[24] Geralmente atribuem o problema à fragilidade do cabeçote (mais especificamente o cabeçote de vela grossa, dos modelos até 2012), à mistura de ar e combustível, considerada pobre demais por eles, e até o óleo recomendado pela Honda, que eles consideram fino demais. Porém, depois de vários anos, nos casos de XRE 300 que passam muitos anos e rodam quilometragens altas sem trincar cabeçote, observou-se que essas unidades foram sempre mantidas nas condições ideais de funcionamento, com óleo recomendado pela montadora (10w30 semi sintético), quantidade correta de óleo no motor e válvulas do motor com 0,12 mm de folga (admissão) e 0,15 mm de folga (escape). Dessa forma, conclui-se que a famosa e antiga lenda de que XRE 300 "trinca cabeçote mais cedo ou mais tarde" foi um mito. O cabeçote vela fina do modelo 2013 foi a solução da fragilidade e da necessidade que ele tinha de manutenção frequente; a mistura pobre, sozinha, não é capaz de provocar a trinca; e o óleo 10w30 faz o melhor equilíbrio entre lubrificação e refrigeração. Entretanto, hoje, muitas XRE 300 estão sujeitas a problemas elétricos devido ao envelhecimento, o que em alguns casos pode exigir revisão completa de toda a elétrica da moto para evitar incômodos frequentes.
Referências
- ↑ «CB 300R e XRE 300». Motonline. 1 de junho de 2009. Consultado em 26 de julho de 2014
- ↑ «XRE 300». Página do Fabricante. Consultado em 26 de julho de 2014. Arquivado do original em 26 de junho de 2014
- ↑ Honda anuncia recall das motos XRE 300 e CRF 230F Portal G1 - consultado em 21 de dezembro de 2016
- ↑ https://radicalnorte.wordpress.com/2009/06/03/a-nova-xre-300-subistitui-a-tornado-e-falcon/
- ↑ https://www.motonline.com.br/noticia/cb-300r-e-xre-300-ganham-novas-cores/
- ↑ https://bemquevi.wordpress.com/2011/12/16/xre-300-2012-com-novas-lindas-cores/
- ↑ https://www.motorede.com.br/honda-xre-300-2013-agora-com-tecnologia-flex-e-mudancas-no-design/
- ↑ https://www.motorede.com.br/edicao-limitada-flexone-da-honda-traz-novas-versoes-da-titan-bros-xre-cb-300r-e-mais/
- ↑ https://www.motonline.com.br/noticia/edicao-especial-da-xre-300-celebra-retorno-da-honda-ao-rally-dakar/
- ↑ https://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/especial-publicitario/empresas-maggi/noticia/2014/10/honda-xre-300-modelo-2015-ganha-novas-cores-e-grafismos.html
- ↑ https://motor1.uol.com.br/news/120857/honda-xre-300-2015-ganha-inedita-versao-rally/
- ↑ https://www.motorede.com.br/nova-honda-xre-300-2016/
- ↑ https://motor1.uol.com.br/news/133551/honda-xre-300-chega-a-linha-2017-com-novas-cores-e-preco-inicial-de-r-16190/
- ↑ https://autoesporte.globo.com/motos/noticia/2017/02/honda-xre-300-ganha-versao-adventure.ghtml
- ↑ https://autoesporte.globo.com/motos/noticia/2017/12/honda-xre-300-2018-passa-a-ter-versao-adventure-de-serie-na-linha-e-preco-sobe.ghtml
- ↑ «XRE 300 2019 é quase nova geração». Jornal do Carro - Estadão. 26 de novembro de 2018. Consultado em 7 de outubro de 2020
- ↑ https://www.sindmetal-am.org.br/moto-honda-adota-protocolos-de-saude-e-seguranca-na-volta-ao-trabalho-apos-paralisacao-por-coronavirus/
- ↑ https://www.motorede.com.br/xre-300-2021-confirmada-cb-twister/
- ↑ https://www.motonline.com.br/noticia/xre-300-2022-indica-que-a-crf-250-300-nao-vira-ao-brasil/
- ↑ https://motor1.uol.com.br/news/615057/honda-xre-300-lancamento-2023/
- ↑ https://www.motonline.com.br/noticia/fim-da-xre-300-producao-interrompida-sem-previsao-volta/
- ↑ https://motor1.uol.com.br/news/694619/honda-xre300-sahara-twister/
- ↑ «Honda XRE 300: história, detalhes, preço, motor (e consumo)». Notícias Automotivas. Consultado em 6 de outubro de 2020
- ↑ «Honda XRE 300 com problemas no cabeçote». Motonline. 24 de fevereiro de 2014. Consultado em 20 de maio de 2020

