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Guerra dos Três Henriques
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| Guerra dos Três Henriques | ||||
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| parte de Guerras religiosas na França | ||||
A Batalha de Ivry, retratada na imagem por Steuben, foi o conflito decisivo para a vitória de Henrique de Navarra sobre a Liga Católica. | ||||
| Data | 7 de julho de 1585 — 2 de agosto de 1589 | |||
| Local | França | |||
| Desfecho | Vitória de Henrique de Navarra:
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| Beligerantes | ||||
| Comandantes | ||||
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A Guerra dos Três Henriques, também conhecida como Oitava Guerra Religiosa, foi um conflito que ocorreu na França de 1585 a 1589 no contexto das guerras religiosas francesas que atravessaram a maior parte do século XVI, opondo católicos romanos e protestantes huguenotes.[1] Este conflito especificamente diferenciou-se dos demais do mesmo período por envolver, além das questões políticas e doutrinárias, uma disputa dinástica direta pelo trono francês.
O conflito tomou forma após a morte de Carlos IX, da Casa de Valois, sem herdeiros diretos, levando a uma disputa sucessória acirrada entre seus três parentes mais próximos: Henrique de Guise, Henrique de Bourbon e Henrique III, irmão de Carlos IX. Cada um dos pretendentes foi apoiado por uma facção religiosa motivada por interesses e alianças em avançar ou encerrar os conflitos religiosos. Henrique de Bourbon, que já reinava como Rei de Navarra desde 1572, foi apoiado pelos huguenotes e indiretamente pela Inglaterra enquanto a Liga Católica apoiou a sucessão de Henrique de Guise.
No decorrer do conflito, Henrique III tornou-se o responsável pela morte de Henrique de Guise e, devido a isso, foi assassinado posteriormente por um fanático católico. Com a morte de seus dois oponentes, Henrique de Navarra emergiu como o único sucessor sobrevivente devido a sua posição como consorte de Margarida de Valois (também irmã de Carlos IX). Em 1589, pressionado pelos grupos católicos, Henrique de Bourbon converte-se ao catolicismo e assume o trono como "Henrique IV", dando inicio à Dinastia dos Bourbons.
História
O ambiente político era caracterizado por disputas religiosas entre católicos e protestantes (huguenotes), que tratavam guerras civis desde 1562. Esses acontecimentos são periodizados dentro da história francesa como: Guerras Religiosas na França. Entretanto, as guerras civis ocorridas ao longo de todo esse contexto não se caracterizam apenas pelas questões religiosas, mas como lutas de facções aristocráticas, conduzidas do princípio ao fim por três linhagens rivais: Guise, Montmorency-Châtillon e Bourbon.[2]
A Guerra dos Três Henriques ocorre após o Massacre de São Bartolomeu em 1572, seguido pela origem do conflito, que remonta à morte do rei Carlos IX em 1574 e a ascensão de Henrique de Valois (Henrique III), seu irmão, ao trono francês. Henrique III, o antigo rei da Polônia, abandona a coroa polonesa após saber da morte do seu irmão e assume o trono francês. Porém, sem herdeiros diretos, a sucessão ao trono tornou-se uma questão central, pois seu sucessor seria o marido da irmã, Henrique de Navarra Bourbon, protestante e líder huguenote. Essa perspectiva gerou forte oposição da Liga Católica, liderada por Henrique de Guise, que buscava excluir os protestantes da linha sucessória. Em resposta, Henrique III assinou o Tratado de Nemours em 1585, pressionado por membros da Liga católica para assinar o acordo que excomungou Henrique de Navarra e declarou ilegal o protestantismo na França, aprofundando a divisão religiosa e política no país.[2]
O conflito se intensificou com a morte de Henrique de Guise em 1588, assassinado por ordem de Henrique III, o que levou a Liga Católica a se voltar contra o próprio rei. Em 1589, Henrique III foi assassinado por um monge católico, deixando o trono francês vago. Por conseguinte, Henrique de Navarra assumiu o trono como Henrique IV, dando inicio a Dinastia dos Bourbons, e quando, então, guerreia contra a Liga Católica e cerca Paris, provocando muitas mortes. Frente ao cenário sangrento em que se encontra, e para garantir a aceitação dos católicos, converteu-se ao catolicismo em 25 de julho de 1593, quando abjurou do protestantismo e foi recebido na igreja romana em cerimônia na basílica de Saint-Denis. O Papa reconhece sua conversão em 1595.[3]
O desfecho da guerra foi consolidado com a promulgação do Edito de Nantes em 1598, que concedeu liberdade religiosa aos protestantes e encerrou oficialmente as hostilidades religiosas na França. Esse evento marcou o início da dinastia dos Bourbons e estabeleceu as bases para o fortalecimento do poder real na França.[4][5]
Referências
- ↑ Encyclopaedia Britannica
- 1 2 DUBY, Georges (Org.) (1997). A história da França. São Paulo: Martins Fontes
- ↑ «Henrique IV de França». Wikipédia, a enciclopédia livre. 16 de fevereiro de 2025. Consultado em 18 de junho de 2025. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2025
- ↑ «Guerras religiosas na França». Wikipédia, a enciclopédia livre. 28 de janeiro de 2025. Consultado em 18 de junho de 2025
- ↑ «Edito de Nantes». Wikipédia, a enciclopédia livre. 10 de maio de 2025. Consultado em 18 de junho de 2025
